(P) E R I G O
Sem betagem!
CAPÍTULO 9
PARK JIMIN
Eu estava procurando um gloss quando um homem estranho parou ao meu lado. Ele era estranho, parecia ser um híbrido de leão mas muito diferente do tio Yoongi. Eu me afastei desconfortável, sua aura era sombria e me deu arrepios.
— Deveria ter se afastado mais, coisinha. — Ele falou e senti um vento passar por mim, uma mão em meu pescoço e uma dor de agulha me perfurando.
Não consegui me mover e apaguei. Quando acordei estava dentro de uma cela com uma luz azul estranha que ardeu meus olhos. Meu pescoço estava doendo e eu tentei me levantar para ver onde eu estava. Mas que porra foi essa? Não posso comprar um gloss em paz? Raiva se apossou no primeiro momento, porém quando vi que estava preso numa cela toda de metal e ninguém a vista, meu coração se apertou. Choraminguei o nome de Jungkook, eu deveria ter deixado ele ficar colado em mim e não ter superestimado a capacidade desse projetinho de merda nos achar.
— Ei! Tem alguém aí? — Todo o ambiente tinha a maldita luz azul, e eu procurei uma porta mas apenas tinha mais celas que pareciam vazias. Eu falei pareciam.
— Fique quieto. — Alguém com uma voz sussurrada disse em meio ao silêncio. — Essa sala é a prova de som. Ninguém vai te ouvir.
Meu coração disparou, tentando procurar onde vinha essa voz. Cheguei perto das barras que pareciam dar choque para ver melhor.
— Olá? Quem é você?
— Alguém que não deveria existir. — disse sarcasticamente, eu engoli em seco.
— Como veio parar aqui?
Houve um silêncio então, uma sombra se mexeu no canto direito e pude ver um híbrido completo de algum tipo de réptil, minha boca caiu. Ele não sorriu para mim. Como biólogo, sei que espécies de répteis são voláteis e quase inexistente pela complexidade de juntar o DNA de um endotérmico como o ser humano e répteis que são exotérmicos.
— Não sei... ele apagou minha memória. Essa vaca está ficando mais perspicaz. — deu um riso amargo. Ele deve estar sofrendo muito.
— Ela... Você é que tipo de réptil?
— Acho que é de jacaré ou crocodilo. Não sei a diferença. — deu de ombros e olhos para mim com os olhos amarelos e um risco. — Você é o que? Um gato da montanha?
Eu bufei.
— Quase, eu sou um lince. — Eu falei e ele soltou um resmungo. Fiquei curioso sobre sua especie. — Depende muito, mas se ela conseguiu juntar o gene do crocodilo que é muito mais adaptativo e geneticamente maior que o jacaré, então ela é um gênio.
— Oh, sim. Um gênio que quer destruir a raça humana, destruindo a vida dos híbridos também.
— Você já tentou sair daqui? — perguntei, olhando se tinha uma brecha, porém, não tinha. Ele se sentou apoiado nas barras cibernética. Não parecia tomar choque. Mas eu tomei. Estranho.
— Claro que já, mas foi inútil pois estamos na área proibida da desértica, onde o deserto é mais severo e quase ninguém habita. Aliás, por que está aqui?
— Meu companheiro já esteve aqui, ele foi o projeto 01 dela. Mas ele conseguiu escapar, conhece?
— Sorte dele e não conheço. Eu provavelmente sou o projeto 03 dela, já que todos os outros morreram no processo.
— Sinto muito. — Era a única coisa que eu poderia falar para ele. — Qual seu nome?
— Klaus. E o seu?
— Jimin. — Eu escorreguei na parede e sentei. Pensando se Jungkook estaria bem, e se ele estava tentando me achar no meio do deserto.
— Então... seu companheiro vai ter um trabalho de nos achar. Mas acho que é isso que a vaca quer.
— Eu espero que ele nos encontre com a porra do superexercito.
— Veremos a capacidade do projeto 01. — brincou, com sua voz sussurrada e fria.
