Capítulo Um: Cio Atrasado

N/A: 

Hello!!!

Aqui está mais uma fic minha e é claro que é Starker né? Eu e a @ThaissaDSA temos o dever de povoar os sites de fanfic com todas as histórias Starker possíveis HEUHEH

Enfim, essa fic vai ser MPreg, caso não tenho lido os avisos iniciais. É minha primeira fic no tema, no começo eu achava uma coisa bem (WTF? homens grávidos????), mas aí eu entendi que no mundo das fic's não há regras, a gente faz o que quer e quando li uma MPreg amorzinho eu fiquei tipo *w*, isso foi lá para 2013 ou 2014 quando li uma fic de Harry Potter, sempre tive vontade de escrever uma e aqui estou, finalmente.

Aqui também vai ser passar no universo ABO que eu imagino que a maioria já conheça, caso não, é só dar uma pesquisada no Google para entender melhor ou me pergunte, mas basicamente é uma sociedade baseada na mesma hierarquia dos lobos; Alpha, Beta, Ômega...

Enfim, bora para a história e por favor, não deixem de comentar e votar, isso é muito importante!

Beijos e aproveitem <3

A luz estava baixa no quarto e a música alta soava pelo quarto encobrindo gemidos e barulhos de investidas de pele contra pele.

Nos alto falantes tocava a playlist sexual de Tony Stark, mas mesmo com o som alto era possível ouvir os gemidos lamuriosos de Peter tomando o ambiente.

O rapaz estava deitado com as pernas abertas e com o mais velho em cima de si, investindo contra ele, o nó de Tony já havia de se formado dentro de si, o que fazia com que a penetração ficasse mais dolorida do que já era.

Não havia muito o que fazer, Tony era sempre cuidadoso, mas doía mesmo assim, porém Stark tinha um jogo de cintura que fazia Peter se retorcer de dor e tesão ao mesmo tempo, ele logo gozou e agora esperava que seu alfa chegasse ao ápice também.

O sexo com Tony era maravilhoso mesmo quando ele não estava no cio e Peter sempre tomava o supressor de forma religiosa para que não sofresse com aquele estado tortuoso que era o cio, e claro, o supressor também funcionava como anticoncepcional.

Apesar do mais velho já ter feito a marca em seu pescoço reivindicando o ômega para si, eles não tinham planos de ter filhotes tão cedo, ambos já haviam conversado sobre isso e preferiam oficializar a união antes e planejar com calma a chegada de um bebê.

Peter sentiu o corpo do homem se tensionar, Tony arqueou as costas e soltou um gemido meio rosnado enquanto apertava o corpo do menor contra si, enterrando todo o seu membro no interior do castanho. Peter sentiu o mais velho o preenchendo com o clímax.

Eles esperaram até que o nó fosse desfeito e se deixaram cair lado a lado na cama, ambos ainda ofegantes após o ato.

-Vou preparar algo para comer, você quer? -indagou Tony olhando para o mais novo.

-Sim, mas vou tomar um banho antes.-respondeu Peter tirando o cabelo molhado de suor da testa .

O homem o puxou para si e começou a beijar seu pescoço dando leves mordidas.

-E quem disse que nós acabamos por hoje? Acha que isso aqui foi o bastante?

-Tony... -resmungou Peter enquanto empurrava o outro para longe. -Você quer acabar comigo, é isso?

Stark o puxou de volta e o enlaçou com os braços.

-Eu amo muito meu ômega, além disso estava com saudades, faz quatro dias que não te vejo, quero aproveitar nosso momento juntos. -disse ele mordiscando a orelha de Peter.

-A cidade está um caos, eu estive patrulhando. -respondeu o rapaz se entregando as carícias do homem.

-E isso é motivo para não atender as ligações do seu alfa? -perguntou Tony olhando o rapaz nos olhos.

-Eu queria ver você falar ao telefone enquanto o Scorpio tenta te acertar com a cauda venenosa dele, é muito fácil pra você falar, não é mesmo? -disse Peter se irritando e se afastando do outro, ele ficou do outro lado da cama de braços cruzados e com uma expressão emburrada.

Tony não era um alfa dominador do tipo que fazia o ômega de gato e sapato, ele respeitava muito Peter e nunca usava seu tom de alfa para fazer o garoto se submeter, era por esse motivo que ele o amava tanto, porque eles tinham um relacionamento saudável.

