Just For Me
Virei à chave na ignição e o carro se desligou por completo. Apoiei minha cabeça no encosto da poltrona e soltei um suspiro, fechando os olhos.
— Então, qual é o plano? — Castiel perguntou olhando pra mim.
— Porque acha que eu tenho um plano? — Respondi sem olhar para ele, mantendo meu olhar nos outros carros espalhados pela garagem que mais parecia um estacionamento.
— Porque você sempre acaba pensando em alguma coisa.
Abri um meio sorriso e então olhei para ele.
— Você tem razão, sempre acabo pensando em algo, e realmente pensei em algo. — Ele revirou os olhos e riu, debochando do meu lado convencido. — Se depois desse fim de semana eu tiver um bom momento com Mikael, irei contar tudo a ele. — Castiel fixou seu olhar em mim, me olhando sério. — Não quero contar agora e depois preocupa-lo atoa. Vou dar mais uma tentativa a Mikael, se depois disso eu quiser continuar a manter contato, contarei tudo a Justin. — Castiel assentiu e depois sorriu; depois se aproximou e beijou minha bochecha.
— Só toma cuidado, ok? Chega de sofrimento, Kells, acho que merecemos paz e felicidade. Pelo menos uma vez na vida.
— Você gosta dela, não é? — Seu rosto se suavizou e seus olhos brilharam ao perceber de quem eu estava me referindo. Caitlin. Ele abriu um sorriso bobo e desviou seu olhar do meu, com seus pensamentos vagando até ela.
— Sim, gosto. — Ele subiu seu olhar até encontrar os meus de novo. — Muito!
Abri um sorriso e então depois estávamos rindo no carro. Nunca pensei que veria Castiel igual um bobo apaixonado. Tudo bem que já tivemos um passado, mas ele nunca me olhou da forma como olha para Caitlin. Nunca ficou com cara de bobo apaixonado quando se referiam a mim, ou teve os mesmo sentimentos.
Acho que no fundo nós dois sabíamos que não pertencíamos um ao outro.
— Vamos entrar, já demoramos tempo demais. — Murmurei abrindo a porta do carro e Castiel me acompanhou. Depois de fechar o carro, seguimos para a porta que nos levava para parte interna da mansão.
— Castiel? — Olhei para o lado em direção à sala principal de onde veio à voz e Caitlin já vinha correndo em nossa direção. Ela pulou no colo de Castiel que a segurou rapidamente, sendo pego de surpresa. Os dois começaram a rir enquanto se beijavam apaixonadamente. Sorri olhando aquela cena, estando muito feliz por eles.
Com tudo que aconteceu, eu e Caitlin ainda não tivemos a chance de conversar sobre isso. Mas já que ela sempre fazia questão de me perturbar com perguntas indiscretas em relação ao Justin, nada mais justo do que eu fazer o mesmo.
Sai de fininho e fui em direção ao escritório de Justin, onde eu sabia que estaria a essa hora, mas ao me aproximar da porta, vozes desconhecidas me fizeram ficar atenta e desacelerar os passos.
Apoiei calmamente minhas mãos contra madeira e aproximei meus ouvidos, para poder ouvir melhor, mas tudo que eu conseguia ouvir era conversa abafada, nada audível.
— Kelsey! — Dei um pulo de susto e me virei, dando de cara com Caitlin. — O que pensa que está fazendo? — Perguntou aos sussurros.
— Nada. É que... Eu ouvi conversas e...
— Decidiu bisbilhotar? — Arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços.
— Não! Decidi não atrapalhar.
Ela tentou se segurar, mas acabou rindo, tomando cuidado para não fazer barulho.
— Você é inacreditável. — Ainda com seus braços cruzados, balançou sua cabeça em desaprovação, mas ainda continha um sorrisinho de humor no rosto. — Tem a cara de pau de chamar bisbilhotar de "não atrapalhar"?
— Não era a minha intenção, juro! — Olhei para trás em direção à porta e depois voltei a fitar seus olhos azuis. — Mas é que ouvi vozes diferentes.
— Za e Khalil estão ai. Parece que vão assinar com Justin e serem nossos novos ajudantes.
— Achava que tinha sido só pra ajuda com aquela invasão estúpida na mansão de Mikael.
— Eu também achava, mas parece que não, serão permanentes.
Suspirei tensa, passando a mão pelos meus cabelos.
— Nem conhecemos esses caras, eles não vão morar aqui, não é?
