Bora Bora - Parte 2


Justin serviu nossas taças de champanhe e me entregou uma. A queima de fogos durou dezessete minutos, parecia que já estávamos na virada do ano. Com certeza quem estava de fora não entendeu absolutamente nada do que estava acontecendo, mas puderam apreciar um belo jogo de luzes no céu.

— Você é louco. — Sorri para ele e então olhei para a taça de champanhe borbulhante que ele havia acabo de colocar em minha mão. Algumas horas atrás eu fui feita de taça para ele. Apertei minhas pernas sentindo minha intimidade corresponder aos meus pensamentos.

— Sei no que está pensando. — Ele disse se aproximando com sua taça em mãos, passando sua outra mão vazia pela minha cintura e me puxando para perto. — Posso fazer você de minha taça de novo, se quiser. — Sussurrou em meu ouvido, me fazendo respirar fundo para não perder o controle.

— Nada disso, temos um jantar. — Olhei para trás onde estava a linda mesa posta. — Teremos tempo de sobra para isso.

Ele sorriu maliciosamente.

— Ainda bem que sabe. — Então me beijou com desejo e paixão. Passei minha mão vazia pelo seu braço e indo em direção a sua nuca, para trazê-lo mais pra perto. Sua língua se envolvia com a minha de uma forma inexplicável. Ele sabia que o que fazia tanta na cama como fora dela.

Quando perdemos o fôlego, Justin me guiou para nossa mesa, onde imediatamente um garçom surgiu de forma inesperada. Olhei para Justin e ele riu pela minha expressão de surpresa.

Ele estava esse tempo todo aqui e eu não notei?

— Boa noite, sou Anthony e vou servi-los esta noite. — O garçom se apresentou formalmente, com um sorriso gentil em seu rosto. Anthony era ruivo cheio de sarnas, e pelo seu sotaque ele não aparentava ser americano e nem francês, parecia ser escocês. Ele nos serviu de entrada camarão empanado crocante com um molho especial. Tão maravilhoso. Depois nos serviu Escargot ao Dijon Escargots ao molho de mostarda Dijon, servidos em cestinhas de massa folhada. Por ultimo vieram às maravilhosas lagostas. Já estava tão lotada que achava que poderia explodir.

— Gostaria de sobremesa? — Perguntou Anthony quando terminamos nossa lagosta.

— Não, muito obrigada Anthony, tudo estava divino.

— Obrigado Mademoiselle. — Sorriu educadamente e se retirou.

— Isso é o que eu mais gosto em você, sabia? — Justin começou, me fazendo olhá-lo.

— Disso o que?

— Você sempre agradece, nunca se deixou engradecer por nada que tenho ou proponho a você. Você age exatamente igual a quando nos conhecemos, como se tudo fosse novo. Eu gosto disso em você, e acho que é isso que me faz ficar sã. — Estiquei minha mão sobre a mesa para segurar a sua. Meus dedos entrelaçaram aos dele, com minha pele correspondendo imediatamente ao seu toque.

— Eu sei que você tem medo, Justin, sei de coisas que você não me fala, mas eu sinto, e espero que saiba que estou contigo por que der ou vier. — Seus dedos apertaram os meus com força, porque ele havia entendido o que eu queria dizer. Nem Mikael, nem as loucuras do destino poderiam me afastar dele, apenas ele próprio.

— A sobremesa pode ser no nosso quarto, o que acha? — Murmurou me olhando com malícia. Olhei para ele naquele terno preto maravilhoso e comecei a me imaginar tirando sua gravata aos dentes. Olhei para ele com excitação e respondi:

— O que ainda estamos fazendo aqui?



No dia seguinte eu e Justin decidimos curtir uma manhã na praia. Depois de uma noite quente entre os lenços, acordamos às sete da manhã para curtirmos uma boa praia.

Depois do café da manhã, coloquei um biquíni vermelho e uma saída de praia por cima, pegando minha bolsa com todas as coisas necessárias para uma manhã no sol: Cangas, toalhas e protetor solar.

Com nossos óculos escuros, Justin sem camisa e meus cabelos soltos com um chapéu para proteger do sol, andamos ao redor do resort onde ficavam os quiosques, a piscina e a praia principal.

— Quer alguma bebida? — Perguntou Justin.

— Água de coco.

— Fique aqui que vou buscar, já volto. — Se despedindo com um selinho, estendi minha canga na areia e tirei minha saída de praia para pegar um sol. Deitei-me de frente e passei protetor pelos meus braços, pernas, barriga... onde eu conseguia alcançar, então me deitei fechando os olhos, até uma sombra tampar o sol.

— Justin, está tampando o sol. — A sombra continuou bloqueando, me fazendo sentar e abrir o solhos. Não era Justin e nenhuma outra pessoa que eu conhecia, era um rapaz de pele bronzeada e ótimo físico, cabelos negros e arrepiados.

