71-Batalha Sombria

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   Tinna se ver cercada por aquele ambiente que lhe trás diversas lembranças duras e cruéis, as terras em que sua mãe foi morta, o lugar onde ela foi expurgada como uma aberração, no início Tinna se mostrava impassível... Mas sua respiração começava a se aprofundar cada vez mais, quando os relances das lembraças açoitavam sua mente... Ela fechou os olhos brevemente e desejou que tudo aquilo desaparecesse. Uma mulher se aproximou pela sua esquerda, quase que por trás dela, e tocou o braço de Tinna, ela puxou tão de pressa, instintivamente.

-... Quem é você? (Tinna pergunta)

-Sou, Uzhula e você? (Ela não parecia uma ameaça, apesar da aparência bagunçada, os cabelos quebradissos e ressecados, com raízes esbranquiçadas, a pele pálida refletia uma aparência mórbida, pouco flácida e com uma variedade nítida mesmo durante a noite de marcas de expressão, a junção de tudo já demonstrava a idade um pouco avançada da mesma)
(Nt: pega só a vozona derby kkkk)

-Isso não importa agora senhora, nós precisamos sair daqui, esse lugar é perigoso!

-Se o lugar é perigoso não devo confiar em estranhos... Qual seu nome? (Ela pergunta impaciente)

-Me chamo Tinnallya Jhager, vivi aqui a muito tempo, não sabia que a cidade tinha ruinado...

-Jhager! (Um sorriso começa a se formar nos lábios rachados da mulher)

-Sim, e você de onde é? (Ela olha para os lados e começa a se sentir apreensiva) Eu adorei conversar, mas temos que sair daqui, vem! (Ela agarra o pulso da mulher e ver a expressão dela mudando vagarosamente)

    Oque antes era um sorriso labial, logo começou a se formar um sorriso muito expressivo, mostrando todos os dentes, pelo menos todos que ainda existiam em sua boca,  dentes amarelados e disformes, formaram um sorriso assustador, a mulher de repentemente começou a gargalhar, Tinna soltou o pulso dela e começou a se afastar e em um segundo, desistiu de ficar ali para descobrir oque porra havia acontecido com aquela mulher, ela simplesmente começou a correr tentando achar um caminho de volta, a floresta era como um labirinto sombrio.

-JHAGER! HAHAHAHHAAHHAAHA (A mulher misteriosamente começa a voar ascendo para o topo das árvores e desaparecendo)

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   Em outro parte daquela sombria floresta Ivar corria o mais rápido possível atrás de Tinna, o ciclo doloroso de sua respiração era uma tortura, puxar o ar gelado da noite e devolver ele em uma lufada de ar quente, seus pulmões pareciam que iria colapsar a qualquer instante, até que Ivar é atingido por algo, a pancada forte faz ele rolar pelo chão de terra úmida da floresta, ele tenta se levantar reclamando da pancada, ao erguer a cabeça ele ver uma bruxa a cerca de 5 metros dele, a coisa que lhe atingiu!

-Aonde está a Tinna? (Ele retira a espada da bainha e se põem em posição de combate)

-Hihahahakakarrg, Quem você procura? Um amor? (Ela mostra os dentes putridos, e esfrega o dedo indicador por eles) eu posso ser!

   Em um relance ela se joga na direção dele voando rapidamente, Ivar desvia por muito pouco, a bruxa pega em cima de uma árvore uma vara pontuda e volta na direção de Ivar, ela tenta acerta-lo espetando a vara nele, ele desvia novamente, e bruxa acaba cravando a vara no chão, Ivar por sua vez não consegue criar distância entre eles, e acaba recebendo um segundo golpe, a bruxa acerta um chute bem no meio dos peitos dele e faz ele cair no chão dando uma cambalhota, Ivar rapidamente recupera a postura e finca a espada na barriga da bruxa, rapidamente para não criar brechas ele arranca a espada e decapita a bruxa.

    Mas os ataques não cessaram, outra bruxa se aproxima no mesmo segundo por trás de Ivar, mas ele percebeu a tempo, e aproveitando do impulso do último golpe, ele executa um terceiro contra a segunda bruxa, desferindo um golpe pra trás, antes mesmo que a bruxa conseguisse alcança-lo, o golpe inevitável acerta o tórax da bruxa fazendo ela sufocar até a morte.

