02-O Início Da Aventura

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-Bela decisão, Qualquer homem que te tivesse como filho seria muito honrado, Sorte do velho Igar... Bom garoto pode contar comigo para o que você precisar, apartir de hoje, pra mim você é um filho.

   Essas foram as últimas palavras do homem, que se vira e vai embora, como se tivesse obtido uma grande conquista. Naquele mesmo dia, Ivar reabriu a oficina de seu pai e começou a trabalhar em seu lugar. Várias pessoas depositaram suas confianças no garoto, que prometeu honrar com sua palavra ao tentar se aproximar ao máximo dos trabalhos perfeitos de seu pai.

   Porém, isso não era tudo, Ivar ainda guardava um segredo, Um amor, que até aquele momento deveria ser proibido, No entanto Ivar e Brieny tinham uma amizade desde crianças, sentimento que acabou se convertendo em amor, Os dois se encontravam nos jardins, lugar em que poderiam estar a sós e se expressarem. Brieny nunca havia se relacionado intimamente com Ivar pois ambos queriam a benção do seu pai, para que assim fossem capazes de se casar e compartilhar de sua alegria sem se esconderem.

  Aos 18 anos, Ivar tomou a decisão de pedir a mão de Brieny ao pai dela, ato que ela considerou como uma loucura, porém ela não conseguiu impedir seu amado de ir até sua casa propor casamento ao seu pai. Diante da chegada de Ivar, Brieny estava aflita, temerosa do que poderia acontecer, mas Ivar estava confiante em sua decisão, tendo plena certeza do que estava fazendo, preparado para enfrentar a situação de cabeça erguida.

O pai da jovem se sentou no sofá, convidando o pretendente a se sentar também. Brieny e sua mãe também se juntaram a sala, sua mãe permanecendo a seu lado, a confortando. Ivar e Bangar começaram a conversar, o homem mais velho sendo bondoso, ouvindo com paciência o jovem a sua frente, mantendo uma agradável conversa. Bangar já conhecia o pai de Ivar e sabia que era um bom homem e seu filho teria o mesmo caráter, mas ele tinha interesse em conversar com Ivar, saber sobre os ideais do jovem, o que fazia e o que pretendia a fazer no futuro. Enfim, chegando ao fim da conversa, Bangar pergunta:

- O que você faria por ela?

Um breve silêncio toma conta da sala, em que o pai ergue as sobrancelhas e aguarda a resposta do rapaz.

- Eu faria qualquer coisa por sua filha. (Ivar responde, buscando o olhar de sua amada)

- Interessante, Mantenha sua atenção a mim, por favor (Ivar balança a cabeça e retoma sua atenção para o pai de Brieny) Bom, já que pretende fazer qualquer coisa por Brieny, eu tenho uma única exigência... Caso faça isso, você terá a mão dela.

   Depois de uma pausa, encarando firmemente Ivar, testando sua determinação, Bangar sentencia:

- Traga para minha filha uma rosa vermelha, este é desafio que proponho a você.

- Pai, não! Isso foi uma completa tolice de uma criança, não há necessidade... (Brieny se pronuncia, em defesa de seu amado, Porém, Ivar não hesita em sua resposta)

- Eu aceito o desafio, Não se preocupe, irei trazer a rosa vermelha para ela... Eu prometo. (Na cabeça de Ivar se passava a promeça que havia feito a si mesmo, de seguir os passos do pai e continuar com a oficina)

-Hum, admiro sua coragem, Você tem 5 anos, Após esse tempo, não temos mais acordo algum - Bangar finaliza.

-Eu farei, e provarei que direito da mão de Brieny. (Aquela seria a escolha correta? Ivar se perguntava e tentava enxergar uma nova luz em Brieny)

   Bangar se sente satisfeito com a conversa e não diz mais uma palavra, apenas confirma com a cabeça as últimas palavras de Ivar, enquanto o garoto se põem de pé aperta a mão do homem e beija as mãos das mulheres e assim sai da casa.

