Desejos Oprimidos
Seus olhos me fitavam com uma mistura de preocupação e angustia. Tudo bem cautelosamente enquanto meu corpo se mantinha paralisado, possivelmente com meus olhos arregalados e parecendo um ratinho encurralado pelo gato.
— Vai ficar ai parada me olhando ou vai dizer o que está pegando? — Havia preocupação em sua voz, mas também irritação, como Justin sempre me dizia: As coisas com ele tem que ser rápidas e diretas.
— É... — Gaguejei. Droga. — Não é nada de mais. — Abri um sorriso sem graça, tentando aliviar a tensão. — Só lembrei que até agora não liguei para Caitlin, ela vai me matar. — Ele ficou por um tempo me encarando com o cenho franzido, mas estão suspirou, se rendendo.
— É melhor ligar então, senão irá surgir um novo furacão por ai, furacão Caitlin. — Dei risada e ele riu junto, se levantando da cama e indo para o banheiro, fechando a porta. Corri em direção a minha bolsa e a revirei em busca do meu celular. O peguei vendo que havia treze mensagens e sete ligações de Caitlin.
Acho que o furacão Caitlin vai surgir em poucos segundos.
Disquei seu número e fui para a nossa mini varanda do quarto, observando o céu alaranjado e o lindo por do sol.
— SUA VACA, EU TE LIGUEI O DIA TODO CARALHO. — E o furacão começou a destruir.
— Calma, eu posso explicar.
— É bom mesmo, se não fosse por Christin ter me avisado que havia falado com Justin mais cedo, eu já estaria achando que o avião havia explodido. — Esbravejou com raiva.
— Desculpa, posso falar agora?
— Pode. — E bufou.
— Assim que chegamos tivemos que lidar com muitas coisas. Conheci minha tia, é um amor, lembra muito a Jenna, só os cabelos que são mais louros. E minha prima, ela é bem mais baixinha, mas é tão linda, tem um corpo de dar inveja, cabelos enormes iguais ao meu antes de cortar, e é igual à mãe, pelo o pouco que conversamos, parece ser super legal.
— Já entendi, ficou o dia de babação com a priminha e esqueceu a melhor amiga, é isso?
— Não, Caitlin. — Revirei os olhos. — Você pode parar de tagarelar e me deixar falar? — Bufou em resposta, mas não disse mais nada e eu sabia que podia continuar. — Depois do almoço eu e Justin viemos para o quarto...
— E transaram a tarde toda, por isso não me ligou?
— Caralho, eu vou desligar essa porra, você não me deixa falar.
— Tá, tudo bem, pode continuar. — 1, 2, 3... Vamos lá, de novo.
— Depois de tomarmos um banho, apagamos a tarde inteira, acabei de acordar, estávamos exaustos. Foi tudo ao mesmo tempo, a revelação de que não éramos irmãos, revelação de Jenna, o ataque ao Demon, à viagem, ainda não tivemos um tempo a sós desde a noite no Demon, há três dias.
— Tudo bem, acho que entendi agora. Mas fora isso, está sendo bom?
— Bom... — Olhei para trás, a porta ainda estava fechada e Justin ainda estava lá dentro. — Não muito. — Eu sussurrava agora.
— O que houve? Não gostou da família?
— Não é isso, é que... — Olhei para trás de novo, nada de Justin. — Minha menstruação atrasou. — Silencio. Isso me deixou mais atormentada ainda, Caitlin ficou completamente em silêncio. — Caitlin? Você ouviu?
— Puta que pariu, Kelsey. Está tomando as pílulas?
— Nesse período separada de Justin, não. Mas esse bebê não foi feito há três dias atrás quando nos reconciliamos no Demon, é de antes de nos separarmos.
— Isso é óbvio. Mas você tem certeza? Sei lá, pode ser alarme falso.
— Isso que eu não sei. O que eu faço, Cait? — Perguntei me lamentando.
— Vocês já voltam amanhã, vou comprar um teste de farmácia, então você faz amanhã assim que chegar.
— Mas deixa com você, não leva para o nosso quarto.
— Como se eu fosse burra de fazer isso. — Podia vê-la revirar os olhos do outro lado. — Fica tranquila, não tire conclusões precipitadas. Aproveite o pouco tempo com sua tia e sua prima, e com Justin também.