   Mas oque Ivar não contava era que seriam duas bruxas tentando alcança-lo, ele conseguiu prever um ataque, porém deixou passar o segundo, e seriam dilacerado pelas garras da bruxa, se um ataque surpresa não tivesse empalado a bruxa em uma árvore, no último segundo uma lança acerta o peito da bruxa prendendo ela na árvore, Ivar fica surpreso e logo avista Selle montada em Scrow.

-Uuooouuu, essa foi boa! (Diz Ivar, cravando a espada no rosto da bruxa e pondo fim a vida dela)

-Passou bem perto, fica atento, não da pra te salvar toda hora! (Selle brinca com ele)

   Scrow avista outra bruxa e parte pra cima dela, ele abocacha a bruxa prendendo ela contra uma árvore, Ivar ver aquilo e rapidamente retira a lança cravada na bruxa e arremessa para Selle, ela pega a lança no ar e golpeia a bruxa presa por Scrow.

-A sua direita!

   Diz Selle ao ver outra bruxa se aproximar de Ivar, o garoto age rapidamente e atravessa a espada na garganta da bruxa.

-Cacete essa floresta tá lotada dessas coisas. (Diz Ivar)

-Melhor se separarmos pra cobrir mais área e achar logo a Tinna, ela sozinha não vai durar muito tempo desse jeito!

-Você tem razão, eu vou por esse lado e você por aquele, cuida bem dela Scrow! (Ele mal se despede e já começa a correr novamente)

-SE CUI-da! (Ela tenta gritar pra ele, mas nem da tempo, então termina a frase com um sussurro)

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     Nekart o pequenino gato correr sobre suas duas patas pela floresta, repetindo o nome de seu dono, o medo dele estar morto ainda sussurra na sua cabeça, mas ainda existe fagulhas de esperança em seu peito.

    Como o esperado Nekart também já estava sobre a mira das bruxas, e acaba sendo capturado por uma quando ela pisa cruelmente no rabo dele, Nekart solta um miado de dor e ela agarra ele erguendo o gato pela pele do seu pescoço.

-Um gatinho assustado! Tão fofo! (Ela mostra as garras e começa a deslizar suas pontas pela barriga do animal) quais seram que cortam mais? As minhas? Ou as suas?

   Nesse mesmo momento uma faca é arremessada no pescoço dela, e ela larga nekart, o gato enfurecido, crava uma de suas mini-espada na barriga da bruxa e começa a eacalala usando as espadas, a bruxa cai no chão sem fazer absolutamente nada e Nekart começa a dilacerar o rosto dela usando suas espadas, até que sobra somente os retalhos de seu rosto.

-SÃO AS MINHAS ESPADAS SUA VAGABUNDA! (Ainda enfurecido ele responde a bruxa depois de morta)

   Aquela floresta estava entupida de bruxas e outra surge naquele local, saltando em cima de Nekart e agarrando ele pelo pescoço, porém Areli estava nas árvores esperando o momento certo para o contra ataque, e assim que a segunda bruxa apareceu, ela saltou da árvore em cima da bruxa já atravessando a espada nela, a lâmina para bem próximo do focinho de Nekart e ele fica ali respirando profundamente.

-Perto... Perto, muito perto, muito, muito perto... (Areli puxa a espada do diafragma da bruxa até o topo da topo da cabeça dela, partindo tudo que estava no caminho ao meio, e encharcando Nekart de sangue) Arrggghhhh... Precisava disso Areli? (Por causa do corte Nekart descobre quem o salvou)

-Se eu não tivesse feito isso ela iria cair sobre sua cabeça e você iria sufocar. (Ela pega um lenço e começa a limpar a lâmina)

-(Depois de um longo esforço Nekart consegue retirar os membros inferiores de baixo da bruxa, ele vai até a primeira e arranca a faca do pescoço dela e vai até Areli pra devolver) Ai, toma sua faca, obrigado pela ajuda!

-Não é minha! (Diz Areli)

    De repente uma bruxa cai sem vida de uma árvore, em seguida Akaila pula da mesma árvore.

