Prólogo
Um show de luzes gloriosas e de infindas possibilidades eram sentidas no firmamento. As luzes vermelhas semelhantes ao rubi majestoso das antigas portas de Goren, ao verde esperançoso do jardim e Pikn em outra galáxia, e o azul que interligava a danças das cores, chicoteava entre as estrelas. A morte conveniente de um astro abria toda sorte de nuvens cósmicas formadas por poeira espacial. Hidrogênio e gases ionizados eram brevemente aplaudidos por Zoe; que estendia o seu olhar para a abóboda do que era formado. Reprimia seus lábios, e sorria pela augusta forma colorida que exigia de si uma resposta. A nebulosa a enfeitiçou e a inspirou. Seus olhos marejados vendo as linhas vermelhas da vida foram enfeitiçados e o desejou de criar algo agravou nas curvas de seu coração. O espaço que era vago, agora fazia sentido dentro de si. Entendeu que já era hora e cultivou sementes, em que, inspirada disse as palavras impronunciáveis por qualquer outro ser do universo e o gesto ao soltar as sementes foram grandiosos. Ao abaixar sua mão direita, cultivou um imenso sorriso, e ao colidir com a semente na plantação de Eniel, os ramos, como era os sons agudos da semente abrolhando e do fluir daquilo que antes era sem forma se transformava gradativamente em uma arvore linda. A Grande Hidro.
O som surgiu de uma fenda. A mais fina fenda tornou-se em uma pequena orquestra angelical, a música fez com que tudo ao redor florescente, além do sorriso sincero de Zoe, que se sentiu completa, vendo a arvore se tornar a extensão colorida da áurea que exibia. A combinação de ritmo, melodia e harmonia, da maneira mais afável, fazendo interromper a expressão paralisada e inclinada que a aprisionara por um curto espaço de tempo. Uma organização temporal de sons e silêncios.
Da abóboda, saindo em um fluido dos galhos extensos, aparecia o primeiro fruto. Um planeta ao tom laranja, semelhante à estrela que estava acima de toda a criação.
Pition foi o nome que explodiu nos lábios sacro santos de Zoe, se orgulhou do nome e povoou aquele lugar com vida de toda sorte animais e raças. O próximo fruto a florescer foi nomeado de Arion. Fez o mesmo, e exibia um sorriso ainda mais amplo pela beleza daquele novo fruto. De um azul que a embasbacava e ansiosa para o próximo florescer, decidiu fixar toda a sua atenção no som do orvalho no gramado curto de Pition.
Surgiu então, um novo fruto. Nurion. De um verde esperançoso e retumbante. Seu coração se alegrou. Criou os oceanos e fez o orvalho cair e finalmente o primeiro ser inteligente saiu dos oceanos, envolto por escamas e que foram caindo até se tornarem uma pele macia, branda e bem mais flexível. Os humanos em pouco tempo se multiplicaram. Das montanhas surgiram os Tieflings com sua aparência humanas e chifres semelhantes aos touros, seu corpo era musculosos e rígido, a pele semelhante ao couro avermelhado os tornavam caracteristicamente distante dos outros seres inteligentes. Dos vales surgiram os anões, seres pequenos de braços fortes e de fronte rígida, os chefes eram desagraveis, porém os outros tinham uma personalidade branda. E dos confins da terra, sem o alaúde dos bardos humanos, sem os machadinhos dos anões, e sem as lanças e o ouro do Tieflings, surgiam as bruxas, os animagos, os animorfos e os híbridos.
Vindo das florestas de Damesco; os demônios e os magos negros, os demônios fingiam ser os Tieflings, mas o odor forte de pinho que caracterizava os Tieflings faltava nos demônios; além de outras características que realmente os dividiam assim como a água e óleo.
A magia fluía de igual forma para todos e a facilidade de manipular os quatro elementos era exibida. Alguns mais poderosos, outros mais estratégicos. E por sua vez a paz reinava entre todos.
Decididamente colocou cinco seres belíssimos nos campos. O corcel de Carmel. Que exibia uma crina em tom dourado e na cernelha exibia uma pedra gravada, uma turquesa que tornava o animal ainda mais belo. A pelagem de um tom branco e alvo como a neve, roubava a atenção e alegrava os olhos que por sorte poderiam apreciar a sua presença.
