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Enquanto Amaterasu corria para onde Onib havia dito, o ceifeiro estava andando pelas ruas da areia a procura do demônio. As pessoas passavam por ele e nem notavam o perigo que eles estavam correndo, a foice de Onib estava sendo arrastada no chão fazendo um barulho terrível. Ele estava furioso, ele nunca sentia tanta raiva como agora.

-Que carranca é essa? -Villy perguntou enquanto aparecia ao lado de Onib.

-Que susto, porra! -Onib falou de mal humor. -Vamo bora achar logo esse filho da mãe, vou quebrar no soco.

-Para que tanta violência? Nosso trabalho é prender ele apenas, não quebrar ele no soco. Na realidade, nem tem como fazer isso, ele nos mataria facilmente se ternamos, então nada de fazer graça -o guardião falou enquanto olhava ao redor. -Como descobriu que ele está aqui?

-Nas memórias da princesa, aquele filho da puta manipulou a cabecinha dela para ela matar. -Onib falou enquanto os punhos.

-Era de se esperar, Amaterasu é um fantasma sem alma e ele um demônio sem um corpo. Era meio óbvio que ele seria atraído direto a ela, porque eu não pensei nisso antes? -O guardião falou. -Vamos nos separar, se acharem algo me chamem pois eu sou o único que pode aprisionar ele novamente.

E assim os quatro se separaram, Onib respirou fundo mas paralisou ao sentir a energia negativa começar a se distanciar cada vez mais.

-Um demônio atrás de um fantasma sem a alma...o demônio poderia usar o fantasma como um tipo de...receptáculo. -Onib pensou enquanto olhava para trás. -Princesa!!

(☆)

-Por que o senhor ceifeiro me mandou vir para cá? -Amaterasu se perguntou enquanto sentava no chão, ela observava o castelo negro. Ela se perguntava o que havia do outro lado, por dentro era mais assustador do que o lado de fora? Tinha alguém ali dentro?

-Para afastar você, ele está protegendo aquela humana que queria roubar o seu lugar.

Amaterasu se levantou rapidamente enquanto pegava uma pedra, ela olhou ao redor e não achou nada.

-VOCÊ! QUEM É VOCÊ? Não! Eu não quero saber quem você é! Eu quero que me deixe em paz, por sua culpa eu perdi o meu melhor amigo! Agora ele me odeia por sua culpa! -Amaterasu falou enquanto procurava de onde a voz vinha.

-Minha culpa? Eu não forcei você a atacar ninguém...apenas disse algumas coisas, não me culpe por um erro seu. Eu sou apenas um...uma coisa que quer ser seu amigo! Se aquele humano ruivo não quer a sua amizade, eu quero. Podemos ser amigos, o que acha?

-Eu não quero ser sua amiga! Você é mal! -Amaterasu falou estufando as bochechas.

-Eu não sou mal, eu nunca fiz nada de mal...mesmo assim vocês humanos cometem seus pecados e jogam a culpa em mim e nos meus irmãos. Não podemos nem sequer nos defender pois estamos presos. Não acha isso injusto? Alguém ser preso sem ter feito nada?

-Você e seus irmãos estão presos? Foram presos sem ter feito nada? Que coisa mais injusta, ninguém merece ter a liberdade tomada assim. Qual é o seu nome? Eu sou Amaterasu. -Ela falou enquanto abaixava a mão.

[N/A: to achando que a Yumi encarnou na Amaterasu agora, pois ela é a única maluca a conversar com uma voz macabra na boa]

-Oh, sim...não tivemos nem sequer um julgamento, fomos pegos de surpreso e trancados na escuridão e no frio...sozinhos e sem ninguém para nos amar. Eu fui o único a conseguir fugir, fiquei surpreso ao ver que o mundo mudou tanto...bom, fisicamente pois os humanos ainda possuem pensamentos de primatas. Não é triste isso? Você já passou por isso?

-Bom...quando eu morri e fugi...as pessoas não me viam, eu fiquei sozinha por muito tempo. -Amaterasu falou enquanto voltava a se sentar, seus olhos começaram a encher de lágrimas. -Eu me sentia sozinha até conhecer o Gaara...mas agora ele me odeia...

-Como eu havia dito antes, se ele não quer ser seu amigo...eu serei! Podemos nos tornar melhores amigos, o que acha pequena princesa?

-Eu queria...mas assim que o senhor ceifeiro voltar, eu irei pedir para ele me levar daqui. Não quero mas ficar nesse mundo. Eu quero reencontrar a minha mãe! -Amaterasu falou batendo um pouco no chão, ela notou que uma sombra crescia cada vez mais a sua frente.

-O ceifeiro lhe falou isso? Que você iria reencontrar sua amada família? Oh, não falei que ele mentia? Sabe aquele castelo? Ele é a ponte entre a vida e a morte, apenas almas podem entrar lá...sabe o que há dentro?

-Minha família?

-Nada, não há nada lá dentro. Pois não existe céu ou inferno, depois que você aceita a morte...não existe nada! O ceifeiro quer apenas sumir com você.

-N-não há n-nada? Nadinha? Isso significa...eu irei viver s-sozinha? Vou desaparecer pra todo sempre? Eu nunca mais vou ver a minha mãe? E depois que eu partir eu nunca mais irei ver o Gaara? Eu vou...desaparecer? Vou ficar no escuro para sempre? Eu não gosto do escuro, eu tenho medo! -Amaterasu perguntou assustada. -Então ele mentiu para mim? Porquê?

-Para você aceitar logo seu destino, ele já estava cansado de ter que correr atrás de você. Ele mentiu pois querendo ou não, ele já foi um humano e humanos são assim...na primeira oportunidade eles mentem e tiraram tudo aquilo que você ama!

-O senhor ceifeiro não gosta de mim então? Ele me vê como um peso?

-Não...ele te vê como um fardo. Mas eu não sou um humano, eu não irei mentir ou te faz triste...podemos ser amigos?

Amaterasu recuou assustado ao ver a sombra finalmente criando vida a sua frente.

"Um fardo? Eu sou um fardo para ele? Por isso ele mentiu?" -Amaterasu pensou enquanto observava o ser a sua frente, ela estava quase estendo a mão quando ela arregalou os olhos ao notar que a sombra possuía chifres. Foi quando as histórias que seus pais a contavam passaram rapidamente em sua mente, ela finalmente notou o que era aquilo. "Ele não é um humano...por que essas coisas só acontecem comigo??"

Amaterasu pegou novamente a pedra que estava a sua frente e jogou com força em direção dele, mas nem sequer o machucou ou o tocou.

-VOCÊ É MAL SIM! EU NÃO IREI CAIR NA SUA CONVERSINHA TRISTE! NÃO VOU!

-Tsk, princesa burra. Se você tivesse tido um sim não seria tão doloroso para você...

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