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6 meses depois


Peguei uma linda flor roxa e comecei a arrumá-la no lindo vaso que Marta havia separado para mim. Ao redro do chalé estavam nascendo lindas flores coloridas, estava aproveitando para deixar a casa floral e bem alegre para a chegada das meninas.

Tentamos voltar antes para o Canadá (já que Justin não corria mais o perigo de ser preso, Mikael deu um jeito de abafar tudo), mas quando percebemos, eu já estava perto do final da gestação, com uma barriga terrivelmente enorme, não poderia pegar avião nessas condições.

Resolvemos então ficar e esperar as meninas nascerem, fora que o lugar era tranquilo e tinha Justin o tempo todo só para mim. Podia ver o quanto esses tempos afastados fez bem a ele, Justin estava mais relaxado e alegre, todo o stress havia ficado para trás.

Mas tínhamos a grande preocupação de ter gêmeas em um lugar como esse. Mikael já estava enviando um de seus melhores médicos para realizar o parto, e mesmo assim estava nervosa e insegura.

Tentava não ficar pensando sobre isso, não podia me desesperar e sempre manter a calma.

— Você está linda. — Justin apareceu por trás, dei um pulo de susto. — Não chega de espelhar flores por essa casa? Já da pra confundir ela com uma floricultura.

— Shiiiu, não reclame, gosto de ficar montando vasos de flores, faz passar o tempo.

— Sabe o que faz passar o tempo? — beijou minha nuca — Sexo, amasso no sofá, isso tudo é ótimo para passar o tempo. — beijou novamente meu pescoço. Senti os pelos do meu pescoço se arrepiarem.

— Marta está aqui, então não comece. — dei uma cotovelada de leve em sua barriga, mas o suficiente para ele se afastar.

Por incrível que pareça, o sexo ficou ainda melhor e intenso com a gravidez, eu ficava sempre extremamente excitada por causa dos meus hormônios, e é claro que Justin adorava.

Eu podia durante o dia inteiro mais a noite pedir para fazermos sexo que ele estava sempre a disposição, não importava o momento.

— Vou dar uma saída para comprar o que está faltando, logo estarei de volta. — Marta apareceu colocando sua bolsa no ombro e saindo pela porta. Assenti sorrindo para ela e continuei a arrumar minhas lindas flores quando fui pega por trás e arrastada para o sofá.

— Justin! — dei risada com seus beijos em meu pescoço. — Cuidado garoto, olha minha barriga.

— Eu sei, estou tomando cuidado. — esbarrou seus lábios nos meus com meu corpo deitado no sofá, Justin deitado ao meu lado com suas pernas sobre a minha enquanto me devorava pela boca e acariciava meu corpo com sua mão livre. — Você anda sempre excitada, vai dizer que não quer?

— Quero, eu quero a todo o momento, justamente por isso que tento me controlar, não precisamos parecer um casal de coelhos.

Ele riu entre o beijo.

— Não vejo o problema nisso, podemos ser coelhos. — aprofundou seu beijo. Como estava de vestido, Justin enfiou sua mão por baixo deslizando por cima da minha calcinha, massageando ali. Abri mais minhas pernas e gemi entre o beijo, ficando molhada rapidamente.

Ele sorriu entre o beijo, estava adorando meus hormônios à flor da pele. Safado que só ele.

Depois Justin levantou seu corpo e deslizou o meu pelo sofá, me deixando na beirada com as pernas abertas e minha intimidade exposta para ele. Justin abaixou sua bermuda e colocou seu membro para fora da cueca. Sorri e mordi meu lábio inferior.

— Gosta do que vê? — disse de forma provocante. Ergui meu quadril em sua direção assentindo. Justin sorriu satisfeito e colocou cuidadosamente a cabecinha do seu membro na minha intimidade, me invadindo aos poucos. Gemi roucamente e apertei com força a beirada do sofá, sentindo todo o prazer maravilhoso de suas investidas.

Justin estava em pé a minha frente, com meu corpo na beirada do sofá e minhas pernas abertas, dando todo o acesso a ele. Com a barriga gigante as posições começaram a ficar limitadas, mas sempre dávamos um jeito.

Depois de algumas estocadas, chegamos ao maravilhoso ápice. Justin gemeu e apoiou suas mãos no encostamento do sofá acima da minha cabeça, me observando de cima.

— Feliz? — perguntei.

— Muito. — ele sorriu e se inclinou para me beijar. Ainda ficamos um pouco jogados no sofá trocando beijos e carícias, até que Justin foi tomar um banho enquanto eu fui ajudar Marta a guardar as compras quando ela chegou.

