Prólogo

Acho que todo adolescente uma vez na vida passa pela faze do “odeio”. “Eu odeio meu pai”, “Odeio a minha mãe”, “Odeio meu melhor amigo”, “Odeio o periquito de estimação do cachorro do meu vizinho”.

E eu não estou chamando meu vizinho de cachorro, quis dizer o animal de estimação do seu animal de estimação, mas você me entendeu.

Minha adolescência não era muito diferente da maioria, a não ser pelo fato de que eu gostava de ser “a esquisita”, isso me dava a liberdade que eu precisava para fazer tudo e qualquer coisa, sem me importar com o que os outros vão pensar a meu respeito.

Sei que vocês provavelmente já estão cansados de tantos clichês adolescentes, mas vou lhes contar o meu. Começando pelo dia em que meu mundo virou de ponta-cabeça, eu tinha exatamente sete anos quando os meus pais se divorciaram.

Não foi nada complicado como os fins de relacionamento dos filmes, meu pai não era um agente secreto muito menos um agressor de mulheres, na verdade ele era um dos homens mais legais que eu conhecia na vida.

Minha mãe, bom ela era muito jovem quando nasci, apenas quinze anos, imagino tudo que ela ouviu na época “Oh, meu Deus, vai ter um filho por ano” ou “Onde estava a mãe dessa garota?”. De algum modo bizarro, meus pais se gostavam muito, ela sempre foi a sonhadora, nunca pensava nos problemas.

E foi exatamente por isso que eu nasci. Um casamento feito as pressas e um bebê no meio da adolescência dos meus pais, meus avós de ambas as partes, os ajudaram muito com tudo isso.

Perdi o foco, calma... Quando eu tinha sete anos, os meus pais se divorciaram, minha mãe queria viajar, ir tentar uma carreira em outro país, uma coisa completamente incerta, meu pai não quis ir com ela. Ele não achou que uma vida como esta fosse segura para uma criança.

Minha mãe tinha só vinte e dois anos na época, então eles se divorciaram, passei os três anos seguintes morando na casa dos meus avós com a minha mãe, via meu pai todos os fins de semana.

Quando eu tinha dez anos, minha mãe pegou uma documentação para o meu pai assinar, queria que eu fosse com ela, Coréia do Sul ou Japão, eu não me lembro. Meu pai se recusou a assinar os documentos, disse que não permitira que eu fosse sem mais nem menos.

Tentando evitar que aquilo virasse uma briga enorme envolvendo idas a um juiz (que nem mesmo nos conhecia como poderia decidir o meu destino?), eu pedi que minha mãe partisse. Prometi que a visitaria sempre, que estaria sempre com ela e que nós poderíamos viver assim. Minha mãe tinha só vinte e cinco anos, pensei que ela merecia um recomeço.

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