Capítulo 28- Reconciliação

Minho estava fudido (literalmente), se antes já era louco pela gata, agora que a queria ainda mais!
Nunca pensou em ser dominado por ninguém, mas ela o fez e ele amou! Mas era melhor ninguém saber, que moral teria depois de ser dominado pela ômega.
Ele trocou a roupa e ficou no quarto, pelo menos ela não o ignorou, mas disse que não confiava nele...
Levaria tempo para reconquistar a ômega, isso feria o Lee profundamente. Só queria a ajudar, traiu sua confiança, talvez devesse ter conversado com ela antes e lhe explicado a situação, que a leoa era a única médica disponível.
Daria um jeito, faria qualquer coisa, mas ela o amaria novamente!

Rebeca dormiu no quarto de Changbin com ele e o raposo na cama de casal, eles a mimavam, mas a gata falava pouco e não sorria de forma alguma.
Ainda se sentia fraca, a dor em sua intimidade aliviou, a febre também, mas se sentia fraca, todo o esforço que fez enquanto a leoa estava na casa e depois a sós com Minho a deixaram esgotada.
O raposo a ajudou de manhã a tomar banho e a aplicar a pomada, lhe deu os remédios e foi buscar seu café.

Na mesa já estavam Changbin, Bangchan e Hyunjin.
_ Bom dia, ela já está acordada se quiserem ver ela._ o raposo pegou uma bandeja para montar o café da gata.
_ Ela está falando mais hoje?_ Changbin perguntou, sentia falta da alegria de sua amada.
O raposo negou com a cabeça e todos suspiraram tomando café em seguida.
_ Eu vou hoje tentar animar ela._ Hyunjin se levantou pegando a bandeja e levou até o quarto.
Ele entrou e viu a gata deitada mas acordada, que o olhou sem esboçar emoção, estava cansada, estava cansada até de sentir raiva.
_ Como se sente minha princesa?_ o moreno se sentou na cama e fez um carinho na bochecha da gata.
_ Cansada, parece que arrancaram toda minha energia._ a gata tinha olheiras fundas e seus lábios pouca cor.
_ Não está com raiva de mim?_ o moreno a achou calma pelo menos.
_ Senti, mas já passou, entendo que vocês estavam preocupados, mas você não gritou comigo._ a gata suspirou lembrando do Minho._ Desculpa se te preocupei.
_ Eu que peço desculpas, sabia que trazer a leoa era arriscado, mas não havia outra opção. _ ele segurou a mão pequena e fria da gata._ Perdoe o Minho quando conseguir, ele não sabia oque fazer, tomou a decisão errada, mas apenas fez para o seu bem.
_ Ainda não muda ele ter gritado... isso me machucou demais, não consigo esquecer. _ a gata começou a chorar em silêncio e o moreno se deitou na cama e a abraçou sentindo a gata soluçar em seus braços. _ Isso doe muito Hyunjin, doe muito...
A gata chorava feito uma criança, ela amava muito o puma, mas sentia seu coração despedaçado, esperava que ele entendesse sua ira, ele tinha ido atrás do leão, a defendeu da iena, mas gritou com ela a fazendo obedecer, a humilhando diante de todos. Não entendia essa dualidade, achava que ele a compreendia, mas não parecia, não mais.
_ Ele também está triste por ter feito o que fez, se arrepende de tudo, menos de trazer a médica, porque foi preciso, você estaria pior se não fosse pela médica. _ isso era verdade, não queria imaginar o que poderia ter acontecido se ela não fosse medicada.
_ Eu sei... só que a dor não para, não sei fazer parar. Eu queria deixar para lá, mas não consigo esquecer. _ o que faria, sua magoa não passava mesmo sabendo que ela mesma estava se ferindo remoendo aquilo na cabeça.
_ Vai passar, tudo vai se ajeitar. Agora você quer tomar café? Precisa se alimentar. _ a gata negou, estava enjoada devido a fraqueza, mas o moreno negou e se levantou pegando a bandeja. _ Vai comer algo sim! Ou eu vou chorar também.
O moreno fez bico e seus olhos ficaram vermelhos e úmidos, era teatrinho dele, mas ele era bom nisso.
A gata riu e pegou o leite morno para tomar e o maior sorriu, finalmente um riso tinha saído dela.
Eles ficaram conversando e a gata comeu boa parte do café da manhã para felidade do felino. Os dois deitaram juntos e ela adormeceu nos braços do moreno.