— Claro que não, Justin não é burro a esse ponto. Agora saia de frente dessa porta. — Caitlin me puxou pelo braço e nos afastamos o suficiente para Justin não achar que estávamos bisbilhotando.
— Justin está armando alguma coisa, não é? — Perguntei puxando meu braço de volta quando nos aproximamos da escada no hall de entrada.
— Com certeza, mas dessa vez eu não sei de absolutamente nada, e com certeza irá me deixar de fora depois da última vez.
Caitlin tinha razão. Por ter me contado sobre os planos de Justin, ele nunca mais confiaria em expor seus planos para Caitlin de novo, ele sabia que tinha grandes chances de eu saber e chances maiores de eu intervir.
Mas o maior problema nisso tudo era que todos os planos que Justin tentava esconder, com certeza eles envolviam destruições e mortes. Muitas mortes.
— Então está tudo certo. Amanhã quero vocês aqui por volta das oito da manhã, e sejam pontuais, detesto atrasos. — Justin disse ao abrir a porta do escritório, enquanto apertando as mãos de Za e Khalil. Ao passarem ao nosso lado, ambos nos cumprimentaram com a cabeça, indo em direção à porta principal.
— Hey! — Justin disse ao me ver e veio em minha direção, com um sorriso no rosto, o sorriso mais lindo do universo. Meu Deus, como eu amava esse sorriso. — Não sabia que tinha chegado. — Ele envolveu seus braços ao redor da minha cintura e me puxou para um beijo. Seus lábios estavam macios e quentes, como sempre estiveram. — Como foram as compras?
— Espera ai, compras? — Caitlin expressou indignada. — Você não me disse nada que ia fazer compras sua safada.
— Perdi o sono e decidi ir ao shopping, você estava dormindo.
— Oh, tudo bem, iria ficar uma fera se me acordasse, então retiro o "safada".
Eu e Justin demos risadas, ainda abraçadinhos quando a voz de Castiel invadiu o local:
— Cait? — Olhei na direção da cozinha de onde a voz vinha.
— Caramba, esqueci que pedi para Castiel me esperar na cozinha. Hora do almoço pessoal, vamos lá. — Caitlin disse se afastando e indo para a cozinha.
— O que esse cara faz aqui? — Justin murmurou incomodado enquanto íamos em direção à cozinha de mãos dadas.
— "Esse cara" é o meu melhor amigo e namorado da minha melhor amiga, então supere garotão. — Dei um tapinha em seu ombro. Justin revirou os olhos, mas a expressão do seu rosto se suavizou e em seus lábios havia um pequeno sorriso de humor. Eu sabia que no fundo ele já aceitava Castiel com mais facilidade.
Em questão de segundos todos já estávamos ao redor da mesa da cozinha, com diversos pratos feitos por Dorotha que estavam de tirar o folego. Eu e Jenna trocamos um olhar assim que ela se sentou conosco. Seu olhar era preocupado e ansioso, com certeza ela queria saber o que havia acontecido no meu encontro com Mikael.
Apenas assenti e sorri para ela, tentando confortá-la e dizer que estava tudo bem. Ela pareceu entender porque logo seus ombros relaxaram e toda sua expressão se suavizou.
Tivemos um momento em almoço alegre de muitas conversas e risadas. Justin e Castiel conversaram em praticamente todo almoço. Toda vez que os dois riam sobre alguma coisa ou conversavam sobre os jogadores do time de basquete, eu e Caitlin nos olhávamos surpresas e tentávamos conter algumas risadas.
O mundo sempre da voltas.
Depois do almoço, Caitlin sumiu com Castiel, Christian, Chaz e Nolan foram para o escritório enquanto eu e Justin estávamos na escada nos beijando.
— Eles já estão no escritório me esperando, preciso resolver umas coisas para amanhã receber Za e Khalil, novos membros da equipe. — Justin disse entre o beijo, mas logo voltava a me beijar ferozmente.
— Então deveria parar de me beijar e ir logo. — Respondi mordendo seu lábio inferior, provocando-o, o deixando completamente louco. Justin agarrou meu cabelo pela nuca e me puxou para ele, intensificando o beijo. Quando estávamos perdendo o folego, ele se afastou, respirando ofegantemente.
— Tenoh muita coisa para resolver, mas me espera hoje à noite no nosso quarto.
— Para que?
— Supresa. — Ele sorriu maliciosamente e voltou a me beijar antes de se afastar e ir para o escritório. Suspirei e comecei a me abanar, para tentar amenizar o calor.