Caitlin tinha razão, não vou deixar isso estragar o propósito da viagem. Estava aqui para conhecer minha família e ajuda-la. Adoraria passar mais tempo com Meg e descobrir as nossas coisas em comum. Adoraria deitar com Justin na areia da praia e apreciar as estrelas ao som das ondas do mar.
Não irei deixar uma dúvida estragar tudo.
Dúvida não é certeza.
— Você tem razão. — Escutei a porta do banheiro se abrindo, olhei para trás e Justin sorriu para mim. Meu estomago teve uma erupção de borboletas. Como alguém pode ser tão lindo assim? — Vou desligar agora, amanhã nos falamos.
— Ok. Aproveite.
— Obrigada. — E finalizei a ligação voltando para dentro do quarto, apesar de ter apreciado o por do sol, o vento estava esfriando.
— E o furacão Caitlin? — Perguntou enquanto escolhia roupas para vestir.
— Se acalmou. — Ele riu balançando a cabeça e então colocando sua calça jeans e uma blusa de manga em gola V de cor azul turquesa. Ele ficou deslumbrante com aquela cor.
— Uau, Justin, você fica perfeito de azul. — Ele olhou para a camiseta e depois para mim.
— Fico perfeito com qualquer coisa. — E então piscou. Revirei os olhos, mas achei graça, indo até a minha mala e também procurando por algo.
Escolhi também um jeans, mas ao contrário do jeans do Justin, o meu era escuro, com uma blusa rosa comum e um casaquinho azul escuro para me proteger do vento frio que iria piorar essa noite.
No banheiro penteei meus cabelos e os deixei soltos, aplicando um corretivo, depois uma base, terminando com um pó e então aplicando um rímel. Passei um batom rosa clarinho para dar uma cor aos lábios e sai do quarto, encontrando o mesmo vazio.
Para onde Justin foi sem mim?
Peguei meu celular e saí do quarto, indo para a sala onde a conversa estava mais alta, possivelmente onde todos estavam.
Quando adentrei, Jenna e Beth conversavam, olhei ao redor em busca de Justin e então o vi pela janela da sala. Ele estava na varando do outro lado, na entrada da casa, conversando com Megan.
Eles conversavam sobre algo bem entretidos, como se conhecessem há anos, e então Meg colocou sua mão no ombro de Justin e sorriu, se afastando e voltando para casa.
Rapidamente fui em direção de um sofá e me sentei, com Jenna e Beth parando de conversar para me olhar.
— Olá, Justin disse que dormiram a tarde inteira, está mais descansada? — Beth perguntou carinhosamente.
Meg adentrou na sala e sorriu para mim, indo se sentar ao lado da mãe. Sorri de volta porque Jenna e Beth estavam me olhando, não porque eu realmente queria sorrir.
O que essa vaca estava conversando com o meu namorado escondidos ao lado de fora?
— Sim, estou mais descansada, foram muitas coisas em poucos dias. — Jenna se remexeu desconfortável e sorriu disfarçadamente para aliviar a tensão. Ela sabia que ela foi a maior causadora disso tudo.
— Bom, vamos preparar o jantar? — Beth perguntou olhando para a filha.
— Claro, vamos. — As duas se levantaram e foram para a cozinha, deixando apenas eu e Jenna. Olhei de volta para a janela e Justin não estava mais lá.
Se ele não entrou, onde ele poderia ter ido?
Comecei a ficar encabulada.
Calma, Kelsey, Megan está na cozinha. Eu ia enlouquecer.
— Kelsey? — Sua voz me fez sair dos devaneios. Olhei para Jenna, ela me fitava com o medo visível no olhar, com medo da rejeição. — O que está achando até agora?
Eu estava preocupada com Justin, mas tive que deixar a preocupação de lado para conseguir me concentrar no que Jenna estava dizendo.
— Ah, sim, são legais. — Dei de ombro, fingindo não me importar. Mas eu havia amado Beth, e Megan... Até uns minutos atrás eu estava encantada por ter uma prima legal, agora eu estava com uma pulga atrás da orelha.
E oras, onde Justin havia se metido?
— Sei que foi tudo muito rápido, mas fico feliz por ter aceitado ajudar.
— Não sou nenhuma sem coração, eu tomo atitudes quando elas devem ser feitas. — Isso a atingiu, ficou escrito em sue rosto. Seu rosto se transformou em dor e seus olhos começaram a ficar marejados. Eu deveria me sentir indiferente, mas me incomodou vê-la triste por algo que eu causei. — Jenna, eu não queria...
