Ride
A sala estava um falatório, várias vozes diferentes — mas todas femininas — dando palpites. O tapete da sala desapareceu com as pilhas e mais pilhas de revistas que foram espalhadas, cada uma com uma definição específica.
Estávamos discutindo os preparativos do meu casamento.
Só em dizer isso na minha cabeça já parecia um absurdo, meu estomago revirava e sentia que gritaria de emoção a qualquer momento, imagine dizer em voz alta?
Toda vez que eu dizia em voz alta "estou organizando meu casamento" um sorriso idiota brotava em meu rosto e sentia todo o meu interior prestes a explodir de dentro para fora, mas evitava exibir toda essa empolgação. Sei que foi Justin que almejou que tudo fosse rápido, que ele queria logo nosso casamento, mas nunca duvide da capacidade de uma noiva histérica assustar seu noivo, risco no qual eu não queria correr.
Mas nem tudo era um mar de rosas, principalmente se tratando de organizar um grande evento — mesmo ele sendo para poucas pessoas —, tudo era de arrancar os cabelos. Já havia foleado mil revistas de vestidos de noiva, seiscentas sobre decorações, quatrocentas sobre locais e estava longe de decidir alguma coisa.
Justin havia ficado com a parte mais fácil, como ele mesmo encheu a boca para dizer: "Eu só faço o cheque".
Além da sua parte mais fácil também ficou responsável sobre a parte mais divertida que era organizar a lua de mel. Ele disse que seria uma surpresa, iriamos explorar lugares distintos e tudo seria preparado por ele.
Gostaria de pular o casamento formal, fazer tudo no civil e ir logo para a lua de mel, mas Jenna fazia questão de toda a tradição em vestido de noiva e tudo mais.
— Esse vestido é maravilhoso. — Caitlin veio me mostrar pela milésima vez um modelo no qual eu já tinha dito que não queria. Não queria nada rodado demais, grande demais, nada extravagante demais. Apenas olhei com tédio para ela e voltei a folear a revista que eu estava olhando. — É difícil arranjar um menos extravagante nessas revistas de luxo.
— Existem sim muitos vestidos elegantes, caríssimos e que não exalam tanta extravagância, então me ajude a encontrá-lo. — Continuei a folear.
— Acho lindo tudo decorado com flores copos de leite. — Minha tia Beth que estava sentada no sofá bem acomodada com travesseiros e sua manta para protegê-la do frio, sugeriu, mostrando uma imagem em uma revista de um casamento decorado assim. Realmente era lindo.
— Adorei a sugestão. — Pisquei para ela sorrindo e então voltei a olhar a revista que eu foleava.
— Já tem uma noção de onde quer fazer? Igreja, praia, ou na própria mansão? — Perguntou Helena, mulher contratada responsável pela organização.
— Como serão poucas pessoas, queria algo mais acolhedor, não imagino nada em uma igreja extravagante, nem mesmo em uma igreja pequena... Não sei, gostaria algo mais ao ar livre, mas não gostaria de um casamento na praia, não me daria bem com a areia. — Informei todos os meus desejos para esse dia, acho que fazer na própria mansão seria a melhor opção se ela não me oferecer alguma melhor.
— Então as melhores opções seriam ou aqui na própria mansão, ou em um campo.
— Casamento no campo. — Pronunciei em voz alta. Como não havia pensado nisso antes? Seria do jeito que eu queria, aconchegante, intimo, sem extravagancias e sem areia para me incomodar. — Perfeito! — Sorri empolgada — Adoraria ter um casamento no campo.
— Ótimo! — Helena sorriu por eu finalmente ter escolhido o local — Irei procurar lugares lindos especialmente para casamentos, agora comecem a procurar vestidos que combine com o ambiente, isso inclui nada de vestidos rodados e cravejados de diamantes, Caitlin. — Brincou Helena recebendo um olhar feio de Caitlin. Todas nós rimos. Helena pegou suas coisas e seu telefone e se retirou da sala, indo fazer sua pesquisa sobre os melhores lugares para um casamento no campo.
