Kidnapped - Parte 1

POV. Justin

"Ao infinito e além."

Quando eu era criança eu adorava essa frase, mas não fazia ideia do que ela poderia me representar quando adulto. O infinito e além era tudo que eu queria e ansiava cada vez mais.

E Mikael teria a maior derrota de sua vida.

Estávamos a dias planejando esse grande ataque, e finalmente o dia estava cada vez mais próximo.

Mikael iria cair de se esborrachar de cara no chão, ficando sem nenhum dente.

Estava contente por tudo estar bem com Kelsey, por termos pelo menos conseguido resolver essa parte da nossa vida. Apesar de ainda estar puto com Jenna, estava contente por Kelsey estar feliz de novo, por ter buscado uma forma de perdoá-la.

E ela era minha novamente, eu a tenho em meus braços.

- Justin, está ouvindo? - Nolan estalou seus dedos perto dos meus olhos. Pisquei os olhos rapidamente e olhei para todos me encarando no escritório.

- Está viajando para qual parte do corpo da Kelsey? - Provocou Chaz.

- A curva da coxa inferior indo pra virilha, e você sabe... Oh, claro que não sabe, e nunca saberá. - Sorri me gabando, então peguei um charuto na minha gaveta e o coloquei entre os dentes, pegando o isqueiro.

Todos deram risada, mas Chaz não conseguiu disfarçar o quanto ficou sem graça.

- No dia, onde Kelsey ficará? - Caitlin perguntou. Como sua segurança pessoal, não me surpreendeu a pergunta. Era o seu dever proteger Kelsey.

- Na mansão, mas com a segurança máxima ativada. - Caitlin assentiu, ela já sabia o que fazer. A mansão havia um sistema de proteção máxima se caso algum filho da puta quisesse invadir de repente.

Coisa que eu esperava que Mikael não tivesse pensado antes.

- Quando podemos começar o primeiro ataque? - Christian perguntou tirando seu olhar da tela do seu notebook por alguns instantes para encarar meus olhos.

- Em menos de uma semana.

POV. Kelsey

Estava deitada na cama de costas para a porta do quarto, olhando para o céu pela porta da varanda. O ar estava ligado e um frescor deixava o ambiente agradável. Mesmo não sendo tão necessário ar-condicionado no Canadá, na mansão de Justin havia de tudo, porque não teria um ar-condicionado para os dias ensolarados?

Escutei a porta do quarto se abrindo, e mesmo sem olhar para trás, eu sabia que era ele só pelo jeito que o seu corpo se movimentava.

Ele se deitou ao meu lado e me envolveu em seus braços, cheirando meus cabelos e beijando meu pescoço, me puxando para perto do seu corpo quente.

- No que está pensando? - Justin sussurrou perto do meu ouvido.

- Em coisas aleatórias.

- Tipo?

- O ar-condicionado. - Ele riu fracamente, e o conhecendo do jeito que conheço, ele estava com uma expressão divertida e cenho franzido. Virei meu rosto para encará-lo e ele realmente estava com uma expressão de humor e cenho franzido.

- Porque justo ar-condicionado?

- Só estou pensando aleatoriamente, nada de importante.

- Percebi. - Ele riu e beijou minha bochecha com força, fazendo cócegas.

- Está fazendo cócegas, PARA! - Gritei dando risada enquanto ele continuava, até que finalmente parou e me olhou.

- Não me contou ainda porque decidiu perdoar Jenna naquele momento. - Suspirei pesadamente e continuei a encarar os seus olhos por um breve tempo.

- Estava conversando com Megan, e deu para perceber que ela está desmoronando por dentro com toda essa história da mãe. Então ela me perguntou como tive forças para superar tudo, então percebi que minha força veio de Jenna. Tudo desmoronou, mas ela continuou lá. - Ficamos em silêncio por um tempo.

- Pensando por esse lado, ela realmente mereceu o perdão. Ela cuidou de você quando eu fui fraco e não fiz nada a respeito.

- Justin, isso já passou...

- Não, é sério Kelsey. - Ele levantou seu corpo e apoiou suas mãos no colchão, me deixando por baixo dele enquanto ele me fitava. - Eu deveria ter ficado ao seu lado, ter te dado apoio. Caralho, você tinha acabado de descobrir que era um Arquivo, que Castiel havia lhe traído, eu deixei os ciúmes falarem mais alto, eu só pensei em mim mesmo.