— Está tudo bem. — Ela forçou um sorriso, mas sabia que estava tentando controlar as lágrimas. — Esqueci uma coisa no meu quarto, já volto. — Ela se levantou e se retirou.
Realmente fiquei mal, não era a minha intensão feri-la, mas na hora simplesmente saiu. Eu ainda estava magoada com Jenna.
Finalmente a porta se abriu e Justin adentrou, ele me viu na sala e veio até mim, sorrindo como se nada tivesse acontecido.
— Oi, o que está fazendo aqui sozinha? — Ele se aproximou para me dar um selinho, mas me afastei. Ele cruzou o cenho. — O que está pegando?
— Onde esteve? — Ele me encarou por um tempo, por tempo demais para alguém que não estava aprontando nada.
— Só fui dar uma ligação, por quê? — Cachorro mentiroso, que vontade de estapear ele e Megan juntos.
— Nada. — Disse friamente e peguei o controle da TV, ligando-a.
— Tem certeza? — Ele estava desconfiado, mas permaneci firme e forte, olhando para a TV.
— Claro. — Ele bufou e se jogou no sofá ao meu lado, desistindo de insistir. Ainda bem.
Enquanto assistia a algum filme qualquer, Justin tentava me fazer ceder passando seu braço ao redor do meu ombro, cheirando o meu pescoço e depositando beijos.
Tudo que eu queria era virar o meu rosto e beijá-lo, sentir a maciez e o hálito quente, mas me mantive firme e forte.
Não vou beijá-lo antes de saber o que está pegando.
— O jantar está pronto... Ué, cadê Jenna? — Beth perguntou assim que voltou a sala.
— Falou que precisava pegar algo no quarto. — Falei sem conseguir olhar para seus olhos, eu iria me entregar se fizesse isso. Jenna se retirou pelo meu mau comportamento e minhas palavras frias.
— Oh, tudo bem, vou chama-la então. — Ela disse seguindo para o corredor onde ficavam os quartos.
— Vocês podem me acompanhar? — Megan disse entrando na sala. Olhei para ela com vontade de estapeá-la, mas mantive a compostura.
— Pra que? — Perguntei friamente. Pude notar sua expressão de surpresa, não esperando que eu a tratasse de uma forma tão fria.
— Só me acompanhe os dois. — Olhei para Justin e ele pegou em minha mão, me conduzindo em direção à cozinha. — Está lá fora. — Ela disse olhando para ele, me fazendo cruzar o cenho.
— Está lá fora o que?
— Obrigado. — Justin ignorou minha pergunta e me conduziu para a varanda de trás.
— O que está acontecendo? — Quis saber, mas Justin se manteve calado até chegarmos à parte de trás da casa, onde havia uma pequena varanda com uma grande mesa, e em cima da mesma estava uma grande cesta de piquenique. — O que é isso?
— Desde aquela noite no Demon não conseguimos ter um momento a sós, e tudo aconteceu muito rápido. Sinto sua falta, falta do seu toque e do seu cheiro. Essa noite você será minha.
— Mas... — Gaguejei, olhando para a cesta. — Como providenciou isso tudo?
— Foi Megan, na verdade. Falei com ela mais cedo e ela disse que tinha uma cesta de piquenique e que organizaria para mim. — Oh, então era isso que estavam conversando mais cedo. Sou uma tola ciumenta.
Não pude evitar, abri um sorriso enorme e pulei em cima de Justin, envolvendo meus braços ao redor do seu pescoço e o beijando, os lábios que eu tanto queria sentir.
— Vamos logo antes que sua tia e Jenna apareçam. — Ele me colocou de volta no chão e pegou a cesta com uma mão e com a outra ele segurou a minha, me conduzindo em direção à praia.
O vento havia amenizado e voltou a ficar abafado, mas mesmo assim ainda estava agradável.
Andamos pela praia conversando bobeiras, até que encontramos um lugar mais reservado atrás de uma grande pedra. Justin abriu a cesta e tirou uma enorme toalha e eu o ajudei a pousar na areia devido ao vento da maresia. Depois da toalha firme no chão, ele pegou duas mantas para nos cobrirmos.
Ele começou a olhá-la por dentro para ver o que Megan havia colocado.
— Temos bolo de chocolate e laranja, frutas, torradas e geleia, sanduíches com patê e alface, duas garrafas de sucos que ainda não sei o sabor e chocolates. Megan caprichou. — Ele sorriu para mim e eu correspondi. Tadinha da minha prima, e eu ainda a chamei de vaca.