Achei uma revista com foco especial sobre casamentos ao ar livre e adorei as dicas dos vestidos. A melhor opção para um casamento no campo era vestidos com tecidos leves e fluidos, como o mousseline de seda e o tule. A renda chantilly também era sugerida como uma ótima opção. Lembrei que quando me "casei" com Justin pela primeira vez havia escolhido um vestido curto simples com rendas apenas nas mangas cumpridas, um vestido qualquer, e nem tinha sido muito caro, até porque era um casamento apenas no civil e nem era de verdade.
Agora realmente era de verdade, realmente era algo pra valer.
Renda. Tudo se iniciou com ela, então deve "acabar" com ela.
— Procurem por vestidos com renda chantilly, mas nada muito carregado, nem rodado — Disse olhando para Caitlin. — Quero um vestido com caimento sobre meu corpo. — Todas começaram a procurar por modelos assim quando Justin apareceu.
— Fechem as revistas. — Jenna gritou me assustando. Justin parou — também assustado — e nos olhou franzindo o cenho.
— O que eu fiz? — Levantou suas mãos em rendição.
— Apareceu no momento errado, estamos escolhendo o vestido, saia daqui. — Jenna gritou apontando para a porta.
— Ainda é minha sala.
— E Kelsey ainda é sua noiva, quer ver o vestido escolhido antes da hora e estragar tudo? — Justin arregalou os olhos e se virou sem dizer nenhuma palavra, saindo da sala. Caímos na gargalhada.
— O vestido nem foi escolhido, mãe, ele poderia ter entrado.
— Mas estamos no processo de escolha, ele não pode nem mesmo olhar os palpites, deixe-o longe.
— Tudo bem. — Ri de sua paranoia e voltei minha atenção para revista. Óbvio que essas revistas só nos ajudavam a terem ideias sobre o que poderíamos fazer no dia, logo ir começar pra valer em ir atrás de tudo, principalmente do meu vestido especial.
No final de tudo, não encontramos nada que merecesse o título de "Vestido Especial", então encerramos nossas buscas e combinei com Helena de ir no dia seguinte olhar algumas áreas ao ar livre que seriam perfeitas para o casamento.
— Posso entrar? — Justin perguntou ao lado de fora da porta do nosso quarto.
— Pode. — Avisei surpresa com sua pergunta. A porta foi aberta com seu corpo se movimentando para dentro. — Desde quando pede autorização para entrar em nosso quarto?
— Desde quando você começou a procurar seu vestido de noiva. — Indagou vindo até mim e me beijando brevemente. — O que está fazendo? — Ele olhou a tela do meu notebook.
— Pesquisando fotos de casamentos no campo, o que acha da ideia?
— Acho que vai ser lindo e especial, gostei da ideia. — Outro beijo na boca antes de se afastar tirando sua camisa.
— Está tentando me seduzir? — Olhei para ele maliciosamente.
— Está funcionando? — Um sorrisinho malicioso logo apareceu em seu rosto, mas seus olhos me observavam com humor, estava se divertindo, e eu também. Justin inclinou seu corpo sobre mim fechando meu notebook e o jogando de lado na cama aprofundando seu beijo. Com seu corpo sobre o meu — mas sem por todo o peso — envolvi meus dedos em seus cabelos, sentindo os fios loiros fazerem cócegas entre meus dedos. Sua língua se entrelaçava com a minha de forma perfeita, certa, me fazendo querer explorar mais... Se não fosse por perdermos os folego.
Sua boa se afastou na minha contra a minha vontade, nossa respiração estava ofegante.
— Quem inventou ter que respirar enquanto beija? — Nós dois rimos. O puxei de novo para mais sessões de beijos e amassos antes de ele ir tomar seu banho — antes de tentar me convencer em ir com ele — mas eu já tinha planos para essa tarde e eles incluíam meu pai.
