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Oiii, voltei com mais um capítulo. Infelizmente eu não tive muito tempo pra revisar como eu gostaria, então, se tiver erros eu peço mil desculpas, vou voltar pra revisar assim que puder.
Mais uma vez venho avisar sobre gatilhos, acho que vai ser o último desses primeiros capítulos.
TW: Violência física.
É isso, boa leitura, espero que gostem ♡♡
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Eles repassaram o plano muitas vezes e no meio do mato onde estavam. Segundo Taehyung, era tudo muito simples:
1: Entrar na cozinha usando a manga do moletom quando abrisse a fechadura, para não deixar digitais.
2: Roubar luvas descartáveis e descartá-las na fogueira após o uso.
3: Ficar de vigia enquanto Jimin e Jungkook acessam o computador e apagam todas as filmagens.
4: Voltar para o quarto sem serem vistos.
Nada poderia dar errado, era um plano simples e objetivo, mas que estava sendo repetido muitas e muitas vezes para que não houvesse nenhum furo.
— Não precisa repetir mais nenhuma vez, esse plano é tão merda que não tem como dar errado — Jimin disse, tentando tranquilizar Taehyung que parecia apavorado.
Taehyung olhou para Jungkook e percebeu que era o único que estava surtando, Jungkook estava ainda mais calmo do que Jimin que não tinha sido filmado em circunstâncias comprometedoras.
— Certo, como é que vamos entrar na cozinha? — Taehyung perguntou.
— Eu vou fazer isso. Você vai acabar chamando muita atenção com todo esse seu desespero — Jimin respondeu.
— Não sei se eu mencionei antes, mas eu estava pelado na frente da câmera, com certeza esse é um motivo muito plausível para o meu desespero.
— Calem a boca. Os dois. Tem alguém saindo escondido e o carro vai passar por aqui. — Jungkook alertou apontando para um carro que se aproximava.
Aqui está uma descrição da cena com base nas informações que você forneceu:
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A escuridão da noite envolvia a floresta densa, onde Jungkook, Jimin e Taehyung já estavam escondidos, ocultos pelas sombras das árvores. Eles estavam próximos à entrada secreta do acampamento, um ponto conhecido apenas por poucos. O silêncio era quase absoluto, exceto pelo som distante das folhas sendo agitadas pelo vento.
O som de um motor quebrou o silêncio, aumentando gradualmente conforme o carro se aproximava. Através da penumbra, os faróis cortaram a escuridão, revelando o contorno de um Audi 8 vermelho. Os três observavam com atenção, seus corações batiam um pouco mais rápido. Quando Taehyung olhou para o melhor amigo, viu que ele estreitava os olhos e parecia não sentir medo de ser visto. Jungkook o puxou para trás de uma arvore, onde ele e Taehyung estavam escondidos.
— Você ficou maluco? — Jungkook perguntou quando percebeu que o carro estava muito longe para conseguir olhá-los pelo espelho retrovisor.
Ele levantou limpando a parte traseira da calça preta com as mãos, jogando folhas e terra no rosto dos amigos sem ter a menor intenção.
— Aquele carro é o do Sr. Pine. O filho dele estava dentro. Vocês sabem o que isso significa? — Jimin perguntou.
— É claro que não.
— Significa que a barra está limpa por pelo menos quarenta minutos e isso é mais do que o suficiente.
— A gente precisa mesmo de luvas e essas coisas? — Jungkook perguntou.
— Sim, precisamos. Ele está observando menores de idade também. Não são só os universitários que ficam aqui durante as férias. Tinham crianças duas semanas atrás e essas câmeras já estavam aqui. Ele vai chamar a polícia para relatar a invasão, mas provavelmente vai fazer uma investigação pessoal por medo de quem fez isso. Ele vai saber que tem alguém ciente de que ele armazena pornografia infantil e vai morrer de medo disso, já que ele pode ir pra cadeia ou pode ser ameaçado para sempre por quem sabe.
Pensar no assunto enojou Taehyung a ponto dele colocar as próprias necessidades abaixo da urgência que era destruir todas as filmagens que ele tinha.
— A gente vai ameaçar ele!
— Como?
— Não sei, mas podemos começar deixando um bilhete deixando claro que sabemos o que ele está fazendo.
Jungkook tomou a frente e começou a andar sozinho.
— Estamos perdendo tempo, vamos.
