Stimulated
POV. Justin
Quando eu tive a experiência que eu vivi hoje, naquele momento eu soube que iria querer viver isso para o resto da minha vida. Não só pelo fato do bebê, mas sim por ela. Kelsey sempre me proporcionou momentos que nunca imaginei que viveria, momentos dos quais quero viver para sempre.
E esse era o motivo de eu estar nesse momento ajoelhado perante Kelsey e com um anel de noivado, só que isso estava durando mais tempo do que eu esperava... E meu joelho já estava começando a sentir os efeitos negativos.
— Kelsey, em duas horas preciso devolver o restaurante, ainda estou aguardando o seu "sim". — Ela piscou várias vezes, entorpecida, estava completamente em choque.
— Você é muito louco. — Disse apoiando suas mãos em seu rosto.
— Isso ainda não é um "sim". — Ela riu se ajoelhando, ficando cara a cara comigo. Seu vestido azul iluminou os seus olhos.
— É óbvio que eu aceito. Sim, sim, sim. — Seus lábios encontraram os meus de forma carinhosa, na qual eu correspondi. Quando nos afastamos, coloquei o anel de um milhão de dólares em seu dedo, no qual ela ficou admirando de boca aberta.
— Quanto custou isso?
— Não revelamos preços de presentes. — Me levantei e a ajudei a se levantar. — Agora temos um jantar nos aguardando. — Apontei em direção à linda mesa aposta, no qual ela acompanhou com o olhar. Ergui meu braço para que ela se apoiasse e comecei a conduzi-la — Esse é apenas o início da nossa noite, lembre-se disso. — Sussurrei em seu ouvido, havia pessoas ao redor, e pela forma como me olhou com excitação, percebi que ela havia entendido.
"Puxe a cadeira para ela", uma voz gritou em minha cabeça. Tudo tinha que ser perfeito para ela.
Depois de nos sentarmos e acomodarmos, o garçom se aproximou com o nosso prato, o cheiro estava maravilhoso, dando água na boca. Ele nos serviu de entrada Magret de pato ao perfume de mel e especiarias.
— Que cheiro maravilhoso. — Kelsey respirou fundo e logo começou a atacar. Ri dela e de sua fome repentina enquanto o garçom nos servia com suco de laranja. Kelsey olhou para mim franzindo o cenho. — Vai beber suco?
— Se você não pode beber bebida, então não irei.
— Vai ficar sem beber por nove meses? — Questionou, duvidando.
— Estou falando só de hoje no jantar, vai com calma. — Demos risadas e voltamos a degustar aquele maravilhoso jantar. Comemos a refeição em silêncio, ela realmente estava com fome, tinha me esquecido que agora ela comia por dois. Quando retiraram o nosso prato, ficamos conversando aguardando o prato principal.
— Você é realmente muito louco. Como organizou isso tudo?
— Durante a consulta, toda a felicidade que eu senti naquele momento, eu percebi que queria aquilo pelo resto da minha vida. Foi então que eu decidi deixa-la em casa e organizar tudo isso. Consegui fechar o melhor restaurante da cidade, tive que pegar um jatinho para Toronto e procurei seu anel em todas as melhores joalherias... — Ela arregalou os olhos. — É, eu sei, foi uma correria, mas tudo deu certo. — Ela olhou ao redor onde os violinistas tocavam uma música calma e convidativa, para toda a decoração com velas e luzes penduradas, simulando um céu estrelado, até que seus olhos pararam novamente em mim.
— Fez isso tudo para mim?
— Por nós. — Estendi minha mão sobre a mesa para ela segurar. Ela sorriu e seus dedos entrelaçaram nos meus.
— Eu te amo. — Sussurrou, olhando para nossas mãos entrelaçadas.
— Eu te amo. — Respondi erguendo nossas mãos unidades e beijando sobre sua mão. O garçom se aproximou trazendo Lagosta á Thermidor, eu sabia que ela gostava.
— Vou sair rolando. — Resmungou se "derretendo" na cadeira com o cheiro maravilhoso da Lagosta.
— Bom, é Lagosta, não é tão calórico.
