Aggravation


NOTAS INICIAIS: Leiam as "Notas Finais" desse capítulo, tem informações importantes. Obrigada meus chuchus.  


Estendi a toalha sobre a espreguiçadeira e me deitei para pegar um pouco de sol com o meu biquíni azul turquesa. Havia acabado de voltar da minha consulta de rotina, Justin estava trancado em seu escritório, e Caitlin, bem... Fazia uma semana que estávamos afastadas desde que ela se incomodou com minhas perguntas sobre sua família.

Gostaria de perguntar a Chris, mas do jeito que andava irritado e de cara fechada, pensei melhor e decidi que não era uma boa ideia.

Alguém tampou o sol, o que me fez olhar para cima para ver quem era. Castiel.

— Como vai?

— Pegando um sol, mas você o tampou, então se afaste.

— Bom dia pra você também. — Murmurou se afastando e sentando na espreguiçadeira ao lado. — Passou protetor?

— Óbvio, não sou desnaturada. — Acariciei minha barriga cheia de protetor. Ela estava formando um pequeno ovinho no centro, sinal de que já estava crescendo.

— Está irritada comigo, ou com Caitlin e está descontando em mim? — Bufei e me sentei para encará-lo melhor.

— Não estou irritada com você, e nem sei por que ainda estou irritada com Caitlin, deve ser efeito da gravidez.

— Caitlin está irritada com você e não está grávida... Bom, pelo menos espero que não esteja. — Ele riu da sua piadinha sem graça, ficando sério ao notar meu olhar sem humor sobre ele. — Agora é sério, você precisa conversar com ela.

— Ela já te disse algo sobre a família dela? 

— Nunca. Sempre foi um assunto proibido, não a culpo, tive um passado ruim com minha família, respeito sua decisão.

— Tive um passado ruim com a minha e ela sabe.

— Mas ainda é diferente, ela chegou a ver você conviver com as coisas ruins, é diferente de algo que Caitlin já deixou para trás há muito tempo.

— Eu só queria saber, só isso, não precisava de todo o temperamento dela. — Ele riu e se sentou na espreguiçadeira se inclinando para mim e beijando o alto da minha cabeça.

— Só converse, ela estava na cozinha antes de eu ver que você estava aqui, vai lá. — Olhei para ele como quem dizia "nem pensar", mas seu olhar duro e insistente me fez ceder. Levantei emburrada e fui em direção à porta. — Deixe os hormônios calmos, não piore a situação. — Castiel gritou quando eu já estava entrando na mansão. Olhei para ele de relance e mostrei o dedo no meio que o fez rir.

Fechei a porta de correr que separava da cozinha e piscina, Caitlin ainda estava lá tomando seu café-da-manhã-almoço, já que acordava sempre tão tarde.

Ela me olhou de relance antes de morder seu pão e beber seu suco. Peguei um copo e me aproximei, pegando um pouco de suco para mim. Sentei-me sobre a mesa e continuei a beber meu suco, sempre trocando olhares discretos com Caitlin.

— Ok. Vou ser bem sincera com você. — Comecei batendo o copo quase vazio sobre a mesa. — Não sei o porquê de estarmos ainda afastadas. Quer dizer, eu sei, mas ao mesmo tempo não sei. Consegue me compreender?

— Não porque você é louca, principalmente com seus hormônios de grávida. — Ela me olhou e um sorrisinho começou a se formar em seu rosto, logo estávamos rindo alto disso tudo. — Você é muito louca. — Caitlin pegou seu prato e copo para retirar da mesa.

— Olha quem fala, você que começou com o drama. — Respondi me levantando da mesa e recolhendo meu copo.

— E você não precisava ter continuado com ele. — Revidou.

— Eu sou uma mulher grávida, você não deveria nem ter começado.

— Agora vai sempre por desculpas na gravidez? — Parou para me encarar, cruzando seus braços.

— Justo, não é nada fácil, e é só o início, por falar nisso, ouvi o coração das duas hoje.

— Mentira! E eu perdi? Sua má. — Pegou um pano de prato e arremessou em mim causando o mesmo impacto de uma pena caindo sobre minha pele. — Só não jogo coisa pior por causa das meninas, dê graças a Deus por isso.

— Queria que eu fizesse o que? Você sabia da minha consulta e não disse nada.

— Não achei que já iriam ouvir o coração, não acredito Kelsey. — Balançou as pernas com birra.

— Fique calma, obvio que pedimos para gravar, chame Castiel e me espere na sala, vou buscar o DVD. — Corri pela casa e subi rápido as escadas indo para meu quarto pegar o DVD em minha bolsa, quando voltei, Castiel e Caitlin já me aguardavam na enorme sala.

