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Amaterasu:

Antes dele sumir, dei um selinho dele. Espero que ele seja bastante feliz. Eu pensei que ele iria ficar ao meu lado, eu deveria ficar feliz por ele estar vivo ainda, eu não posso ser egoísta ao ponto de querer que ele morra apenas para ficar ao meu lado. Não posso.

Por favor, deuses, me deixe o reencontrar novamente em outra vida. Por favor...

-Onib, vamos? -Perguntei tentando controlar meu choro, eu estava tremendo. Entendi a minha para o ceifeiro. -Vamos? Vamos porque se demorar eu irei perder toda a coragem que ainda me resta.

Ele me olhou com tristeza enquanto pegava em minha mão, pensei que eu irei andando. Mais Onib me pegou no colo.

-Vamos, você está sendo muito forte e corajosa. Parabéns, pequena princesa. -Ele falou enquanto andava em direção a aquele véu, apertei o pescoço dele e deitei minha cabeça em seu ombro. -Me desculpe por toda dor que fiz você passar.

-Não se sinta culpado, eu estou bem. Apenas estou com muito medo. -Admiti enquanto fechava meus olhos no momento em que passamos, apertei ele com mais força.

Me senti diferente, abri meus olhos com receio. Esse lado é lindo, Onib me colocou no chão e eu logo notei a diferença de tamanho. Olhei para o lago e notei que não estava mais com a mesma altura que minutos atrás. eu estava baixinha, com o mesmo tamanho que eu tinha quando morri. Os animais não estavam mais correndo de medo com antes, eles me olhavam com curiosidade. Olhei para o castelo, do outro lado eu via ele completamente negro, desse lado eu o vejo branco.

-Eu posso levar você até as portas, você terá que entrar sozinha no castelo. Mesmo que se eu quisesse eu não tenho autorização para entrar. -Onib falou enquanto me estendia um animal, um gato pequeno. Da onde ele tirou ele? -Tome, ele irá junto com você. Ele morreu ontem de manhã, estava o guardando para poder ir junto com você.

Peguei o gato, ele estava assustado mais se acalmou quando o peguei. Ele miou enquanto lambia minha mão, sorri com isso.

-V-vamos? -Onib perguntou enquanto me estendia a mão novamente, segurei. Ele caminhou calmamente até o castelo e paramos enfrente as postas abertas. não dava para ver nadinha do que tinha lá dentro.

-Onib, você pode ser o meu pai na minha próxima vida? Por favor. -Perguntei enquanto olhava para ele. Onib me olhou surpreso.

-Claro, eu irei adorar.

-Ali dentro tem alguma coisa boa? - Perguntei, ele não me respondeu mas concordou com a cabeça. Soltei sua mão. -Obrigado por tudo que você fez por mim, eu te amo muitão.

-E-Eu também, você consegui fazer uma coisa a impossível. Você me deu um pouco de alegria. -Ele se abaixou para ficar em minha altura e com cuidado me abraçou.

Ele me soltou depois de quase dez minutos, ele parecia prestes a sair correndo. Sorri para ele enquanto acenava, entrei naquele castelo juntamente com o gatinho.

É, minha jornada de séculos está finalmente encerrada. Posso descansar agora.

Narradora:

Onib só se permitiu chorar no momento em que ela finalmente entrou naquele castelo.

-Me diga, o que irá acontecer com ela? Existia alguma coisa depois da morte? Me responda! Ela irá ser feliz? -Onib perguntou para o seu chefe. Nada aconteceu. -ME UM SINAL QUE ELA ESTÁ BEM! DIGA QUE MEU TRABALHO É INÚTIL E ME XINGUE POR SER PREGUIÇOSO!

O silêncio reinava, Onib olhou com raiva para os céus.

-AH É? ENTÃO EU QUERO QUE VOCÊ MORRA! VAI SE FODER DESGRAÇADO! MENTIROSO! VOCÊ FEZ ISSO DE PROPÓSITO! -Onib gritou raivoso.

Ele se levantou do chão e saiu daquele lugar, ao sair ele deu de cara com o guardião.

-como foi?

-Bom, mandei a morte morrer. -Onib exclamou puto da vida, o guardião apenas negou com a cabeça enquanto olhava para o castelo.

O que havia acontecido quando a nossa princesa invisível entrou no castelo? Bom...

Amaterasu havia aceitado a morte e como iguais eles haviam partido desse mundo.

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