Quando acordou estava sozinha, ela se lembrou da onça, precisava ir até o animal o ajudar.
Ainda se sentia fraca, mas precisava ir. Trocou sua roupa por uma calça e blusa de moletom, colocou um tênis que não fazia barulho e desceu sorrateira até a cozinha, não havia ninguém nela e a gata pegou carne e água, colocou na mochila junto do kit de primeiros socorros e saiu sem fazer barulho.

A onça levantou a cabeça quando a gata chegou e se animou um pouco.
_ Está melhor hoje, fico tão feliz._ a gata fez um carinho na cabeça da onça que ronronou. Ela limpou novamente o ferimento, estava melhor, menos vermelho e o cheiro também melhorou, passou a pomada e depois deu de comer e beber para a onça.
_ Eu também estou doente, espero conseguir melhorar para continuar vindo te ajudar, mas se eu não vier foi porque não consegui. Vou deixar toda a carne e água para você, fique bom logo._ a gata fez um carinho e a onça a lambeu e ficou farejando a ômega, seu olhar ficou triste ,mas a ômega não compreendia o porque.
Ela voltou para casa, deixou a mochila escondida em baixo da varanda e tirou os sapatos sentando na varanda olhando para o jardim, ela ouviu os meninos na horta, ouvia dois deles na cozinha, dois limpavam a casa. Tudo estava calmo e acabou adormecendo no chão da varanda.

Quando acordou estava no quarto de Minho, ela se levantou um pouco e olhou a sua volta vendo o puma sentado numa cadeira lendo um livro, ele a olhou por um instante e voltou a ler.
_ Eu te trouxe aqui, a cama é mais confortável que o chão. _ a gata não queria brigar, apenas deitou fechando os olhos.
Aquilo era horrível, a vida deles era ótima, ela estava feliz e já sonhava em ter um filhote com ele, seu primeiro amor...
Sentia vontade de chorar, mas não faria isso na frente dele, não depois da noite passada. Deixou seu animal a dominar, sua raiva falar por ela, nem pensou em nada, apenas fez. Queria mostrar que nunca seria inferior e que ele não podia mandar nela, dizia que ela era especial mas a tratou como uma ômega, fez igual todos os alfas.
Desistiu de tentar dormir, não conseguiria com ele ali, ela sentou na cama respirando fundo e se levantou, mas uma forte tontura a atingiu e caiu com tudo no chão.
O puma correu para a ajudar, ela estava consciente mas respirava com dificuldade.
_ Vou te colocar na cama, acho melhor te levar ao consultório. _ o puma estava preocupado com a saúde da ômega, não parecia estar melhorando.
_ Não precisa, só faz um dia... que tomei os remédios, não deve ter feito... efeito ainda..._ sua respiração era fraca, a voz era baixa, mas ainda não queria voltar a ver a leoa.
_ Mas eu vou te levar se você não melhorar._ o puma a colocou na cama, o rosto dela estava sem expressão, seus olhos eram vazios.
_ Faz... o que quiser... o alfa aqui é você. _ ela desistiu de tentar sair do quarto, não conseguiria.
Aquelas palavras atingiram o puma em cheio, ele usou seu comando de alfa nela e isso fez ela o odiar. Maldita hora que tomou essa escolha.
_ Nunca serei capaz de consertar o meu erro... Mas você está errada!_ a gata o olhou sem entender. _ Eu sou o alfa, mas quem realmente manda aqui... é você!
A gata não reagiu, apenas deitou a cabeça no travesseiro dando as costas para ele.
_ Você é o alfa! Sou apenas a porra da ômega..._ havia raiva em sua fala, era dessa forma que se sentia.
_ Eu sinto muito meu amor... você não é uma ômega para mim, você é o amor da minha vida! Nunca mais usarei o tom alfa com você, nunca mais em toda minha vida farei isso. Que eu morra se falhar com a minha promessa. _ o puma deitou atrás da ômega e a abraçou, ele estava chorando.
Aquilo realmente aqueceu o coração da gata, ainda estava magoada, mas não conseguiria ignorar os sentimentos do puma.
Ela começou a fazer carinho na mão do puma, isso fez ele suspirar surpreso mas feliz, havia esperança apesar de tudo.
Pouco tempo depois a gata adormeceu nos braços do puma. Finalmente parecia poder descansar.