- Para de se martirizar com o passado, não vale a pena ficar voltando ao que já aconteceu. O que é importa é que estamos aqui agora, consertando os nossos erros.

- Sei que você sabe que tudo vai ficar pior em dias, e tem chances de...

- Não fala, por favor. - Minha voz saiu entrecortada, sentindo um nó se formando nela. Não aguentaria ouvir de ninguém - muito menos dele -, que ele teria chances de não sair vivo dessa guerra estúpida. - Não fala isso, só me prometa que irá voltar vivo. - Ele ficou sustentando olhar por um tempo,

- Eu prometo. - Suspirei aliviada e o beijei, sentindo a maciez dos seus lábios, pedindo secretamente para que eu nunca ficasse sem isso de novo.

- Vou tomar um banho, quer ir comigo? - Sorriu maliciosamente.

- Sem chances, ou esqueceu que ainda estou andando torta? - Ele gargalhou.

- Eu vou de leve. - Começou a beijar meu pescoço, com sua mão alisando a minha coxa.

- Sem chances, sai. - O empurrei e tentei sair da cama, mas ele me puxou de volta. - Me larga, Justin. - Dei risada enquanto tentava me soltar dele. Finalmente me soltei e saí correndo pelo quarto, indo até a porta. Antes de sair olhei para trás vendo um Justin com cara de cachorro sem dono. - Nem adianta fazer essa carinha, aproveite e tome um banho bem gelado. - Então fechei a porta e fiquei rindo sozinha no corredor.

Estava com fome, mas como estava perto do almoço, não queria comer nenhuma besteira antes, então fui até o quarto de Caitlin dando duas batidas na porta.

- Ah, oi? Quem é? - Sua voz saiu apreensiva e então escutei mais de uma voz lá dentro.

- Caitlin? É a Kelsey, está tudo bem? Posso entrar?

- Ah, Kelsey? Espera só um minutinho... - E então a porta foi aberta com um Caitlin branca feito papel na minha frente. - Oi, o que foi?

- Como assim "o que foi?", você nem questiona quando eu apareço.

- É que... - Ela ficou pensando em uma desculpa muito boa, ela era péssima em disfarçar. - É que eu ia me depilar. - Ela sorriu nervosa, bloqueando a passagem da porta.

- Me deixe entrar. - Entrei a empurrando, encontrando o quarto do mesmo jeito de antes.

- Quer falar alguma coisa? - Ela disse fechando a porta e se aproximando de mim, sempre cautelosa com meus passos.

- Porque está tão nervosa? E eu ouvi vozes. - Cruzei meus braços e a encarei com superioridade, adorando me divertir com a pobre Beadles. Ela estava escondendo alguém ali, isso era certeza.

- Deve ter sido a TV.

- Que desculpa mais de filme, Caitlin, por favor. Aposto que ele está no banheiro. - Fui até a porta do banheiro a abrindo, encontrando o mesmo vazio.

- Já falei que não tem ninguém... - Ela parou de falar quando me viu olhando para a posta do Closet. - Sai! - Ela disse correndo na direção da porta e bloqueando a passagem. - Não tem ninguém aqui, já disse.

- E porque está bloqueando a porta do Closet? - Cruzei os braços e esperei por uma resposta, mas a mesma estava tão perdida que não sabia nem o que dizer. - Sai da minha frente, Caitlin. - A puxei pelo braço, tirando-a de frente da porta e abrindo-a, encontrando um Castiel parecendo com um cãozinho que fez arte e está com o rabinho entre as pernas. - Castiel? - Olhei para Caitlin e depois voltei a olhar para ele. - O que faz aqui? - Então arregalei meus olhos e botei minha mão na boca, quase rindo. - Não, não, não, não acredito. É o que estou pensando? - Perguntei com uma diversão estampada em meu rosto, estava me controlando muito para não rir.

- É, é o que você está pensando. Estou fodendo com a Caitlin.

- Castiel! - Caitlin o repreendeu com os olhos esbugalhados. Eu caí na gargalhada. - Não tem graça, Kelsey. - Revirou os olhos.