Apoiei minhas mãos na bancada e respirei fundo ao sentir um calafrio sobre meu corpo.

— Está sentindo alguma coisa, Sra.Fernandez? — Marta se aproximou e apoio sua mão em meu ombro. Respirei fundo e senti meu corpo relaxar. Sorri para ela.

— Estou sim, não foi nada demais. — voltei a guardar as compras quando ela me parou.

— Vá se deitar, está bem no final da gestação, é melhor não ficar se forçando. — ela tinha razão, isso incluía as sessões de sexo. Meu corpo já estava ficando cansado, tudo que eu queria era que essas meninas nascessem logo para poder voltar para casa.

Fui para o quarto e entrei no banheiro onde Justin ainda tomava o seu banho. Tirei a roupa e entrei. Justin não disse nada, apenas me cedeu o sabonete e ajudou a lavar minhas costas.

— Acho que está perto, Justin. — Murmurei enquanto sentia suas mãos em minhas costas. — Estou ficando com medo.

— Não precisa ficar, o médico de Mikael que deve chegar hoje ainda para fazer todo o acompanhamento, ou amanhã logo pela manhã, vai ficar tudo bem. — me tranquilizou, apesar de que todo esse nervosismo vai muito além disso. Gostaria de poder estar em casa, com minha família por perto, isso me traria um conforto maior, e apesar de minha mãe querer vir, tinha a minha tia que estava bem na reta final, não poderia deixar que ela viesse me dar assistência sendo que sua irmã estava à beira da morte.

Pelo menos eu sabia que Caitlin viria em breve.

Depois do banho, deitei para assistir TV, Marta iria preparar o jantar antes de nos deixar. Ela se tornou uma boa companhia, era prestativa e atenciosa, pelo menos a presença dela já me acalmava em relação a ter a gêmeas tão longe de casa.

Justin todos os dias se sentia culpado, se nada disso tivesse acontecido a 6 meses, estaríamos em casa agora, mas depois de perceber o quanto esse tempo afastados ajudou Justin a ficar mais relaxado, até que todo esse tempo fora de casa não foram em vão.

— Pensando em que? — Justin perguntou ao se deitar ao meu lado.

— Em como apesar de tudo esse lugar nos fez bem. — olhei para ele ao dizer, tentando encontrar algo em seu olhar que pudesse dizer que eu estava totalmente equivocada, mas não estava. Justin concordava só com o olhar que eu estava certa.

— Me fez bem ficar longe de tudo, não posso discordar.

— Não acha que quando voltarmos, não seria melhor termos o nosso próprio canto? Diferenciar o trabalho e o lar com a família.

Justin me olhou por um tempo antes de responder:

— Eu estava pensando mesmo sobre isso, fora que não quero umas movimentações estranhas na casa ou conversas sobre assaltos com as meninas por perto.

— Então assim que voltarmos, vamos procurar um lugar só nosso, tudo bem?

— Tudo bem. — depositou um selinho carinhoso em meus lábios antes de nos afastarmos com Marta nos chamando para o jantar.

Jantamos uma refeição agradável que marta nos fez, depois fui me deitar contra a minha vontade já que eu queria ajuda-la a limpar a cozinha, mas ela sempre fazia questão de me lembrar "está no final da gestação, vá descansar."

Deitei-me na cama e peguei um livro para esperar por Justin, odiava dormir sem ele. Quando ele adentrou no quarto dizendo que Marta já havia ido, me aconcheguei em seus braços e a luz foi apagada.


[...]


Levantei em um sobressalto da cama, com minha respiração ofegante e uma dor tomando conta de cada centímetro do meu corpo. Meu corpo soava frio e minhas mãos estavam tremulas. Levantei o edredom e vi uma mancha molhada sobre o lençol. A bolsa estourou. Droga.

— Justin! — murmurei, com minha voz tremula por causa da dor. Ele continuou a dormir profundamente. — JUSTIN! — Gritei fazendo-o saltar da cama e me encarar assustado. — A bolsa estourou... Os bebês... Vão nascer. — ele arregalou os olhos e olhou para minha barriga, depois para mim novamente.

— Agora? — perguntou estupefato.

— Não, ano que vem. Óbvio que é agora idiota. Faça alguma coisa. — gritei as palavras sentindo ainda mais dor. Gritei de dor. Agora começaram de fato as contrações. Gritei novamente. Olhei para o lado e Justin já estava de pé praticamente se descabelando.