Levantei e fui preparar minha roupa colocando um short jeans, uma blusa branca regata com uma blusa quadriculada de manga por cima e por último minhas botas de montaria.
Estava fazendo um rabo de cavalo quando Justin saiu do banheiro só com a toalha ao redor da cintura.
— Toma cuidado, Kelsey, essa barriga já está aparecendo. — Justin murmurou ao passar por mim e notar que eu já estava pronta. Foi difícil o convencer a me deixar ir, mas eu sabia me cuidar.
Não colocaria minhas filhas em risco, seria apenas algo casual.
— Já disse, não é como se eu fosse pular obstáculos, só iremos dar uma volta e Smile é adorável. — Já estava com saudades da minha égua, mal podia esperar para escová-la.
— Mas tome cuidado. — Alertou pela milésima vez. Fui até ele e nas pontas dos pés beijei levemente seus lábios antes de me afastar pegando minha bolsa no meio do caminho e saindo do quarto. Caitlin me aguardava na escada.
— Finalmente, vamos? — Assenti e seguimos juntas para fora da mansão. Decidimos ir em meu carro para a equitação, estava ansiosa pela minha última tarde de descanso antes de amanhã todo o alvoroço começar. Preparativos, preparativos e mais preparativos, assim que meus próximos dias serão.
O local estava vazio, era o dia da semana que tinha pouca movimentação. Saímos do meu carro e Caitlin me acompanhou até o estábulo onde conheceu Smile.
— Ela é tão linda. — Caitlin logo ficou encantada, passando suas mãos pela crina da égua. Enquanto eu a escovava e acariciava seu pelo, Caitlin conversava animada. — Não consigo acreditar que irá se casar em breve.
— Nem eu.
— Não está assustada? Quer dizer, agora você sabe que é mesmo pra valer, não é igual da última vez.
— Na verdade, nunca parei para pensar nisso.
E era verdade, pelo menos não de forma tão profunda. Na primeira vez me lembro de estar completamente assustada e apavorada a ponto de pedir para Castiel impedir e fugir comigo. Mas agora pensando sobre isso, poderia até estar ansiosa e me perguntando como minha vida estaria daqui a dez anos, mas nunca apavorada, com medo ou frustrada com a vida como eu estava naquela época.
Agora eu não estava no escuro, eu sabia exatamente no que estava me metendo, afinal, são mais de dois anos, estava grávida e o amava mais do que tudo.
— Acho que é justamente por isso que não estou assustada. Agora é pra valer, não é algo incerto, não é com uma pessoa desconhecida, agora eu o conheço e tudo está certo. — Voltei a escovar Smile sabendo que Caitlin me olhava.
— Não quero que fique preocupada, é que... — Parei de escovar Smile e encarei Caitlin. O que ela estava querendo dizer?
— O que aconteceu? — Perguntei preocupada. Sua reação realmente estava me preocupando.
— Nada, desculpe, não quero assustá-la, é que tenho pressentimentos e na maioria das vezes eu acerto com os meus pressentimentos...
— Que tipo de pressentimento? — Ela me olhou por algum tempo, quando arqueei minha sobrancelha para ela, esperando uma resposta, ela suspirou e desembuchou.
— Só me prometa que nem mesmo casamento ou filhos irá nos afastar? Eu sinto que depois do casamento e o nascimento das gêmeas tudo irá mudar, que algo vai acontecer e de certa forma eu irei te perder.
— É com isso que está preocupada? — Ri da sua paranoia e me afastei de Smile, ficando frente a frente de Caitlin. — Você é minha melhor amiga, nada vai mudar, tudo vai continuar a mesma coisa, a única coisa diferente será duas garotinhas correndo no shopping quando estivermos fazendo compras ou se intrometendo nas nossas fofocas em casa, fora isso, tudo será igual. — Ela sorriu ao imaginar as cenas das possíveis interrupções das gêmeas dos nossos momentos que compartilhamos.