Taehyung e Jimin se olharam sem entender, logo em seguida, Jimin deu de ombros e começou seguir Jungkook, que parecia saber exatamente o que fazer.
Eles partiram em direção à cozinha, o tempo todo olhando para trás e fazendo o mínimo possível de barulho. A cozinha não ficava tão distante do acampamento, era logo atrás do refeitório e estava aberta.
— Eles esqueceram de trancar — Jimin falou, esticando a blusa para cobrir a mão antes de empurrar a maçaneta da porta de vidro – Isso é estranho, eles costumam trancar pra nós não entrarmos aqui durante a madrugada.
— O mundo está girando a favor, vamos aproveitar — Taehyung disse.
— Jungkook, você deveria vigiar a entrada traseira enquanto o Taehyung vigia essa aqui.
Jungkook seguiu sem olhar para trás, deixando os dois sozinhos.
— Ele não devia estar aqui.
— É a privacidade dele que está em jogo também, você não decide isso por ele, Tae — Jimin tocou a bochecha do amigo — Já volto, qualquer coisa dá um jeito de me avisar.
Jimin deu as costas e entrou na cozinha.
Taehyung encostou na parede ao lado da porta de vidro , seus olhos vasculhando a escuridão em busca de qualquer sinal de movimento. O silêncio da noite era quase sufocante, quebrado apenas pelo insistente arfalhar das folhas ao vento, ele amaria o clima caso estivesse dentro de sua casa, mas agora parecia assustador.
Ele se mantinha alerta, sentindo a responsabilidade de vigiar enquanto esperava o retorno de Jimin, que parecia já ter saído dali a horas. O tempo parecia se arrastar, cada segundo prolongava a tensão em seus músculos. Como ele nao estava usando o relógio que Jungkook tinha dado de presente no ano anterior, ele se guiava pela intuição, tentando adivinhar quanto tempo já havia se passado desde que Jimin saiu. Ele não queria admitir para si mesmo, mas a preocupação começava a pesar.
A escuridão e o silêncio faziam cada som ecoar mais alto em sua mente. Cada estalo de galho, cada suspiro do vento o fazia prender a respiração por um instante, pronto para reagir.
E então, finalmente Taehyung ouviu passos suaves de Jimin se aproximando com exatamente três pares de luvas descartáveis nas mãos.
Com Jimin de volta e os itens em mãos, eles estavam prontos para seguir em frente.
— Eu ainda acho isso um exagero — Taehyung murmurou para si mesmo antes de dar a volta e avisar para o namorado que estavam prontos para ir.
Quando Jungkook se juntou a eles, não perdeu tempo, pegou uma luva das mãos de Jimin e colocou nas próprias.
— Recapitulando de novo, o Taehyung vai ficar atrás daquela árvore grande que dá a visão perfeita para a “central” onde ficam as câmeras, porque dali ele consegue saber se tem gente vindo de todos os lados. Deixa o resto com a gente, porque se algo der errado, o filho do prefeito tem que estar longe.
— Meu pai ainda não venceu as eleições.
— Ele vai vencer daqui a dois finais de semana, está com noventa e sete por cento. Invasão de câmeras é coisa séria, você sabe melhor do que ninguém.
Por mais que ele quisesse discutir e ficar por dentro da verdadeira ação, ele sabia que era melhor ficar de fora. Ele tinha visto os concorrentes do pai invadirem as câmeras do apartamento do pai e cada um pegar seis anos de prisão, ele com certeza não queria o mesmo destino, nem para si e muito menos para os amigos.
— Meu pai pagaria a fiança se descobrisse que você estava tentando evitar que nossa sex tape interferisse nas eleições — Ele disse rindo.
— Meu único crime é amar demais — Jungkook tentou quebrar o gelo antes de cair na gargalhada, enquanto Jimin colocava o dedo em direção à boca e fingia estar passando mal.
— Eu só não vou vomitar porque pode ser que isso me entregue, mas saibam que eu queria muito.
— Vem, vamos logo.
Assim que Jungkook puxou Jimin pelo braço e partiu em direção oposta, Taehyung sentiu um mal estar e uma vontade gritante de chamá-los de volta. Porém, ele sabia que o melhor a se fazer no momento era seguir com o plano em silêncio e ficar alerta do mesmo jeito que os outros dois estavam.