Como muitas mulheres solteiras diriam: Que homem gostoso.

Mas como sou comprometida, apenas disse:

— Está tampando o sol.

— Eu sei. — Ele abriu um sorriso galanteador. — Sou Henry. — Ele entendeu sua mão em minha direção. Já sabia onde isso iria dar...

— Oi Henry, agora saia por favor, está tampando o sol. — Voltei a me deitar e a fechar os olhos, dando o assunto por encerrado, mas ele continuou exatamente onde estava: Tampando o sol.

Voltei a me sentar emburrada e olhei para ele.

— O que você quer?

— Me apresentar, conhecer você, ainda não sei o seu nome.

— E nem precisa saber, sou comprometida, meu namorado foi buscar algumas bebidas, então acho melhor ir antes dele voltar. — Ele continuou me olhando e então olhou sorrindo para trás em direção aos quiosques e balançou seus braços, tentando chamar atenção de alguém. Logo vi Justin se aproximar com um sorriso no rosto e duas bebidas nas mãos: Minha água de coco e algum suco em uma taça que ele trazia para ele.

— Depois acerto com você, Henry. — Justin se despediu do rapaz que apenas acenou para mim se despedindo e então se retirou.

— Espera ai, você o conhecia? — Franzi o cenho pegando o coco que Justin me entregava. Logo ele já estava sentado ao meu lado na canga de praia.

— Não exatamente. O encontrei no bar e pedi para ele fazer essa brincadeirinha com você.

— O que? Isso foi um teste de fidelidade?

— Não exatamente isso, só estava brincando. — Ele deu um gole no seu suco e me observou cuidadosamente, ele sabia que estava começando a ficar irritada, qualquer coisa que dissesse poderia ser usado contra ele.

— E se eu tivesse flertando com ele? Iria levar tudo na brincadeira também? — Perguntei o encarando, agora ele já sabia que eu já estava irritada.

— Ai com certeza as coisas não iriam ser assim. — Admintiu.

— Então pronto. Isso foi sim um teste de fidelidade. Iria gostar que eu fizesse isso? — As pessoas ao redor já estavam começando a nos observar.

— Kelsey, se acalme, não aconteceu nada.

— Pois pra mim aconteceu, sim. — Coloquei meu coco de lado e me levantei, puxando minha bolsa junto.

— Onde você pensa que vai?

— Pra qualquer lugar longe de você. — Saí jogando areia de propósito nele, andando apressadamente para não dar chances de ele me seguir.

Justin conseguia sempre estragar alguma coisa, era incrível seu dom de fazer tudo dar certo e depois tudo dar errado.

Segui para o spa do resort, hoje era o meu aniversário e não iria deixar que ele estragasse tudo.

Segui para a sessão de passagens relaxantes, era tudo o que eu estava precisando. Deixei a minha bolsa em um armário estrando ciente de que ele tocava sem parar. Com certeza era ele e eu não estava afim de uma discussão de novo.

Segui para a minha sessão de massagem, quando abri a grande cortina branca, dei de cara com olhos familiares.

— Bom dia... — O rapaz parou de falar e sua expressão denunciou a mesma dúvida que eu estava naquele momento. Eu o conhecia de algum lugar. — Desculpe, mas já nos conhecemos? — Ele perguntou com o cenho franzido.

— Estou me fazendo à mesma pergunta, sou Kelsey, Kelsey Jenner. — Estiquei minha mão para ele e seu rosto se iluminou.

— Isso mesmo, Kelsey, a garota do resort no Havaí. Sou Peter, você já fez uma sessão de massagem comigo, lembra? — Ele ficou um pouco envergonhado ao se lembrar do que fizemos depois. Eu e Peter demos alguns amassos depois de uma sessão de massagem justo na minha "lua de mel" com o Justin, como poderia me esquecer?

— Claro, Peter, isso mesmo. Como está?

— Estou bem, agora aqui na França, as coisas melhoraram para mim. — Ele sorriu e não havia mudado absolutamente nada do que era antes.

— Fico muito feliz. — Sorri para ele e comecei a fiquei sem graça em fazer uma sessão de massagem com ele.

— E você? Lembro que há quase dois anos atrás você estava um pouco confusa e não parecia feliz.

— Muita coisa aconteceu em dois anos. — Muita mesmo. — Mas estou feliz, na medida do possível. — Dei de ombros e me sentei na espreguiçadeira de massagem.

— Tudo bem se começarmos? — Olhei para ele e suas bochechas estavam vermelhas. Fiquei com vontade de rir, mas me segurei. Ele sabia que aquilo não havia sido profissional da parte dele, mas eu me lembrava muito bem de que eu havia ido para cima, não ao contrário.