Peter conhecia vários ômegas que sofriam nas mãos de seus alfas, sempre sendo controlados e acuados a fazer o que o outro queria, mas seu Tony não era assim. Mas isso não queria dizer que o mais velho não era super protetor, ele sempre estava preocupado em manter seu ômega a salvo e não era raro que Stark aparecesse no meio de uma luta em que Peter se encontrava, se ele não aparecia, sempre mandava alguém ou uma armadura controlada a distância. No começo aquilo irritava Peter, mas então ele entendeu que era só cuidado e passou a aceitar.

-Não fique bravo comigo. -disse Tony tentando se aproximar, mas o mais novo ergueu a mão pedindo um tempo.

-Você não falou que ia cozinhar algo? -ele disse sem olhar para o outro.

-E ele está bravo comigo... -resmungou Tony se levantando da cama.

Stark sequer vestiu uma roupa, simplesmente passou a andar pela torre como veio ao mundo.

Apesar de estar irritado, Peter não podia deixar de apreciar o corpo de seu alfa e amava o fato deles serem tão íntimos e confortáveis na presença um do outro. As costas de Tony vivia cheias de marcas da unhas de Peter, assim como o corpo do menor quase sempre ficava com alguns hematomas ou marcas de mordidas que o homem lhe dava durante o ato de um sexo brutal.

Havia dias que o alfa estava mais feroz na cama e aquilo tornava o sexo inebriante. Algumas dores eram uma delícia, e algumas marcas ficavam após essas sessões, mas a maioria sumia com o tempo, só uma ficou, que foi a mordida de união entre eles. No lado esquerdo no pescoço de Peter havia uma cicatriz delicada e transparente, fazia alguns meses que Tony havia tornado o ômega só seu.

Com a mordida eles já haviam feito a união eterna, mas era necessário estruturar com calma a forma como eles viveriam, Peter ainda morava com May, mas dormia com frequência na casa de Tony, quando se casassem o mais velho fazia questão que eles fossem morar em uma casa mais calma e não na torre Stark, ele preferia que eles pudessem viver em um lar que tivesse mais cara de família e onde seus filhotes pudessem correr livremente.

Peter se levantou e foi até o banheiro, ele tomou um belo banho e lavou o cabelo com o shampoo de Tony, ele amava o cheiro e quando não estavam juntos, sempre tinha o perfume de alfa em si.

Após o demorado banho ele se secou e fuçou no guarda roupa do mais velho atrás de algo que pudesse vestir, sempre havia cuecas suas entre as de Tony graças a todas as vezes que ele dormia lá, ele agradecia por isso, de forma simples ele vestiu somente uma camiseta do Black Sabbath que pertencia ao mais velho.

O rapaz foi até a cozinha e encontrou Stark sentado na bancada comendo panquecas com uma xícara de café, Peter adorava a visão das costas largas de Tony, então ele foi até o outro e o abraçou por trás depositando um beijo em sua nuca.

-Parece que alguém não está mais bravo. -comentou o mais velho sorrindo.

-Eu não estava bravo.

Tony crispou os lábios e bebericou o café.

-Você nunca admite.

Peter não respondeu, ele se sentou ao lado de Tony e se serviu um pouco da comida.

-Você também não é flor que se cheire, Stark. -disse o rapaz despejando calda em sua panqueca.

-Eu sei disso, e admito, fico bravo sim, principalmente quando você se envolve em situações perigosas. -falou Tony.

Peter rolou os olhos.

-E lá vamos nós...

-Estou falando sério, Peter. Eu já falei que posso criar um traje que fará todo o trabalho e você só precisa controlar ele de longe, assim como eu faço às vezes. -explicou o mais velho.

Tony sempre tentava empurrar aquela ideia de traje controlado a distância. Stark havia se tornado mais protetor ainda depois do estalo do Thanos, ele passou anos achando que nunca teria Peter de volta e quando teve garantiu que aquilo nunca iria acontecer novamente.

-Mas eu gosto de estar em ação, não é mesma coisa com um traje vazio onde você controla ele como um videogame, eu quero bater nos caras maus. -disse Peter suspirando, sabe lá Deus quantas vezes eles já haviam tido aquela conversa.

-Eu sei que gosta amor, mas eu fico muito preocupado que algo aconteça, sabe que isso seria o fim pra mim. Como eu poderia viver sem meu ômega? Por favor, considere, Pete. -pediu Stark humildemente.

O garoto negou com a cabeça, irrevogável.

-É meio hipócrita me pedir isso quando você mesmo sempre usa a armadura e em casos raros controla ela a distância.

Tony resmungou, Peter tinha um ponto.

-Isso é diferente.

-Não, não é! -exclamou o castanho impaciente.