Naquela noite ela permaneceu no quarto do Minho e do Han, mas Minho preferiu não forçar a barra e deixou ela dormir ao lado de Han e ele na cama de solteiro.

Na manhã seguinte ambos cuidaram da gata, com o banho e lhe trazendo comida e os remédios.
Na hora do almoço foi Felix que trouxe a refeição, a gata não saiu do quarto, sua intimidade já não doia e não teve mais febre, mas suas forças não voltavam, parecia cada vez mais fraca e isso estava preocupando a todos.
Dessa vez não conseguiria ir cuidar da onça e pediu a Felix para fazer isso no seu lugar, ele era um felino e o mais dócil dos felinos naquela casa.
Explicou onde a onça estava e pediu para não contar aos outros ainda, o loiro aceitou e beijou a ômega com ternura, sentia tanta falta da sua amada bem e feliz, era o mínimo que poderia fazer por ela.

A gata estava sentada na cama, após o almoço se sentiu melhor e até andou pelo quarto, sentia as pernas mais firmes.
O puma entrou no quarto e a viu andando, ela usava uma camisola até os joelhos e de manga comprida branca com rosa. Ficou muito feliz de vê-la bem que entrou no quarto e encostou na parede.
A gata percebeu que era observada, ela se virou e viu o puma, mas ao contrário de antes, dessa vez ela deu um sorriso largo e feliz para Minho.
_ Me sinto bem agora! _ ela sorriu e andou em direção ao puma, deu um pequeno tropeço e o puma a segurou e eles riram._ Quase boa.
_ Mas está melhor, fico tão feliz!_ ele olhava para os olhos de sua amada, como sentia falta do carinho e amor dela.
_ Senti sua falta... Desculpa por ter brigado com você. _ ela o abraçou apertado, sentia magoa e isso não mudaria, mas a falta que sentia do puma era maior que essa magoa._ Eu te amo, desculpa...
O puma estava surpreso, ele retribuiu o abraço se contendo para não chorar.
_ Você me faz feliz, me desculpe também meu amor. Eu te amo tanto...
Eles se olharam, havia lágrimas nos olhos de ambos, aquela briga tinha finalmente chegado ao fim.
Minho segurou o queixo de Rebeca e a beijou cheio de amor e saudades, era um beijo de reconciliação, ambos se amavam e nada apagaria aquele amor.

Rebeca estava nos braços de Minho, ambos em pé perto da porta, num beijo apaixonado, até o corpo de Rebeca pesar e ela desfalecer nos braços do maior.
Sem respiração, o corpo sem vida, mole, iria ao chão se Minho não a segurasse, os olhos sem vida...
O grito de Minho ecoou pela casa fazendo todos correrem para o quarto, com exceção de Felix que havia ido até a caverna.
Todos ao redor tentando acordar a ômega, ela estava bem a poucos segundos atrás e agora... parecia morta.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top