— Tudo ótimo, vamos lá. — Me deitei de bruços e desamarrei a parte de cima do biquíni. Logo senti um óleo em minhas costas e suas mãos começando a trabalhar. Ele era ótimo no que fazia, isso era sem dúvidas.

— Nossa, você está cheia de nós nos ombros, está muito tensa? — Ser sequestrada, a morte do Ryan, revelação da minha mãe biológica, do meu pai biológico... Acho que tudo isso era um bom motivo para eu estar tensa ultimamente, mas apenas disse:

— Alguns problemas, mas tudo no final se resolve.

— Com certeza, está em um lugar incrível como Bora Bora, logo estará relaxada e tranquila.

— Porque deixou o Havaí?

— Apesar de o Havaí ter um bom público, Bora Bora está em alta, ficou mais vantajoso trabalhar aqui, estou ganhando o triplo.

— Uou, muito mais vantajoso então. Mas e os familiares? A namorada... — Deixei no ar, e mesmo não podendo ver seu rosto, sabia que ele estava rindo pela pergunta.

— Meus familiares entenderam, e agora ganhando muito bem, sempre posso ir visita-los. E quando a namorada, estava namorando, mas já estou solteiro há seis meses, então nada me impediu de vir para Bora Bora.

— Sinto muito pelo seu término, é uma droga.

— Você estava comprometida, não estava? Ou casada? Não me lembro ao certo. Terminaram também?

— Não, quer dizer, teve uma época que terminamos sim, mas voltamos no início do ano e estamos juntos desde então.

— Oh, então ele está aqui?

— Sim, mas o deixei lá fora tostando no sol. — Ele riu.

— Conheço esse jeito de falar, está brava com ele, não é?

— Às vezes ele faz coisas desnecessárias que me irritam, mas logo tudo fica bem, só vou fazê-lo sofrer um pouquinho. — Ele riu de novo.

— Mulheres... — Depois quando a maravilhosa massagem acabou, Peter me deixou a sós para que eu colocasse de volta a parte de cima do meu biquíni, depois logo ele estava de volta. Ele sorriu ao me ver sentada na espreguiçadeira balançando minhas pernas.

— O que foi?

— Da última vez você estava exatamente assim. — Ele parou na minha frente e seu sorriso diminuiu, com seu olhar indo para minha boca. — E nós estávamos fazendo exatamente isso. — Então ele se inclinou em minha direção, para me beijar.

Mas senhor, não pode entrar, já tem gente... — Uma voz feminina parecia discutir com outra pessoa, mas eu não conseguia identificar ao certo. Logo a cortina branca foi aberta com força e um Justin vermelho de raiva me encarou com seus olhos em chamas.

— Posso como já fiz. — Justin rebateu para a recepcionista atrás de si. — E você pode tirando suas mãos dela. — Justin se aproximou e deu um soco em cheio no rosto de Peter. Dei um pulo da espreguiçadeira, colocando a mão no rosto em choque. — Você me fez procurar por você em todo lugar, então venha comigo sem questionar. — Assim eu fiz, olhando para Peter em forma de desculpa.

— Foi um prazer revê-lo, Peter.

— O prazer foi meu, Kelsey, qualquer coisa estou aqui. — Sorri para ele e peguei minha bolsa onde havia guardado seguindo Justin para nosso quarto logo depois.

— Você já o conhecia? — Foi à primeira pergunta que fez quando entramos em nossa suíte.

— Já, ele fez uma massagem em mim quando estávamos em "lua de mel" no Havaí. — Pronunciei com ironia e então me joguei na cama.

— Olha só, sei que não deveria ter feito o que fiz, mas ter me ignorado, ter me deixado procurar por você feito louco nesse hotel e encontrado você quase ao beijos com outro rapaz, isso foi demais.

— Isso com o Peter não foi nada, eu ia afastá-lo assim que você chegou, foi apenas um mal entendido. E sou eu que estou chateada com o que fez, de verdade. Hoje é meu aniversário e ao invés de estarmos curtindo juntos, estamos brigando e você fazendo seus testes de fidelidade ridículos por causa de Mikael. — Ele olhou para mim na mesma hora, completamente sério. — Eu sei o que se passa pela sua cabeça, não precisa nem me dizer, e eu acho que depois de tudo que já vivemos, não vai ser Mikael que vai nos separar.

— Agora você tem uma mãe e um pai, um pai muito insistente que eu sei que não irá desistir fácil. É como se, como...

— Se fosse me perder? — Ele assentiu.

— Antes era como se não tivesse ninguém, apenas a mim para cuidar e te proteger, mas agora você já tem pessoas que podem fazer isso por você, e isso faz eu me sentir sem utilidade.