🐅
Já se passaram horas, e eu já estava ficando totalmente impaciente. Quando a vaca vai me enfrentar? Klaus falou que isso era comum e logo ela viria para falar um monte de merda. Ou talvez o assistente inútil dela, Ryan. parece que ela trabalha para alguém
Eu comecei a pensar sobre minha vida na África, era tão tranquila e eu lembrei que não liguei para meus amigos de lá, apenas trocamos rápidas mensagens e não contei que me apaixonei por um cara gigante e amoroso e que talvez nunca veria ele e todos aqueles que eu amo.
Lembrei da nossa noite de paixão e ainda tenho dores pelo meu corpo, as lágrimas começam a cair do meu rosto e choraminguei, abraçado com meu rabo. Lembrei do seu cabelo sempre limpo e arrumado, incomum com mechas laranjas misturado no negrume. Seu cheiro que tanto me acalmava...
— Jimin... não precisa chorar. Ela com certeza não mataria a única coisa que mantém o interesse do projeto 01.
Eu fiquei incrédulo, mas dei um desconto para ele, deve estar passando por coisas também.
— Ah, ok. Obrigada pelas palavras.
Mas eu não precisei esperar mais. As portas de metal se abriram revelando uma mulher alta e loira. Uma híbrida? Não via suas características mas não parecia humana. Ela deu um riso para mim.
— Então você é o grande Park Jimin? O companheiro do meu primogênito. Muito bonito você. — comentou, andando com seus saltos pretos até mim.
— Não posso dizer de você. — falei ácido, mas quem eu estava querendo enganar, ela era uma das mulheres mais lindas que já vi. Porém, a alma era suja, qualquer um percebe.
— Hum... afiado. Quer saber o motivo de estar na cela?
— Eu sou uma isca para seu plano de merda?
Ela riu e fechou a cara rapidamente, arrumando seu jaleco branco com... gotas de sangue?
— Sim, mas acho que você pode fazer Jungkook perceber a grande oportunidade que está perdendo. — Ela sorriu com aqueles olhos verdes cheios de maldade.
— A única coisa que ele está perdendo é não ter a oportunidade de dar uma bela surra. Mas eu posso fazer isso.
— Eu apoio. Eu não ligo se a vaca é mulher. — disse Klaus, nos olhando. Eu sorri para ele. Suas expressões eram mecânicas e agora percebi que era uma cyborg. Ela desativou as barras pela parte de fora e avancei para dar uma unhada na sua cara, consegui mas não surgiu efeito e ela pegou meus cabelos para encará-la. Gemi de dor.
— Escute, coisinha... você apenas está vivo pois deve ser útil para procriar e dar a luz para fortes híbridos do meu filho. Fora isso, você é insignificante para mim, entende? — Eu apertei meus olhos, me forçando a concordar com ela. — Ótimo. Logo, sei que ele encontrará esse lugar, deixei uma pequena dica para ele e pedi que viesse sozinho se não você morre.
Ela sorriu antes de soltar meu cabelo e me jogar de volta para cela. Trancado.
— Ryan! — gritou o assistente. — Traga comida para a coisa aqui.
Sua atenção foi para Klaus e foi andando até lá. Ela apertou um botão em sua mão e uma pulseira se tornou algemas grandes com sinergia. Klaus foi andando com ela e percebi que sua costa tinha algumas elevações. Como espinhos. Eu arregalei os olhos e ele se virou para lançar uma piscadela. E lançou outra coisa, uma peça de escama. Que ele quer que eu faça com isso?
— Até logo, Jimin.
Então se foi, me deixando sozinho e com medo em minha cela fria e irritantemente iluminada. Meu coração clamava por Jungkook. E minha mente queria descobrir a finalidade daquela escama para minha situação atual.
🐅
JEON JUNGKOOK
Eu estava perdendo a cabeça.
Após Jimin desaparecer bem na minha frente, tudo em minha mente ficou um caos. Eu sentei para poder pensar. Eu precisava achá-lo, Kate queria isso. Que eu fosse atrás dela. Maldita, quando ela vai me deixar em paz?