— Está aqui, se preparam. — Tirei o CD da capinha e coloquei em nosso DVD, logo a imagem começou a reproduzir mostrando a ultrassom. As gêmeas ainda em formação apareceram na tela com o som do coração dominando o ambiente. Sorri ao reconhecer o som e meu coração se encheu de amor como se eu estivesse ouvindo pela primeira vez. Olhei para Caitlin e Castiel para ver suas reações, os dois estavam com os olhos marejados. — Então...? — Despertei a atenção deles que desviaram seus olhares para a TV e se voltaram para mim.

— Isso é muito lindo, Kelsey, estou sem palavras. — Castiel deixou escapar com um suspiro admirado. Olhei para Caitlin e a mesma parecia se segurar para não cair em lágrimas descontroladas.

— Não sei o que dizer... É tão perfeito. Meus parabéns, estou muito feliz por você. — Enfim ela chorou se aconchegando no ombro de Castiel. Sorri para aquela cena e fui até ela me sentando ao seu lado apoiando minha cabeça em seu ombro.

Ficamos nós três assim, um apoiado no ombro do outro, até que Caitlin se afastou nos permitindo olhar para ela.

— Nunca falei dos meus pais porque me magoa, lembro o quanto eu e meu irmão sofremos por eles terem nos abandonado. Não se deve simplesmente desistir dos seus filhos só porque você não os compreende, sabe? São seus filhos, você deve lutar por eles. — Ela levantou seu olhar para encontrar os meus. Seus olhos azuis que sempre são tão lindos estavam escuros e magoados com lágrimas descontroladas escorrendo pelo seu rosto.

— Eu entendo bem, desculpe por forçar você a falar sobre isso, se não quer falar sobre sua família, irei respeitar.

— Obrigada! — Ela me abraçou apoiando sua cabeça em meu ombro. Olhei para Castiel e ele sorriu para mim assentindo com a cabeça, como se quisesse dizer que fiz a coisa certa.

Para compensar, eu e Caitlin passamos o dia no Shopping fazendo o que mais amamos: compras. Castiel deu graças a Deus por ter se livrado de vir, ficando em casa com Justin e os outros, queríamos que esse momento fosse só nosso.

Fomos ao cinema e depois partimos para as compras, precisava de roupas que pudesse usar para quando minha barriga estivesse enorme como se eu tivesse engolido duas melancias.

No final, paramos para comer, estava louca por uma torta de bombom e outra de limão, faz muito sentido um sabor para o outro, Caitin brincou.

— Já pensou em nomes? — Quis saber.

— Sempre, vários, o tempo todo, mas nunca sei exatamente qual. Vou desistir de escolher antes de elas nascerem, preciso olhar para elas e decidir qual nome irá combinar com elas.

— É uma boa ideia, mas já vou dizendo que Caitlin é muito lindo. — Ela abocanhou um pedaço enorme de torta me olhando como se não quisesse dizer nada.

— É um nome muito lindo, é claro, mas só na minha melhor amiga. — Pisquei para ela e mordi um pedaço da minha torta, isso estava maravilhoso de revirar os olhos.

A tela do meu celular brilhou avisando ser nova mensagem de Justin. Abri a mensagem e senti meu coração parar por um segundo.

— O que foi? — Caitlin perguntou assim que viu minha reação em choque.

— Precisamos voltar, agora!

Caitlin mal havia estacionado e eu já estava para fora do carro indo para a mansão. Podia sentir Caitlin correndo atrás de mim completamente confusa sobre o que estava acontecendo, mas eu simplesmente não conseguia falar, se eu falasse tornaria a situação real e era justamente tudo o que eu não queria.

Segui as vozes que vinham da cozinha encontrando Jenna e minha prima Meg conversando com Justin, mas assim que notou minha presença, suas conversas se sessaram.

— Kelsey, que saudades. — Minha mãe veio em minha direção e me abraçou forte, tentando segurar as lágrimas. Olhei para Justin e Meg em busca de respostas, mas os dois se mantiveram passiveis e sem expressões.

— O que aconteceu? Onde está minha tia? — Perguntei quando nos afastamos, fitando seu olhar angustiado.

— Ela está repousando agora. — Suspirei aliviada. Quando recebi a mensagem de Jenna de que estava aqui com Meg, pensei logo no pior. Achei que minha tia estivesse morta e ambas vieram trazer a péssima notícia.

— Posso vê-la?

— Claro, mas antes precisamos conversar.

— Sente-se. — Justin disse vindo em minha direção pousando suas mãos em meus ombros e me conduzindo para uma cadeira ao lado de Meg. Aproveitei para abraça-la forte.

— Senti sua falta. — Sussurrei em sue ouvido.

— Eu também. Muita. — Ficamos abraçadas por mais um tempo antes de nos afastarmos e eu notar seus olhos marejados.

— O que aconteceu? O clima está péssimo. — Caitlin perguntou se juntando a nós.

— Ela tem razão, o que vocês estão fazendo aqui? O que aconteceu? — Jenna trocou olhares com Meg e Justin antes de se aproximar e se sentar ao meu lado, tocando minhas mãos carinhosamente.