— Sem utilidade? Justin, por favor. — Revirei os olhos. — Você é meu namorado, você é muito útil para mim. — Ele riu revirando os olhos, entendendo a malícia por trás. — E eu moro com você, temos uma vida de homem e mulher, de casados, é sua responsabilidade maior cuidar de mim, de estar ao meu lado. Com Jenna ou Mikael por perto não irá mudar isso em nada.

— Você está certa, me desculpa. — Ele sacudiu a cabeça e veio em minha direção, me dando um selinho demorado. — Isso não vai mais acontecer, eu prometo. — Sorri e segurei o seu rosto, acariciando com meus dedos suas marcas de nascença, suas pintinhas que marcavam alguns pontos do seu rosto. Beijei cada uma delas, acariciando suas bochechas e depois beijando os seus lábios. Nos beijamos por um tempo até irmos em um restaurante do resort para fazermos uma boa refeição.

Além da viagem, o jantar romântico na noite passada com direito a queima de fogos, Justin dizia que eu precisava de presentes para levar para casa, então lá estávamos nós andando pelas lojas caríssimas de Bora Bora.

Fiquei apaixonada por um brinco dourado onde havia uma pedra única de diamante em cima, quatro pedras em baixo formando uma borboleta, e uma pedra grande em forma gota d'agua em baixo.

Era a coisa mais linda que eu já havia visto.

— Compra. — Justin disse passando seus baços ao redor do meu ombro, notando que eu observava a joia, mas era um absurdo o preço. — Não acredito que esteja olhando para o preço, anda logo. — Ele segurou em minha mão e me arrastou para dentro da loja. — Gostaria daqueles brincos dourados que estão no mostruário. — Justin indicou os pares e rapidamente a atendente loira — e muito bonita — pegou uma caixinha preta e colocando-a em cima do balcão. Quando ela a abriu, a joia dourada brilhava fazendo meu olhar se iluminar. — Irei leva-la. — Justin pronunciou por mim com a atendente rapidamente já indo fazer os procedimentos.

— É maravilhosa, mas não preciso de mais para o meu aniversário.

— Precisa sim, tudo que você quiser, pode levar.

— Tudo mesmo?

— Tudo que for possível comprar. — Disse dando de ombros. Acho que Justin se arrependeu de ter dito isso depois de eu ter entrado em várias lojas e ter o feito carregar milhares de sacolas.

Enquanto eu olhava um lindo vestido preto, notei algumas mulheres cochichando enquanto olhavam para Justin. Ele estava sentado em uma grade poltrona — e muito irritado — com as milhares de sacolas e caixas ao seu redor enquanto eu decidia o que comprar. Eu sabia que ele havia notado todas as olhadas e risadinhas das moças, mas estava com uma expressão de indiferente.

Mas quando uma delas deu um tchauzinho para ele achando que eu não estava vendo, isso foi o limite para mim. Fui em sua direção que notou o meu olhar feroz, por um momento passou pelo seu rosto que eu iria fazer um barraco ou brigar com ele, mas na verdade eu me sentei em seu colo com as pernas abertas e o beijei como se não houvesse o amanhã.

Ele se assustou, mas logo sorriu entre o beijo e entrou no meu jogo apertando minha bunda e minhas coxas, enquanto intensificava o beijo.

— E o lance sobre fidelidade? — Murmurou entre o beijo, abrindo um sorrisinho.

— Cala a boca. — Dei um tapinha em seu ombro e saí de cima dele, então peguei o vestido preto que havia gostado e fui em direção as atendentes com um olhar superior. Todas estavam constrangidas e com uma expressão em choque.

Era disso que eu gostava.

— Cartão ou dinheiro? — Uma delas perguntou, engolindo em seco.



Quando voltamos para suíte, já estava anoitecendo, foi quando finalmente Justin disse que poderíamos usar um pouco os nossos celulares — já que havíamos combinado de não perder tempo com trabalho ou redes sociais.

Estava apoiada no batente da porta que dava para a varanda admirando o mar enquanto conversava um pouco com minha prima pelo celular, depois respondi as mensagens de Caitlin e de todos os garotos que me desejaram os parabéns, até sentir as mãos de Justin em meus braços, depois as subindo para afastar os meus cabelos para ter acesso ao meu pescoço. Fechei meus olhos ao sentir seus beijos, então com sua outra mão ele suspendeu meus brincos novos perto do meu rosto.

— Fantasiei você usando eles, apenas eles. — Sussurrou sedutoramente em meus ouvidos e então desceu sua mão para colocá-los na minha. — Estou aguardando no mar. — E então passou por mim, me fazendo notar só agora que ele estava completamente nu. Completamente.

Admirei sua bunda impecável enquanto ele andava pela varanda a minha frente e se jogada no mar.

Ao fundo o cenário era maravilhoso, o céu alaranjado com o por do sol.

Sorri maliciosamente e comecei a tirar meu biquíni, colocando apenas os brincos.

E Então fui em direção ao mar.

Em direção a ele.




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