- Ela iria saber de uma forma ou de outra. - Castiel tentou se defender.

- Mas não desse jeito, eu avisei que eles voltariam hoje.

- Mas eu esqueci, é crime agora? - Ri mais ainda da briguinha dos dois. Estavam parecendo um típico casal.

- Isso está acontecendo há quanto tempo? - Perguntei tentando me acalmar.

- O que? A paquera ou o sexo? - Caitlin perguntou inocentemente.

- Então estava rolando paquera muito antes e eu só estou sabendo agora? - Caitlin notou que havia falado merda e ficou roxa de vergonha.

- Desde aquele dia em que levou Caitlin junto para o restaurante, trocamos telefone disfarçadamente. - Castiel confessou. Bem que naquele dia Caitlin elogiava muito a aparência de Castiel, e o mesmo estava cheio de elogios para Caitlin. Como não havia percebido que já estavam se paquerando ali?

- E o sexo? - Quis saber, não ia deixar essa passar nem de brincadeira.

- Só aconteceu há dois dias quando foi viajar pra Califórnia. - Caitlin estava emburrada parecendo aquelas pré-adolescentes respondendo perguntas que a mãe chata fazia ao descobrir que a filha havia perdido a virgindade. E no caso eu era a mãe chata, e estava amando isso.

Era bom torturá-la um pouco.

- Porque não me contou que estava de interesse em Castiel? Achei que eu fosse sua melhor amiga. - Voltei a olhar para Castiel. - Achava que era amiga dos dois.

- E você é. - Os dois responderam juntos, mas quando Caitlin deu uma olhada para Castiel, o mesmo se encolheu e deixou com ela.

- Só queríamos ter certeza de tudo antes de sair espalhando, fora que vai dar merda. Tem o Justin e o meu irmão.

- Justin você descarta, ele não tem nada a ver com a sua vida. Já seu irmão... Você ainda não sabe como ele vai reagir então não se precipite.

- Mas e se ele ficou com uma má impressão de Castiel no passado? Não sei ainda o que fazer.

- A situação aqui é simples, para de complicar. Você gosta dele? - Perguntei olhando para ela, mas apontando para ele. Ela o olhou por um tempo e então seus olhos se suavizaram, e só pelo olhar eu pude ver o carinho que ela sentia por ele.

- Gosto! - Disse sorrindo.

- E você? - Agora eu olhava para Castiel, ele desviou seu olhar de Caitlin e me encarou assustado. - Gosta dela? - Ele voltou a olhar para Caitlin e engoliu em seco. Homens, sempre com dificuldade de expressar o que sentem, mesmo estando explícito nos olhos.

- Gosto! - Disse por fim, sorrindo para ela da mesma forma que ela sorria para ele.

- Então pronto, não tem Justin, Christian, ninguém. Vocês se gostam e querem estar juntos, ponto final.

Os dois se entreolharam e sorriram de novo, entendendo que eu estava completamente certa.

- Tudo bem, mas vamos esperar esse ataque passar para contarmos a todos, vai ser nessa semana ainda. - Disse Caitlin fazendo meu coração parar.

- O que? - Olhei incrédula para a mesma que se encolheu, se dando conta que havia falado o que não devia - de novo.

- É melhor ficar de fora dessa, Kelsey, esquece que sabe sobre isso. - Olhei para o chão e suspirei pesadamente, sem saber direito no que pensar ou sentir.

- Zeke quer te ver, Kells. - Castiel disse chamando minha atenção para ele. - Amanhã ele se muda pra Nova Iorque, conseguiu o emprego de chefe de cozinha.

- Ai meu Deus, isso é sério? Isso é incrível, ele passou no teste então?

- Sim, passou, está todo contente.

- Tudo bem, vou ir agora encontrá-lo, quero desejar uma boa viagem e que tudo possa dar certo lá.

- Vai ser bom, ele está nervoso. - Caitlin disse sorrindo. - Muita bobeira, ele é ótimo no que faz.

Isso eu tinha que concordar.

Todas as vezes que comi alguma refeição preparada por Zeke, estava simplesmente maravilhosa. Ele com certeza nasceu para isso, nasceu com esse dom magnífico.

Estacionei meu grande carro que chamava atenção por onde eu passava, e segui pelo o caminho de sempre. Sabia que Zeke não estaria trabalhando porque Castiel já havia me informado que ele já tinha pedido demissão e já estava empacotando suas coisas.

