Capítulo 10. Você é o único no meu coração
Peixinhos, como estão?
Capítulo 10.
Você é o único no meu coração
Huang me carregou nos braços até nossos aposentos, mesmo depois de tempo, as forças não voltaram, por sorte, o imperador me deixou em paz. Debaixo de um manto de Huang, abracei seu pescoço e curti o embalo de seu caminhar.
O som dos pássaros em conjunto de uma brisa parecia deixar o cenário ainda mais belo.
— Por que ele odeia tantos os ômegas...? — perguntei contra o peito de Huang.
Tentei observar e absorver tudo enquanto estive na presença do imperador no banquete, a segunda mulher do mais alto status da nação era uma ômega, e existiam outras em seu harém, mesmo que não tivesse visto nenhum macho, ainda assim havia ômegas.
E dentro de seus quatro filhos homens, Huang era o único que não tinha ômega até minha chegada.
Qual era o problema de Huang Liàn? Para que tantos testes e separações, de onde surgiu sua amargura e raiva, nada surge do nada, tudo carrega um gatilho.
Huang não respondeu além de um balançar leve de cabeça.
Entramos com o coro de boas-vindas das empregadas e as ordens de Shen para prepararem um banho, ele não as deixou cuidar nem dos meus cabelos durante o processo.
Debaixo das águas tão quentes que fazia minha pele ficar rosada, estiquei as pernas e aproveitei o máximo, depois de um semana de casado, a vergonha de ficar nu na frente de seu alfa, era reduzida a zero e com a autoestima que Sima Yuan tinha, era difícil ficar envergonhado.
O que falar se os deuses me deram um lindo corpo? Cheio de curvas e forte de longos anos de treino, era claro não chegava nem perto de um alfa como Huang, mas deixaria qualquer outro ômega ou fêmea com inveja.
Fêmeas betas e alfas focavam em ter um corpo perfeito, quanto mais nobre eram, mais a beleza era fundamental.
— Seu irmão vai ficar bem mesmo? — perguntei não parando de me esfregar.
Huang, por outro lado, preferia ficar quieto na água, apoiando os braços na borda e notei ser a segunda vez que tomávamos banho juntos, a primeira foi no segundo dia de casado.
— Ele já ficou pior. — Huang riu de leve. — Ele sempre foi cabeça quente e se mete em diversas batalhas, acha que ele nunca está disputando com Yan o posto de segundo filho preferido e de segundo príncipe?
Se os dois pertenciam a mesmo horário, era difícil falar quem nasceu primeiro, o mais importante para os pais seria realmente o fato das mães e filhos sobreviverem e ficarem bem. Um parto era de risco não importava quem estivesse dando à luz.
— Ele tem um familiar bem incrível também. — Comentei ao lembrar de sua serpente emplumada.
Um Quetzalcoatl era uma das criaturas impossíveis de capturar, mas se até Tianlong quase foi, o que dizer de uma serpente venerada como deus em alguns locais. Como será que ele a capturou?
Entreabri meus lábios, mas foi a voz de Huang que saiu primeiro.
— Ele não a capturou. — Pisquei.
Ele já sabia me ler tão bem assim? Ele sorriu para mim.
— Quetzalcoatl foi derrotada, assim ele a prendeu em um contrato, além disso, Wei conquistou a confiança daquela criatura, caso contrário teria sido subjugado por ela há muito tempo.
Ou seja, Huang Wei era mais fraco que seu familiar, um perigo.
— Vai me contar a história antes que eu pergunte? — Me escorei na borda ao seu lado e larguei o esfregador.
Ele respirou fundo ao jogar sua cabeça para trás, seus cabelos livres escorregaram para dentro da água, enquanto Huang parecia vasculhar em sua mente, os acontecimentos, continuei a observar as gotas de vapor caindo de seu queixo firme, suas sobrancelhas bem desenhadas, de soslaio, Huang me cuidava.
Ele sorriu quando notei sua observação.
Seus braços me puxaram para mais perto e molhei todo o cabelo ao jogar água para todos os lados e minha presilha afundar. Iria socá-lo por isso! Hoje não era dia de lavar o cabelo ainda mais a essas horas.
— Ele a capturou há muito tempo em uma excursão para capturar familiares para mim, por ordem de meu pai.
Huang se enfiou em minhas costas e puxou minha cintura para perto dele, senti seu membro cutucando-me e gelei, por que sexo sempre fazia isso com meu corpo, seria algo natural dos ômegas?
