CAPÍTULO 13 - Quem é o estranho?
Na mídia hoje, vou apresentar duas personagens que vão marcar muito essa história, ambas vão ter um papel muito importante no futuro. Espero que gostem do capítulo. ❤
As crianças abraçam a Mikaele e logo perguntam quem eu sou. Elas falam tudo em espanhol, então eu as encaro com um sorriso no rosto e resolvo respondê-las.
- Hola, soy Christopher, amigo de Mikaele. - Abaixo ao falar.
- Hola. - Um menino que dever ter uns sete anos fala. - Soy Miguel.
- Yo soy Joanna. - Uma menininha fala se escondendo atrás das pernas de Mikaele. Essa parece ter uns cinco anos.
- Es un placer conocer a todos. - Me levanto já que nenhum deles se aproximaram.
- Oi. - A terceira menina fala a nossa língua. - Eu sou Katherine, mas todos me chamam de Kate. - Ela da um sorriso e me cumprimenta. - Venha, vou te apresentar todos.
Esse criança é diferente das outras, parece ser mais solta, pôs não teve medo de se aproximar. Ela deve ter uns doze anos. Sua pele és bronzeada, seus olhos são castanhos bem claro, assim como seus cabelos. Ela segura na minha mão e me leva até as barracas, que estão todas abertas e eu vejo as pessoas sentadas dentro delas.
- O que você está fazendo, segurando na mão desse estranho? - Uma jovem vem furiosa a minha direção. - Solta a minha irmã! - Ela tira a menina de mim e me empurra.
- E - Eu... - Fico sem fala.
- Melanie! Para. - Mikaele fala surgindo atrás de mim. - Ele está comigo. É meu amigo. - Ela segura minha mão.
- Como eu ia saber? Você nunca trouxe nenhum estranho aqui, e ele estava com a minha irmã. - Ela se afasta, colocando sua irmã atrás de si e continua a me encarar.
- Ela que seguras-te a minha mão para apresentar a vocês. Eu não irias fazer nada. - Falo soltando um suspiro.
- Quem garante? - Ela se aproxima de novo. - Fica longe dela. - Ela fala entre os dentes e entra em sua barraca com sua irmã.
A estressadinha tem o mesmo tom de pele da sua irmã, um tom bronzeado, seu olhos são castanhos e seu cabelo bate um pouco acima de seu ombro, ela é baixinha, deve ter no máximo 1,58. Bem que falam que as baixinhas são as mais perigosas.
Ela és bem linda, porém sua beleza não serve de nada, já que seu interior não me agradou nem um pouco. Ela se parece um pouco com sua irmã mais nova, mas só na aparência. Porque o que tem uma de simpática, tem a outra de antipática.
Eu fico a olhando sem entender seu comportamento, ate que Mikaele me desperta dos meus julgamentos.
- Não ligue pra ela. - Mikaele fala olhando em minha direção. - Melanie é um pouco tinhosa, mas foi porque ela já sofreu muito na vida.
- Um pouco? - Reviro os olhos. - Eu não sou o culpado pelo o sofrimento dela. O que custava ser educada? - Franzo o cenho.
- É, você tem razão. Mas deixa isso pra lá, com o tempo você se acostuma com o jeito dela. - Mikaele sorrir e sai indo em direção a outra barraca.
Eu a sigo e ela me apresenta ao resto das pessoas que são no total de cinco, eles são completamente diferente da garota estressada. Esses me recebem muito bem, com um sorriso encantador e muita educação.
Converso com todos pra saber como vinheram para cá, o que faziam no México, o que querem agora que estão aqui em Nova York. Faço muitas perguntas a todos, porque assim vou poder ajudar cada um de um jeito diferente, mesmo que todos queiram a mesma coisa. "Uma casa para morar."
- Como não conseguimos arrumar nada, estamos nessa situação que você está vendo. - Dona Marília aponta ao seu redor.
- Eu sinto muito. - Falo segurando sua mão.
- Todos falam isso, mas ninguém faz merda nenhuma. - A estressadinha fala saindo de sua barraca e se aproxima da gente. - É sempre o mesmo discurso! Estamos aqui a três messes, e ninguém faz nada! - Ela aumenta seu tom.
Eu me levanto do papelão que estava e olho para todos ao meu redor. Dirijo meu olhar pra Mikaele que parece entender meu olhar e acena com a cabeça.
- Olha, eu sei que vocês estão cansados de promessas, mas eu posso ajudar todos vocês. - Falo apontando pra cada um. - Eu...
- Como? Como pode nos ajudar? - A menina me corta. - Você é prefeito da cidade? Tem uma ONG? Conhece alguém poderoso na cidade?! Não, com certeza não. Todas pessoas que vem aqui falam que conhece alguém poderoso e que pode nos ajudar. Cadê a ajuda? Cadê?! - Ela grita em frente ao meu rosto.
- Eu não sou essas pessoas! - Me aproximo a encarando. - Olha, eu não sei o que prometeram pra você, não sei o que não cumpriram, mas sei quem eu sou. E se tem algo que eu não sou és mentiroso, desleal ou manipulador. Se eu estou falando que vou tirar todos daqui és porque eu vou. - Meu tom fica rígido.
- É, você acha mesmo que vamos acreditar na palavra de um... Um... Um menino que parece que acabou de entrar pra uma faculdade, que não sabe nem o que vai ser da vida?- Ela fala rodando e dando uma risada debochada.
- Melanie, você está passando dos limites! - Mikaele segura em seu braço. - Não o julgue sem o conhecer. Você não sabe nada da vida dele. Eu acredito e confio no Christopher, se ele está falando que vai ajudar é porque vai. Você deveria ser menos ingrata, não é nossa obrigação ajudar vocês, mas fazemos isso por amor e humildade, o que você parece não ter. - Mikaele fala bem irritada.