Alguns homens na cozinha sorriram para mim, do mesmo jeito que faziam, fazendo meu estomago embrulhar, mas então rapidamente já estava descendo as escadas e indo para o porão.

Meu Deus, a vida de Zeke iria mudar da água para o vinho. De uma simples quitinete em um porão para um apartamento de luxo em Nova Iorque. Ele iria atingir o sucesso, eu tinha certa.

- Toc-toc. - Disse assim que desci as escadas e olhei para as coisas espalhadas. Não havia muitas caixas como eu imaginava que teria. Zeke estava separando algumas roupas e olhou para mim.

- Kelsey? Que surpresa boa. - Ele veio em minha direção e me abraçou me rodopiando, tirando meus pés do chão. - Aposto que veio procurar Castiel, não é? - Ele riu. - Mas ele...

- Eu sei que ele não está aqui, eu estava com ele até agora pouco.

- Estava? - Cruzou o cenho. - Ele disse que ia ao mercado comprar algo pra minha despedida.

- Talvez fosse mesmo, mas primeiro fez um atalho para a cama de Caitlin. - Ele pareceu confuso, mas quando entendeu, arregalou os olhos em surpresa e começou a rir.

- Eles estão ficando?

- O peguei agora pouco no quarto de Caitlin, acho que estão bem.

- Fico feliz por ele, estava preocupado em ir e... Você sabe. - Ele deu de ombros, se sentindo envergonhado por demonstrar que se importa com outro homem. Homens.

- Isso é normal, vocês são amigos e você quer o seu bem, fico feliz em ver que Castiel estava mesmo em boas mãos. - Sorri para ele e baguncei seu cabelo. - Mas então, ele me contou a novidade.

- É por isso que veio? - Ele cruzou seus braços e me fitou com um sorrisinho nos lábios. Opa. Fique com o sensor de "o mantenha afastado" ligado, Kelsey.

- Sim, vim desejar boa sorte, ainda bem que voltei de viagem a tempo. Eu sabia que conseguiria Zeke, você nasceu pra isso, é muito bom. - Ele sorriu orgulhoso, mas continuava me olhando de forma estranha.

- Isso foi melhor de ouvir do que "você foi contratado".

- Que exagero. - Dei um tapa em seu braço enquanto ria, mas então ele o segurou e me puxou contra o seu peito. Fiquei séria na mesma hora encarando seus olhos azuis.

- Desde que você apareceu aqui, eu olhei pra você e disse "que coisinha mais linda". - Meu coração acelerou, batia tão rápido que qualquer pessoa que estivesse do outro lado do mundo poderia ouvir. Não de amor ou desejo, muito pelo contrário. Eu estava desesperada. - Então eu percebi que você precisava de um tempo, precisava curar as feridas, e se eu fosse contratado, eu iria convidá-la para ir comigo a Nova Iorque. - Arregalei meus olhos tão abruptamente que eles quase pularam para fora. Era isso mesmo que eu estava ouvindo? Meu Deus, Zeke estava se declarando para mim. - Mas então você voltou para um babaca de novo, perdendo a oportunidade de viver algo novo e feliz. - Ok, agora isso não vai ficar assim.

- Zeke... - Tentei me afastar, mas ele me manteve firme grudada em seu peito. - Não fale de Justin, você nem o conhece.

- Sei o suficiente com o que Castiel me disse.

- Castiel não conta, os dois não se suportam. E não nos separamos por culpa dele, foi por culpa de outra pessoa, então não fale o que não sabe.

- É sério que vai desperdiçar a chance de ter uma vida de verdade com alguém que pode lhe dar uma rotina de pessoa normal?

- Sim, e não será desperdício quando se torna algo que não quero. - Seu rosto endureceu, com certeza foi um tapa na cara. - Eu sempre odiei todo esse mundo, meu pai... - Balancei a cabeça ao ouvir a estupidez que eu havia acabado de dizer. - Parker pertencia a esse mundo, e eu sempre odiei, mas agora eu percebi que não odeio pelo simples fato de não conseguir imaginar uma vida sem Justin, sabe por quê? Porque eu o amo, e é insuportável só em imaginar uma vida sem ele. - Ele continuou paralisado, me olhando fixamente, até que suspirou e passou sua língua nos lábios para umedecê-los.