— Vou agradecê-la depois. — Falei, era a única forma de me redimir.
— Porque falou com ela daquele jeito?
— Quer que eu fale a verdade? — Arqueei uma sobrancelha e olhei para ele.
— Óbvio, eu perguntei, não perguntei?
— Eu vi vocês dois conversando mais cedo, e eu não entendi o que estava acontecendo e... — Comecei a ficar envergonhada, sorrindo sem jeito.
— Achou que eu estava dando em cima dela?
— Ou ela de você. — Abri um sorriso. Justin balançou a cabeça em descontentamento, mas riu.
— E depois de quase perdê-la você achou mesmo que eu iria fazer algo assim depois de só estarmos de volta há três dias?
— Quer dizer que daqui a um ano você vai me trair, então?
— Claro que não. — Ele revirou os olhos. — Nunca te trai, Kelsey, e não preciso. — Senti minhas bochechas ficarem vermelhas e sorri.
— Bom saber.
— Você é muito boba. — Ele me puxou e me jogou na tolha, subindo por cima de mim e começando a fazer cosquinha no meu pescoço depositando beijos.
— Para, Justin, AI. — Comecei a gargalhar. — Eu odeio cosquinhas, para.
— Sério? Então vou continuar. — Agora além das cosquinhas no pescoço, ele começou a fazer cosquinhas na minha barriga com suas mãos.
— Não, para, por favor, JUSTIN! — Gritei no meio das risadas e ele finalmente parou, apoiando suas mãos por cima da minha cabeça, me fitando. Em seus lábios havia um sorriso lindo e encantador, era um sorriso feliz e apaixonado, com certeza igual ao meu sorriso agora.
— Eu te amo, Kelsey Blake Jenner, e essa noite eu quero você estremecendo de prazer. — Senti um calor percorrer pelo meu corpo e minha amiguinha piscar no meio das pernas.
Justin se curvou e deitou seu corpo sobre o meu — sem botar todo o peso — e então encontrou os meus lábios. Sua língua quente entrou em contato com a minha provocando arrepios pelo meu corpo — e não, não era por causa do vento frio.
Era por causa do toque quente de suas mãos, seu corpo por cima do meu, os beijos quentes cheios de desejo, seu cheiro natural que sempre amei, os músculos contraídos dos seus braços, o calor que emana de sua pele... Isso me deixava arrepiada.
Justin foi descendo seus beijos dos meus lábios para o meu pescoço, e então com suas mãos ele foi tirando o leve casaco que cobria os meus braços, os acariciando logo depois. Então desceu suas mãos e subiu minha blusa, me deixando apenas de sutiã.
Ele começou a beijá-los, sem ainda tirar o sutiã, dando chupões onde meus seios ficavam amostra com o decote. Contorci minhas costas contra o chão de areia ao sentir o prazer pelo meu corpo.
Ele logo se livrou do meu sutiã, começando a chupá-los e a mordisca-los.
Seus beijos foram descendo pela minha barriga, me fazendo estremecer, então começou a desabotoar minha calça e a me deixar de calcinha.
— Vamos fazer isso aqui mesmo? — Perguntei atordoada, e nem sabia o por que de estar perguntando, tudo o que eu mais queria era que isso acontecesse.
— Aqui é isolado e está à noite, não tem problema. — E então ele continuou, passando suas mãos pelas minhas coxas e as beijando por dentro, indo em direção a minha virilha, e então beijando por cima da minha calcinha.
Soltei um pequeno gemido e Justin começou a se livrar da mesma. Em questão de segundos eu já estava completamente desnuda.
— Você vai ter a melhor gozada da sua vida. — Avisou antes de começar a me estimular com a sua língua. Fechei os meus olhos e soltei um gemido abafado, segurando o seu cabelo enquanto ele me estimulava com sua língua em meu clitóris.
De início ele foi devagar, mas logo foi aumentando, me chupando com força e enfiando dois dedos ao mesmo tempo. Abri os olhos e olhei para as estrelas, e eu juro que eu podia vê-las girar, girar e girar.
Quando acho que não vou mais aguentar, tento me afastar, mas Justin foi mais rápido segurando meu quadril firmemente para que eu não me afastasse. Segurei seu cabelo com força quase os arrancando enquanto eu fechava minhas pernas entre sua cabeça, sentindo meu corpo se contorcer.