— Bake eu salvei e ele me seguiu até formamos um contrato, como ele é uma das criaturas que depende do poder de seu dono, muitos os desprezam. — Bake apareceu na borda grossa e miou.
Queria muito ver ele em ação um dia.
Um segundo depois, Raiju chutou Bake para dentro da água e riu alto.
— Ryujin foi meu último familiar e isso faz uns dois a três anos.
Ou seja, nessa caçada não era para ir atrás de Ryujin, mas qual outra criatura atrairia o olhar do imperador para fazer uma seita inteira ir com seu primogênito atrás de uma besta poderosa.
— Naquela época, meu irmão mais velho sugeriu as montanhas para caçar uma criatura de livros, onde nunca ninguém a teve. Era claro, era só um plano para ele se livrar de mim e ter a criatura para si, e realmente ele a conseguiu.
Uma criatura nas profundezas de uma montanha e só existia nos livros.
— Vocês não foram atrás de Tianlong, não é? — Quase berrei.
Huang piscou, antes de negar.
— Ela se chama Manticora.
Manticora...? Era o monstro de cauda de escorpião?
— Wansui era dois anos e meio mais velho, e morreu por seu egocentrismo em querer enfrentar um Quetzalcoatl com uma manticora forçada a um contrato. Ele não era mais forte que ela, e morreu naquela montanha ao lado de seu familiar.
Huang suspirou e escorou seu queixo nos meus cabelos. Seus braços me apertaram com mais força e só soube agarrar suas mãos em uma forma de reconfortar, mesmo que seu irmão pudesse estar tentando eliminar possíveis concorrentes ao trono, ainda era um membro da sua família, crescido ao seu lado.
— A manticora que ele forçou um contrato, tinha um filhote, e mesmo sendo uma criatura com um veneno poderoso em sua cauda, filhotes são presas fáceis.
E era comida para qualquer criatura para aumentar seu poder espiritual, para uma serpente emplumada adulta seria fácil predar uma manticora filhote.
— E esse filhote é seu terceiro familiar. — perguntei ao ligar os pontos.
Ele assentiu em confirmação.
— O salvei da serpente e assim como Bake, cuidei dele, e o Quetzalcoatl que derrotei é o familiar de Wei. — Sua cabeça pendeu para trás e seus cabelos se moveram na água.
Ergui também o queixo para cima e observei meu alfa com seus músculos avantajados, seu peitoral era uma pedra e a visão não deixava de ser sexy.
Seu irmão morreu tão jovem, tudo isso para provar algo a alguém, ao imperador. No final, a vida dele não passou de algo sem valor. Ego ou não, ele só estava tentando buscar a aprovação e o olhar de seu progenitor.
O que todos os príncipes faziam, tentavam ter um pouco de afeto do homem que deveria protegê-los e amar sem pedir provas e testes em troca.
— Me prometa que nunca vai ser um pai como ele... — balbuciei quase sem som ao observar as espumas balançando.
Huang se remexeu, não compreendendo. Seus braços voltaram a prender-me contra seu peito quente, mesmo que a água estivesse cada vez mais fria.
— Sei que ele é seu pai, mas...
— Não vou ser como ele. — A voz de Huang soou ao lado da minha orelha esquerda. — Nem como marido ou progenitor, quero testar a paz e a prosperidade para o reino, então nem como um imperador.
Sorri com meu peito se aliviando com sua voz.
Não tinha dúvidas que Huang seria um imperador melhor, ele visava o futuro, não só o agora.
Beijei sua bochecha com força e tentei voltar a me banhar e tirar o suor seco do corpo, Raiju continuava a provocar o gato preto todo molhado pelas quedas na banheira, mas a única reação de Bakeneko era ficar acuado e miar em choro.
O pobre coitado não podia ficar um minuto em paz.
Para ajudar Bake na vingança, sai da água e derrubei Raiju para dentro da banheira, a criatura que ajudou a me criar fuzilou-me com seu olhar dourado, e quando achei que Bake ficaria feliz, ele foi ao encontro de Raiju para puxar da água e lambê-lo.
Isso estava ficando... estranho.
— Raiju... — Não quis falar em voz alta, deixei como se estivesse dando um sermão de aviso.
Voltei a me secar e Huang deixou a banheira para aqueles dois.
— Amanhã ficarei fora. — Huang se secava ao meu lado, bagunçando suas madeixas. — Sou obrigado a passar um tempo com as outras do harém.