Nesse momento comecei a sentir inveja de Caitlin, deveria estar de quatro agora dando para Castiel, enquanto o meu namorado precisava ficar trancado no escritório.
— Kelsey! — Olhei para Jenna que vinha da cozinha com um olhar gentil. — Podemos conversar? — Olhei para trás para me certificar que Justin já havia entrado em seu escritório, então voltei minha atenção para ela.
— Claro, mas não aqui. Venha comigo. — Fui em direção à sala principal e assim que Jenna entrou, fechei a porta de correr que separava do restante da casa. — Aqui podemos conversar melhor, mas baixo e rápido.
— Como foi? — Perguntou rapidamente, com aflição.
— Tomamos café da manhã, depois ele me levou para fazer um passeio a cavalo... Enfim, conversamos e acabei aceitando assistir ele praticando hipismo no próximo fim de semana, e ele quer que você vá junto.
— Eu? — Ela pareceu surpresa e chocada ao mesmo tempo.
— Sim, você. E também prefiro, ainda não confio nele. Mas como o local estará lotado, creio que não teremos problemas.
— Se você já aceitou o convite, tudo bem, eu irei com você.
— Não irei fazer isso por muito tempo, Jenna. — Ela semicerrou os olhos, sem entender o que eu queria dizer. — Me refiro sobre mentir para Justin. Não irei fazer isso por muito tempo.
— Tem certeza?
— Se depois desse outro encontro eu decidir me encontrar mais vezes com Mikael, irei contar a ele.
— Se você quiser contar a ele, irei apoiá-la, mas não o deixe influenciá-la.
— Eu sei. Mesmo se não apoiar, é o meu direito de saber quem meu pai realmente é.
— Estou orgulhosa de você, Kelsey. — Ela se aproximou e apoios suas mãos em meu rosto, com um olhar e sorriso orgulhosos. — Olhe só para você hoje, está tão forte e determinada. Você não imagina quanto o tempo e a vida fez você se tornar uma guerreira.
— Se isso é verdade, porque não me sinto dessa forma? Parece que a cada desastre em minha vida, eu me sinto mais fraca.
— Isso é porque você não está assistindo sua transformação ao lado de fora, mas eu sim. — Ela acariciou uma mecha do meu cabelo e o colocou atrás de minha orelha delicadamente. — Você se tornou mais vivida, com isso se tornou mais forte e não sabe o quanto estou orgulhosa de você por isso. E sabe como você mesma pode notar isso? — Balancei a cabeça, negando. — Olhe para uma foto sua de dois anos atrás e depois se olhe ao espelho. Procure as diferenças que você encontrará. — Então depositou um beijo em minha testa, se afastando.
Pensei em suas palavras por um breve momento antes de decidir ir para o quarto. Ao passar pela porta do banheiro, não em contive ao olhar para o grande espelho. Adentrei no cômodo e encarei meu reflexo de perto. Tudo parecia exatamente igual, até meus cabelos já haviam crescido e se encontravam um pouco abaixo dos seios. Tudo normal e a mesma coisa de sempre.
Procurei pelas minhas antigas fotos e as examinei, então voltei a encarar o meu reflexo, ficando completamente atordoada.
Nada estava igual à antes.
A cor dos cabelos e olhos ainda eram as mesmas, mas minhas expressões estavam fortes e meu olhar estava intenso. O olhar frágil e a expressão assustada haviam desaparecido.
Jenna tinha razão.
Não era mais uma garotinha de dezessete anos assustada. Agora eu era uma mulher de dezenove anos forte e determinada.
Apoiei meu celular na mesinha do lado e deitei de bruços quando escutei passos se aproximando. Enfiei minha cabeça no travesseiro e fingi estar em um sono profundo. Ouvi a porta se abrir e os passos de Justin se aproximarem.
— Droga! — Reclamou, me fazendo segurar uma risadinha. — Não acredito que dormiu depois de eu ter pedido... — Escutei ele se mover pelo quarto, provavelmente tirando a roupa para tomar um banho. — Agora vou ter que jogar a surpresa fora. — Opa. Surpresa?
— Como assim? — Disse levantando minha cabeça, encarando-o. Ele estava parado e de braços cruzados, com um sorriso divertido no rosto. Revirei os olhos e dei risada.
— Como sabia que eu estava fingindo?