Eu fiquei um tempo sentado e lembrei que os irmãos de Jimin trabalhavam para o governo. Então devo ir atrás dele para poderem me ajudar. Eu viajei rapidamente para o endereço dado pelo meu companheiro, eu bati na porta e Ariel abriu a porta, talvez me reconhecendo me colocou para dentro do apartamento e Yuri não foi tão receptivo igual ela porém, me cumprimentou. Eles viram meu desespero e falaram para me dizer o que estava acontecendo. Eu expliquei a ela, e ela foi muito sensata entendendo, Yuri quis surtar mas parece que Ariel tem ele na palma da mão e ela abriu o computador para tentar conter algum vestígio na internet sobre Kate.
— Provavelmente ela deve usar um sistema privado para se comunicar com esse homem que você falou. Posso falar com outro departamento de desaparecimentos, e eles podem investigar.
Meu desespero era tão grande, que uma ideia surgiu. Demoraria muito para investigar e achar meu Jimin. Então, eu iria ligar para um parceiro que eu conheci do super exército, no tempo que servi.
— Acho que já encontramos a localização. — disse, eu me aproximei para ver. Uma mensagem codificada que tinha as coordenadas e uma mensagem " Venha ou ele morre, querido." — Eu vou amassar a cara dessa puta! Vamos pensar o que iremos fazer.
Eu queria já pilotar minha moto para ir até ele, mas se eu fosse eu seria capturado e de nada adiantaria.
— Não podemos simplesmente chegar lá. Precisamos montar uma armadilha para pegar a desgraçada.
Eu passei a mão no rosto para conter minha frustração. Eu só queria achá-lo e já estava de noite, não sabia que horas exatamente pois minha mente não estava raciocinando direito, meu tigre estava inquieto e eu também.
— Que tal envolvermos o super exército, pois esse caso já deve estar sendo investigado por eles. Ou não...
— Talvez eles não tenham evidências o suficiente. Podemos tentar. — Yuri falou, colocando pipocas doces na boca. — Não podemos falar para os papais sobre isso até acharmos Jimin.
Todos concordaram, seria um estardalhaço sem necessidade. Eu liguei para Hector que atendeu rapidamente, ele devia um favor por eu ter salvado sua vida numa missão na europa, um grupo terrorista queria detonar um prédio de onde residiam bebês híbridos, eu tomei um tiro em seu lugar. Ele falou que estava numa missão no Japão e logo estaria aqui com aqueles que mais confia para ajudar. Hector era um felino também, um guepardo e que corria como um inferno. A espera até o dia seguinte me matou, eu não preciso dizer que não dormi e os irmãos cochilaram um pouco. Eu tentei comer de manhã, porém, não conseguia engolir pela ansiedade.
Hector chegou quase a tarde, eu apertei sua mão e fomos em direção ao quadrante desértico. Ele veio com mais 2 alfas e uma ómega, eles falaram os nomes mas eu não estou prestando atenção. Eu fui na minha moto e eles foram de carro. Combinamos de ficarmos juntos para analisar o local primeiro e quantos homens tem para depois atacar. Viajamos por alguns minutos pelas estradas que tem um sistema que raramente fica congestionado.
Nunca estive no deserto, coloquei uma roupa mais confortável e um pano na cabeça, pois onde vamos fica fora da redoma que contém o sol e a radiação. Tive que entrar no jeep que andava na areia quente e logo estávamos nas coordenadas, era muito longe da cidade, e era um grande estabelecimento preto como uma caixa. E tinha dois homens, deveríamos derrubá-los rapidamente. Combinamos que eu entraria sozinho, e eles esperam meu rugido para atacar. Simples mas tudo pode dar errado a partir que eu entrar por aquela porta.
Aqui estou, eles deixaram o carro numa distância segura para ninguém ver, fui caminhando até a entrada e os guardas talvez me reconheceram pois abriam a porta com a escaneação da córnea.