Hm, achei que isso só se aplicava para Harém do imperador com as consortes nobres, quando mandaram conquistar o príncipe herdeiro para bem da família Sima, falaram para fisgar Huang de um jeito que as outras não tivessem chances e ele não perdesse tempo com as outras.
Não falei nada e senti a atenção de esguelha dele.
Peguei minhas roupas internas e uma toalha nova para secar Raiju e o Bake os levando sem dar alguma palavra para Huang.
Algo no meu peito parecia queimar.
Deixei as empregadas cuidarem dos meus cabelos enquanto focava nos dois felinos.
Os sequei até a toalha ficar encharcada e ao fundo ouvi Huang falar com alguém, se ele iria passar o dia inteiro com as outras, não precisava me preocupar em ignorá-lo na cama, além disso, estava cansado e dolorido da luta.
Fazia tempo que não lutava desse jeito.
Bake lambeu Raiju, do jeito que gatos costumavam lamber outros, o banho deles. E Raiju ficou imóvel como se temesse se mexer e matar o outro de susto.
"O que está rolando entre vocês dois?" Perguntei com um sorriso presunçoso.
Raiju expandiu ainda mais seu olhar dourado e deu um salto no ar. Ele resmungou alto e pediu uma cama para ele.
— Dorme com o Bake. — Apontei para a cama que Bake tinha.
Ele era um gato muito chique, uma cama que podia ocupar o gato em um tamanho de um cão de caça, bem estofado e com pés de ouro bem perto da cama de Huang. Geralmente o gato dormia conosco, mas talvez hoje ele gostasse da companhia.
Raiju não reclamou pela cama ser melhor que na seita.
Bakeneko era um gato macho, certo? Achei que Raiju era um mulherengo por sempre estar se vangloriando das namoradas que teve e até deu em cima de algumas discípulas da seita, isso acarretou de ser ameaçado por meu mestre. No final, precisei controlar Raiju pelo contrato para ele não ficar flertando.
— Todos estão comentando sobre você, vossa alteza. — Zhenyi, era a serva que havia vindo comigo, e diferente das outras, a intimidade era maior por ela ter ajudado meu nascimento. — E do Raiju.
Raiju moveu suas orelhas de gato sem erguer a cabeça.
— Mas isso também vai chamar ainda mais atenção do imperador. — Deixei a cabeça bater na penteadeira.
Que saco, aquele alfa velho não me deixaria em paz até achar outro brinquedinho para testar.
— Hǎiyáng também foi testado desse jeito? — Virei no banco para encontrar Huang.
Ele já estava pronto para dormir, só precisava secar mais seus cabelos.
Huang assentiu em confirmação.
— E quase passou nas 4 etapas do seu teste, falhou no último. E sim, todos eram lutas para testar a resistência e poder de Qian. — Ele torceu os lábios ao virar a cabeça.
Parecia de algo desagradável envolvendo esses testes, será que o imperador fez isso com suas consortes e concubinas também? Não duvidaria.
Huang desistiu de secar seus cabelos e dispensou as criadas em sua volta, como só Zhenyi ficava encarregada de mim, o local caiu no silêncio.
Agradeci Zhenyi e me aprontei para dormir, sem dar um pingo de romance para Huang, se ele iria me trocar amanhã, que ficasse de castigo hoje. Seu olhar me acompanhou por todo o trajeto e me escondi debaixo das cobertas.
Uma risada baixa soou dele.
— Sima Yuan negando a janta? — Ele cantarolou.
Ouvia seus passos e segundos depois seus dedos ajeitaram as cobertas.
— Boa noite... — Seu sussurrou soou próximo. — Ômega ciumento.
Huang não se deitou e o ouvi falar com Zhenyi para que deixasse comida sobre a mesa perto da penteadeira. As luzes em torno da cama diminuíram, o cheiro de cera queimada se misturando a incenso era algo novo quando era a fragrância de Huang todas as noites invadindo minhas narinas.
Seu costume de sempre tomar um banho antes de dormir o deixava com o cheiro de sabão e flores da estação.
Torci os lábios com a agitação incomoda pelo meu corpo.
Queria Huang ali comigo, seus braços, ficar encolhido contra seu corpo e acordar quase em cima dele toda vez.
Sem perceber, aos poucos cai na rede dos sonhos, a luta com tanto poder espiritual havia me cansado mais do que imaginei.
Em um mundo de sonhos coloridos, colinas verdes, meu mestre colhia ervas medicinais debaixo do vento quente da estação, a folhagem balançando com agitação em alguns momentos, o sol em seu auge rodeado de nuvens brancas, Raiju pulava para caçar algo como um gatinho curioso.