— Você tem razão, esse pressentimento é idiota, tudo ficará bem.
— Tudo!
A porta do estábulo foi aberta e eu e Caitlin gritamos.
— Desculpe, não queria assustar vocês duas. — Mikael se desculpou.
— Tudo bem, é que estávamos concentradas. — Respondi apoiando minha mão no peito, meu coração batia acelerado, foi um susto entanto e Caitlin não estava muito diferente. No mundo que vivíamos qualquer susto fazia diferença.
— Como você está? — Mikael me abraçou e beijou o alto da minha cabeça, me confortando contra o seu peito.
— Estou bem, não se preocupe, estou ansiosa para nosso passeio.
— Eu também, mas vamos apenas...
— Andar devagar por ai por causa da minha gravidez, é eu sei, Justin me alertou umas mil vezes. — Comecei a preparar Smile enquanto Caitlin preparava o dela. Acabei descobrindo no caminho que ela já havia praticado hipismo e ganhado várias medalhas. Mikael ainda insistiu para que ela voltasse e mesmo Caitlin sentindo falta de praticar, não era algo que ela queria no momento. Pela sua expressão séria, tinha certeza que era algo a ver com seus pais.
Não toquei no assunto, iria respeitar o fato de não gostar de falar deles. Apenas terminamos de arrumar nossos cavalos e saímos do estábulo.
— Iria se importar se eu corresse por ai? Estou com saudades de montar e só queria correr pelos campos.
— Vai lá, tenha um bom retorno. — Incentivei. Caitlin abriu um sorriso estonteante e saiu galopando com seu cavalo ganhando mais velocidade a cada segundo, até desaparecerem pelas árvores do campo. — E nós dois continuamos aqui na nossa cavalgada tranquila.
— O bom é que podemos conversar enquanto olhamos essa maravilhosa paisagem.
Olhei para frente pelo enorme campo e era verdade, esse lugar era lindo e olha que eu nem tive a oportunidade de explorar essa área. Havia um campo enorme com vários bosques para se explorar na parte mais interna, era ótimo para cavalgar sem rumo por ai, além as árvores com as folhas maple que era a marca registrada do Canadá e os campos com lindas flores, era possível ver ao horizonte montanhas cobertas por gelo.
Esse lugar era maravilhoso. E era um campo.
— Ai meu Deus. — Parei de cavalgar e olhei ao redor.
— O que foi, Kelsey? Está se sentindo bem? — Mikael pulou do seu cavalo e rapidamente veio até mim.
— Não, quer dizer, sim, estou bem, me desculpe, não queria assustá-lo.
— Acho que estamos fazendo muito isso hoje. — Ele riu da minha desculpa que foi muito igual a sua há alguns minutos atrás. — O que houve?
— É que decidi fazer meu casamento no campo, amanhã iria começar a ver lugares, mas... Aqui é um campo, grande e maravilhoso, posso escolher qualquer bosque desse lugar para fazer o casamento.
— Tirando o fato de aqui não ser exatamente um lugar para casamentos... Realmente foi uma boa conclusão.
— Mas... — Murchei na mesma hora, frustrada. — Você acha que não me deixariam fazer o casamento aqui?
— Qualquer pessoa não, mas você sim. Sou amigo do dono, irei conversar com ele.
— Não sei o que dizer, muito obrigada. — Sorri empolgada. Mikael riu e beijou minha mão antes de se afastar e voltar a montar em seu cavalo.
Voltamos a cavalgar lentamente, aproveitei para admirar toda a beleza do lugar. Meu casamento ficaria tão perfeito aqui, esperava mesmo que Mikael conseguisse.
— Quero aproveitar esse momento para calmo para perguntar uma coisa. — Mikael começou — Se sentir desconfortável sobre qualquer coisa, pode me dizer, mas é importante que seja sincera. — Seus olhos me fitaram sérios, toda sua expressão estava séria.