Joguei minha cabeça para trás com os olhos fechados e a boca aberta, soltando um gemido alto e agudo com meu corpo tremendo compulsivamente enquanto eu gozava em sua boca.
Justin começou a me lamber mais suavemente quando meu corpo se acalmou e minha respiração começou a voltar ao seu estado normal, apesar de eu ainda estar atordoada.
Ele parou por completo e subiu o seu corpo sobre o meu, beijando minha barrinha, meus seios, pescoço, e então chegando em meus lábios. O beijei com força, envolvendo minha mão na sua nuca para trazê-lo pra perto.
Puxei sua camisa e a joguei de lado, arranhando suas costas com minhas unhas enquanto nos beijávamos. Isso o deixou louco, fazendo com que mordesse meu lábio inferior com força. Doeu, mas uma dor gostosa e prazerosa, me fazendo ficar excitada.
Logo já estávamos nos livrando das suas peças de baixo, revelando seu membro ereto. Justin o posicionou na minha entrada, mas não penetrou, apenas ficou o esfregando para me deixar louca.
— Implora. — Sibilou. Soltei um grunhido e olhei para ele.
— Me fode.
— Não ouvi.
— Me fode. — Falei mais alto, já em desespero com esse joguinho.
— Mais alto e com vontade.
—ME FODE LOGO CARALHO. — Gritei, com meu corpo já em chamas apenas sentindo a cabecinha do seu membro. Justin sorriu maliciosamente, mostrando estar satisfeito, e então penetrou com força, tudo de uma vez.
Abri minha boca e joguei a cabeça para trás, com os olhos fechados. Justin manteve seus braços apoiados na toalha por cima da minha cabeça, me dando uma visão privilegiada dos músculos do seu braço se contraindo enquanto ele movimenta seu quadril contra o meu.
Justin foi aumentando a velocidade, com força, às vezes provocando leves dores, mas eram prazerosas e eu não queria que ele parasse.
Ele deitou seu corpo sobre o meu e grudou sua testa da minha, me fazendo encará-lo.
— Goza comigo. — Deslizei minhas mãos pelo seu corpo até chegar em sua cintura, tentando ajuda-lo para ir mais rápido. Gememos juntos enquanto chegávamos ao nosso ápice, meu segundo da noite, e pelo ritmo que estávamos, viriam muito mais.
Virei na cama para mudar de posição e logo fiz cara feia de dor. Abri os olhos lentamente vendo que eu estava no quarto, então sorri ao lembrar da noite passada. Eu e Justin partimos para um novo round várias vezes, e enquanto tentávamos nos recuperar, ficávamos deitados com nossas pernas entrelaçadas saboreando algumas frutas da cesta de piquenique.
A noite foi maravilhosa, isso eu não podia negar, e Justin cumpriu exatamente o que prometeu.
Tive a melhor gozada da minha vida ontem à noite.
Depois de nos deliciarmos com as coisas na cesta, voltamos para casa. Todos já estavam dormindo então entramos pelas portas dos fundos e tentamos ao máximo não fazer barulho.
Acabamos transando de novo no banho antes de ir dormir.
Notei que ele não estava mais deitado ao meu lado. Levantei minha cabeça ao escutar o barulho do chuveiro vindo do banheiro. Voltei a apoiar minha cabeça no travesseiro e mudei de posição, abrindo minhas pernas ao deitar de bruços, mas então senti de novo um incomodo.
Sentei-me na cama sentindo mais dor no meu quadril, e então tentei levantar da mesma. Meu rosto se contraiu, e apesar de eu estar andando igual uma pata choca, consegui abrir a porta do banheiro.
Justin olhou para mim rapidamente e sorriu maliciosamente.
— Bom dia. — Quando ele notou a minha expressão, desligou o chuveiro rapidamente e abriu o box, vindo em minha direção. — Está se sentindo bem? O que houve? — O encarei puta e o empurrei. — O que aconteceu? — Ele estava mais confuso do que antes.
— Você me deixou dolorida.
— O que? — Ele me olhou de cima até em baixo e então percebeu do que eu estava falando ao olhar para as minhas pernas abertas. Ele começou a rir.
— Está rindo do que? Estou andando toda aberta, e por sua culpa.
— Agora está furiosa? Ontem a noite adorou todos os ápices. — Murmurou se aproximando e beijando o meu pescoço.