— Calma, calma, respira... — dizia completamente desnorteado com os meus gritos, mas se ele não parasse de falar eu juro que iria socar a cara dele. Dei uma olhada feia que o fez recuar. — Tudo bem, vou ligar para Marta, fique tranquila...

— SAI LOGO DAQUI. — Gritei novamente, com outro grito de dor preenchendo o quarto. Quanta dor, meu Deus, eu ia morrer.

Justin saiu correndo sem pensar duas vezes.


POV. Justin


Peguei meu celular e tentei achar o número de Marta nos meus contatos. Droga, porque não adicionei na discagem rápida? O que iria fazer? Não contava que as meninas iriam nascer justo agora, o médico só deve chegar pela manhã.

— Alô? — soou a voz sonolenta de Marta.

— Marta? Aqui é J... é Marco, Anne está tendo contrações, a bolsa estourou, ela vai ter os bebês e o médico deve chegar só pela manhã e...

— Calma, senhor Fernandez, começaram agora as contrações?

— Eu acho que sim.

— Então ela ainda não está totalmente dilatada, tenta mantê-la tranquila, logo chegarei. — e finalizou a ligação. Mas que droga, o que irei fazer?

Pensei em ligar para Mikael, mas isso só o deixaria preocupado, não tinha mais nada que pudesse fazer, somente eu.

Voltei para o quarto e Kelsey tentava manter a respiração controlada.

— Marta já está vindo, ela irá nos ajudar, preciso que continue mantendo a calma.

— É o que estou tentando fazer. — esbravejou irritada, pelo menos não estava mais gritando como antes. Olhei a hora e passava um pouco mais das uma da manhã. Fiquei sentado ao seu lado e tentando o mínimo de diálogo e contato visual possível, tudo que eu falava ou fazia parecia a irritar.

Quando Marta chegou dei Graças a Deus, apesar de Kelsey estar controlada, odiava vê-la daquele jeito e não poder fazer nada.

— Como ela está? — Marta perguntou adentrando na casa e jogando sua bolsa e casaco sobre o sofá, me acompanhando em direção ao quarto.

— Na mesma situação, mas conseguiu controlar as dores, mas às vezes volta com tudo.

— É assim mesmo. — disse adentrando no quarto e indo até Kelsey. — Anne, como está?

— Não muito bem, né?! — disse ofegante.

— Mantenha a calma, posso olhar? — depois que Kelsey assentiu, Marta levantou o edredom e deu uma olhada. — Ainda não está muito delatada, terá que aguardar mais.

— Terei que ficar sentindo dor?

— Todo parto é assim, a mulher precisa ficar bem dilatada. E o médico que viria?

— Não sei o que aconteceu, provavelmente só chegará de manhã. — informei. Marta olhou para Kelsey e depois voltou a olhar para mim.

— Estamos muito longe de tudo, levaria horas ate chegarmos a um hospital próximo, estava contando que o médico estaria aqui.

— É, a gente também. — eu e Kelsey falamos em uníssono.

— A muito tempo atrás, durante a minha adolescência, eu ajudei muito a minha avó com partos, mas... Como eu disse, foi a muito tempo, não sei se saberei fazer de novo.

— Se chegar a hora e o médico não tiver chegado, por favor, faça o possível. — supliquei, Marta era a nossa única opção.

— Tudo bem, como será parto normal, teremos poucas complicações. Assim que chegar o momento certo, vou precisar que esterilize uma tesoura, traga uma bacia de água com uma toalha, e também toalhas limpas para eu envolver as meninas. — assenti e já fui atrás de tudo antes que chegasse o momento. Estava até me sentindo no século passado onde os partos eram em casa.

Sei que aparentemente agora eu já estava seguro, Mikael havia cuidado de tudo, mas resolvemos fazer assim. Tudo que não queríamos era que algo desse errado e que eu acabasse indo para a cadeia com Kelsey dando a luz.

Passou cinco horas e o dia já estava amanhecendo. Os gritos da Kelsey se tornaram maiores e ela já estava completamente dilatada.

— Não podemos mais esperar. — informou Marta. — Vou ter que fazer o parto, Anne já está pronta. — assenti e olhei para Kelsey, ela assentiu para mim, tentando me dizer que estava tudo bem.

Fui para o seu lado e segurei sua mão com força.

— Estou aqui, fique tranquila, vai dar tudo certo.

— Não, filma, preciso que filme esse momento. — sorri para ela e beijei sua testa antes de me afastar e pegar a câmera, presente de Caitlin.

— Podemos começar? — perguntou Marta. Liguei a câmera e comecei a gravação.

