CAPÍTULO 23 - Vai ficar tudo bem.

A imagem na mídia vai dizer muito sobre o capítulo de hoje. Espero que gostem, tenham uma ótima leitura. 😚

Eu imploro pra que eles parem e nada acontece, escuto risadas e palavreados feio saírem de suas bocas. O que eu fiz pra esse homens estarem fazendo isso comigo? Eu já não sei mais o que fazer. Agora eu só imploro a deus pra que eles cansem antes que eu esteja morto.


- O que vocês estão fazendo?! – Escuto uma voz feminina em desespero. – Sai, deixa ele! – Sinto alguém se jogando em cima de mim, na intenção de me proteger.

Eu sinto dor por todo meu corpo, parece que vários ossos meus foram quebrados. Ainda com a mão na cabeça, choro por ter dificuldades de respirar.

- Sai da nossa frente garota! – Escuto um falando firme.

- Eu não vou sair! Se não pararem eu vou chamar a polícia! – Ela grita.

- O que vocês fizeram? – Escuto outra voz de mulher. – Ele é nosso conhecido, vocês não podem fazer isso com ninguém, não é porque ele é branco que vai ser preconceituoso. – Escuto o desespero em sua voz.

- Ué, eles não tem mania de achar que todo preto é bandido? Então...

- O que você acabou de fazer é o que? Coisa de um homem humilde e trabalhador? Vocês iriam matar ele, então pra mim você é sim um bandido!– A menina sai de cima de mim, parecendo ficar em pé. – Vão embora! – Ela grita.

- Vem cara, deixa pra lá. Acho que agente já deu uma lição nele. – Escuto outro cara falando.

- Lição?! – Ela parece perplexa pelo o que ouviu. – Sai! – Ela volta a gritar.

Logo escuto passos distantes e percebo que foram embora, então me sento, colocando meu cotovelo no meu joelho e passo a mão no meu rosto.

Sinto alguém levantando meu rosto, e quando vou olhar é a irmã de Katherine.

- Vem, deixa eu te ajudar. – Ela fala puxando minha mão.

Logo vejo que a moça da outra voz também és uma das refugiadas. Ela se coloca no meu lado, jogando meu braço em cima de seu ombro e a Melanie tenta fazer o mesmo do outro lado, mas eu não deixo porque meu braço dói ao ponto de eu não conseguir levanta-lo. Então Melanie envolve seu braço na minha cintura. Por causa da dor eu não consigo ficar ereto, a falta de ar ainda és muito grande em meu peito.

- O que está fazendo aqui sozinho? Cadê a Mikaele? – A moça ao meu lado pergunta.

- E-Ela teve que sair... – Falo em um gemido de dor.

- Você podia estar morto agora garoto. A Mikaele não te falou como esse lugar é perigoso? – Melanie parece irritada.

- Falou, mais eu não imaginária que eles iriam me agredir só porque sou branco. – Viro meu rosto a encarando.

- Não é só por isso. – Ela também me encara. – Olha pra você, parece um badboy, esses caras já não gostam muito dos brancos e você ainda me parece todo filhinho de papai. – ela revira os olhos.

- Ele não tinha como saber Melanie, e isso não é desculpa pra saírem agredindo ele. Ele podia ser um bandido, assassino ou até mesmo um preconceituoso, isso não daria a eles o direito de o agredir. – A moça ao meu lado se inclina pra tentar olhar pra Melanie.

- Obrigado. – Falo em um susurro. – Obrigado por me ajudarem, e desculpa por estar dando trabalho a vocês. – Sinto uma pontada na costela me fazendo tirar o braço que estava envolta do pescoço da moça.

Por fazer isso e levar a mão na minha costela eu acabo me desequilibrando e tombo pra cima da Melanie, que me segura com todo sua força.

- Ele está fraco demais. – Ela parece se preocupar. – Vai chamar os meninos.

Nisso vejo a outra sair correndo pra pedir ajuda. Por eu estar fraco, Melanie me ajuda a sentar no chão, escorado na parede.

- O que está fazendo aqui, Christopher? Porque não esperou a Mikaele estar livre pra te trazer? – Ela me olhou preocupada, pela primeira vez vi essa garota com um olhar diferente do que tinha na primeira vez que a vi.

- Eu não queria esperar... – Gemo de dor ao apertar a minha costela. – Eu... Eu não queria esperar pra dizer que arrumei um lugar pra vocês. – Falo ofegante, encostando minha cabeça na parede.

- V-Você conseguiu, mesmo? – Ela fica surpresa. – Porque está ajudando a gente? – Ela me empurra com seu corpo e se senta ao meu lado, me dando apoio.

- Porque ninguém merece viver assim e eu prometi que ia ajuda voc... Ash.... – Sinto a dor no meu braço o qual ela encosta, mais o pior de tudo é a dor na costela, que mais uma vez eu aperto tentando aliviar.

- Eles devem ter quebrado seu braço e sua costela, precisamos ir ao médico Christopher. – Ela empurra seu corpo na intenção de fazer o meu ficar reto. – Deixe eu ver. – Ela levanta minha blusa social, que era branca, porém agora está quase toda cinza por causa da poeira do chão e vermelha por causa do sangue.

- Isso está horrível. – Ela coloca a mão aonde eu to sentindo dor.

- Ai... Ish... – Boto minha mão em cima da sua, fazendo ela parar de apalpar a região.

- Eu vou te levar ao médico. Você tem dinheiro?  E documento, está com eles? – Ela me olha e eu aceno com a cabeça. – Me dá seu celular, vou chamar um uber.

Nisso vejo ela digitando alguma coisa no celular. Ao acabar ela rasga um pedaço do pano de seu vestido, pega um papelão que estava no chão e o dobra em dois, logo ela o coloca embaixo do meu braço e envolve o tecido em volta. Quando ela termina, sinto um pouco de alívio no braço, porém a dor pior és da costela.

Finalmente vemos o carro chegar e os meninos também, eles me ajudam a entrar, e logo Melanie senta na frente, ao lado do motorista.

- Precisamos ir, rápido! – Ela fala colocando o sinto de segurança. – Aguenta firme, vai ficar tudo bem. – Ela olha em minha direção, eu não falo nada, só aceno com a cabeça.

Meu deus, Finalmente Alguém apareceu pra ajudar nosso meninos. Que agonia que eu estavaaaaaa...😭💔

Meus amores por hoje é só. Espero que tenham gostado do capítulo de  e dependendo dos votos e comentários eu posto outro capítulo amanhã. ❤

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