— Seja bem vindo, sr. Jungkook. — disseram em único som. E eu entrei, a entrada estava vazia, com algumas mesas com experimentos espalhados organizadamente e vi uma sala com uma luz azul forte. O cheiro do Jimin era suave naquela sala. Eu caminhei com uma arma em mãos, eu vim preparado para uma luta corporal mas também, luta balística.
— Jimin? — sussurrei, e quando entrei na sala. Jimin estava na cela desacordado e Kate estava sentada numa cadeira.
— Não, querido. Apenas sua mãe. — falou suavemente, sorrindo para mim. Meu sangue ferveu fazendo eu ir até ela rapidamente e pegar seu pescoço, levando ela da cadeira.
— Solte ele. — rosnei em sua face e ela respirava com dificuldade. Mesmo assim riu.
— Se me matar, ele morre também. — Levantou um dispositivo em sua mão robótica e eu soltei sua garganta para vê-lo. Ele tinha uma coleira de eletrochoque em seu pescoço.
— O que você quer para nos deixar em paz? Já não basta tudo que você tirou de mim? — rosnei para ela, olhando ela tossir.
— Tirei? Eu dei tudo para você, você é um híbrido que consegue se transformar porque eu fiz isso. Eu dei tudo que eu tinha para lhe criar.
— Você não percebe que eu não ligo? Quando vai perceber que eu não me importo de dominar o mundo ou matar os seres humanos. Eu só quero viver em paz, Kate. — falei, apontando a arma para ela quando se aproximou.
— Que pena... tão fisicamente capaz mas intelectualmente igual a qualquer híbrido comum. Decepção, filho. — falou balançando a cabeça. Eu precisava tirar aquilo da mão dela. — Então, eu terei que matar sua coisinha.
— Não! — Num movimento rápido, chutei sua mão e o objeto caiu para longe. Ela tentou pegar mas eu segurei ela, aplicando um golpe em sua cabeça mas não deu muito certo. Era de metal.
Ela virou para mim, e eu joguei a arma perto da cela de Jimin. Acorde! Rugi como um sinal e para dar potência a briga.
Ela tentou me golpear no rosto, bloqueei com os antebraços e dei um gancho em seu estômago, enviando ela para trás. Eu atraí minhas garras afiadas tentando encontrar brechas na defesa metálica da oponente, ela estava com pedaço de vidro que quebramos na mesa em suas mãos. A cada colisão, faíscas voam, e o som do metal se chocando ecoa pelo laboratório.
Num deslize, ela consegue cravar o vidro no meu ombro superficialmente, solto um rugido de dor e o barulho de arma é ouvido por nós dois.
— Morre, sua vaca! — Jimin disparou a arma na ciborgue em seu peito. E aproveitando a brecha cravei minha garra em seu tórax, expondo fios e componentes internos, dando curto circuito. Ela tentou falar algo mas consegui arrancar sua cabeça jogando para longe.
Gemi de dor tirando o pedaço de vidro do meu ombro, me sentando no chão frio. Jimin veio me abraçar e beijar meus lábios num jantar de boca com urgência.
— Jungko-ok! Eu... — Tentou falar mas eu só queria me unir a ele. Pela saudade, medo de perdê-lo e também, dar bons tapas naquela bunda grande por ser tão teimoso.
— Shh! Agora eu estou aqui. Está seguro. — falei entre seus lábios machucados. Abraçando de volta. — Devemos ir, não sabemos se Hades vai voltar.
— Não vi esse, mas tem Klaus! Ele me ajudou a sair com uma escama dele que fez eu alcançar o botão que abria a cela. Devemos ajudá-lo! — falou desesperado, e eu olhei para seus olhos acinzentados, sorrindo.
— Eu te amo, meu bem. — confessei, fazendo um carinho em sua bochecha e ele estava chorando. — Vamos ajudar seu amigo.
— Eu também lhe amo, meu grande amor.
Continua.
Leiam as notas do próximo e último capítulo, por favor!
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