Ele sabia que não deveria, mas correu até a árvore gigante e se posicionou atrás dela. As raízes se sobressaltavam do chão, fomos se o acampamento não fosse o lugar certo para ela ou como se estivessem sido colocadas ali de propósito para fazer quem quer que se escondesse atrás dela tropeçar. Por sorte, os galhos das árvores faziam um perfeito cenário para seu esconderijo. Seus olhos estavam fixos na pequena sala de câmeras e à distância, ele podia ver Jimin e Jungkook se aproximando cada vez mais da entrada com cuidado. Eles trocaram olhares e algumas palavras antes de abrir a porta, revelando um breve lampejo da luz fraca no interior. Os dois se moveram com a cautela de quem sabia que qualquer ruído poderia e iria entregá-los. Jimin entrou primeiro, aparentemente verificando os monitores, enquanto Jungkook dava uma última olhada ao redor, assegurando-se de que não havia ninguém por perto. Só então ele entrou e fechou a porta atrás de si.
Taehyung esperou em silêncio, o coração batendo rápido enquanto observava a sala de câmeras se fechar, com os dois agora dentro, longe dos olhares curiosos do acampamento.
O tempo não estava sendo gentil com ele, ele sentia que os minutos estavam passando e quase sempre sentia que estava sendo observado, mesmo sabendo que atrás dele não poderia ter mais ninguém já que mais para frente havia um rio e um cercado de madeira impedia as pessoas de ultrapassarem. Mas isso não o impedia de ficar olhando para trás a cada cinco segundos.
Ficar de vigia tinha sido uma péssima ideia no fim das contas.
Ele conseguia sentir que os minutos corriam rápido demais, na verdade, ele tinha certeza que tinha conseguido contar sozinho um pouco mais de cinco minutos, e contando com o tempo que ele gastava fazendo uma varredura no local, eles facilmente já tinham ultrapassado os dez minutos lá dentro.
Dava para ver a cabeça de Jimin inclinada para o computador, vez ou outra Taehyung imaginava ter visto Jimin negando.
Cada som da natureza fazia o garoto sobressaltar pensando que tinha sido surpreendido por trás. A ansiedade dentro dele só crescia. Dez minutos não eram o suficiente para apagar todas as filmagens armazenadas em um computador?
Bem, talvez não fosse esse o caso, Taehyung pensou.
Talvez o acampamento tivesse muitas e muitas filmagens e os arquivos fossem muito grandes, com certeza era esse o caso.
Taehyung já estava viajando na maionese.
Ele continuava tendo a mesma sensação de que ficar de vigia tinha sido uma péssima ideia. E o pensamento dele acabou se concretizando quando ele viu o carro vermelho se aproximar do acampamento em uma alta velocidade.
Ele fez movimentos bruscos para Jimin e Jungkook, que sequer olharam para ele.
Aquele não era o combinado.
Jungkook tinha que ficar olhando para a janela, assim ele conseguiria ver caso ele desse algum sinal enquanto Jimin mexia nas câmeras por ser quem tinha mais experiência. Mas isso não foi feito.
Taehyung pensou em correr até lá, mas ele seria visto por Luke, e sabia que era questão de segundos até que ele chegasse na sala de câmeras.
Ele pegou uma pedra e tentou jogar no vidro. Sem sucesso. O braço estava tremendo demais e isso tinha interferido na força dele, fazendo a pedra parar na metade do caminho.
Luke se aproximou de onde os amigos estavam e correu até chegar na porta, mas antes de entrar, parou e ligou o celular, apontando para a porta.
Ele tinha começado a filmar.
Agora sim eles tinham um problema.
Taehyung não teve outra alternativa além de correr até onde Luke estava, mas já era tarde demais, Luke conseguiu entrar antes que ele chegasse e antes dos amigos perceberem.
Ele atravessou em tão pouco tempo que estava impressionado consigo mesmo, e quando chegou perto o suficiente, conseguiu ouvi-los brigando.
— Me devolve isso agora — Luke disse com tanto ódio que o assustou.
— Você tem algo que é nosso — Jimin respondeu.
— Meu devolva meu celular agora.
— Você tem algo que é nosso, e eu não vou repetir — Jimin devolveu o tom assustador — Estava assistindo meus amigos, não estava? Você tem tanto pavor de “viadinho” que sozinho no quarto você estava assistindo.
Taehyung não conseguiu ver o que aconteceu a seguir, mas conseguia ouvir o desespero e os gritos abafados de Jimin.