— Se pensar por esse lado... — Balbuciou já tentando abrir a casca de sua Lagosta. Com a fome que ela estava adquirindo, com certeza iria ficar uma bolinha no final da gestação. Mas nunca admitiria isso a ela, seria como cavar minha própria cova. — Estou lotada. — Murmurou bebendo o ultimo gole do seu suco ao terminar de comer. — Mas ainda cabe a sobremesa. — Gargalhei alto. — O que foi? Não posso fazer nada se o seu filho é insaciável.
— Agora vai botar a culpa no meu filho?
— De quem mais seria? — A pergunta ficou no ar enquanto o garçom se retirava os nossos pratos para trazer a sobremesa. Petit Gateau de nutela com sorvete e morangos. Kelsey olhou para mim revoltada.
— Você quer que eu saia daqui rolando?
— Daqui a pouco você vai rolar mesmo, mas em outra coisa... — Ela olhou ao redor para se certificar de que ninguém havia ouvido, voltando a me olhar com suas bochechas vermelhas de vergonha.
— Não fale alto, ninguém precisa saber dos seus planos eróticos mais tarde. — Sorri para ela ao colocar na boca a primeira colherada. Nem ele poderia imaginar meus planos eróticos.
Estávamos três semanas sem transar com penetração. Uma semana foi o acidente, na semana seguinte foi a sua recuperação em casa, na terceira semana foi a tão aguardada consulta, me recusei a tocar nela sem saber como estava a sua saúde e a do bebê.
Agora que eu já sabia, nada iria me impedir de fodê-la com força.
Do jeito que ela gostava.
Quando terminamos a sobremesa, puxei-a para uma dança na qual ela não recusou. Envolvi meus braços ao redor de sua cintura enquanto ele envolvia os seus ao redor do meu pescoço, apoiando sua cabeça em meu ombro.
Dançamos ao ritmo lento, e apesar de eu gostar de um estilo muito diferente do Clássico, a melodia do violino estava agradável. Na verdade, um dos instrumentos Clássicos que eu mais admirava era o violino. Ele transmitia uma melodia doce, mas às vezes conseguia ser agressivo.
Senti o cheiro do seu cabelo, apertando sua cintura. Ela me abraçou mais forte. Conduzi meu nariz pela sua pela macia, cheirando o seu pescoço, subindo lentamente para sua orelha onde dei uma mordiscada.
Seu corpo imediatamente correspondeu se arrepiando, com ela ficando tensa em meus braços.
Parece que alguém precisava desesperadamente ser fodida.
E eu precisava desesperadamente fodê-la.
— Vamos! — Segurei suas mãos e nos afastamos, indo para a limusine que havia a trazido para cá. O motorista já sabia as coordenadas para onde seguir.
— Para onde iremos? — Perguntou com a curiosidade quase a consumindo.
— Você verá.
POV. Kelsey
A limusine estacionou em frente de uma mansão da qual eu não fazia ideia de quem era. A mansão ficava isolada de outras do condômino, no alto de uma subida depois de passar por grandes portões e uma longa estradinha. A noite era assustador, mas de dia deveria dar para ter um vislumbre de toda a cidade, o céu infinito e as lindas árvores ao redor. Justin saiu e abriu a porta para mim, segurando minha mão e nos conduzindo para a porta de entrada.
Com sua mão livre ele revirou seu bolso e pegou um chaveiro cheio de chaves. Ele pegou a chave grande prateada e a girou na fechadura, abrindo-a.
— De quem é essa mansão? — Perguntei olhando ao redor. Ela era toda de vidro e madeira, toda moderna e sofisticada. Era maravilhosa.
— De ninguém, eu a aluguei por uma noite. — Ele fechou a porta deixando o motorista ao lado de fora, me prensando na porta e aproximando sua boca do meu ouvido. — Assim poderemos ficar muito mais a vontade. — Mordeu meu pescoço e se afastou, puxando-me pela mão, indo em direção as escadas.
Senti minha intimidade latejar.
Estava ansiosa, muito ansiosa.
No andar de cima, Justin me conduziu para o quarto principal. As paredes de fora a fora eram de vidro, você tinha total visão da cidade iluminada e do imenso céu estrelado.