— Primeiro, nenhuma mulher dormiria e recusaria uma foda comigo. Segundo, você nunca pega no sono nessa posição, primeiro você dorme de lado, durante a madrugada vira de bruços e de manhã normalmente acorda com a barriga pra cima, então foi fácil deduzir. — Deu de ombros.
— Não sei se acho isso fofo ou fico preocupada. Céus, você é um perfeito psicopata.
— Cala a boca. — Murmurou rindo vindo em minha direção, jogando seu corpo sobre o meu, me fazendo ri.
— E qual é a surpresa? — Perguntei ao acariciar sua bochecha.
— Só vendo pra saber, vem. — Se levantou da cama e começou a me puxar pelo braço.
— Mas estava tão bom aqui. — Resmunguei enquanto fazia corpo mole.
— Vai por mim, vai gostar muito mais depois.
Acabei me rendendo e deixei que ele me conduzisse, mesmo ainda preferindo estar na cama com ele. De mãos dadas, seguimos para as escadas da mansão, e então Justin nos levou para a parte de trás, onde ficava a enorme piscina.
Eu a utilizava pouco, mas adorava aquela área.
Ao nos aproximar, notei velas em cima de uma mesa com uma garrafa de champanhe e taças. Sorri ao ver aquilo.
— Você anda cheio de surpresas.
— É apenas para me redimir sobre o que aconteceu quando chegamos. — Ele pegou a garrafa e a abriu, fazendo um estalo com o impacto que a tampa saiu. Peguei as duas taças e as segurei para que ele colocasse o líquido borbulhante.
Justin pegou sua taça e então encostou a sua na minha, dando um gole logo depois. Fiz o mesmo, mas logo deixei a taça de lado e evitei beber muito. Acho que perdi o costume, a bebida não descia com tanto gosto como antes.
Olhei para a piscina e sorri, começando a tirar meu baby doll.
— Agora estamos falando a minha língua. — Justin murmurou soando malicioso, também se despindo.
Sorri para ele e então cai na água com um belo mergulho de sereia. A água estava aquecida pois fazia frio essa noite. Subi para a superfície e vi Justin nadando em minha direção. Fui para a beirada da piscina e me apoiei nela, esperando ele vir até a mim.
Quando estava perto, ele mergulhou e então senti suas mãos nas minhas coxas, depois quadris e cintura, até sair de baixo d'água sacudindo seus cabelos.
— Parece um cachorrinho.
— Au-au. — Simulou um latido. Demos risadas e depois já estávamos aos beijos. Envolvi minhas pernas na sua cintura, trazendo seu corpo para mim, enquanto intensificávamos o beijo. Ofegante, segurei seu cabelo com força e comecei a beijar sua nuca, mordendo sua orelha logo depois.
Senti suas mãos em minha bunda, apertando-as. Já conseguia sentir seu membro ereto em minha barriga, me fazendo esfregar nele sem nenhum pudor.
Justin começou a ficar louco, segurando meu cabelo com força e penetrando profundamente, me pegando de surpresa. Soltei um gemido e cravei minhas unhas em seu ombro, escutando o barulho da água devido aos movimentos brutos de Justin.
Sua virilha batia com força contra a minha, com a pressão da água deixando tudo mais intenso. Meu Deus, eu ia ter um grande ápice.
— Justin! — Disse ofegante, arranhando o seu ombro, sentindo meu corpo convulsar. — JUSTIN! — Gritei, com meu corpo entrando em convulsão, chegando ao meu limite. Pela primeira vez senti vontade de chorar depois de um ápice maravilhoso, mas não de tristeza, muito pelo contrário.
Justin agarrou com suas mãos a beirada da piscina, gemendo perto do meu ouvido enquanto gozava dentro de mim.
Ao poucos nossos corpos foram se estabilizando e a respiração normalizando.
— Vou cancelar a minha conta no site pornô, tenho ao vivo em casa. — Eu e Justin olhamos assustados da direção que a voz vinha, com Chaz parado na porta que dava acesso a piscina.
— Vai se foder Chaz e saia daqui. — Justin disse ficando bem em frente ao meu corpo para me esconder. Chaz gargalhou e saiu, fechando a porta logo atrás de si e acenando para nós pelo vidro. Revirei os olhos e acabei rindo da situação.
— Ele é um abusado.
— É abusado, mas é nosso amigo. — Respondi, ainda rindo.
— Vou pegar toalhas, não saia daqui. — Assenti e assisti enquanto ele ia em direção à margem da piscina. Fiquei admirando todo o seu corpo maravilhoso que pertencia a mim.
Apenas a mim.
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