— Solta! Solta ele agora, você vai matá-lo. Eu te devolvo! — Jimin gritou chorando. E foi então que ele entendeu que Luke estava machucando Jungkook.
Taehyung correu e entrou na sala, se deparando com Jimin tentando tirar Luke de cima de Jungkook.
Jeon estava no chão e não reagia a Luke.
As mãos dele estavam firmes no pescoço de Jungkook e ele não parecia ter intenção de soltar até que concluísse o objetivo de matá-lo.
Taehyung ficou congelado quando viu a cena. Os pés pareciam não querer sair do lugar, mas o cérebro tentava encontrar uma solução atrás da outra. Entre elas, Taehyung esperava conseguir apartar com força física, mas nada fazia com que ele saísse do lugar.
Foi então que Jimin tomou a frente e bateu com alguma coisa nas costas de Luke, fazendo com que ele soltasse Jungkook no mesmo instante. A dor parece ter demorado a surgir, Luke estava eufórico e ansioso, mas então, a atenção dele se voltou para Jimin e ele pareceu mil vezes mais furioso do que já estava.
Taehyung olhou para Jungkook, que tentava respirar ao mesmo tempo que o braço esquerdo tentava alcançar algo que estava debaixo da mesa.
Uma tesoura de poda.
Taehyung olhou para Luke, e este tentava da mesma forma matar Jimin.
Ele não pensou muito no que estava fazendo, mas quando percebeu, já era tarde demais. Ele acertou a cabeça de Luke com a tesoura de jardineiro.
Uma. Duas. Três. Quatro vezes.
Luke caiu de lado no chão.
Os três estavam parados, vendo o sangue se esvair do corpo de Luke que há pouco estava tentando matar Jungkook e teria conseguido se ele não estivesse ali.
Jimin andou devagar e se abaixou em direção ao corpo dele. Jungkook e Taehyung esperavam o momento em que ele ia conferir a pulsação e decretar a morte de Luke, mas Jimin foi frio. Taehyung observou enquanto Jimin levava o dedo de Luke até o botão de digital do celular. E assim que o celular desbloqueou, Jimin mexeu por algum tempo e o colocou de volta no bolso dele.
— Ele não estava gravando de verdade. Mentiroso maldito.
— Jimin — Taehyung começou a falar, mas foi interrompido.
— Você não pode chorar agora. Nós conseguimos. Mais alguém viu a gente? — Jimin perguntou.
Taehyung negou com a cabeça enquanto observava Jungkoook desligar todas as câmeras do acampamento e em seguida desligar o computador.
— Ótimo. Vamos embora.
Taehyung não tinha coragem de olhar para os amigos. Sequer sabia como tinha conseguido sair dali. Não prestou atenção em nada, apenas foi guiado por Jimin. Ele foi quem tirou as luvas de Taehyung e se livrou delas, jogando-as na fogueira que ainda estava acesa no caminho de volta para o chalé e também foi quem se certificou que nenhum deles pisasse na poça de sangue antes de sair.. Foi ele quem colocou Taehyung no chuveiro e se certificou de que não havia respingado sangue por nenhuma parte das roupas deles. Também foi Jimin quem colocou Taehyung na cama e deitou com ele, chorando até pegar no sono.
Quando Taehyung acordou com o barulho das sirenes da polícia misturado com os gritos do Sr. Williams, Jimin ainda estava lá.
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Algumas horas depois, os parentes de todos os alunos estavam no acampamento, mas com certeza nenhum deles chamou mais atenção do que os pais de Taehyung.
O pai não tinha tato algum. Pediu para que Taehyung e Jungkook arrumassem os pertences e entrassem no carro o mais rápido que pudesse.
— Seu pai pediu para você vir comigo, ele vai cuidar do caso — Ele se dirigiu à Jungkook, que apenas assentiu enquanto juntava suas coisas na mala.
Os policiais apressaram os estudantes e exigiram que evacuassem o local em vinte minutos. Taehyung jamais esqueceria do desespero dos amigos que ainda não sabiam quem tinha cometido o crime. E ele também não esqueceria do olhar frio de Jungkook sobre ele, ou do silêncio que foi aquela viagem de volta para casa. Ou da calma do pai enquanto tentava puxar qualquer assunto com eles, como se não tivessem acabado de presenciar o que em breve seria chamado de pior crime de férias.