-Vocês estão cegos? Não viram que eu estava sendo atacada? Ajudo vocês a troco de nada mesmo, se dependesse de vocês eu estaria morta... (Ela toma a faca da mão de Nekart, e sai andando) de nada.

-Ela me ajudou mesmo? Eu achei que ela me odiasse. (Ele pergunta a Areli)

-É só o jeito dela...

   Nesse instante um homem vendado sai de trás de uma árvore e se põem na frente de Akaila, um rosto diferente, mas que desperta uma memória antiga.

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   Em outro lugar da floresta um grupo de 8 Elfos, fazem uma ronda em busca do filho perdido de Vhyser, a mandato de Vhyser Vellmax lidera o grupo de busca.

-Onde aquele moleque foi se meter?(Vellmax se pergunta)

-Ae! pausa pra mijada! (V vai até uma árvore e desabotoa a calça, se preparando pra mijar)

-Não temos tempo pra isso V, anda logo caralho! (Vellmax expressa a falta de paciência)

-Foda-se! Deixa eu me aliviar em paz.

-Vou ficar de guarda, façam suas necessidades. (Vedus se afasta um pouco, levando os olhos ao topo das árvores, na mão direita uma lança e a esquerda pousada sobre a empunhadura de uma adaga embanhada na cintura, o elfo negro se mantém atento aos detalhes)

(...)

   A alguns metros Fay e Rhodes se preparavam pra um ataque surpresa ou para evitar um combate, a decisão ainda estava em discussão.

-Contei 5, e você? (Fay fala pra Rhodes)

-8, com certeza são 8. (Diz ele mirando os alvos com 12, de cima de uma árvore)

-Acha que podemos dá conta de tantos?

-Não são bruxas, são todos homens... Se conseguirmos abater uma boa quantidade a distância, ganhamos vantagem... Mas eles também possuem um atirador, um arqueiro... Não vou conseguir acerta-lo daqui.

-Então não vamos conseguir, é melhor recuar...

-Se sairmos daqui, eles vão perceber e vão nos perseguir e vão acabar com a gente, precisamos atacar...

-Eles estão em vantagem!

-Mas nós temos o ataque surpresa, mantemos o planejado, vamos abater o máximo possível a distância e de forma furtiva, depois vamos pra o confronto eminente...

-E como pretende fazer isso?

-Você é a furtiva, eu sou a distância, faz o seu, que eu faço o meu... (Ele saca a pistola e dispara o primeiro tiro que acerta em cheio o olho de Vedus e ele cai no chão já sem vida)

(...)

-Que porra foi essa? (Vellmax se surpreende)

-VEDUS CAIU!

-VEDUSSSS!!! (Verus corre até seu irmão e põem a mão em seu peito, os batimentos estavam fracos, então ele percebe o ferimento no olho do irmão) FILHOS DA PUTA!!! (Ele saca uma flecha e posiciona no arco procurando um alvo)

-EM POSIÇÃO SEUS PUTOS! (Vellmax grita, todos correm para se ocultarem atrás das árvores)

    Fay surge rapidamente atrás de um elfo antes que ele consiga chegar em uma árvore, ela finca a adaga na cabeça dele, e se joga no chão junto com o corpo, em seguida corta o pescoço do elfo e rapidamente da um rolamente pra trás de uma árvore, antes que os aliados dele a percebam.

-Droga Rhodes! (Ofegante)

-APARARECE SEU PUTO! (Verus ainda extremamente irritado, continua ajoelhado junto ao corpo do irmão, apontando o arco e flecha em todas as direções)

-Você tá pedindo, não é? (Rhodes sussurra, e dispara mais duas vezes tentando acertar Verus, mas erra)

-VERUS! SE ESCONDE DROGA... Arrhhh seu desgraçado... Cobertura, eu vou tirar o Verus do alvo! (Vellmax se comunica com o grupo)

-Deixa comigo! (VEron saca suas adagas de arremesso) AGORA!

   Vellmax sai de trás da árvore junto com VEron, enquanto ele dispara as adagas de arremesso na direção dos disparos de Rhodes, Vellmax corre para salvar Verus, ele se joga na direção de Verus fazendo ambos rolarem no chão, a flecha posicionada de Verus é disparada e atinge uma árvore, Vellmax soca a cara de Verus duas vezes e arrasta ele pra trás de uma árvore junto a ele.