Ele de fato já estava muito cansado daquele papo, se ele não fosse o Homem Aranha, quem seria? Tudo bem que haviam outros heróis, mas eles não podiam dar conta de tudo sozinhos. Além do mais, ele sabia muito bem como as cabeça de vilões como Electro, Dr.Octopus, Escorpio, Abutre entre outros funcionavam, ele já tinha a manha para lidar com eles e gostava de chutar a bunda deles ao vivo e não a distância.

-Peter... Não vamos brigar. -pediu Tony.

-Eu não quero brigar também, mas você precisa parar de achar que eu sou um bebê indefeso, porque eu não sou! -ele falou irritado. -Agora sim eu estou bravo, e também perdi a fome. -Ele largou o garfo e saiu pisando duro em direção ao quarto.

Tony não foi atrás, porque sabia que Peter era irremediável naqueles momentos, o garoto era muito teimoso.

A única coisa que o mais velho fez foi terminar sua refeição e depois ir para sua oficina colocar a mente para funcionar.

Foi muito tempo até que Tony pudesse ter Peter de volta, antes da batalha em Titã ele só reprimiu o amor pelo ômega e no momento final quando o garoto começou a se desfazer em seus braços que ele disse que o amava, mas até então achou que fosse tarde demais.

Se passaram cinco anos até que eles passassem pela jornada através do tempo e Hulk estalasse os dedos trazendo todos de volta. Foi no meio da batalha final que eles deram o primeiro beijo, em meio a terra sendo invadida, foi quando o coração do Homem de Ferro bateu mais forte do que nunca por saber que seu amor era correspondido, então poucos minutos depois ele pensou que deixaria o mundo, quando Stephen Strange lhe lançou um olhar dizendo que a única deles vencerem seria se fizesse aquilo, então ele fez.

Por mais que soubesse que iria morrer, pelo menos Tony tinha a certeza de que deixaria um mundo melhor para Peter, sabia que o amor de sua vida estaria a salvo. Ele jamais saberia explicar o que foi sentir a energia de todas as jóias do infinito correndo pelo lado direito do seu corpo.

Ele estalou os dedos, os exército do Titã Louco se desfez como pó.

A última coisa que Tony se lembra daquele dia foi Peter agachado em sua frente segurando sua mão e chorando.

-Você conseguiu, Sr.Stark. - o garoto dizia em meio ás lágrimas. -E-eu te amo, Tony...

Tony tentou sorrir mesmo com um lado de seu corpo completamente dormente.

Então ele apagou, imaginado estar indo de encontro a uma amiga, acreditando que iria encontrar Natasha aonde quer que ela estivesse.

Uma semana depois ele acordou em um hospital sem saber o que havia acontecido, Tony olhou para o lado e não viu seu braço, foi um dos momentos mais confusos.

Depois ele soube que foi necessário amputar, mas ele era Anthony Stark e daria um jeito naquilo. E deu.

Com a ajuda de Bruce ele uniu sua criação de nano tecnologia a microrganismos biológicos e criou uma prótese que se ligou ao seu corpo fazendo com que nunca parecesse que seu braço havia sido amputado, até mesmo a pele parecia extremamente realista, os microrganismos simulavam a derme de forma perfeita, Peter dizia não notar a diferença de seu toque.

Depois de tudo aquilo que Tony havia passado ele decidiu que viveria da forma que merecia e sem privar de nada, decidiu que Peter seria seu e ficou mais feliz ainda quando o garoto concordou.

Peter seria seu ômega e Tony seria o melhor alfa que poderia ser.

Os pensamentos e lembranças atingiam sua mente de forma fluida, toda a saga contra Thanos nunca seria esquecida e o vácuo que a ausência de Peter causava dentro de si também. Era por isso que ele se preocupava tanto com o garoto, porque ele o amava demais.

Pensar em projetos e elaborar fazia com que sua cabeça esfriasse e Tony ficou lá até as três horas da manhã, matutando e tentando encontrar as melhores respostas para si, quando finalmente se sentiu cansado ele decidiu se deitar.

Ao chegar no quarto ele se deparou com Peter dormindo de forma calma, mas todo descoberto porque provavelmente havia chutado as cobertas para o lado durante o sono.

O mais velho se deitou ao lado dele, o cobriu todo e o puxou para si dando um beijo de boa noite na fronte do garoto.

Peter era tão importante para ele, não fazia ideia de como poderia viver em um mundo sem seu lindo ômega, era óbvio que ele não desistiria de fazer o garoto parar de lutar.

Tony venceria aquela luta, nem que fosse pelo cansaço.