— Os ápices são ótimos, ficar dolorida? Nem tanto. — O afastei e peguei minha escova de dente.
— Desculpa. — Ele afastou meu cabelo e beijou o meu pescoço enquanto eu escovava os meus dentes olhando em seus olhos pelo espelho. — Fiquei muito tempo sem o seu cheiro, sem o seu toque, sem sentir você. — Ele dizia enquanto beijava meu pescoço e meu ombro, acariciando meus braços com suas mãos fortes. — Aquela noite no Demon foi nem o início do que eu realmente queria fazer com você. E agora eu pude. — Fechei meus olhos enquanto eu sentia seus lábios molhados devido ao banho que estava tomando, e as palavras sussurradas em meu ouvido. Comecei a ficar excitada, então me curvei para cuspir e enxaguar minha boca, para sair dali o mais rápido possível.
— Pode parando, Justin, sem chances hoje e nos próximos dois dias, estou muito inchada e dolorida.
— Mas não estou fazendo nada. — Disse com ar de inocência. Revirei os olhos.
— Bom banho, Justin, bom banho. — Murmurei saindo do banheiro e o deixando rindo.
Logo voltei a escutar ele ligando o chuveiro de volta, e então fui à procura de alguma peça de roupa para voltar ao Canadá.
Justin tinha coisas para resolver e tudo aconteceu muito rápido, não podia pensar só em mim e prejudicar o seu lado. E eu também estava ansiosa para fazer esse teste de gravidez.
Na noite passada, todas as vezes em que transamos nós usamos camisinha, inventei uma desculpa de que havia esquecido em casa os anticoncepcionais. Se eu estiver mesmo grávida, não posso tomar as pílulas.
Quando Justin saiu do banho com sua toalha enrolada na cintura e gotículas de água pelo seu peito, peguei minhas roupas e fui correndo para o banheiro, trancando a porta logo depois. Pude ouvir sua risadinha do outro lado.
Justin não iria me seduzir, não enquanto eu estiver toda dolorida.
Tomei um banho rapidamente e troquei de roupa, preferindo usar um vestidinho leve de cor bege, com uma boutier de salto curto marrom. Os jeans iriam me prejudicar na hora de andar, não era uma boa ideia.
Penteei os cabelos fazendo leves ondulações nos fios e apliquei uma maquiagem básica. Coloquei meus óculos de lente marrom e abri a porta, voltando para o quarto. Justin já estava perfeitamente vestido com seus tênis, bermuda, uma blusa quadriculada vermelha e óculos escuros.
— Finalmente. Se tiver alguma coisa sua fora da mala, coloque logo, já arrumei as minhas coisas.
— Só um minuto. — Disse indo guardar algumas coisas ainda espalhadas. Nem deu tempo de aproveitar um pouco mais, ou pelo menos a praia, mas só a experiência de ontem a noite já havia sido incrível.
Depois de tudo pronto, Justin pegou nossas coisas e saímos do quarto. Jenna já estava pronta com sua mala ao lado sentada no sofá enquanto conversava com a irmã e sobrinha.
Todas nos olharam quando adentramos no cômodo.
— Vocês poderiam ficar mais. — Pediu Beth, sorrindo carinhosamente.
— Não podemos, Justin tem trabalho. — Beth olhou para Justin e deu um meio sorriso, mas era mais forçado do que sincero. Com certeza não gostava de Justin, mas ela nunca diria isso, principalmente porque é o dinheiro dele que irá ajudá-la.
— Preciso da numeração da sua conta, todo mês vocês irão receber uma quantia mais do que suficiente para ajudá-las. — Justin disse. Sorri para ele quanto ele me olhou, apertando sua mão com força.
— Claro querido, me acompanhe, por favor. — Beth se levantou e foi em direção à cozinha, Jenna foi junto e Justin a acompanhou.
— Nem acredito que já vai embora. — Megan disse com um olhar triste. E eu a chamei de vaca ontem e tudo que ela fez foi ajudar a proporcionar a melhor noite da minha vida.
Quando percebei, eu já estava sentada ao seu lado e a abraçando. Nos abraçamos forte por um tempo e senti as lágrimas aquecendo meus olhos. Eu gostava dela, u realmente gostava, e finalmente eu tinha uma prima.
— Olha só. — Me afastei para encarar seus olhos castanhos. — Nós vamos nos ver de novo, ok? Não se preocupe quanto a isso. Vamos trocar telefone e nos falar todos os dias, tudo bem?