O segundo era uma das aves de rapina, a Harpia de Genebra. Uma plumagem branca e dourada. As penas faciais eram de um tom mesclado entre o dourado e o prata. O alcance de suas asas era de mais de dois metros, faziam a ambição dos homens exaurir entre pensamentos. Dos mais variados, mas todos almejando a Harpia de Genebra.
O terceiro, o Leão de Glosbe; a juba mais virtuosa, de um tom bronze que intimidou os homens que a admiração se tornara em ambição, o desejo perfurava o coração, mas não o rompia.
O próximo ser, o Lobo de Har. Um lobo albino que sob as duas patas alcançava seus majestosos três metros e meio, e na ponta do focinho um rubi cravado refletia as faces daqueles que o admiravam.
E o último foi a Corsa de Midbar. O ser mais lindo de toda Nurion; os olhos marcados de um azul topázio, a pelagem de ouro extirpava de todos a vontade que nascera até que um humano ao se deparar com ela próxima as fontes de Nerebe, pegou uma adaga e a apunhalou. Rompendo o dorso. As testemunhas gritaram ao perceberem as vísceras saindo do pobre animal. O favorito de Zoe que em sua ira, jogou uma parcela dos humanos na parte mais escura de Nurion, e os proibiu de entrar nas partes mais claras de todo o planeta.
Assim dividindo os humanos entre os que tinham a sorte ao seu lado e poderiam constituir a sua corte e os que eram abraçados pelo azar a escuridão profunda tirou a capacidade de alguns e a sombra se tornou um aspecto da realeza e nobreza. Os humanos foram se transformando em seres egocêntricos e a colisão de sentimentos abasteceu conflitos entre as raças e espécies.
Os magos negros treinaram e criaram para si amuletos, a magia passou a estar fluindo cada vez mais intensa e o poder corrompeu as gerações que cresciam, os anões se tornaram os exímios construtores, os Tieflings caçadores poderosos, os demônios eram os mestres do poder das trevas, os animorfos e animagos se tornaram nômades e preenchiam os reinos de toda Nurion, que se tornava um planeta dividido por magia, credo e o idioma.
Os humanos eram a maioria, os bruxos estavam ao lado de grandes reis e alguns eram seus fiéis conselheiros. Explicar o desdenho de quem poderia contemplar a luz para com quem estava limitado nas trevas era cruel. Muitos nem sabiam o real motivo de seu opróbrio e a tristeza era sentida, alguns fugiam para os braços da corrupção, outros para as gargalhadas sem nexo banhadas em loucura.
O lamento do povo de baixo não era escutado pelos de cima, eles simplesmente não queriam escutar. Por mais que as vozes reverberassem em suas mesas da madeira de acácia. Os leitões em seus jantares os tornavam surdos. Contemplar a miséria enquanto há o luxo de todo adereço em sua casa é algo fácil. Fácil demais.
Entre tantos reinos houve um, o de Oden, riquíssimo e com muitas pessoas de toda sorte de crença, havia um grupo que irritava os nobres e que causava ira aos da realeza. Os nobre revolucionários. Que roubavam a comida para dar aos pobres das terras de baixo. Os roubos de alimento, se tornaram em roubos de joias, e de bens valiosos. Amuletos contendo uma magia perspicaz e até mesmo as sombras. Todos mereciam um passaporte para cima, mesmo que fosse por pouco tempo. E a magia oculta, que agora era conhecido por todos os membros dos Nobres Revolucionários, veio a calhar.
Para alguém, independentemente da espécie, pudesse passar do reino de baixo para o de cima era necessário apresentar a sua sombra, um teste, a pessoa se colocava de frente para os castiçais que tinham as chamas do renascimento, se a sombra não aparecesse, esse ser era destituído do lugar e voltava para a parte escura do reino.
Os membros dos Nobres Revolucionários eram doidos, levianos e atrevidos. Tinham suas manias e seus receios, não pense em algo formidável, repleto de respeito e integridade. Alguns bebiam demais, outros fumavam muito. Cada qual tinha a sua convicção e uma descrença absurda nas divindades e um ódio que tinha poros, quase que tangível no que dizia à respeito por Zoe. E essa é a história de como eles mudariam o mundo por completo.
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