Senti Justin chegando por trás enquanto eu observava através do vidro. Suas mãos começaram a acariciar meus braços, começando de baixo e subindo calmamente, quando chegou em meu ombro, começou a beijá-lo, subindo seus beijos pelo meu pescoço.
Suspirei pesadamente, engolindo em seco.
Pude sentir Justin sorrir, ele sabia o quanto meu corpo estava sensível, precisando urgentemente do seu toque.
Suas mãos foram para a parte de trás do meu vestido, abaixando o zíper. Suas mãos acariciaram minha pele antes dele afastar as alças do meu ombro e mordiscar meu ombro.
Soltei outro suspiro, fechando minhas pernas ao sentir uma excitação.
O vestido deslizou sobre meu corpo, caindo sobre meus pés. Afastei o tecido com meu salto, então me virei para ele. Ficamos cara a cara, com a excitação dominando o ambiente.
— Estou feliz por estar sem calcinha. — Sorri maliciosamente antes de beijar seus lábios. Começamos um beijo calmo, mas que logo ficou exigente. Justin desceu suas mãos das minhas costas para minha bunda, onde a apertou com força. Soltei um gemido entre o beijo, esticando minha perna esquerda e colocando ao redor de sua cintura.
Justin me prensou contra a "parede" de vidro, intensificando o beijo. Poderia passar mil anos o beijando que nunca me enjoaria do sabor e da sensação.
Ele segurou firme minha cintura e começou a prensar sua intimidade — ainda com roupa — sobre a minha desnuda. Esfreguei-me sem pudor contra o seu corpo, correspondendo aos seus movimentos. Estávamos ofegantes e perdendo o controle, até que mordi seu ombro o fazendo arfar.
Justin se afastou e me conduziu para a cama King Size, me jogando com força sobre a mesma. Fiquei esparramada no centro da cama ofegante, sentindo minha intimidade latejar mais do que nunca.
Eu precisava urgentemente dele.
Justin assoprou uma vela — que eu nem tinha o visto acender — e veio em minha direção enquanto ele a abalançava e a soprava, tentando esfriar alguma coisa dentro dela.
Era uma vela que produzia um óleo erótico. Hmmmm.
Justin se aproximou da cama e deixou o potinho com o óleo sobre a cama, indo tirar seu smoking.
— Não! Fique com ele por enquanto, me excita vê-lo vestido assim. — Ele sorriu maliciosamente e permaneceu com seu smoking, apenas abrindo três botões da camisa de baixo, o deixando sexy e irresistível.
Depois de o óleo esfriar na medida certa, Justin engatinhou sobre a cama, vindo em minha direção. Ele virou o óleo sobre meu seio esquerdo, a sensação quente do óleo escorrendo era excitante. Depois ele foi para o seio direito fazendo a mesma coisa, deixando um pouco do óleo cair sobre ele.
Contorci-me com a sensação prazerosa e logo suas mãos estavam trabalhando em meus seios, fazendo movimentos circulares. Apertei minhas pernas e gemi, arqueando minhas costas, movendo o meu corpo no ritmo de suas mãos.
Olhei para baixo e vi o volume sobre suas calças. Mordi meu lábio inferior, ansiando por ele. Subi meu olhar para Justin, seus olhos me olhavam em brasas, com desejo, luxúria.
Ele havia me visto conferir o seu membro e todos os pensamentos eróticos que tive.
Seus lábios encostaram-se aos meus novamente, mais exigentes. Com suas mãos, ele pegou novamente o óleo e despejou sobre minha barriga, se afastando logo depois e começando a descer suas mãos sobre meu corpo.
Agarrei meus seios e fechei meus olhos quando senti seus dedos sobre meu clitóris, estimulando-o.
— Parece que você já está prontinha. — Murmurou enfiando dois dedos em minha intimidade, sentindo a umidade, fazendo-me gemer. — Completamente molhada. — Enquanto continuava me estimulando com seus dedos, ele conduzia beijos em minha coxa inferior.
Seus movimentos começaram a ficar mais fortes e rápidos, me fazendo gritar. Apertei meus seios com força e fechei meus olhos antes de gemer alto, atingindo meu ápice.
Justin rapidamente tirou sua roupa, jogando seu smoking para longe, tirando de sua boxer seu membro ereto e latejante.