   Brieny o segue, furiosa com a decisão imprudente do rapaz, temerosa pela vida de seu amado diante dessa missão suicida. Ivar caminha apressado a frente de Brieny, que luta para acompanhar seus passos, falando aos gritos com ele.

- Por que fez aquilo? Você conhece a história, sabe que ninguém jamais conseguiu encontrar a rosa. Você conheceu soldados que agora estão mortos por causa dessa busca... (Ivar não diz uma palavra e continua seguindo em frente) Está me ouvindo? Poderia haver outra maneira, porque decidiu fazer do jeito de meu pai? Porque não me ouviu? Eu também mereço ser ouvida... Ivar!

Ivar, depois de tentar ignorar os gritos da jovem, se vira durante a caminhada e prende Brieny contra uma parede próxima.

-...(alguns segundos se passam olhando no fundo dos olhos dela) Não se preocupe comigo, Eu te prometo que irei voltar e trarei para você essa rosa vermelha, nem que eu tenha que atravessar o mundo inteiro... Eu vou conseguir!

-Tenho medo que você morra... (Ela desaba em lágrimas) você nunca saiu de Garden, não sabe os perigos que pode ter lá fora...

-Ah, eu já sai de Garden sim... É eu não fui pra tão longe, Garden nem se quer saiu do alcance da minha visão, mas eu sai... Até no máximo a "selva"... Ah mas eu posso conseguir, tenho treinamento e tenho seu amor... Ter em mente que preciso voltar a te encontrar é oque vai me manter vivo.

-Não vai, por favor.

-Desculpa, preciso ir.

  Após dizer isso, Ivar a solta e continua sua caminhada, deixando Brieny paralisada naquela parede, percebendo naquele momento que nada que diga irá convencê-lo de desistir da missão.

Ivar finalmente chega na oficina de seu pai, um sentimento nostálgico passando por si ao lembrar de seu pai e das histórias que ele lhe contava. Depois de alguns minutos, Ivar decide começar sua aventura, partindo primeiro até o grande jardim de Garden.

   Mesmo acreditando que seria perda de tempo procurar em Garden pela rosa, algo lhe dizia que deveria ir até lá. Porém, esse sentimento era o próprio medo de Ivar o impedindo de partir de Garden, pois ele nunca havia viajado ou sequer saído de seu reino. Ivar conhecia os perigos do mundo e sabia que enfrentaria vários desafios, o medo do desconhecido lhe atingindo de tal forma que o prendeu ao chão do jardim.
 
  Passou uns minutos ali se sentindo impotente, depois de tanto se preparar para aquele momento e ainda assim, se sentindo desamparado, Ivar parou e refletiu, buscando coragem na calmaria daquele imenso jardim.

- Pai! (começou Ivar, orando para seu pai, a pessoa que ele mais admirou, o homem mais corajoso que encontrou, seu herói, em busca de apoio) Me ouça, Eu preciso de ajuda, preciso de teu auxílio... Por favor, me ajude nesse momento... Por favor, me dê forças...

Uma intensa sensação de paz toma o jovem, iluminando sua mente e seu coração, quando ele sente o peso de uma mão sobre a dele, uma mão tentando reconforta-lo, prestando apoio, Ivar olhou para o lado e se deparou com Trevys.

-Senhor Trevys? (Os olhos do garoto escorriam finas lagrimas, ele rapidamente limpa o rosto com as próprias mãos) Oque o senhor tá fazendo aqui?

-(Trevys respira profundamente e continua mantendo o olhar fixo na amplitude do imenso Jardim) As notícias correm rápido... Fiquei sabendo que você será o próximo a aceitar o desafio de Bangar, sair pelo mundo em uma caçada atrás da tal rosa vermelha.