~*~

Algumas semanas depois...

Era plena segunda-feira, Peter estava patrulhando pelas ruas quando deu de cara com o Lagarto criando o caos em um laboratório químico que havia em Manhattan, ele não sabia bem o que o vilão estava aprontando, definitivamente não era coisa boa e aquilo precisava ser parado.

As pessoas saiam do lugar gritando e correndo desesperadamente.

Peter pulou de um enorme prédio e foi se balançado pelas teias até chegar mais perto, ele se jogou contra o vidro do lugar e entrou de surpresa.

A criatura estava lutando contra alguns seguranças que tentavam pará-lo sem sucesso, era notável que alguns estavam com medo de enfrentar a criatura, o que fazia sentido já que ele jogava os homens pelo ar como se fossem bonecos.

-E aí cara de peixe, sua mãe não te falou que é feio jogar as pessoas? -brincou Peter atirando teia em uma mesa e puxando a mesma contra o vilão, que a quebrou no meio facilmente.

-Ora se não é o aracnídeo empata foda. -falou o Lagarto com sua voz gutural pegando um dos maiores pedaço da mesa e atirando contra Peter.

O garoto pulou até o chão e entrou em uma luta corporal com a criatura, o dentes dele eram assustadores, mas também ótimos de arrancá-los através de socos.

-O lugar das lagartixas é na parede comendo moscas e não roubando substâncias químicas para fins duvidosos. -disse Peter prendendo um dos braços do vilão ao chão com uma teia, mas o mesmo lhe acertou um soco bem dolorido no ombro.

-Você sabia que aranhas é o prato principal das lagartixas, hmmmm parece que hoje eu tenho o almoço. -Lagarto tentou abocanhar o garoto, Peter esquivou e enfiou um aparelho microscópio em sua boca.

A criatura deu dois passos para trás com o objeto entalado na mandíbula, aquele foi o momento para Peter olhar em volta e tentar achar uma solução rápida ou o Lagarto voltaria a atacar, viu um engradado com vários vidros de substâncias de cor azul brilhante, ele lançou a teia contra o mesmo e atirou contra o vilão.

-Que bom que está com fome, aqui vai a sobremesa, e lembre-se: o que não mata engorda. -disse Peter dando um pulo acrobático para trás para desviar dos respingos da substância que estourou na cara do vilão.

Lagarto cambaleou para frente e caiu desmaiado. Um fumaça com cheiro muito forte subiu pelo ar graças a combustão do líquido, o estômago de Peter se revirou e ele removeu metade da máscara e colocou para fora tudo que havia comido no almoço. Era um enjoo muito forte que sentia dentro de si, era estranho porque ele vinha sentindo algumas náuseas nos últimos dias, será que estava com alguma intoxicação? Achou que não, já teve intoxicação alimentar e havia sido bem pior do que tonturas e náuseas.

Após terminar de vomitar Peter colocou a máscara de volta e olhou ao redor para ter certeza de que ninguém havia visto. Pouco tempo depois os polícias entraram na sala onde ele havia lutado contra o lagarto.

-Valeu, Homem Aranha. -disse um dos policiais apontando a arma para o vilão que estava estatelado no chão.

-Mas que merda aconteceu aqui, alguém passou mal? -perguntou outro policial.

-Er... parece que vomitaram aqui, o que faz todo sentido né, olhem para a cara dessa coisa. -falou Peter, apontando para o vilão e disfarçando o ocorrido. -Mas então é isso, até mais pessoal.

O garoto deu um tchauzinho e saiu pelo buraco que havia feito no vidro da janela, ele se lançou pelos prédios de Nova York tendo como destino sua casa. Por mais que ainda estivesse cedo, Peter estava se sentindo muito mal, precisava ir para casa, provavelmente não conseguiria patrulhar até a noite.

Ao chegar em seu prédio, o garoto entrou pela janela como sempre, ele tomava cuidado para não ser visto.

Havia barulho na cozinha, o que significava que May estava em casa, ele foi de encontro a ela.

-Oi tia May, o que está fazendo em casa a essa hora? -ele perguntou se sentando a mesa, ainda estava um pouco tonto.

-Ah oi, Peter. -disse ela sorrindo para ele. -Saí mais cedo para resolver um assunto no banco e decidi almoçar em casa. Aliás, faz tempo que não te vejo por aqui.

Peter pensou em comer algo da fruteira, mas a ideia de qualquer coisa em seu estômago naquele momento parecia não dar certo.

-Ah é, eu tenho dormido muito no Tony ultimamente. -ele falou.