O cenário vivo se transformou em um ambiente morto, sem o mestre e Raiju, só a colina que um dia foi verde, a lua se tornando vermelha e o cheiro de fogo. Com um enorme trovejar, algo na escuridão apareceu.
Seus dentes brilharam assim como suas escamas que hora pareciam prateadas, hora azuis cintilantes.
Tianlong!
Com uma rajada de vento forte, cai de uma pedra sob a lama e vi o fogo consumir a floresta atrás de mim.
Tremi, não iria ser consumido por ele, não, não!
As cobertas caíram assim como o suor pelas minhas têmporas. Esfreguei meu rosto com os lábios secos e a garganta como se tivesse gritado muito.
Huang não estava na cama, Raiju e Bake continuavam a dormir. Pelo menos não havia gritado.
Esfreguei o rosto de novo com o suor na nuca escorrendo, há muito tempo não via Tianlong em meus sonhos e nenhum cenário era igual.
A luz de uma lamparina me fez baixar as mãos e encarar na direção da luz, Huang se aproximava com um copo na outra mão. Ele deixou a lanterna mais afastada da cama e se sentou em frente com seu braço estendido.
— Está tudo bem.
Seu timbre carregava uma afirmação envolvida de gentileza, era como se soubesse que estive em um pesadelo.
Sequei o suor das têmporas, até meus dedos tremiam de leve ao segurar o copo. A água caiu como uma pedra em meu estômago e torci os lábios, não era seu gosto, só a sensação que o pesadelo deixou em meu âmago.
— Obrigado... — balbuciei ao entregar o copo.
— Quer falar sobre?
Neguei com um balançar leve da cabeça.
— Existe algo capaz de assustar o famoso Sima Yuan? — Ele sorriu ao puxar meu queixo. — Está tudo bem, e estou aqui para que precisar.
O sorriso invadiu meus lábios.
Huang era o oposto de muitos alfas na seita que cruzei, sempre diziam os ômegas deveriam servir e obedecer a seus alfas, eles eram agressivos e possessivos. E em minha frente se encontrava um que não seguia essa linha.
Meu coração se apertava em continuar a esconder muitos segredos dele, porém, o medo ainda era maior.
O que Huang pensaria se eu contasse que dentro de mim havia o maior inimigo de seu familiar? Um poder que todos acreditam ser a destruição encarnada, capaz de destruir exércitos mortais e imortais. E meu descontrole pode levar o caos a qualquer reino.
Ele me julgaria e se afastaria como os outros?
Me trataria como se eu fosse uma bolha capaz de estourar a qualquer momento.
— Yu'er... — O sussurro de Huang me fez sair de meus devaneios. — Só foi um pesadelo, não se preocupe demais.
Não era só um pesadelo, sonhar com a criatura que estava dentro de mim significava algo.
— Quer que eu faça você esquecer esse pesadelo? — Seus lábios estavam tão próximos dos meus que compartilhávamos o mesmo ar.
O sorriso em um ângulo travesso brincava ao quase roçar em meus lábios. Suas mãos soltava o copo, e a outra se erguia até meu queixo.
— Talvez eu queira. — Entrei no clima da provocação.
O lado vazio da cama estava frio, o que indicava ele estava até agora trabalhando debaixo da luz de uma lamparina fraca, isso fazia mal para os olhos e para a saúde ficar noites em claro só por trabalho.
O puxei pelas roupas para que subisse na cama, se ele queria ficar acordado a essa hora da noite, que fosse para transar!
— Acho que criei um pequeno monstro sedento... — Sua voz falhava entre os beijos em meu pescoço. — Yu'er veio tão puro.
Puxei a coberta entre nós para poder prender sua cintura, flexionei as coxas para puxá-lo para frente e fazer Huang cair.
Meus dedos agarravam a lapela de suas roupas em um aviso para ele tirar logo.
— Ande, Huang! — ronronei impaciente contra seus lábios. — Se vai me fazer esquecer do pesadelo que tive, ande com isso.
Lambi seus lábios e tirei um gemido de Huang.
Sua língua serpenteou meu mamilo e arquei, com beijos, Huang ia do meu pescoço até experimentar os dois mamilos. Entre os gemidos, ouvi Raiju reclamar sobre o que estávamos fazendo, e um segundo depois sair arrastando algo. Bake.
— Mais rápido, Huang! — Choraminguei ao sentir a minha entrada cada vez mais molhada.