-Ah, isso... (Ivar toma folego e procurando coragem para soltar as palavras mesmo que fosse grosseiro) senhor Trevys, me desculpa, mas se o senhor está aqui para tentar me impedir... (A mão do homem pousa sobre o ombro de Ivar e ele para no mesmo instante)

-Quem disse que estou aqui para te impedir? Hum, achou errado garoto, quer dizer... Você já é um homem, tem que tomar as próprias decisões, não vou negar, eu não me colocaria nessa missão... Mas você tem objetivos, e se é isso, bom, você deve seguir em frente... E eu vim aqui para apenas te dizer uma coisa... Apartir de agora você não vai ser mais um ferreiro, lá fora? Você não vai ser só um ferreiro, lembre-se, lá fora você vai precisar da determinação de um guerreiro, vai ser preciso tomar decisões difíceis, vai ser necessário enfrentar muitos desafios e fazer coisas que você jamais pensou... Então use a cabeça, mas lembre-se de seguir o seu coração, sempre haverá caminhos, e nem sempre haverá um certo e um errado... Você tem minha bênção, dê o seu melhor, meu filho. (Trevys levanta do banco e deixa Ivar sozinho)

- Obrigado pai, Eu sei o que fazer agora.

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  Motivado, Ivar retorna para oficina, Lá cercado pelas ferramentas de seu pai, as coisas de sua mãe, seus brinquedos, tem um momento de ligação com sua casa, Ao olhar para a parede, vê a espada pendurada como se fosse um enfeite, Ele a toma, prepara uma bainha para a mesma, recolhendo também algumas ferramentas que podem lhe ser úteis... Depois de colocar tudo dentro de uma bolsa de couro e acoplar a bainha da espada em seu cinto, se volta para a casa em despedida.

- Hora de partir, Adeus casa, até breve.

Ivar fecha a oficina, beija o âmbar que carrega em seu colar e parte em sua jornada. Enquanto caminha em direção a saída do reino, as crianças o cumprimentam e correm a seu lado, perguntando várias coisas, Ivar era muito querido pelas crianças de Garden, era considerado um exemplo por elas, pois era bondoso e gentil, sempre se juntando a elas para brincar, As crianças acompanham o jovem até os grandes portões, se preparando para se despedirem, vindo correndo ao longe Brieny, que se lança em direção a seu amado, o abraçando pelo pescoço.

- Por favor, desista dessa loucura, Não vá! (Brieny lhe implora em desespero) Fique aqui comigo, Por favor, Podemos convencer meu pai a pedir outra coisa.

Ivar segura os braços da jovem e diz:

- Eu preciso fazer isso, Esse é o meu destino.

Brieny fica em silêncio, observando seu amado, Ivar sorri para ela, mexendo nas mechas de seus cabelos.

-Com licença, Você é o Ivar Halar, correto?

-Sim, sou eu.

-O senhor General Trevys Black, ordenou que eu te entregasse este cavalo, faz parte da própria criação do General, ele pediu que o senhor ficasse com ele, para te ajudar em sua viagem.

-Haha (os olhos de Ivar brilham ao ver o cavalo negro, o pelo dele brilhava ao sol, era magnífico, forte e bem tratado, claramente se tratava de um cavalo da alta classe) Grato, diga ao senhor Black que estou imensamente grato, que cuidarei dele da melhor forma possível. (Rapidamente Ivar monta no cavalo e olha uma ultima vez para Brieny) eu te amo, voltarei com a rosa, me espera. (E assim ele parte a galope, com determinação nos olhos)

- EU TE AMO IVAR HALAR, ESTAREI TE ESPERANDO!

Ivar sorri a distância e acena uma última vez, em despedida do sua amada, de seu reino e de seus queridos amigos.


TO BE CONTINUE...

~É isso, Ivão partiu atrás da lenda da rosa vermelha~
~E mais uma vez, antes que mais gente venha pergunta, rosas vermelhas não existem nesse universo, rosas da cor vermelha simplesmente não existem, então não tem como ir no Jardim e pegar somente uma Rosa vermelha qualquer, é triste, mais é a realidade kk~
~Então bora lá, que comecem os jogos~
~Vejo vocês no próximo capítulo~

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