-Quando é que vocês vão casar hein? -perguntou May enquanto ralava um pouco de queijo. -Vocês praticamente já moram juntos.

Peter deu de ombros.

-Não vemos necessidade de casar as presas, estamos gostando de viver assim desse jeito.

-Já me acostumei com o fato de que vou voltar a morar sozinha, a ultima vez que morei só eu tinha a sua idade.

Não é como se ele fosse abandonar May caso fosse morar com Tony, é claro que ele sempre visitaria a tia e ela teria toda a liberdade para ir a casa deles também.

-Não vou te deixar agora, então não se preocupe. Você não estava a procura de um alfa? -ele perguntou. Decidiu se render e comer uma banana, afinal saco vazio não para em pé.

May soltou um suspiro pesado.

-Os alfas bons de Nova York já têm seus ômegas, acho que já desisti de encontrar outro alfa, seu tio era ótimo e pelo que sei Tony também é, você teve sorte.

-Eu sei.

May olhou para ele com um semblante curioso e se aproximou dele o farejando.

-Você está usando algum perfume novo? -ela perguntou.

-Uh...não, por que? -Peter perguntou confuso e começou a se cheirar.

-Seu cheiro está bem diferente do normal, está mais doce...

Peter ia dizer que podia ser o perfume de Tony que vivia impregnado nele, mas os perfumes do namorado não eram doces, nem o cheiro natural dele de alfa.

-Eu não sei, meu cheiro fica diferente ás vezes no cio.

-Você não tomou seus supressores? -perguntou May, preocupada.

O garoto tentou se lembrar, mas não conseguiu, na verdade ele não tomou. Não era preciso alerta nem nada, Peter sempre sentia arrepios fortes no ventre, aí ele sabia que dali uma semana mais ou menos seu cio começaria, era nesse momento que ele tomava os supressores, mas não havia sentido nada, então não havia tomado.

Ainda vestia o traje de Homem Aranha, mas sem a máscara.

-Karen, que dia é hoje? -ele perguntou a AI integrada na roupa.

-Dia treze de março, Peter. -Karen respondeu.

-Eu juro que não consigo me acostumar com essa coisa falante. - falou May alisando o tecido no uniforme do sobrinho, mas o garoto não deu atenção.

Peter mantinha o olhar fixo olhando para o nada, ele fazia a conta de quando havia sido o período do último cio, mas fazia mais de quinze dias.

-Karen, quando foi o inicio do meu último cio? -ele perguntou. A AI sabia de tudo sobre sua vida, inclusive sua agenda de cio.

-Dia dezessete de fevereiro, senhor. -ela respondeu.

Algo estava errado, às vezes o cio se atrasava ou adiantava, mas era uma janela de dois dias no máximo, nunca um período tão grande. Peter estava preocupado, e o pior era que ele não sentia absolutamente nada denunciando a chegada do período, nenhuma dor ou arrepio.

A banana em seu estômago não havia caído bem e logo o garoto começou a se sentir enjoado de novo, somando o cheiro forte do tempero que May estava usando, não deu outra, Peter correu para o banheiro e colocou tudo para fora incessantemente.

Um frio percorreu sua espinha, ele estava começando a desconfiar...

A tia bateu na porta e colocou a cabeça para dentro.

-Querido, está tudo bem? Foi algo que comeu? -ela falou se aproximando e acariciando o cabelo de Peter.

A testa dele estava soada por causa do esforço e ele tremia um pouco, sua face estava pálida.

-Vamos ao médico, é melhor. -disse May.

A coisa mais rara era Peter ficar doente, ainda mais depois da picada, assim como seu corpo seu sistema imunológico havia melhorado muito.

Ele negou com a cabeça e se levantou, lavou o rosto e a boca na pia. Abaixou a tampa do vaso e se sentou sobre ela, o castanho começou a massagear a têmpora calmamente, tentando colocar as ideias no lugar.

-Tia May, posso te pedir um favor? -ele pediu olhando nos olhos dela.

-Claro querido, o que quiser. -ela respondeu alisando seus cabelos, estava com um semblante preocupado.

-Pode ir na farmácia comprar algo pra mim?

-Se for remédio para enjoo eu tenho, se for supressor, também.

-Não é nada que temos em casa eu acho. -ele falou mordendo o lábio inferior.

-Ah meu Deus Peter, diga logo, está me deixando preocupada. -falou May cruzando os braços.

Peter relutou em dizer as palavras, porque aquilo simplesmente parecia ser loucura.

-Eu-eu preciso que vá na farmácia pra me comprar um teste de gravidez...

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top