Esfreguei as coxas nuas em Huang, o calor de seu corpo sem proteção de tecidos passando para o meu, seu membro roçando no meu.
Isso era maldade!
Seus dedos agarram minha cintura e gemi com a ponta de seu membro roçando bem na entrada, meu corpo inteiro já estava preparado para um alfa e depois de seus dedos constatarem, ele meteu com força.
Grunhi com as costas da mão contra minha boca, sons altos demais poderiam ser ouvidos pela guarda noturna ou servos que ficavam de plantão, e isso seria vergonhoso demais.
Huang afastou meu braço para ter acesso os meus lábios e tranquei os gemidos na garganta, as estocadas fortes não me ajudavam nessa parte, e a voz melosa de meu alfa, tão perto da ponta da minha orelha, me fazia falhar ainda mais.
Os gemidos saiam como gruídos ao tentar impedi-los.
— Não fique tímido, meu ômega. — Ele lambeu a ponta da minha orelha em uma pausa em suas palavras. — Quero ouvir você gemer, até implorar em meu nome...
Meu rosto esquentou mais ainda e mordi meus lábios.
Não estava no contrato de casamento um alfa tão pervertido, mas havia adorado!
— Huang... — balbuciei em uma mistura de sussurro com gemido. — Mais...
Até gemer seu nome, Huang não me tocou ou acelerou e isso foi como disparar uma flecha. Seu membro entrou ainda mais, escorregando até sentir o nó no final de seu pau. Estava tudo dentro, e se continuasse assim...
Arranhei seus ombros sem intensão com a estocada mais forte.
O local do nó ficava cada vez mais inchado, ele estava quase gozando.
Huang não perguntou dessa vez se podia atar em mim, só continuou até tirar meu quadril do colchão e gozar.
Reprimi um grito de dor, não importa se não fosse a primeira vez, atar sempre doía.
— Foi o suficiente para fazer você esquecer seu pesadelo? — Ele sussurrou contra meus lábios.
Para não intensificar ainda mais a dor, Huang sempre ficava imóvel na posição que parou ao atar e agradecia por isso. Muitos alfas usavam isso para torturar os ômegas, conforme me orientaram antes de falarem sobre a consumação do casamento.
E não ficava surpreso em saber que havia alfas tão ruins assim.
— Não. — Era mentira, porém, não poderia deixar de provocar. — Acho que preciso de mais do meu alfa para poder dormir bem. — Encenei.
Ele podia notar, era só uma encenação, seu sorriso provocativo e o brilho nas gemas verdes indicavam ele entrara na brincadeira.
— Então terei que continuar.
Seus lábios grudaram nos meus e no momento que seu membro aliviou, Huang voltou ao "trabalho", e dessa vez mais selvagem ainda. Deveria me lembrar de fazê-lo expulsar seus guardas mais longe possível de seu pavilhão.
𐓏 ༄𐓏 ༄
Acordei mais tarde do que o costume, Huang havia acabado de deixar a cama quando me virei para seu lado sentindo o vazio quente. Pisquei várias vezes com a luz do sol me cegando demais.
Que horas eram?
— Falta cinco minutos para hora Si¹.
Acordava por volta da hora Mao para aproveitar o dia, caminhar ou correr e comer um bom café da manhã.
Huang cambaleava de sono ao bocejar várias vezes, ele nem falou algo quando as servas começaram a trazer sua roupa, ou o eunuco, cheio de rugas, se curvava ao dar bom dia e anunciar os preparativos para o dia.
Ah, hoje ele iria passar o dia e talvez a noite com suas outras consortes.
Talvez devesse descobrir mais sobre as outras esposas e suas famílias, se estavam casadas com o príncipe herdeiro, suas famílias não eram de classe média, e muito menos simples.
Yan poderia ser útil nessa pesquisa, ou talvez Hǎiyáng para firmar mais laços com ele. Nesse mar de cobras, era bom ter um aliado que pudesse ser seu braço direito.
Meu corpo doía por completo e choraminguei
— Você está bem? — Meus atos chamaram atenção de Huang.
Tapei a cabeça e balbuciei para ele se apressar logo para suas concubinas, não sabia se ele ouviria, e tão pouco me importava.
Não queria dividir meu alfa, ainda mais na cama. Todas as noites Huang deveria ser meu, e só meu.
Continuei debaixo dos lençóis mesmo com os protestos de Huang, pelo movimento de passos, as servas continuavam a vesti-lo. Como Huang iria se encontrar com as outras esposas, iria descobrir mais sobre elas e para isso precisaria buscar o ômega que teria todas as respostas para essa pesquisa.
