Bora Bora - Parte 3
Enquanto eu afagava seus cabelos, Justin dormir profundamente com seu rosto enterrado em meu pescoço com seu braço caído por cima de mim. Minhas pernas ainda estavam tremulas da noite anterior, depois de transarmos na praia, fomos para o segundo round no chuveiro e depois o terceiro round na cama.
Eu estava exausta, mas com certeza foi uma das melhores noites da minha vida.
Justin se remexeu me fazendo encarar seu rosto, notando então que seus olhos caramelados me encaravam.
— Pensando em que?
— Você. Nós. — Ele abriu um sorriso e afundou mais ainda seu rosto em meu pescoço, me dando um leve beijo no mesmo.
— Está gostando da sua viagem de aniversário?
— Gostando? Isso está sendo perfeito. Você sem resolver assuntos de trabalho, passando um tempo juntos...
— Tendo muitos orgasmos. — Justin me interrompeu. Dei um tapa em seu braço e então começamos a rir. Mas ele estava certo, só nessa noite tive quatro orgasmos, nada mal.
— Por falar em aniversário, percebi que nunca comemoramos o seu aniversário... Juntos. — Ele levantou sua cabeça para me encarar melhor.
— Bom, voltamos a ficar juntos depois do meu aniversário.
— Eu sei, mas dois anos atrás eu cheguei à sua casa antes do seu aniversário em março, você não comemorou? Não me lembro de nenhuma festa ou alguém desejando feliz aniversário.
— Ah, sim. — Ele começou a rir e se virou na cama, fitando o teto. — Naquela época eu não te suportava...
— Era recíproco. — O interrompi, fazendo-o dar risada.
— E eu e meus amigos comemoramos uma noite em uma boate, pedi para que todos não dissessem nada a você, você não estava convidada. — Deu de ombros. Filho da puta.
— Não acredito que saíram pra comemorar e me deixaram na mansão sozinha.
— Você nem sabia que era dia do meu aniversário, preferi que continuasse assim. — Ele olhou para mim e notou o quanto havia ficado irritada com aquilo, e realmente estava. — Nós dois nos odiávamos, Kells, o que você queria? Você também não suportava ficar perto de mim, lembra? — Suspirei pesadamente e então revirei os olhos, começando a rir. Ele tinha razão, ficar com raiva sobre algo de dois anos atrás não fazia sentido, ainda mais quando nós dois nos odiávamos. — Isso foi o meu perdão, então? — Perguntou jogando seu corpo por cima do meu, com suas mãos apoiadas em cima da minha cabeça enquanto ele me olhava com divertimento.
— Não! — Ele arqueou uma sobrancelha para mim, com um sorrisinho no rosto.
— Não?
— Você me ouviu, não. Para eu te perdoar, vamos ter que comemorar seu aniversário.
— Mas não é meu aniversário, acho que o sol desse lugar já está cozinhando o seu cérebro.
— Sei que não é seu aniversário, besta, mas ninguém sabe disso. — Ele continuou me encarando como se eu fosse louca. — Vamos sair hoje à noite e curtir muito igual você costuma fazer em seu aniversário, mas dessa vez só eu e você. — Ele abriu um sorriso malicioso.
— Acho que vou gostar muito desse aniversário improvisado.
Dentro de uma limusine alugada, íamos em direção de um dos lugares mais badalados de Caribe. Justin estava maravilhosamente sexy em seu blazer preto com uma blusa branca de gola V por baixo. Minha vontade naquele momento era rasgar sua blusa e acariciar com minhas mãos o seu corpo enquanto beijava o seu peito.
— Pela sua cara, aposto que está imaginando formas diferentes de arrancar a minha roupa. — Justin balbuciou. Balancei minha cabeça para desfazer meus pensamentos.
— Você me conhece muito bem. — Sorri maliciosamente para ele, que retribuiu. — Da mesma forma como o conheço. Tenho certeza que já planejou me levar para sua cama no final da noite.