Seu rosto estava transformado, ele estava completamente transtornado depois de ter me feito gozar. Seu corpo estava em chamas, seus olhos estavam em chamas.
Eu estava em chamas. Precisava dele.
Antes mesmo de eu pensar em implorar, Justin subiu sobre meu corpo e penetrou com força, de uma só vez. Soltei um grito com a sensação, ainda estava sensível depois do clímax.
Justin apoiou suas mãos sobre o colchão ao redor do meu rosto, me olhando intensamente com seu olhar em brasas enquanto dava suas investidas fortes. Ergui meu quadril para ele entrar mais profundamente, chegando a um ponto tão profundo que me fez revirar os olhos e me levar ao céu.
Ele deitou seu corpo sobre o meu e agarrou meu cabelo com força, puxando minha cabeça para trás, deixando meu pescoço amostra. Ele começou a beijá-lo e mordisca-lo enquanto aumentava mais o ritmo de suas investidas.
Agarrei suas costas com força e tracei uma trilha de arranhados sobre toda a largura do seu corpo, sentindo meu segundo ápice próximo.
Justin agarrou com força o travesseiro sobre a minha cabeça, com gemidos profundos saindo do fundo de sua garganta.
Seu corpo caiu sobre o meu em "convulsão" com seus jatos longos e quentes me preenchendo. Seus gemidos me fizeram chegar a meu segundo ápice, o acompanhando com gemidos.
Seu corpo permaneceu caído sobre o meu por um tempo enquanto recordávamos os sentidos. Justin ergueu sua cabeça para encarar nos olhos e disse:
— Uau. — Nós dois rimos. "Uau" era a única palavra perfeita que poderia descrever esse momento.
Ele saiu de dentro de mim e começou a trilhar beijos pelo meu pescoço, indo para as minhas bochechas, depois meu nariz, testa, queixo, e por fim, meus lábios.
Nos beijamos calmamente com nossas línguas se envolvendo, com lábios macios e quentes.
Puxei seu lábio inferior e soltei, sorrindo maliciosamente para ele. Logo já estávamos excitados de novo.
— De quatro. — Ordenou, saindo de cima de mim. Virei meu corpo e fiquei de quatro, sentindo suas mãos sobre minha bunda. Ele começou a dar vários tapas fortes, uma, duas, três... Até me fazer gemer em excitação.
Senti sue membro na entrada da minha intimidade, então inclinei minha bunda para trás, indo de encontro com seu membro. Justin gemeu e deixou por minha conta. Fiquei subindo e descendo, entrando e saindo, me movimentando contra seu membro ereto.
Gemi e agarrei com força o lençol sedoso, sentindo seu membro por completo. Justin começou a ficar ofegante e exigente, segurando meu quadril com força e dando estocadas fortes e rápidas.
Com minhas pernas bem abertas e a bunda bem empinada, senti seu membro entrar profundamente, atingindo pontos que transmitiam uma sensação de prazer incontrolável que eu nunca imaginei que fosse possível.
Comecei a gemer sentindo todo o calor que nossos corpos estavam emanando. Justin jogou seu corpo sobre minhas costas me fazendo "cair" de cara no colchão com o impacto, envolvendo seu corpo sobre o meu e aumentando as investidas.
Ele iria gozar, e eu também.
Nossos gemidos altos preencheram o cômodo. Agarrei o lençol com força e gritei chegando ao meu clímax. Justin chegou ao seu ápice logo depois, dando as ultimas estocadas profundas antes de jogar o seu corpo sobre o colchão ao meu lado.
Continuei deitada de bruços com meu corpo mole enquanto olhava para Justin respirando com dificuldade.
E eu sabia que a noite estava apenas começando.
Acordei sentindo beijos sendo espalhados pelo meu corpo. Sorri e abri meus olhos, vendo Justin de boxer deitado ao meu lado.
— Você parece exausta. — Ironizou com um sorrisinho em seus lábios. Ele sabia muito bem o porquê de eu estar exausta. Transamos mais duas vezes durante a madrugada, tivemos ao total quatro orgasmos na mesma noite. — Trouxe café da manhã, você precisa recompor suas forças.