— Tem pizza de ontem, vocês jovens adoram comer porcaria logo de manhã, não é? — O Sr. Kim perguntou com o maior sorriso, olhando de Jungkook para Taehyung e de Taehyung para Jungkook sem parar, até perceber que algo estava muito errado.
Ele não tinha percebido antes, mas agora conseguia ver com clareza, os dois não se falavam e Jungkook estava tremendo o tempo inteiro. Ele pensou ter visto algo assim pelo retrovisor, mas no momento da viagem, imaginou que fosse uma tremedeira causada pelo balançar do carro.
Enquanto ele observava Jungkook, ouviu um suspiro que veio seguido de uma crise de choro incontrolável. Taehyung estava com as mãos no rosto, tentando esconder as lágrimas sem nenhum sucesso.
— Tenha calma, meu filho. Não precisa se preocupar.
Ele olhou para Jungkook em busca de alguma ajuda, mas logo o namorado do filho o acompanhou, e este tremia três vezes mais que Taehyung.
— Porra! Aileen, preciso de ajuda aqui!
A mãe de Taehyung apareceu completamente deslocada do que estava acontecendo ali. O rosto inchado e os cabelos bagunçados, claramente tinha acabado de acordar, sequer reconheceu Jungkook sentado ali.
— O que aconteceu?
— Fui eu. Eu matei o Luke. Ele ia matar o Jungkook eu-
A fala foi interrompida por soluços e mais choro incontrolável. Ele sentia que morreria ali mesmo.
O pai olhou para Jungkook, esperando que ele negasse ou dissesse que Taehyung estava maluco.
— A- a gente prometeu. Era segredo, você prometeu! — Jungkook gritou se levantando.
— Ei, ei. Se acalma — O Sr.Kim se levantou para manter os dois longe um do outro, mesmo sabendo que eles jamais se machucariam, estavam descontrolados — Eu vou buscar uma água para vocês dois e quando eu voltar, vocês vão se acalmar e me contatar esse mal-entendido.
Aileen se sentou ao lado de Jeon, percebendo que, apesar de tudo, estava um pouco mais calmo do que o filho.
— Isso é mais uma daquelas brincadeiras de vocês dois e Jimin, não é? — A voz era calma, parecia ser a única que não estava entendendo a gravidade da situação.
Jungkook negou com a cabeça, e logo em seguida voltou a se desesperar.
O Sr. Kim voltou equilibrando três copos de água e distribuindo para os três que estavam ali antes de sentar ao lado de Taehyung outra vez.
Taehyung tentou secar as lágrimas e se esforçou para beber pelo menos metade do copo de água. Na verdade, ele não queria consumir nada, a água descia forçadamente pela garganta e isso só o deixava mais aflito.
— Pronto. Agora que está mais calmo, me conte o que aconteceu.
Sem rodeios e sem gaguejar desta vez, Taehyung contou cada detalhe da forma mais calma que conseguiu.
Após terminar, sentiu o olhar apavorado da mãe sobre ele e o namorado. Era óbvio que ele agora era uma decepção, enquanto escutava as atrocidades que o filho querido tinha feito, ela negava com a cabeça o tempo todo, como quem ainda esperasse que aquilo fosse mais uma das brincadeiras de adolescente que ele e Jimin gostavam de fazer.
Mas não, era tudo real. E conforme Jungkook se desesperava, a ficha de Aileen ia caindo.
— A ideia de entrar na sala de câmeras e apagar tudo não foi dele, foi minha. Eu estava preocupado com a imagem de vocês, eu sei que se filho do candidato fosse visto transando com outro homem às vésperas da eleição, as intenções de voto seriam outras. A culpa foi toda minha. — Jungkook se lamentou.
— Você fez o que era certo. E o Taehyung também. Agiram em legítima defesa.
— Ele acabou de dizer que eu matei um homem, será que você não entende? — Taehyung gritou.
E então, Taehyung escutou a última coisa que esperava ouvir depois de tudo o que aconteceu.
— Ele não está morto, meu filho.
Jungkook sentiu um alívio imenso.
Taehyung ficou ainda mais desesperado.
Ter Luke vivo era mil vezes pior do que morto.
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Não esqueça de votar se tiver gostado do capítulo, volto segunda com mais um e chega de TW 😁
Vejo vocês no próximo 💜💜
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