— É, você me conhece bem. — Demos risadas e logo a limusine foi estacionada. A porta ao lado de Justin foi aberta e então ele saiu, voltando-se para mim e esticando seu braço esquerdo para que eu me apoiasse. Saí exibindo meu maravilhoso scarpin preto e minhas pernas desnudas. Estava com um vestido vermelho curto e decotado com Justin exalando charme com seu blazer. — Formamos um belo casal. — Ele sussurrou em meu ouvido enquanto nos dirigíamos para dentro do estabelecimento. Sorri para ele em resposta, mas isso era uma coisa que eu já sabia. Enquanto passávamos pelas outras pessoas, chamávamos sua atenção.
Quando a porta do local foram abertas por seguranças, a escuridão nos dominou, com as luzes de diversas cores piscando para todo o lado. Pelo porte do local e as pessoas ao redor, só havia pessoas da Elite ali, e isso nos incluiria.
As mulheres desnudas dançavam nos Polly Dance enquanto os homens exalavam poder.
Senti o olhar de Justin pesar sobre mim.
— Quer mesmo ficar aqui? — Olhei para ele por um tempo e então sorri.
— O que estamos esperando? — Justin retribuiu o sorriso e logo já estávamos indo para o bar. Não quis que ele reservasse uma área privada porque só estávamos nós dois, não teria graça.
Nós dois pedimos vodcas e depois de alguns goles, seguimos para a pista de dança. Envolvi meus braços ao redor do seu pescoço enquanto sentia sua mão em minha bunda, acompanhando meu rebolado.
Notei uma loira logo atrás de nós dois, então sem Justin ver, fiz um sinal com meu dedo chamando-a, para que ela se juntasse a nós. Ela abriu um sorriso malicioso e se aproximou, vindo por trás de Justin e passando suas mãos em seu peito. Justin olhou para baixo e viu mãos desconhecidas, então começou a recuar, mas eu o impedi.
— Fui eu que a chamei, fique tranquilo. — Justin semicerrou os olhos, confuso, então olhei para garota e gritei alto suficiente para ela e ele me ouvissem sobre o som da música. — Divirta-se com nós dois, mas sua boca é apenas minha, sem exageros. — A garota assentiu e então começamos a dançar de novo, com Justin no meio me olhando com um sorrisinho em seus lábios.
— Você é uma caixinha de surpresas.
— Não imagina o quanto. — E então o beijei, com meu corpo se movimentando junto ao som alto que fazia o chão tremer. Justin movia seu corpo junto ao meu e da garota loira, e pelo volume que eu estava sentindo, ele já estava bem excitado.
A garota começou a beijar a nuca de Justin enquanto eu beijava seu pescoço, com nossos corpos colados ao dele. Justin gemeu, apertando minha bunda e trazendo meu quadril para junto ao dele. Senti-o esfregar sua intimidade contra a minha sobre o meu vestido, enquanto o som alto agitava todos ao redor, e eu e a garota loira fazendo nossas brincadeirinhas com ele.
Justin estava louco, e eu também. Agarrei-o de novo pelo pescoço e puxei sua boca, então comecei a ajuda-lo a se esfregar em mim. Movimentei minha intimidade junto a sua, enquanto explorava sua boca com a língua, intensificando o beijo.
As mãos da garota acariciavam os peitos de Justin, enquanto ela se esfregava nele por trás. Ele tinha sorte de poder naquele momento tirar uma casquinha dele, porque o recheio e a cobertura eram apenas meus.
Eu queria que ele tivesse um ótimo ápice de "aniversário improvisado", e era isso que ele iria ter.
Eu e a garota nos esfregávamos com mais intensidade na direção dele, porque ela estava tão excitada quanto eu. Justin gemia
Entre meus lábios enquanto movimentava seu quadril de encontro com o nosso. Com uma de suas mãos ele segurava minha bunda e com a outra ele segurava a bunda da garota atrás dele, para que pudéssemos manter nossos movimentos firmes.
As pessoas ao redor estavam tão presas em seu mundo de diversão e prazer, que não pareciam notar o que estávamos fazendo.
Senti Justin apertar minha bunda com mais força, enquanto ele fechou os seus olhos e arfou alto o suficiente para eu ouvir até mesmo com o som nas alturas.