Ela sorriu.
— Vai ser perfeito. — Nos abraçamos forte de novo.
— Não sei como foi tão forte pra ter enfrentado tudo que enfrentou. — Ela disse de repente. Me afastei dela para encarar os seus olhos. — Você sabe, estou agora em um momento difícil e você já passou por tantos e está bem, e eu sinto que estou prestes a desmoronar. — Agora ela chorava e isso me destruiu por dentro.
— Na verdade, não me acho tão forte, já perdi a conta de quantas vezes tive que chorar para aliviar uma dor. Mas nem eu sei como consegui seguir em frente, acho que... — Foi Jenna que me ajudou. Meu coração se apertou. Quando descobri a verdade sobre Parker, quando descobri a traição de Castiel e o mandei ir embora da minha vida e quando Justin me abandonou, Jenna esteve lá por mim.
Ela aceitou mudar toda a sua vida para estar comigo, para me apoiar, para me ajudar.
Foi por causa dela que consegui enfrentar tudo que havia desmoronado sobre mim.
Por causa dela.
Jenna Roberts.
— Ai meu Deus. — Falei ainda paralisada.
— O que foi? — Megan me olhava com o cenho franzido, tentando entender no que eu estava pensando.
— Preciso fazer uma coisa, e preciso da sua ajuda.
A porta se abriu e Jenna colocou apenas sua cabeça para dentro.
— Pode entrar. — Falei gentilmente. Jenna adentrou e fechou a porta atrás de si, mas não deu nem um passo para frente. Eu estava sentada na cama no quarto em que eu e Justin estávamos dormindo, vim para cá assim que pedi para que Megan chamasse Jenna para que ela me encontrasse aqui.
Ela me olhava cautelosamente, curiosa, ansiosa e com medo. Senti meus olhos se enchendo de lágrimas e então corri em sua direção a abraçando forte. Ela visivelmente ficou surpresa, mas cedeu ao abraço, me apertando tão forte quanto.
— O que aconteceu, Kelsey? — Eu chorava enquanto a abraçava forte.
— Agora eu vejo tudo que fez por mim mesmo não sabendo. — Me afastei para encarar os seus olhos, seu rosto estava molhado em lágrimas. — Tudo foi muito difícil pra você, da mesma forma como foi pra mim, mas você nunca me deixou, mesmo quando me entregou para minha mãe adotiva, você ficou morando aqui em LA, sempre me vigiando de longe, sempre por perto. Todos já me abandonaram de alguma forma, mas você não. — Então eu a abracei de novo, mais forte do que da primeira vez, como se fosse possível. Eu e Jenna acabamos nos ajoelhando no chão enquanto nos abraçávamos e chorávamos.
— Sei que mereci a forma como reagiu, e eu quero pedir as minhas sinceras desculpas, por tudo. — Jenna disse enquanto segurava o meu rosto para eu encarar os seus olhos.
— Eu perdoo, Jenna, eu perdoo. — Jenna começou a soluçar entre as lágrimas, me abraçando com força enquanto desmoronava, mas não de uma forma ruim, ela estava feliz, explodindo felicidade, assim como eu.
Esses últimos dias haviam sido horríveis, mesmo eu tentando ser forte e fingindo não me importar com ela, eu me importava, e muito.
Eu havia sentido falta dela só nesse pouco tempo, não poderia aguentar mais tempo sem estar ao seu lado. Ainda não conseguia chamá-la de mãe, mas eu sabia que isso viria com o tempo.
Jenna sempre esteve lá, e com certeza o seu fardo era muito maior que o meu. Estou feliz de poder voltar para casa com mais uma coisa resolvida.
Depois voltamos para a sala ainda abraçadas e com o rosto vermelho de tanto chorar, mas com um sorriso enorme no rosto. Justin nos olhou e pareceu confuso, mas sorriu satisfeito ao notar a alegria em meu rosto.
Beth e Megan notaram o que estava acontecendo e nos abraçaram. Ficamos nós quatro abraçadas, a única coisa que restou da nossa família. Jenna levantou sua cabeça apenas para olhar para Justin.
— Venha aqui também. — Justin hesitou, mas quando viu o meu olhar de súplica, ele acabou cedendo vindo em nossa direção. Justin veio por trás de mim e me envolveu, se unindo a gente.
E então minha família estava completa.
