one bite.
antes que venham me julgar,
quero explicar que nem tudo
estava tão fácil assim para mim.
não era fácil ter que me conter naquele
jardim, pensar e admirar aquela fruta
carmim, sabendo que dela veio o
inicio, meio e o fim. todos os dias
são iguais. vivo a mesma coisa.
saber que eu se quer poderia
chegar perto de tal beldade,
sempre sentia que algo ali me atraia,
como se falasse comigo, me puxasse,
me indicasse o que eu deveria fazer.
me deixasse com vontade de pecar.
por aquilo, por aquela sensação,
eu daria toda a minha vida,
pela a minha vida.
por novos dias.
eu queria a minha liberdade,
saber que eu so livre para fazer
o que quiser, não como a tola Eva
que arrastou mais um, e sim, só.
o primeiro olhar, era realmente
o pecado que já vi passar pelo eden,
aquele brilho era inexplicavelmente
delicioso. eu poderia passar o dia
indeiro comendo aquela fruta,
lentamente. pedaço por pedaço,
mordida por mordida.
se passaram semanas mas essa
maldita planta ainda me chamava
atenção, até que notei que ali, estava
toda a sabedoria. se este ser tão poderoso
me fez ao seu ver, por que eu, sua imagem, não posso ter essa tal enorme sabedoria?
eu gostaria de tentar, de saber.
até que o grande dia chegou e
finalmente toquei os labios em meu
amor, aquela fruta doce, como mel,
invadia minha boca com tanta vontade,
eu estava lutando contra minha vontade
de terminar aquilo e chorar para meu
Senhor, mas não, eu continuei.
aquele sabor é inesquecivel. só de
pensar, posso sentir seu suco adocicado
descendo em minha garganta lentamente, enquanto minhas lágrimas descem em
arrependimento. aquela arte complexa
não foi feita para mim, enquanto a
fruta estava sendo apreciada por mim,
eu estava em choque.
tanta informação, tanto saber, tantas
coisas que nem sei há adjetivos
para se citar e explicar.
enfim, quando terminei, estranhei
por não ser expulsa na mesma hora, e
também por não ouvir a voz de Deus me
repreendendo, como deveria ser.
a noite chegou e o sol foi embora,
em plena escuridão, apenas com a
luz do luar lavando minha palida pele,
eu vi o que realmente havia acontecido.
eu já estava fora.
desde que toquei na fruta.
sozinha com essa maldita fruta.
todos os que estavam comigo sumiram,
eu estava realmente sozinha.
o fruto do conhecimento e eu.
porém, não bem,
e sim péssima. sintia dores e culpa,
enquanto a planta, estava plena,
me dando mais e mais ideias, assim, me fazendo sorrir mesmo diante todas as dores.
ela me disse que me mostraria a sua
verdadeira forma.
eu não queria mesmo dar de cara com
uma serpente, mas, ao contrario de meu
pensamento, me encontrei com o mais belo
anjo visto em toda a minha sã consciencia.
a tentação era realmente linda.
a pele mais palida que a minha,
cabelos na mesma cor de seus frutos,
belos lábios, que ditavam assim, mais um pecado.
me senti em honra, ela subia em meu colo, enquanto eu, nua, tentava me conter.
nunca pecaria neste nivél.
era isso o que eu pensava.
ela me alertava, esta não era a primeira
vez que eu fazia algo assim, já que,
o ato de comer o fruto já foi feito.
aquela maldita fruta, parecia tão prazerosa, a sensação de tê-lá em meus lábios foi a melhor colisão que tive, primeiro o susto, depois o prazer que queimava em meu peito e por fim, meu arrependimento.
não demorou muito e assim, vim a pecar,
de novo, de novo e de novo.
aquela beldade veio a me selar com seus cheios labios, enquanto os teus derramavam sangue. não conseguia crer naquilo e sua pele fria como de uma vibora me fazia tremer.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top