- É facil pra você falar de humildade tendo onde dormir, não precisar comer resto dos outros ou ter uma ótima noite de sono sem se preocupar de alguém fazer alguma maldade com você ou com a pessoa que ama. É muito fácil! - Ela fala tão perto de Mikaele que parece que vão se beijar.
- Chega! - Marília entra no meio das duas. - Melanie para de ser tão desconfiada. Mika sempre nos ajudou, se tudo o que temos devemos ser gratos a ela. Se ela confia nesse menino, nos devemos dar um voto de confiança. - Ela sorrir em minha direção.
- Eu sou grata ao que Mikaele fez por mim e pela minha irmã, sempre vou ser. O que eu não aceito é falarem que vão nos ajudar sendo que não vão. Cansei de sonhar. - Ela vira de costas pras duas.
- Não está parecendo ser tão grata. - Mikaele fala baixo vindo em minha direção. - Eu acredito nele e sei que ele pode ajudar vocês. Agora se vão acreditar na gente ou não é com vocês. - Ela fala e começa a andar em direção a saida do beco.
- Eu sei que muitas pessoas prometeram coisas pra vocês e não cumpriram, mas eu não sou assim. E eu sei como provar isso pra vocês. - Abaixo a cabeça ao falar.
- Eu acredito em você. - Dona Marília levanta meu rosto ao falar.
- Obrigado. Eu vou tirar você e seus filhos daqui. - Sorrio pra ela. - Vou tirar todos. - Tiro sua mão do meu rosto e a beijo.
Então começo a andar até a saída, quando sinto alguém puxar minha blusa. Olho pra baixo e vejo quem é.
- Oi. - Dou um sorriso fechado.
- Desculpa pela minha irmã. - Ela fala olhando pra trás. - Ela tem um probleminha em confiar nas pessoas. - Ela faz um gesto com a mão em sua boca, como se fosse segredo o que está falando.
- Tudo bem. Eu não estou com raiva dela. Acho que até entendo o porque dela ser assim. - Me abaixo pra ficar da sua altura.
- O que você disse é verdade? Você pode tirar a gente daqui? - Seu olhar é triste.
- Sim posso. Não só posso, como vou tirar vocês desse lugar. - Seguro em seu rosto.
- Todos? - Ela faz um olhar de assustada. - Como? Você tem dinheiro?
- Todos. - Dou um sorriso de canto. - Eu vou te falar um segredo, mas só pode ficar entre eu e você. - A olho atenta.
- Eu juro que nunca vou falar pra ninguém. - Ela cruza os dedos em frente de sua boca.
- Eu sou um príncipe. - Falo em seu ouvido. - Eu prometo que vou te dar uma vida de princesa. Agora você promete que iras guardar isso?
- Uau, você é um príncipe... - Ela sorrir energicamente e seu olhos brilham como um céu estrelado. - E - eu prometo. - Ela ergue seu dedo mindinho pra mim e fazemos a promessa.
- Agora eu tenho que ir. - Falo olhando pra trás, vendo Mikaele encostada em seu carro. - É bom você voltar, se sua irmã te ver comigo vai brigar com você. - Me levanto.
- Tá bom. - Ela sorrir e começa a andar.
Eu também começou a andar até que saio do beco. Quando viro a esquina sinto um abraço na minha cintura. Quando olho pra trás do meu ombro vejo Katherine olhando pra cima, em minha direção com um sorriso enorme em seus lábios.
- Eu acredito em você, Christopher. - Ela fala e em seguida sai correndo.
Eu fico um tempo mentalizando as palavras que saiu de seus lábios. Aquele sorriso em seu rosto fez meu dia ser maravilhoso, acho que foi o meu presente de boas vindas. Nunca me senti tão importante na vida de alguém como estou me sentindo na vida dessa menininha, não só na dela, como na dessas pessoas.
Uma buzina de carro me faz acordar do meu pensamento e então resolvo atravessar a rua indo de encontro com Mikaele.
- Vejo que está feliz, mesmo depois das coisas que ouviu. - Ela fala entrando no carro.
- Sim, estou. - Também entro. - Eu ganhei meu dia quando vi a Katherine toda feliz. Ela acredita em mim, então farei o possível e impossível pra realizar o sonho dela. - Falo colocando o sinto de segurança.
- Kate é uma boa menina. Melanie também é, ela é só durona demais. - Mikaele vira os olhos ao falar.
- Ela não foi muito com a minha cara. - Encosto minha cabeça no banco.
- É, não foi. - Ela começa a dirigir. - Mas quem sabe com o tempo isso mude. - Mikaele olha pra lado pra ver se está vindo algum carro.
- É, quem sabe. - Falo isso mas pra dentro do que pra fora, olhando pra vista.
Preciso arrumar algum lugar pra essas pessoas, preciso mostrar pra essa nervosinha que eu não sou igual as outras. Mas a cima de tudo, preciso cumprir a promessa que fiz pra Katherine, odiaria a ver decepcionada comigo.
"Eu irei dar um lar pra essas pessoas, se não, não me chamo Christopher"
Quando eu acho que não tem como me apaixonar mais por esse garoto, eu vejo que falhei. Como pode ser tão fofo? Nossa... Melanie podia ter pegado leve com ele, nosso príncipe não merecia ser tratado daquele jeito.
Então, me digam o que acharam do capítulo de hoje? Espero que tenham gostado e não esqueçam de deixar o voto de vocês. Isso é muito importante pra eu saber se estão gostando ou não.
Até a próxima meus amores. 😙
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