Justin havia chegado ao seu ápice no meio de uma multidão enlouquecida.
Ele deitou sua cabeça em meu ombro enquanto tentava se recuperar, com a loira atrás dele logo começando a recuar. Olhei para ela e sorri em agradecimento, com a mesma piscando para mim em resposta, então sumindo pela multidão.
Justin voltou a erguer sua cabeça para encontrar os meus olhos.
— Se eu soubesse que seria assim, não teria dispensado você no dia do meu aniversário há dois anos. — Dei risada e então o beijei antes bebermos mais, dançarmos mais, e claro, cantarmos parabéns com um bolo de aniversário.
E o mais importante, terminarmos a noite na cama.
3 dias depois
Estávamos de volta ao Canadá. Havíamos passado uma semana incrível em Bora Bora, mas não podíamos fugir para sempre da realidade. E a realidade era bem diferente do paraíso que estávamos.
Assim que adentramos no jardim, havia um carro diferente estacionado.
— De quem é esse carro? — Perguntei.
— Provavelmente do Nolan, ele vive trocando de carros, até mais do que eu.
Dei risada e então saí do carro, estava desesperada para entrar e me sentir de volta em casa.
Em casa. Nunca poderia imaginar que um dia consideraria essa mansão a minha casa.
Eu e Justin adentramos de mãos dadas, e uma movimentação estranha me fez notar que o clima não estava dos melhores.
— O que aconteceu? — Justin perguntou assim que vimos Chaz, mas entendemos tudo quando atrás dele surgiu Mikael. Meu coração gelou naquele momento. O que ele fazia ali?
— O que faz aqui... — Justin não conseguiu terminar, Mikael foi até ele e deu um soco em cheio em seu rosto. Soltei um grito devido ao susto, e olhei chocada para Justin caído no chão com sua mão apoiando o seu queixo. — O que ele faz aqui na minha casa? Quem o deixou entrar? — Justin gritou enquanto se levantava e fitava Mikael cara a cara. O que o deixou tão bravo desse jeito?
— Eu deixei. — Jenna disse, chamando minha atenção para ela. — Desculpe, Justin, mas ele iria fazer coisa pior se não deixássemos.
— Você acha que manda na minha casa, sua vadia? — Justin esbravejou com raiva.
— Justin! — O repreendi, que olhou para mim completamente transtornado. Toda a paz e serenidade que estava em seu rosto, havia desaparecido. O Justin irritado e preocupado com tudo estava de volta.
— Você ainda não me respondeu. O que faz aqui? — Justin gritou enquanto encarava Mikael cara a cara.
— Sei que você a levou nessa viagem de propósito, você quis afastá-la, justo perto do seu aniversário. — Olhei para Justin e depois para Mikael de novo. Do que ele estava falando?
— Era meu aniversário e tenho direito de comemorar como eu quiser. — Retruquei.
— Mas ele o fez de propósito, sabia que eu iria querer estar por perto e a manteve longe. — Mikael desviou seu olhar de Justin para me olhar. — Desde o início isso não foi por você, Kelsey... — Então ele voltou a olhar Justin, com toda a raiva que ele sentia por ele. — Sempre foi por ele.
Olhei para Justin para buscar alguma resposta, mas ele não tinha coragem de me olhar. Senti uma pontada em meu estomago, principalmente ao lembrar que durante a viagem ele o tempo todo tentava me mostrar que juntos éramos ótimos, ou quando pagou aquele rapaz para flertar comigo para ver qual seria a minha reação.
Essa viagem nunca foi para mim, ou para meu aniversário. Era por ele e todo seu medo de perder a mim devido à revelação de Mikael.
— Só queria que você tivesse sido honesto, pelo menos comigo. — Murmurei amargurada, e então me afastei.
— Kelsey, espera! — Escutei Justin me chamar, mas não dei atenção.
Não seria Mikael que me afastaria dele, ele mesmo já estava fazendo isso.
Trailer da 3ª temporada: &feature=youtu.be (Não pode ser aberto por celular.)
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