Assim que chegamos no aeroporto, Jenna pegou um taxi para o hotel onde estava hospedada para pegar suas coisas, eu queria ela pertinho de mim, sem nunca mais se distanciar. Agora eu tinha uma mãe, uma mãe de verdade, e eu a queria por perto.
Eu e Justin entramos em sua Lambo que nos aguardava com seus seguranças a nossa espera. As SUV'S pretas nos seguiam durante todo o trajeto de volta para casa.
— Bem-vindos de volta. — Caitlin disse abrindo a porta da mansão assim que ouviu os carros. Eu a abracei forte e depois passei por ela, olhando para a mansão que continuava a mesma.
— Onde está todo mundo? — Justin perguntou assim que entrou logo depois de mim. Os seguranças de Justin vieram atrás carregando as malas.
— No escritório já aguardando, como ordenou assim que ligou. — Caitlin informou. Justin havia feito uma ligação assim que pousamos, agora eu entendi o porquê dessa ligação.
— Preciso revolver umas coisas importantes, você vai ficar bem? — Justin se aproximou e segurou o meu rosto com suas duas mãos.
— Vou sim, pode ir. — Dei um selinho demorado e então ele se afastou, indo em direção ao escritório.
Caitlin me olhou e eu olhei para ela, e essa troca de olhares foi o suficiente para entendermos o que uma queria falar para a outra.
Acompanhei Caitlin até o seu quarto e tranquei a porta assim que passei pela mesma. Caitlin foi até seu closet e depois saiu com uma caixinha de teste de gravidez. Quando estiquei minha mão para pegá-lo, ela o afastou.
— Me prometa antes que não importa o resultado, você irá contar a ele. — Fiquei encarando seus olhos azuis, indecisa e insegura. Mas e se eu contasse e acabasse destruindo tudo que conquistamos juntos?
Mas no fundo eu sabia que ela estava certa. Mesmo se eu decidisse não contar, não teria coragem de abortar, muito menos fugir e deixá-lo sem uma explicação do por que.
Isso não era pra mim.
— Eu prometo. — Caitlin ficou me fitando por um tempo, como se não estivesse acreditando, mas acabou me entregando por fim.
Ainda estava dolorida e talvez fosse arder ao fazer xixi, mas eu precisava tirar logo essa dúvida que estava me consumindo por dentro.
Subi meu vestido e arriei a calcinha, esperando a vontade chegar. Logo eu já estava coletando o meu xixi e colocando o teste apoiado em cima da pia. Enquanto eu lia o rótulo que explicava as instruções, o teste a cada segundo ficava perto de dar o resultado.
Negativo: Uma barrinha.
Positivo: Duas barrinhas.
Era bem simples de entender isso.
Quando o resultado ficou pronto, o peguei e abri a porta do banheiro de Caitlin. Ela se levantou da cama rapidamente e veio em minha direção.
— E ai? Qual foi o resultado? — Entreguei o teste para ela e a mesma pegou examinando o resultado.
— Uma barrinha, o que significa?
— Negativo. — Afirmei, indo até sua cama e me sentando, passando minhas mãos em meus cabelos.
— Graças a Deus. — Ela suspirou aliviada. — Agora não precisa mais ficar assim, vai ficar tudo bem, era o que você queria, não era? — Olhei para Caitlin e eu não sabia o que responder.
— Claro. — Dei um meio sorriso e me levantei. — Vou tomar um banho, preciso descansar. — Segui em direção à porta.
— Você está bem? — Ouvi sua voz atrás de mim, mas não consegui me virar para responder, não queria que visse o meu rosto.
— Sim, depois nos falamos. — Saí do seu quarto e fechei a porta, indo para o meu quarto, que também era o de Justin, mas dei graças a Deus por estar ocupado agora.
Assim que entrei no quarto eu simplesmente desmoronei. Sentei no chão apoiando minhas costas na porta e caí em lágrimas. Passei minhas mãos pelo cabelo enquanto chorava compulsivamente.
Era isso que eu queria para minha vida? Viver para sempre com medo de estar grávida? Privando-me de ter uma família? De ficar com medo de dizer ao homem que amo que vamos ter um bebê?
Isso não deveria ser o certo. O certo deveria ser construirmos a nossa família, eu me sentir segura e feliz em querer dar a notícia de uma possível gravidez, não ficar me escondendo e com medo igual tive que fazer com Caitlin.
De alguma forma uma parte de mim, bem lá no fundo, desejava essa criança.
Uma criança que provavelmente nunca terei.
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