-Meu turno! (Fay arremessa sua adaga e acerta o pescoço de outro elfo fazendo ele sufocar até a morte)

-Estão atacando por trás! INIMIGOS POR TRÁS!!! ESAN CAIU! (Tyler grita pra o resto do grupo)

-MAS QUE CARALHOS! ACABEM COM ESSES FILHOS DA PUTA! (Vellmax se irrita cada vez mais)

-INIMIGO IDENTIFICADO! POR TRÁS! (Tyler passa a informação novamente, e já parte de encontro com Fay)

   Rhodes dispara 3 vezes tentando atingir Tyler, porém sem sucesso, ao chegar atrás da árvore, ele não encontra nada, Fay rapidamente se revela colocando a espada no pescoço de V e o rendendo.

-Quieto! Vira junto comigo!

-Cacete, mas não se pode mais nem mijar em paz!?

-Sinto muito, você escolheu o momento errado... VAMOS É MELHOR VOCÊS SE RENDEREM E SOLTAR TODAS AS ARMAS... VAMOS!!! EU QUERO VER TODAS AS ARMAS.

-(Vellmax irritado dá 3 chutes na árvore, se põem de pé e joga a Cimitarra no chão) Vamos lá, saiam, não adianta mais. (Todos saem de trás das árvores, Verus deixa o arco pra trás, tyler solta suas duas espadas e VEron joga 4 adagas no junto a pilha de armas)

-Vamos lá gata, joga o resto ou a cabeça dele vai rolar no chão, eu não to brincando.

-Eu sou homem! (VEron retira mais 4 adagas e joga no chão)

-Acabou rapaziada! (Rhodes se revela apontando a 12 pra eles)

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    Enquanto isso Melcor e Edrem se encontram com outros inimigos, 4 mulheres.

-Olha só oque encontramos aqui... Bom, sem enrolação, nos levem até a rainha de vocês, e vocês não precisaram morrer... (Diz Melcor de forma ameaçadora)

-Oque te faz pensar que iremos morrer? Não percebeu? Estamos na vantagem. (Diz Elda)

-Ah que isso? Acha que estamos na desvantagem? Apenas 1 de nós seria suficiente pra enfrente vocês 4...

-Que interessante, então vamos ver oque vocês tem nas mangas... (Ela se senta em um tronco de árvore caída) acabem com eles!

-Então você é a lider? Vou adorar te deixar por último.

   As 3 mulheres que sobraram de pé, eram brancas como uma folha de papel, e a primeira a atacar revelou seus poderes já de início, endurecendo 3 fragmentos de sombras flutuando sobre a palma de sua mão, ela arremessa aquelas coisas na direção de Melcor, ele desvia com facilidade e observa o material se fincar no tronco de uma árvore.

-Bruxa! (Diz Melcor)

-EU VOU TE ESMAGAR!!! (Edrem grita enquanto vai pra cima)

   Edrem parte pra cima com suas massas, ele salta na direção de Ewir a tal "bruxa" que atacou primeiro, ela desvia do ataque dele, o impacto das duas massas colidindo com o chão faz ele sedimentar, então vem um contra ataque da parte do time de mulheres, outra delas chega tão rápido perto de Edrem que ele não pode reagir a tempo, e ela conseguiu tocar seu torso com as pontas dos dedos, o mesmo instante Edrem foi arremessado com imensa violência contra uma árvore.

-EDREM!!!

-(Tosse, tosse, sangue esgorre pelo nariz e a boca dele) Ham... (Tosse) hanhahaha (ele cospe sangue ao lado e começa a se levantar bem devagar) Tá tudo bem capitão, haha isso foi divertido pra caralho, eu senti todo meu sangue correr para as minhas costas, oque porra você fez? (Ele se põem de pé, nesse momento ele nota que está sem as massas, elas caíram durante o ataque, é nesse momento que ele retira o sorriso do rosto)

-Eu acho que você não resiste ao toque de uma mulher. (Ezra provoca)

-Já chega! É o meu último aviso, me levem até a rainha de vocês! bruxas miseráveis...