Chutei os lençóis, primeiro comer, depois ir atrás de Hǎiyáng!
Pisquei com o olhar na direção da mesa cheia de comida e chá sendo servido.
Huang... Ele já me conhecia tão bem depois de quase duas semanas, se não contar logo sobre Tianlong ele descobria sozinho. Esqueceram de dizer o quanto o príncipe herdeiro era sagaz quando o descreveram para mim.
Para sentar-se naquele trono precisaria mais do que saber dominar tributos e energia espiritual, ou ter um familiar poderoso, na corte você nunca sabe quem é aliado ou inimigo, ou quando eles vão tirar uma adaga te apunhalar.
E no final, você estaria sua vida inteira caminhando em um corredor cheio de cobras prestes a dar o bote.
Sorri para Huang e me atraquei na comida.
Sua mesa de trabalho estava cheia, e hoje ele havia perdido a reunião matinal, como príncipe herdeiro era sua obrigação estar lá.
— Não tem problema de faltar a reunião matinal? — perguntei preocupado com a fúria do imperador.
Ele podia descontar sua frustração sobre mim em Huang e eu não queria isso.
— Pelo horário ainda posso chegar, diferente do meu avô que falavam que ele começava a reunião no começo da hora Mao, meu pai gosta de iniciar no meio da hora Si, por isso tenho tempo para treinar antes.
Ele se sentou do outro lado e sorriu.
Seu cabelo estava sem nenhuma trança, um punhado preso com uma presilha simples de jade branco, suas roupas eram as pretas com amarelo de sempre.
— Me fala sobre as cores das roupas. — Apontei com os hashi para seu peito sendo mal-educado ao falar com a boca cheia. — Todos falam que me reconhecem pelo roxo que uso, e diferente dos outros príncipes, você sempre usa mais tons amarelo-ouro como o imperador.
Queria era jogar papo fora e chegar ao ponto crucial, qual seria a primeira consorte que ele iria fazer a visita. Seria Rin? Apostava nela.
Ele riu baixo bebendo seu chá.
Sempre em jejum... Isso não era saudável para um artista marcial!
— O imperador usa o dourado, como herdeiro, sigo o mesmo caso para se diferenciar dos outros príncipes. Já sobre sua família, como sua influência é grande, eles escolheram suas próprias roupas em ocasiões especiais e o roxo lembra os Sima.
Ele bebeu mais um gole de chá com a maior calma, como se ele também não estivesse atrasado para chegar no pavilhão de reunião. Deveria mudar o assunto, ou só seguir ele? Mas antes precisava ir até Hǎiyáng, iria perder Huang de vista.
Deveria mandar Zhenyi ir chamar Hǎiyáng?
— O azul como o céu, lembram os Wu. O marrom com branco, lembram os Zhang. E por aí vai... — Huang terminou seu chá.
Wu, Zhang. Se estavam na corte eram ministros importantes.
— Depois me ensine mais sobre a corte!
Ele ergueu uma sobrancelha escura.
— Sou a futura imperatriz, preciso saber sobre meus súditos e aqueles que trabalham para você. — Virei a cabeça.
Se continuasse, ele veria o motivo por estar tão interessado sobre as famílias, sem falar sobre essa ligação alfa-ômega me denunciar, como a preocupação, ele sempre sabia quanto algum sentimento estava me consumindo.
— Tudo bem. — Ele não tocou mais no assunto. — Preciso ir, não cause problemas enquanto eu estiver fora, futura imperatriz. — Ele sorriu em provocação.
Alfa irritante!
Torci os lábios e voltei a comer, ignorando suas outras palavras.
— Zhenyi, sabe me guiar até palácio do segundo príncipe, Yan? — Zhenyi parou seus afazeres e piscou.
Ela não sabia onde ficava, mas as veteranas sabiam, e uma delas se pronunciou com o silêncio de Zhenyi. Era uma serva bem nova, talvez uns quatro anos mais velha que eu, com sorriso doce e um rosto muito bonito.
Era uma das poucas jovens, já havia notado que todas que trabalhavam para Huang eram mulheres betas de seus quarenta para cima. A governanta de todas, deveria beirar quase os sessenta pelos seus cabelos brancos e rugas.
E vamos começar a missão!
NOTAS DE RODAPE
[1] Si: 9h - 11h
Notas da autora:
E bora ver o Yuan aprontando e seguindo o alfa dele kkkkkk Que ciumento :p
Até a proxima!
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