CAPÍTULO 5 - VIAGEM
Finalmente chegou o dia da minha mudança. Eu estou tão ansioso que fico andando de um lado pro outro no meu quarto. Hoje eu nem consegui dormir direito, passei a noite em claro. Estou tão feliz que vou ter uma vida normal, mas ao mesmo tempo estou com medo do que me espera.
- Já colocou as malas no carro? – Pergunto ao motorista particular que entra na sala.
- Sim meu lord. Já está tudo pronto. Agora é só esperar dar hora da partida. – Ele fala parado em frente a porta.
- Ótimo. Obrigado Alfred. – Falo esfregando a mão de ansiedade.
- Meu filho? – Minha mãe me chama ao sair de seu elevador.
- Oi mãe. – Vou em sua direção com um sorriso.
- Eu e seu pai queremos conversar com você no escritório. – Ela acena com a cabeça.
- Espero que não seja bronca. – Falo começando a segui-la.
Vamos até o escritório do meu pai. Ao entrar vejo ele sentado na sua poltrona virado pra vista em sua janela. Logo ele nota nossa presença e se levanta pra me cumprimentar.
- Bom dia filho. – Ele aperta minha mão.
- Bom dia. – Falo com a cara fechada.
- A gente tem uma proposta pra te fazer. – Fala minha mãe se sentando.
- Eu vou gostar? – Me sento na poltrona ao seu lado.
- Depende. – Meu pai volta pro seu lugar. – Acho que todo jovem gostaria, mas você és tão diferente. – Ele me encara.
- Vou ter isso como um elogio. – Sorrio debochado. – Então o que vocês querem me propor? – Pergunto curioso.
- Sua mãe acha melhor todo mês nós enviarmos uma quantia pra você viver na América. – Ele se inclina ao falar.
- Não precisa eu vou trabalhar como qualquer outra pessoa. – A olho.
- Meu filho não sabemos quando iras arrumar um trabalho. Você não pode morar na casa de uma pessoa sem ajudar ela nas despesas. – Ela me olha meiga.
- Sua mãe tem razão. Ninguém vai deixar um estranho morar com eles sem dividir as contas. – Meu pai volta a me olhar.
Eu odeio admitir que eles estão certos. Mais eu não quero ficar dependendo deles. Quero ter meu próprio dinheiro, mas como não trabalho eu vou ter que aceitar, até porque odiaria ficar de favor na casa dos outros sem poder ajudar.
- Está bem eu aceito. Mas isso vai ser só até eu arrumar um trabalho e poder me sustentar sozinho. – Ergo uma sobrancelha.
- Vamos enviar até acharmos que não precisa mas. E não falamos mais sobre isso. – Meu pai fala abrindo a gaveta de sua mesa.
- Ai deus. – Falo virando os olhos. – E qual é o valor? – Relaxo meu corpo na poltrona.
Meu pai tira um cheque de sua mesa e a desliza em minha direção. Quando eu vejo o quantia, minha única reação é olhar para os dois assustados.
- Isso és muito dinheiro. – Falo não acreditando no valor. – Não preciso disso tudo. Eu poderia comprar uma casa todo mês com esse dinheiro. – Falo achando um exagero.
- Dinheiro não és nosso problema. Vai ser essa quantia, o que você vai fazer com esses trinta mil dólares é problema seu. – Meu pai fala se levantando e indo pegar um copo de wisk. – Só espero que use esse dinheiro pra coisas certas. – Ele falo botando gelo em seu copo.
- Mãe! Isso és um exagero! – Tento convencer minha mãe.
- És o suficiente pra você ajudar as pessoas e viver sozinho. Nem precisa trabalhar, mas como sei que você não vai fazer isso... Então... Use esse dinheiro com sabedoria. – Ela acaricia minha face.
- Vocês não estão me ouvindo? Eu não quero isso tudo de dinheiro! – Aumento meu tom. - És um absurdo vocês depositar essa quantia todo mês. Eu não quero. – Me levanto da cadeira irritado.
- Você não tem querer Christopher! – Seu tom fica sério. - Ou vai com essa proposta, ou todos saberão quem você...
- Que? Sério isso? Você vai mesmo me chantagear? – A raiva me controla.
- Só tem essas duas opção. Qual vai escolher? – Ele fala frio.
- Mãe? – A chamo sem acreditar no que estou ouvindo do meu pai.
- Só aceita meu filho. – Ela desvia seu olhar.
-Ainda bem que vou embora dessa casa! – Falo pegando o cheque e saio furioso do escritório.
Entro no elevador e vou no meu quarto pegar meu celular e minha mochila. Ao chegar na sala vejo Alfred parado em frente a porta ainda.
- Vamos embora. – Falo indo em sua direção.
- Não vai se despedi da sua família meu lord? – Ele estranha meu comportamento. – É cedo também. – Ele me olha surpreso.
- Já me despedi. Agora vamos! Estás na hora. – Falo abrindo a porta dando passagem.
Quando saio de casa e ando até o carro escuto minha mãe me chamar.
- Christopher! – Ela grita correndo em direção ao carro.
- Que queres? – Falo segurando a porta.
- Como teve coragem de sair sem se despedir de sua família? – Seu olhar és de decepção.
- Do mesmo jeito que teve coragem de me chantagear. – Fala triste.
- Me desculpe, mas eu só querias o melhor pra você. – Ela segura minha mão.
- Entendam de uma vez por todas mãe, eu sei o que és melhor pra mim! – Aperto sua mão. – Mas tudo bem, deixa pra lá. Vem cá. – A puxo pra um abraço.
Posso sentir a tristeza de minha mãe. Ela me aperta e começo a chorar em meu peito. Isso corta o meu coração, mas eu não posso deixar meus sonhos de lado.
Logo vejo meu pai e Charlotte vindo em minha direção. Todos me abraçam e desejam uma ótima viagem e que eu tenha uma vida incrível. Me despeço de todos eles.
- Cadê o George? – Pergunto dando por sua falta.
- Sabe como ele és né? Não acha certo isso e Blá-blá-blá... – Charlotte faz caretas.
- Há sim, entendi. – Fico meio cabisbaixo.
- Deixa ele pra lá. – Minha mãe segura meu rosto. – Cuidado com as pessoas meu filho e nunca esqueça de mim. Quero que me ligue sempre, entendeu? – Ela ergue os olhos.
- Pode deixar. Vou sempre estar em contato com vocês. – Dou um sorriso. – Agora eu tenho que ir. – Me despeço de todos de novo.
Entro no carro e vejo minha mãe e Charlotte aos prantos abraçadas, já meu pai só fica me olhando com frieza. Ver minha mãe assim e minha irmã me corta o coração, mas eu preciso ir embora.
Peço que Alfred der a partida e ele obedece. Não olho mas pra janela, pôs isto estás começando a doer. Sinto a lágrima escorrendo pelo meu rosto, logo começo a limpar.
Pego meu fone de ouvido e escuto o álbum do Shawn Mendes. Olho pela janela e vejo com está a cidade de Londres. Com um céu azul e um dia ensolarado, Alfred percorre a cidade até chegarmos no aeroporto.
Como vai ser essa mudança do nosso príncipe? Tomará que de tudo certo.
Por hoje é só, meus amores. Espero que tenham gostado. Até a próxima e não esqueçam de votar e deixar seus comentários. 😙
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