-(Dois passos a frente) Elas não são bruxas, são feiticeiras... A única bruxa aqui sou eu...

-Elas me chamam de Ena, mas eles me chamam de Soury, este é meu nome agora... Eu irei impor uma condição, se você conseguir, te levaremos até a Katerine... Oque acha?

-Qual é a condição?

-(Ela põem um sutil sorriso labial no rosto) A condição é: se você vence-lo... Venha até nós senhor da força e proteção, nos empreste sua potência e massacre nossos inimigos.

   Soury bate com seu cajado no chão, sua sombra se expande e dela surge um vulto negro, empunhando uma longa espada.

(Nt: Eu gostei da imagem então vai ser essa, mas é seguinte, ele era pra ser mais parecido com um touro, mais corcunda, e musculoso, os olhos eram pra serem brilhantes e amarelo, além de ter um aspecto de fumaça)

   A criatura que surge das sombras se põem diante de Melcor, empunhando uma longa espada, o caçador de bruxas saca seu machado e se prepara para o combate.

-Interessante, já vi essas coisas antes, você parece ser uma bruxa poderosa, mas não será o suficiente, todas as sombras que me enfrentaram... Morreram no processo...

-...(Bruxa permanecia imóvel e sem nenhum tipo de reação, era como se tivesse sem alma)

   O vulto negro avança atacando primeiro, a arma que ele empunhava parecia pesada demais, mas dessa forma sua força se destacava, a criatura ergueu a espada e golpeou, um ataque vertical, Melcor desvia com facilidade enquanto observa a potência do golpe, um simples golpe criou uma fenda no chão, causado pela força da criatura ou pelo peso da arma? Isso ele não sabia responder, mas com certeza qualquer golpe seria letal, Melcor não poderia errar nenhum passo.

   A criatura voltou a atacar dessa vez desferindo um golpe horizontal, Melcor novamente desviou passando por baixo da lâmina e mantendo a proximidade do monstro, percebendo que seria inútil permanecer se esquivando, aquele era o momento perfeito para um contra-ataque, bem diante dos olhos de Melcor a região da hipocondrio esquerdo da criatura estava completamente desprotegida, Melcor não pensou duas vezes e desferiu um golpe direto.

    A lâmina do machado passou pelo corpo do ser, como se não houvesse atingido nada, apenas uma rajada sombria se espalhou pelo ar e logo se dissipou, Melcor estranhou, mas não perdeu a postura, a criatura demonstrou se incomodar com o golpe de seu inimigo, mas não cessou os ataques, dessa vez ela lançou um combo de golpes em sequência, 3 espadas enfurecidas, o caçador era rápido demais, quase imbatível para aquele monstro, nenhum dos ataques chegou perto de atingir o humano, desviando com perfeição Melcor esperou o momento apropriado e dirigiu severamente a lâmina do machado para a cabeça do monstro, dessa vez a criatura foi agiu e desviou parcialmente do golpe, o mesmo acabou acertando o olho daquele vulto negro, fazendo com que a luz amarelada que formava seu olho se dividisse em duas, criando assim um terceiro olho.

-Haahhahahahahaha, muito bom Melcor. (Edrem comemora)

-Soury, não fraquege, aguente só mais um pouco, ele só precisa ser atingido uma única vez e a Vitória será nossa. (Elda se põem de pé e sussurra ao ouvido da bruxa)

    Novamente a criatura sombria se enche de fúria, rugindo para Melcor, ele se prepara pra próxima onda de golpes, a criatura corre na direção dele e como o esperado, a descontrolada sequência de golpes começa, cada um mais potente que o anterior, os golpes estavam chegando a um nível assustador, a espada nem se quer parecia mais pesada para aquele monstro, que a sacodia de um cima para baixo, de um lado para o outro como se fosse feita de pano, ou um material ainda mais leve, mesmo a intensidade e a velocidade dos golpes tendo aumentado, Melcor permanecia perfeito ao executar seus movimentos de esquiva, e assim após uma longa tempestade de golpes, Melcor criou uma brecha perfeita, o machado subiu furioso na direção do rosto do monstro, ele tentou evitar a colisão, mas foi em vão, o ataque de Melcor o atingiu, e decepou fora parte de sua cabeça, um golpe diagonal executado na parte esquerda da cabeça, arrancou um olho e um chifre da criatura, o pedaço arrancado voou no ar, o caçador foi tão agiu que agarrou ele no ar, e cravou o próprio chifre do monstro nas costas dele.