- Você parece certa do que quer.

- Como nunca estive antes.

- Já que não irá comigo, pelo menos uma coisa eu preciso que se realize. - E então ele se aproximou e esbarrou seus lábios nos meus. Automaticamente meus lábios se abriram para selar os seus nos meus, mas da mesma forma tão rápida como tudo aconteceu, eu já estava o empurrando para longe.

- Que porra é essa, Zeke? - Passei o peito da minha mão na boca, para limpar. - Porque fez isso? - Ele me olhou paralisado, talvez porque esperasse por outra reação. Ele realmente achou que eu iria gostar e ceder depois de tudo que eu disse?

- Desculpe, Kelsey. - Ele suspirou derrotado e se sentou em uma poltrona. - Me desculpa, não devia ter feito isso.

- Não, eu que não devia ter vindo. - Comecei a me virar para sair dali, mas senti sua mão puxando o meu braço.

- Por favor, não quero ir embora com a gente desse jeito. - Ele me olhava com súplica, e eu podia ver o arrependimento em seus olhos. Mas e eu? Como ficava o meu arrependimento? A minha culpa?

- Você me deixou em uma situação complicada agora, Zeke. Realmente não deveria ter feito isso. Quando euestiver afim eu ligo pra você. - Puxei meu braço de volta e subi as escadas. Precisava sair dali o mais rápido possível.

Dei graças a Deus por Zeke não ter ido atrás de mim. A culpa caiu em peso em cima das minhas costas, mal permitindo que eu andasse. Isso pode ser considerado traição? Eu traí Justin? Meus lábios se encostaram aos lábios de Zeke, então isso foi traição.

Apoiei em meu carro e coloquei minha mão na testa me lamentando, tentando pensar no que eu faria quando senti meu celular vibrar em meu bolso da calça avisando ser uma mensagem nova. O peguei com medo de ser Zeke ou Justin, mas era uma mensagem de Caitlin.

"Preciso que me encontre, estou aguardando.

PS.: Não conte a ninguém."

E logo abaixo havia o endereço do local. Eu não fazia ideia de onde aquilo ficava. Também não fazia ideia do que Caitlin estava tramando.

Entrei no carro sem pensar duas vezes e joguei o endereço no GPS. Logo eu já estava na estrada seguindo pela rota mais rápida que o GPS me mostrou. Não fazia ideia que lugar era aquele, e quando notei que o caminho estava ficando fora da cidade, comecei a ficar nervosa.

O que será que estava acontecendo para Caitlin me pedir para eu encontra-la tão afastada da cidade?

Quando cheguei ao endereço, notei que estava em uma lanchonete de estrada, onde tudo ao redor era vazio. Estacionei em uma vaga e olhei ao redor, tentando achar algum carro branco com rosa exagerado de Caitlin: Nada.

Olhei para dentro da lanchonete e tentei ver através dos vidros, havia poucas pessoas. Nem perdi meu tempo em entrar para tentar encontra-la, haviam quatro carros estacionados e o único luxuoso que poderia ser o possível carro de Caitlin, era o meu.

Todos os outros estacionados eram latas velhas que estavam anos na estrada, Caitlin nunca dirigiria um tipo de carro assim. Encostei-me à lateral do meu carro e peguei meu celular, conferindo de novo a mensagem. O endereço estava correto, era exatamente aqui.

Então escutei um barulho de carro vindo em alta velocidade, levantei a cabeça vendo uma Range preta vindo em direção da lanchonete. Esperei se aproximar para tentar ver se era realmente Caitlin em outro carro para disfarçar, mas então o carro parou bem ao meu lado e ficou parado.

Cruzei o cenho e continuei parada tentando olhar através do vidro fumê, e quando meu subconsciente gritou "corra", a porta já estava sendo aberta rapidamente com dois homens encapuzados saindo da mesma.

Tentei voltar para o carro, mas eles foram mais rápidos e conseguiram me imobilizar. Tentei gritar para as pessoas dentro da lanchonete, mas uma mão grande com uma grossa luva preta já estava cobrindo a minha boca.

Depois a última coisa que eu vi foi à escuridão.


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