Estendi meus braços, espreguiçando meu corpo. Justin trouxe a bandeja até a mim que estava lindamente preenchida por diversas cores. Havia pétalas de rosas vermelhas sobre a bandeja, frutas, iogurte, torradas, omelete, bacon e pãezinhos.
— Você não disse que a casa foi alugada? Como conseguiu essa comida?
— Abasteci os mantimentos da cozinha para o café da manhã, foi aqui que me arrumei para o jantar de ontem à noite. — Claro, porque ele sempre pensa em tudo.
Meu estômago roncou, realmente estava faminta. Justin se sentou ao meu lado e começamos a tomar nosso café da manhã.
Comecei pelo omelete e bacon, depois comi quatro pãezinhos com suco de laranja e ainda devorei uma travessa inteira de iogurte.
— Está satisfeita ou quer devorar a bandeja também? — Brincou com um sorrisinho divertido em seu rosto. Dei um tapa em seu braço, revirando os olhos, ignorando sua brincadeira. — Vamos tomar um banho e pegar nossas coisas, daqui a pouco o proprietário volta e ele já vai querer que estejamos fora.
Acompanhei Justin para o grande banheiro do quarto, onde tomamos um banho rápido na ducha antes de me envolver no roupão e me lembrar de que não tinha uma roupa para usar, a não ser o extravagante vestido da noite passada.
— O que foi? — Justin perguntou ao ver minha expressão.
— Não tenho roupa, acabei de me lembrar.
— Tem sim, comprei seu vestido e duas peças de roupa casual e íntima para hoje, sabia que estaria despreparada. — Sim, ele pensava em tudo. Suspirei e ignorei qualquer comentário irônico que eu poderia fazer a respeito. Justin sempre estava um passo a frente.
Ele havia comprado um short jeans no estilo rasgadinho do jeito que eu costumava usar, uma blusa de manga até o cotovelo em cores preta e branca, com um conjunto de lingerie da cor rosa bebê de rendinha da Victoria's Secret.
Mais um ponto para o Bieber.
Trocamos de roupa e pegamos todas as nossas coisas, o motorista já nos aguardava. Justin fechou a mansão e deixou às chaves em baixo do tapete, como o proprietário havia o instruído.
Olhei ao redor e eu tinha razão, esse lugar a luz do dia era magnífico. Olhei toda a cidade, sentindo o vento bater com força em meu rosto e esvoaçando os meus cabelos.
Era lindo tudo aqui de cima.
— Lindo, não é? — Justin me abraçou por trás.
— Sim, muito lindo. — Ele beijou minha bochecha e depois me conduziu de volta a limusine.
No início do caminho estávamos em silêncio, apenas de mãos dadas e desfrutando da companhia um do outro. Mas quando começamos a nos aproximar da mansão, Justin suspirou e olhou para mim.
— Assim que chegarmos terá uma surpresa. — Olhei para ele franzindo o cenho.
— Mais surpresas? Não acha que já tive surpresas o bastante? — Ele riu e balançou sua cabeça.
— Essa surpresa também acabou sendo pra mim, eu não esperava... Até Caitlin me ligar hoje cedo. — Agora eu estava preocupada. Porque Caitlin o ligaria cedo? Primeiro que ela nem acordava cedo.
— Porque Caitlin te ligou? — Ele me olhou receoso. — Fala, Justin. — Insisti.
— Minha mãe está na mansão, apareceu de surpresa. — Arregalei meus olhos. Pattie? O que ela estaria fazendo aqui? Nossos últimos encontros não foram tão-legais-assim. — Mas ela é a avó, precisava saber, só não esperava que viesse tão rápido. — Completou, me fazendo fita-lo. — Mas ela não sabe de nada que aconteceu antes disso, então não conte a ela. — Ele me deu uma olhada rígida, estava dando uma ordem nesse momento. Eu entendi o que ele queria dizer, para eu não contar nada sobre o acidente e o quanto tudo andava perigoso para o nosso lado.
Por isso ele mantinha a família longe, para protegê-los.
Por isso ele sempre foi sozinho, para se proteger.
Mas agora ele não estava mais sozinho, ele tinha a mim.
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