    Melcor se afastou da criatura e observou ela agonizar, um golpe daquele seria fatal pra qualquer um mas aquela coisa era diferente, o chifre e o pedaço da cabeça se dissiparam como fumaça no ar, e mesmo com metade da cabeça faltando o monstro permanecia ali.

-Eu tirei a prova kkk, quem diria que eu precisaria enfrentar uma quarta dessas coisas pra poder entende-los, hora do fim de jogo!

    Durante os golpes que recebeu a criatura abandona sua espada, e agora planeja lutar de mãos nuas, ele adota uma postura como de um touro raivoso, e pretente se lançar na direção de Melcor, o homem permanece no local, ajustando as solas das botas sobre o chão da floresta, precisaria de aderência suficiente, novamente sem erros, de forma perfeita, se aguentou e conseguiu até agora, esse não era o momento de errar, John Melcor era um perfeito caçador de bruxas.

    A criatura finalmente queima a largada e parte em fúria pra cima do seu alvo, correndo sobre as 4 patas, o barulho que isso causava eram como trovões nos céus, já próximo o bastante do humano em sua frente, a besta enlouquecida se lança com um salto, no objetivo de agarra-lo e esmagar seus ossos, John aguarda até o momento perfeito e evita a colisão se abaixando e fazendo a criatura passar por cima dele, colidindo com uma árvore, no momento que o monstro passa por cima de sua cabeça, Melcor saca sua besta e dispara um dardo contra a bruxa, Elda empurra Soury para o chão e evita que ela seja atingida, com a outra mão a elfa agarra o dardo antes que lhe atingisse em cheio, assim que Soury cai no chão a criatura se dissipa no ar.

-Caiu no meu Blefe, a criatura era uma projeção astral, só seria vencida, se ela despertasse, e você a despertou para salva-lá... Como eu disse, fim de jogo! (Melcor canta Vitória)

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(Covil das bruxas)

   Uzhula chega voando rapidamente, ao encontro de sua rainha bruxa, ela se curva perante a mais poderosa das bruxas e aguarda a liberdade para dirigir suas palavras.

-Uzhula! Você parece eufórica, oque aconteceu? Diga-me! (Diz a rainha)

-Eu lhes trago boas notícias, finalmente, finalmente, eles retornaram a casa, tem sangue Jagher entre nós!

-Oque? Um Jagher em Grarmath? Aonde ele está? (A rainha demonstra um enorme interesse)

-É uma garota... Cabelos negros e olhos verdes, certamente é a filha sobrevivente de Lya Jagher!

-Não pode ser... Porque não a trouxe para mim?

-Você deve ter a honra, minha rainha.

-Sim! Onde a viu por último?

-Na estátua do caçador de bruxas...

-Irei para lá, agora mesmo.

-Espere! Minha rainha, finalmente estou eu em casa novamente... (Uma garota se ajoelha perante a rainha)

-Praga! você esteve muito tempo fora, oque aconteceu?

-Eu te trouxe algo, os guiei até aqui, um grupo de caçadores está na floresta, John Melcor lidera o grupo.

-John!? (Sem pensar duas vezes a rainha ascende aos seus abrindo longas asas negras)

-Trouxe um grupo de caçadores para nossa casa? Sua traidora!

-Curioso, aposto que eles também iram me chamar de Traidora quando descobrirem que eu sou uma bruxa... Relaxa ai Uzhula, está tudo sobre controle, será impossível deles escaparem com vida, até os idiotas dos elfos estão rondando a floresta, a floresta será banhada de sangue está noite kkkkkkkkk. (Ela pega uma maça e deitasse em uma rede, enquanto retira os sapatos empurrando eles com os próprios pés) Hora de relaxar e curtir o harmonioso som dos gritos.