— Ontem levei sua tia para uma consulta de rotina... — Pausou emudecendo seus lábios antes de continuar, mas sem olhar nos meus olhos. — Eu sinto muito... — Sua voz saiu entrecortada com as lágrimas a preenchendo. Olhei assustada para minha mãe caindo em lágrimas enquanto tentava me dizer algo.

— O que está acontecendo? Você não disse que ela está aqui repousando? — O medo da verdade me preencheu.

— Ela não está mais correspondendo ao tratamento. — Disparou Meg olhando fixamente para seus dedos entrelaçados. — Ontem fomos ao médico e seu corpo não está mais correspondendo.

— Mas... Não tem nenhum outro tratamento...

— Já estávamos no último tratamento que poderiam fazer com ela — Jenna conseguiu dizer depois de sessar suas lágrimas. Último tratamento? Para mim ainda estavam no primeiro procedimento. — Não disse nada para não atormentá-la, você já tem seus problemas e está grávida, mas agora que descobrimos que não a mais nada para se fazer, Beth me pediu para voltarmos hoje, ela queria passar todo o tempo com sua família. — Ela fungou ao terminar de falar e pegou seu copo de água que estava sobre a mesa, bebendo-a.

Eu simplesmente não conseguia acreditar nisso, não conseguia acreditar que isso era possível.

Levantei-me rapidamente e saí da cozinha.

— Kelsey? — Justin me gritou, mas ignorei, subi as escadas rapidamente e parei no corredor. Não sabia qual quarto era. Mas se ela estava doente, com certeza era um dos primeiros quartos, Justin não colocaria ela em um quarto distante para dificultar. Olhei para o primeiro quarto de hospedes do corredor e fui calmamente até lá, segurei a maçaneta por um tempo antes de abri-la calmamente. Olhei o espaço por dentro e encontrei o corpo miúdo sobre a cama, frágil.

Senti meu coração se despedaçar em mil pedaços. Ela era tão forte e viva, olha no que se transformou.

Beth estava deitada de olhos fechados, então entrei e fechei a porta sem fazer barulho, aproximando bem de vagar. Sua cabeça estava enrolada por um lenço, todos seus cabelos não existiam mais. Eu odiava essa doença e pelo o que ela fazia com as pessoas.

Quando toquei levemente sua mão fria, seus olhos se abriram.

— Desculpe, não queria acordá-la. — Um sorriso se alargou em seu rosto.

— Só estava descansando, me dê um abraço, senti sua falta garota. — Correspondi seu sorriso e a abracei, tentando ao máximo não deixa-la fazer esforço. — Como você está? E essas meninas? — Acariciou minha barriga — Fiquei tão feliz com a notícia.

— Estamos muito bem. — Então o sorriso do meu rosto se fechou e minha garganta se apertou. — Já estou sabendo. — Esperei por sua reação, mas tudo o que fez foi sorrir e me puxar para deitar em seu peito. Suas mãos acariciaram meu cabelo enquanto tentava não por meu peso sobre ela. Tudo nela parecia ser tão frágil.

— Tudo vai ficar bem porque estou finalmente com minha família completa. — Sorri e as lágrimas começaram a escapar até eu me pegar chorando compulsivamente sobre Beth. Ela começou a cantarolar calmamente alguma música de ninar que eu desconhecia com seus dedos afagando meus cabelos.

Foi um momento de paz com angustia ao mesmo tempo, mas pelo menos estava sendo o meu momento com ela.


NOTAS FINAIS: FALTAM 13 CAPÍTULOS PARA O FIM DE AFG. Esse capítulo foi bem mais calmo e mais curto em comparação aos outros, mas ele precisou ser assim. Achei que não iria conseguir postar hoje pq andei atarefada, mas o tempo que tive de madrugada eu fiquei escrevendo para não me atrasar, quero terminar AFG ainda esse ano. Como já avisei, não terá 4ª temporada, AFG acabará nessa temporada definitivamente, mas eu lançarei uma nova fanfic de máfia assim que AFG acabar. Mais pra frente eu explico melhor como será isso, mas já fiquem vocês sabendo que irá me desafiar MUITO, será o meu melhor trabalho até hoje e vai ser FODA PRA CARALHO (desculpe o palavreado haha). Estou muito empolgada já trabalhando na preparação das capas, sinopses e conteúdo. Quando estivermos perto irei explicar melhor a situação, agora ainda é cedo, mas estou extremamente ansiosa (e será uma fanfic de temporada ÚNICA, não irei fazer continuação), primeiro que o enredo não pede outras temporadas, segundo que essa será minha ULTIMA fanfic, será minha despedida do mundo das fanfics, mas isso não quer dizer que irei parar de escrever, irei sim escrever, mas irei escrever livros, personagens originais, nada relacionado ao Justin. 


Enfim, já falei demais, quando estivermos mais perto do final de AFG eu volto com mais informações da fic nova. Obrigada por todo o apoio, vcs são incríveis <333

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