— Sim. — disse e o parto deu início.

Minhas filhas estavam chegando.


[...]


Deitado sobre a cama segurava a mãozinha de Blake enquanto o médico examinava Brooke dessa vez. Blake e Kelsey já haviam sido examinadas, e logo depois de finalizar com Brooke, todas estavam bem e saudáveis, Marta havia feito um belo trabalho.

O médico disse que estava hospedado em uma casa de campo por aqui perto, já que aos arredores tudo ficava isolado da cidade. Qualquer coisa que eu precisasse, era só ligar.

— Marta, você fez um trabalho incrível, muito obrigada. — Kelsey agradeceu com as meninas já em seus braços de banho tomado e roupinhas rosas. Elas estavam famintas e não paravam de sugar os seios de Kelsey.

— Fico feliz por ter ajudado e posto em prática em dotes de parteira.

Demos risadas.

— Não sei como agradecer, muito obrigado. — disse fazendo-a sorrir. Depois de nos despedirmos e deixarmos Marta ir embora para tomar um banho e descansar devido a longa noite, voltei a me deitar ao lado de Kelsey. — Elas são perfeitas. — disse ao observar suas bochechas movendo com pressa para sugar o máximo de leite que poderiam.

— Nasceram sem cabelo nenhum. — Kelsey disse sem desgrudar seus olhos delas, com um sorriso bobo no rosto. — São tão rosadinhas, tão pequenas... — observou com amor. Beijei o alto da sua cabeça e depois beijei a cabecinha de Brooke e Blake.

— Eu já estou completamente apaixonado. — disse olhando fissurado para elas. Elas eram a coisa mais linda que eu já tinha visto.

— Eu sei... — Kelsey riu. — Elas são apaixonantes. Será que puxaram seus olhos ou os meus? Ou a mistura dos dois?

— Não faço ideia, teremos que esperar até elas abrirem esses olhinhos. — acariciei suas bochechas. Estar nesse momento com Kelsey e minhas filhas finalmente em meus braços, eu conseguia perceber o que eu realmente queria daqui pra frente. — Eu quero ser pai, Kelsey. — ela me olhou de cenho franzido, não compreendendo.

— Mas você já é pai.

— Não é sobre isso que me refiro, é que... depois de toda essa confusão que passamos, não quero que minhas filhas passem pelo mesmo, entende? — ela assentiu, como não disse nada, prossegui. — O que estou querendo dizer é que, pelo menos até completarem dezoito anos, vou me manter afastado dos negócios, irei deixar Mikael tomar conta de tudo até elas estarem grandes e eu voltar à ativa. Irei continuar dentro dos negócios, mas cuidando das coisas simples à distância, não praticando. Não quero acabar sendo pego e ter que perder o crescimento das minhas filhas, isso acabaria comigo.

Kelsey suspirou antes de dizer:

— É uma vida difícil essa que você escolheu, sei que nunca abriria mão de tudo para sempre, foi isso que você conquistou, mesmo sendo errado, você sabe a minha posição sobre tudo. Não era nem para eu estar aqui, mas aqui estou eu quatro anos depois, casada e com duas filhas suas. Se é isso que quer fazer, eu super apoio, não quero ter que cria-las sem o pai, mas também não quero você agindo feito um louco quando elas já estiverem de maior, vou continuar precisando de você também na fase adulta. — assenti. Kelsey estava certa, tudo que eu fosse fazer de agora em diante, deveria pensar na minha família primeiro.

Mas por ora, iríamos aproveitar esse momento com nossas meninas antes de finalmente voltarmos para casa.

Blake Ivy e Brooke Iva finalmente iriam voltar para casa.


Notas Finais: FALTAM 2 CAPÍTULOS PARA O FINAL DE AFG. O capítulo 29 será basicamente o final de tudo, o 30 será apenas o epílogo, então se preparem para o final. Só irei postar o capítulo 29 se eu já tiver o capítulo 30 também finalizado, pois preciso começar a contagem regressiva para a FANFIC NOVA e para isso preciso que esses 2 últimos capítulos estejam finalizados JUNTOS antes de postá-los.

Não se preocupem que o próximo capítulo terá mais momentos do Justin com as bebês.

Estamos bem na reta final, está dando um aperto no coração, mas faz parte, a próxima fanfic será início de algo novo para mim, e estou extremamente empolgada.

Peçam solicitação no meu grupo do facebook, lá irei fazer a contagem regressiva da fanfic nova e informar os detalhes que vcs irão precisar saber: https://www.facebook.com/groups/858459054165557/

Até o próximo <3333 

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