— Claro, é algo sério?
— Não vou pedir desculpas por ter abordado o assunto de forma séria, acho que já fizemos isso demais hoje. — Ele riu e olhou para frente, admirando a paisagem. — Mas não deixa de ser um assunto delicado, se não se sentir confortável, pode me dizer, tudo bem?
— Tudo bem, agora fale. — Eu olhava apenas para ela enquanto ele olhava para frente, sem conseguir me encarar, já estava morrendo de curiosidade por dentro, mas tentei não transparecer por fora.
— Fui até LA atrás da sua mãe por causa do que você me disse, lembra? Da outra vez? — Assenti. Como poderia me esquecer? — Quando eu estive lá, nós dois conversamos bastante a respeito de tudo, compartilhamos momentos incríveis juntos, e...
— Você transou com minha mãe? — Ele me encarou rapidamente com os olhos arregalados, surpreso por eu ter dito isso.
— Kelsey... — Sua voz saiu abafada e envergonhada com seu rosto se enrubescendo. Dei risada ao ver a cena, parecia um garotinho de treze anos.
— Relaxa, vocês são adultos, não é motivo de ter vergonha. — Ri novamente com Mikael me acompanhando dessa vez, ainda totalmente constrangido, mais vermelho que um tomate. — Mas creio que não era isso que iria me contar. — Continuei, esperando que ele prosseguisse.
— Não, definitivamente não. — Riu de leve. — Eu queria a sua permissão.
— Pra transar com minha mãe? — Murmurei de forma incrédula, e realmente era. É sério isso?
— Não, Oh Deus, claro que não. — Ele riu nervosamente. — Queria sua permissão para sair com ela, se pra você tudo bem se começarmos a sair juntos.
— Ah, sim, claro. — Agora eu ri envergonhada. Com certeza toda essa conversa estava sendo muito constrangedora para ele. — Fui eu que induzi você a ir atrás dela, não foi? Então não se preocupe comigo, só quero a felicidade dela, e a sua também. Vocês merecem depois de tanto tempo afastados e se odiando por causa de mentiras.
Ele suspirou fundo, parecendo aliviado.
Minha opinião sobre isso parecia mesmo importar para ele, já que disse que eu poderia falar a verdade caso me sentisse desconfortável. Passei anos da minha vida sem ter uma figura materna e paterna, juntos, agora eu teria a chance disso e justamente com meus pais biológicos, porque não estaria satisfeita com tudo isso?
— Eu realmente amo sua mãe, sempre amei e sempre irei amá-la. — Nos olhamos e eu sorri para ele.
— Sim, eu sei. — Estiquei minha mão para que ele a segurasse, mas de repete Smile se agitou e levantou às duas patas da frente erguendo seu corpo para trás, relinchando assustadas por alguma coisa.
Perdi o equilíbrio e escorreguei para trás, caindo de costas no chão com toda a força, sentindo minhas costas latejarem com o impacto e o ar entrar com dificuldades em meu pulmão.
— Kelsey! Kelsey! — Olhei em direção da voz fraca que ecoava ao fundo e pude ver o esboço desfocado de Mikael descendo de seu cavalo e vindo até mim.
Depois tudo se apagou.
Notas Finais: Temos um certo casamento muitoooo próximo hehehe. Espero que tenham gostado, agora faltam 12 CAPÍTULOS PARA O FINAL DE AFG. Mas como já avisei, depois de AFG teremos uma nova fanfic de máfia (também com o Justin). Os dias de postagem costumavam ser aos sábados mas agora estou conseguindo postar mais aos domingos, então esperem até domingo para ver se eu irei postar ou não, mas agora na reta final estou tentando ao máximo não atrasar, quero terminar AFG ainda esse ano. É isso, aproveitem a calmaria antes da tempestade chegar, logo toda a bomba irá cair sobre vcs MUHAHA. Um beijão amores, até o próximo fim de semana.
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