CAPÍTULO 22 - Me Ajuda.
Não surtem, mas a imagem a cima vai dizer muito sobre o capítulo de hoje. Tenham uma ótima leitura. 💜
Meu dia foi o mesmo de sempre, acordar, tomar café , conversar e ver TV.
Agora estou vendo algumas coisas na internet pra mobiliar o apartamento antes de entregar pros refugiados. Minha mãe ficou sabendo de tudo e como sempre, quis ajudar. Ela depositou um bom dinheiro na minha conta pra poder comprar tudo antes e Charlotte também ficou sabendo e fez o mesmo.
Eu explico tudo para Sr. Edward, envio a senha da minha conta do banco pra que ele possa agir tudo no apartamento antes que eu chegue com as pessoas.
Sr. Edward ficou de chamar sua equipe para ajeitar tudo o mais rápido possível. Ele disse que até as sete horas estará tudo pronto. Eu falo como são as família, até porque tem quatro crianças, eu quero o quarto delas impecável. Então explico como gostaria de cada detalhe do apartamento. Ao acabar eu vou ver o que o Sr. Jackson estas a fazer.
- A gente tem que ir agora! Ainda temos muita coisa pra fazer, Malik! – Seu tom fica rígido. – Sua irmã já está pronta, se não largar esse celular eu juro e vou jogar ele na sua cabeça! – Ele fala alto.
- Eu já vou pai, meu deus. – Malik fala guardando o celular. – Você é muito impaciente. Falou da Mikaele e cadê ela? Não estava com presa? Então, vai chamar sua filhinha. – Ele usa de deboche.
- Não precisa querido, eu já estou aqui. – Ela fala jogando beijo pra ele. – Vamos papi? – Ela segura no braço do seu pai.
- Vamos. Tem certeza que você não quer ir Christopher? – Sr. Jackson me olha.
- Acho melhor não, tenho algumas coisas pra resolver. – Me sento na bancada. – Mas olha, assim que vocês chegarem lá, procurem a Daniella Stein, ela vai ajudar a vocês a escolher as coisas pra casa e vai colocar tudo na minha conta. Minha família confia muito nela, ela faz um ótimo trabalho. Sr. Jackson, pode comprar qualquer coisa, tá? Não ligue pro valor, isso serve pra vocês dois. – Aponto pra Malik e Mikaele.
- Há pode deixar que vou escolher tudo o que quiser. Vou parecer criança em shopping. – Malik se anima.
- Mas não vai mesmo, você vai tratar de comprar tudo barato. Não é porque o Chris vai ajudar que você vai usurpar da bondade dele. – Mikaele se irrita.
- Pode deixar ele compr...
- Não Chris, não mesmo. – Ela me encara e pela primeira vez eu vejo Mikaele seria.
- Você ama ser estraga prazer né? Aff. – Ele revira os olhos. – Vamos embora, ou não? – Malik fala com os braços cruzados.
- Vamos logo, antes que eu acabe me irritando sério com seu irmão. – Sr. Jackson começa a andar.
- Você vai a algum lugar? – Mikaele se vira pra mim. – Disse que vai resolver algumas coisas.
- Não, ficarei em casa. Tudo que vou resolver, dá pra fazer por aqui. – Levanto meu celular e dou um sorriso.
- Vai vim ou não?! – Malik grita do lado de fora da casa.
- Vou lá, antes que meu pai mate o Malik. – Ela me da um beijo na bochecha e começa a andar.
Me despeço deles fechando a porta e logo pego meu celular pra ver como chego no outro lado do Brooklyn. Não falei nada pra Mikaele porque se não, ela iria comigo e não iria comprar as suas coisas, então prefiro não contar nada. Não queira estragar suas compras.
Ao pesquisar eu chamo um uber, que não demora nem cinco minuto pra chegar. Pego a chave da casa e a tranco, caminha até o carro e peço o motorista pra dar a partida.
Desço do carro e começo a andar pela rua, a procura do beco aonde eles ficam. Vejo que estou chamando bastante atenção, mas faço o que Mikaele me disse, tento não encarar ninguém, sempre sorrio e cumprimento as pessoas por onde passo, mesmo quase nenhuma me respondendo. A maioria que estás na rua são homens, eles são quase todos forte, tatuados e bem mal humorado.
- Ei. – Escuto alguém me chamar. – Acho que você errou o caminho. – Vejo um moço negro com um porte físico bem grande, com o braço todo tatuado e com um cigarro na mão.
- Desculpe, mas não eu não errei. O senhor poderia me dizer aonde...
- Não, não posso. – Ele se aproxima de mim e logo vejo mais dois caras se levantando de onde estava e vindo na minha direção. – O que um branquelo como você faz aqui? Com certeza deve ser pra comprar drogas ou ir num puteiro. – Seu tom és bem rigoroso.
- O senhor estas a me entender errado, eu não sou esse tipo de...
- Olha como ele fala? Com certeza é britânico. – O outro em seu lado fala dando uma risada debochada. – Gostei do seu relógio. – Ele se aproxima, mas eu dou um passo pra trás.
Ao fazer isso, vejo que encosto em alguém, quando me viro tem um outro cara que parece até jogador de basquete de tão alto que és. Esse me olha com tanto ódio que parece até que eu fiz alguma coisa de errado.
- Vocês estão me julgando errado. Eu não sou esse tipo de homem, por favor deixem eu passar, eu só vim ajudar os refugia...
- Há, ele é um bom samaritano, pessoal! – O cara na minha frente fala girando pros outros os verem, e entre a frase ele bate palma e rir.
Eu começo a me assustar e quanto menos espero o que estava atrás de mim segura meu braço.
- Por favor, eu só quero aju...
O da minha frente não deixa eu terminar e me dá um soco no estômago. Sinto minhas tripas queimarem e logo sinto um gosto de ferrugem na boca, fazendo com que eu cuspa sangue. Tento me soltar das mãos do cara atrás de mim, me debatendo, mas tudo és em vão.
- Me solta! – Não paro de me debater.
- Você veio ao lugar errado branquelo. – Ele fala segurando meu rosto e o apertando, logo vejo ele olhando para os caras atrás de si, que parecem da permissão com a cabeça.
Ao virar de volta pra mim, ele dirige outro soco no meu estômago. Po causa do golpe, me contorço pela dor que sinto, minha costela grita dentro de mim. O que estava me segurando me empurra, fazendo eu cair no chão com força.
- Agora você vai ver o que a gente negro, sofre com os branquelos filho da puta como você. – Escuto um deles falando.
Vejo os pés vindo em minha direção, então me encolho o máximo que consigo, na intenção de me proteger. Coloco meus braços cercando minha cabeça pra que eles não a chute.
- Para! Por favor... – Falo ao choro de dor.
Parece que ao falar isso só irrita ainda mas eles, e os seus chutes ficam mais forte, eu tento de todo jeito me proteger deles, mas tudo és em vão. Sinto os chutes na minha barriga e nas costas. Tento me debater na intenção de desviar de alguns pontapés, mas nada funciona. Eles aumenta a velocidade e a força.
“Deus, por favor, me ajuda.”
Ai meu deus... Será que ninguém vai aparecer, será que esse caras não vão parar? Tadinho do nosso príncipe.
Esse, com certeza foi o capítulo mas triste que escrevi. O ver apanhando só pela cor da pele é triste demais. Mas infelizmente isso acontece muito, principalmente com negros. Preconceito e horrível, racismo é horrível. Respeite o próximo independente da cor, gênero ou religião.
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