CAPÍTULO 2 - TENTATIVA.

Com a demora dos meus pais eu cabo pegando no sono e sou acordado pela nossa governanta.

- Meu lord? Com licença, sua majestade real esta a lhe chamar. - Ela se referencia ao falar e se afasta da minha cama.

- Qual delas? Minha mãe ou a bruxa que usa uma coroa? - Coço meus olhos e me sento na cama.

- Sua mãe meu lord. - Ela fala com as mãos juntas a frente de seu corpo.

- Pode dizer a ela que já estou a descer. Só irei tomar um banho e já vou. - Falo me arrastando pra ponta da cama. - Willa? Pode me fazer um favor? - Me levanto.

- Claro meu lord, as suas ordens. - Ela se aproxima.

- Pode por favor parar de me chamar assim? - Dou um sorriso. - Me sinto tão velho, és estranho. Só me chama de Christopher. Ok? Já pedi isso várias vezes. - Seguro sua mão e dou um sorriso.

- Mas meu lor... - Ela olha pra mim. - Mas senhor Christopher a sua rainha nos ordena chamar todos assim. - Ela faz um olhar de dividida.

- A rainha não manda nesse quarto. Então a partir de hoje me chame só de Christopher, e quando a velha estiver aqui, se você quiser poderá me chamar de lord, só pra ela não brigar com você. - Olho em seus olhos.

- Sim senhor. - Ela se referencia e sai do quarto.

Os funcionários falando desse jeito me incomoda tanto. Sei lá, nem parece que vivo no século vinte e um. Nessa casa parece que todos foram congelados no tempo. Minha bisa sempre fez questão de todos, TODOS, aprendessem etiqueta, desde dos príncipes até o jardineiro. Eu acho isso tão perca de tempo, as pessoas deveriam falar do jeito que querem. Mas como sempre a rainha quer tudo perfeito.

Acabo de tomar meu banho e coloco uma bermuda jeans escura, uma blusa social preta e pego meu tênis também preto. Entro no elevador e desço até o primeiro andar. Ao sair vejo que todos já estão na sala de jantar. Como sempre todos bem arrumados, eles nem parecem que vão comer e dormir logo em seguida, e sim sair dessa mesa e ir pra um baile de gala.

- Tem algum evento especial hoje? - Falo puxando a cadeira pra sentar.

- Não meu filho. Só devemos nos arrumar bem para se deliciar desse banquete. - Minha mãe fala segurando um copo de vinho.

- E desde de quando tem que se arrumar pra comer? - Falo pegando a lagosta.

- Desde que nascemos. Isso és educação, mostramos que estamos gratos pela comida maravilhosa que as funcionárias fizeram pra nós. - Meu irmão fala sentado na minha frente.

- Você mostra que estas sendo grato pelo o que elas fizeram por agradecer a elas. Não por se arrumar como se fosse a mais um show de ópera. - O encaro.

- Já parou pra perceber que você és o único que desce todo desleixado pra jantar? És o único que reclama? - Meu pai fala me encarando.

- Talvez porque eu seja o único nessa família que tenha humildade e o único que fala o que pensa. - Dou um sorriso debochado.

- Amanhã você tratará de vim jantar arrumado igual a seus irmãos. Uma família real tem que se comporta com classe, não ficar desleixado igual a você. - Ele volta a come ignorando tudo o que eu disse.

- Ainda bem que amanhã não vou estar aqui. A sua alteza real não vai mas precisar ter um desleixado em seu banquete. - Falo também começando a comer.

- Do que estas a se referir? - Meu pai franze a testa.

- Estou me referindo que amanhã estarei de partida. Não farei mas parte da família real. Vou atrás dos meus sonhos. - Me afasto da mesa.

- Você consegue raciocinar? Sabes quantas pessoas gostaria de ser da realeza? Você deveria ter nascido plebeu, assim daria jus a pessoa repugnante que és. - Meu irmão fala com ódio em seus olhos.

- Porque você tem sempre que insulta os de classe baixa? Já parou pra pensar que se não fosse por essas pessoas você não teria nada disso? Essa riqueza toda! Se não fosse elas você estaria na rua pedindo esmola. Sabes porque? - Me levanto ao falar e me inclino na mesa. - Porque você não és ninguém sem o nome que carrega. Se garante só pelo sangue que carrega em suas veias. Tirando isto de você, sobra o que? Há és, nada! - O encaro e aumento o tom de voz.

Ao acabar de falar meu irmão se levanta da mesa pra me bater, mas minha mãe o impede segurando seu pulso.

- Parem agora com isto! - Ela grita ao segurar meu irmão.

- Louis vá para seu quarto, agora! - Meu pai grita comigo.

- Não me chame assim. - O encaro. - Eu só irei para meu quarto porque não aguento olhar pra pessoa desprezível que ele és. - Começo a andar.

- Está conversa não encerrou por aqui. Iremos conversar mais tarde, menino!- Meu pai fala de pé olhando em meus olhos.

- Não temos o que conversar. Eu já decidi e és isto que ires fazer. - Falo apertando o botão do meu elevador.

Chego no meu quarto e vou até meu closet pegar minhas malas que já estão feitas. Coloco todas em ordem e colo as etiquetas com o meu nome. "CHRISTOPHER CHARLES". Não coloco o nome Louis porque todos iriam descobrir quem eu sou e tudo que fiz esses vintes anos pra esconder minha identidade iria por rio a baixo.

- Meu príncipe? - Escuto minha mãe chamar.

- Oi mãe. Fique a vontade. - Falo vendo ela sair do elevador.

- Você iras mesmo deixar sua majestade? - Ela se senta na cama.

- Sim, ires. - Me sento ao seu lado e seguro sua mão.

- Eu tive três herdeiros, não dois. Eu quero você aqui junto com sua família. - Ela acaricia meu rosto, com um olhar triste.

- Exato, teve três herdeiros. Não és porque ires embora que vou deixar de ser seu filho. - Seguro sua face. - Minha mãe, eu não me encaixo nesse mundo, isto não me pertence...

- Mas você nasceu aqui. Como não se encaixa na família que nasceste? Seu lugar és aqui meu filho. O mundo lá fora não lhe pertence. - Seus olhos começam a lagrimejar.

- O mundo não pertence a nenhum de nós mãe. Mas se você quer fazer parte dele tem que o decifrar e pra isto tem que se libertar. - Limpo suas lágrimas.

Minha mãe se desmorona e eu só consigo aconchegá-la em meus braços. Sinto meu coração sendo esmagado ao ver a minha rainha assim. Minha mãe és tudo pra mim, odeio ver ela entristecida, ainda mas quando eu sou o causador. Porém não posso me prender a isto, ela sempre vai estar comigo, sempre ires levá-la para todo canto que for.

Christopher e George não se dão bem mesmo. Será que Chris vai desistir do seu sonho pela sua mãe? Ele ficou bem comovido por ver sua mãe nesse estado.

Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar o que acham, isso é muito importante pra mim, a opinião de vocês é essencial, e claro não deixe de votar e compartilhar com seus amigos. Beijos e até o próximo capítulo. ❤

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