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    Enquanto isso, Ivar continuava sua maratona pela floresta, correndo atrás de Tinna, ela havia sumido, ele não conseguia ouvir seus gritos, seus chamados, mais nada indicava pra ele a direção, Ivar estava cada vez mais desesperado atrás dela, e o frenesir que tomava de conta do seu peito com o medo de que pudesse ser atacado por bruxas e não conseguiriria sobreviver para salva-lá, isso era oque mais o assombrava, ele permanecia correndo de pressa, mas qualquer mínimo movimento ele atacaria.

   De repente inesperadamente um pessoa sai de trás de uma árvore, bem na frente de Ivar, ele golpeou com a espada tão rápido que não conseguiu reconhecer quem era a tempo, Ivar cravou a espada na garganta de Verner, o jovem elfo negro, filho de Vhyser.

   Quando Ivar percebeu que era apenas uma criança ele quase entro em choque, tentou ajudar, tentou realmente salvar o garoto, mas era inútil, a espada havia atravessado sua garganta, e em poucos segundos o garoto faleceu.

-Porra!... Me desculpa... Eu não queria... (Ivar levanta e retorna a correr em busca de Tinna)

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   Tinna corria desesperadamente almejando encontrar os amigos, para alertar a todos que ali era a floresta das bruxas, que todos estavam em perigo, que seriam massacrados se tivessem um confronto direto, seu desespero sufocante era tanto que ela não notou nenhum detalhe se quer e foi pega de surpresa.

    Enquanto ela corria, sem prestar atenção, um Foles indentificou a aproximação, e quando ela passou bem ao lado da árvore onde ele se escondia, ele golpeou Tinna com o ante braço, o impacto foi tão forte que Tinna girou no ar e caiu de bruços no chão.

-Para onde você vai tão de pressa nenê? (Diz a Foles, ela caminha devagar até Tinna e chuta com força suas costelas)

   Ainda atordoada pelo primeiro golpe Tinna não consegue fazer nada, ela sente o gosto de sangue em sua boca, seus olhos estão perdendo o foco, ela iria desmaiar logo, o nervosismo, o estresse, o medo e agora os dois lancinantes golpes, fariam ela desmaiar em instantes, seu corpo estava sobre uma pressão imensa, e ela estava relutante sobre essa força natural que seu corpo jogava sobre seus ombros, desmaiar ali seria o fim, mantenha-se acordada! Era a única coisa que ecoava em sua cabeça.

    Lutando para que seus olhos não revirassem, lutando para que sua mente não apagasse, ela tenta se rastejar, e se coloca de bruços novamente.

-Forte!... Mas eu sou mais, vadia!

    A Foles pisa violentamente contra o tornozelo esquerdo de Tinna, seu corpo parecia anestesiado e ela mal sentiu a dor, mas o som dos ossos quebrando e o choque nos nervosos, foram o suficiente para que ela gritasse.

-Hahahahah, isso vadia, grita, grita, grita!!! EU...(Ela pisa as costelas de Tinna) MANDEI...(pisa novamente) VOCÊ...(novamente) GRITAR, CARALHO!!! (ela finaliza com um chute)

   Tinna venceu a vontade absurda de desmaiar, mas não possuia força alguma para se colocar de pé, o sangue se misturava com a saliva escorria de sua boca sem pausa, nesse momento ela estava estática, sem realizar nenhum movimento, mas estava consciente, e até meus sua visão estava mais clara que antes, mas funcionava como em câmera lenta, sua audição estava abafada e ela não conseguia entender nenhum barulho.

-Achei que você seria mais resistente, mas Edalia é forte demais para você, hora de acabar com isso... (Ela pega sua massa e posiciona a arma sobre a cabeça de Tinna, pronto para golpear)

    A audição de Tinna estava tão falha que a única coisa que ela foi: Edalia, e após isso um estampido escruciante bem dentro do timpano e então tudo escureceu.

TO BE CONTINUE...

~É isso pessoa, capítulo foi imenso, demorou um século pra ficar pronto, deu um trabalho da desgrama, tive que refazer algumas partes pq as imagens baguçaram os barulhos, mas é isso, o capítulo finalmente ficou pronto~

->espaço dedicado ao hater de vocês, depositem seu ódio aqui<-

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