Bullet
Agora eu não chorava mais, eu estava com raiva, muita raiva. Eu escutava o som alto do meu salto batendo no asfalto enquanto eu pisava firme indo em direção ao meu carro, mas quando me dei por conta, não era apenas o som dos meus saltos, havia passos atrás de mim também.
— Por favor, Jenna, não... — Parei de falar assim que olhei para trás e vi quem estava comigo. — Justin? — Ele estava ofegante, não só pela pequena corrida para me alcançar, mais pelas últimas horas que foram uma loucura.
— Me deixe tirá-la daqui, tem um lugar que podemos conversar sossegados. — Meu corpo enrijeceu. Eu não sabia se estava pronta de novo para estar em um ambiente a sós com ele. Passamos por muitas coisas nesses últimos dez dias, coisas que mudaram totalmente as nossas vidas.
E o pior disso tudo é que eu não sabia como Justin reagiria comigo de novo.
Estávamos juntos? Estávamos bem? Estávamos em segurança?
Eu não tinha a resposta de absolutamente nada e temia saber.
— Por favor, prometo que não vou leva-la a um lugar em que não queira estar, por enquanto.
Soltei um suspiro pesado e apenas assenti. Fui conduzida por ele em direção a sua Lambo, e logo já estávamos na estrada. O lugar em que Justin me levou não ficava longe dali, e era muito familiar. Estávamos no Demon.
— Demon? Esse é o lugar calmo? — Dei risada. Demon poderia ser tudo, menos calmo. De dia o lugar enchia de jogadores viciados em sinuca e bebidas, a noite virava um verdadeiro puteiro.
Demon era tudo, menos um lugar para se buscar privacidade e tranquilidade.
— Não o que está em baixo, mas sim o que está em cima. — Ele apontou para cima do estabelecimento, onde eu podia ver uma enorme janela. Seu escritório.
— Tudo bem, então vamos lá. — Saí do carro e Justin saiu logo depois. Quando chegamos à entrada, automaticamente os seguranças deram espaço para a nossa passagem.
Adentramos no local e já havia alguns homens desocupados jogando sinuca, e mesmo ainda sendo de manhã, outros já estavam marcando presença no bar.
— Olha quem resolveu aparecer, quanto tempo, Kelsey. — Kristin disse sorrindo para mim.
— Olá, Kristin, é bom vê-la. — E realmente era. Kristin sempre me tratou bem, e apesar de tudo e da vida que levava, era uma pessoa lega, eu me importava com ela.
— Igualmente. Ficou bastante tempo sumida. — Ela intercalou seu olhar entre mim e Justin, talvez porque soubesse dos últimos rumores.
— Andei um tempo fora, mas agora estou de volta, acho que vai me ver mais vezes.
— Espero que sim. — Ela sorriu gentilmente e depois olhou para Justin. — Bom dia, patrão, tudo está perfeito por aqui.
— Ótimo, que continue assim. — Justin deu um meio sorriso e depois voltou a olhar para mim. — Vamos? — Assenti e comecei a acompanha-lo quando Kristin segurou meu braço. Olhei para Justin que continuou a ir em direção as escadas que levariam ao seu escritório e depois voltei a olhar para Kristin.
— Preciso falar rápido com você. — Ela disse rapidamente. A expressão do seu rosto e a forma como me olhava era urgente. Algo não parecia estar certo, mas o que ela iria querer comigo?
— Fale rápido, preciso ir.
— Eu ouvi dizer o que seu pai fez com você no ano passado. Escute, Kelsey, eu estive ao lado dele durante um tempo, eu via como essa coisa de Arquivo funcionava. — Ao escutar a palavra de novo que me proporcionou tantas perdas, senti os pelos do meu corpo se arrepiarem. — Quando um Arquivo dava errado ele não parava até que desse certo. Você é um Arquivo que deu muito, muito errado...
— Kelsey! — Justin me chamou, olhei para cima e ele já estava em frente à porta do escritório. Fiz um gesto com a mão e sussurrei um "espere" e voltei minha atenção para Kristin.
— O que você quer dizer? Fale logo.
— Ele vai continuar ir atrás de você e Justin, ele simplesmente não vai parar até conseguir o que quer, ou pior, matá-los.
— Parker não tem poder para isso, e desde que Justin jogou fogo na sua antiga casa ele está desaparecido.
— Não, não está. Ele está agindo, Kelsey, ele está fazendo as coisas acontecerem sem vocês perceberem.
— Mas...
— Tome cuidado, muito cuidado. — Ela me interrompeu, me olhando fixamente. — Ele não vai ter compaixão por você, então não tenha por ele. — Então ela soltou meu braço e se afastou, indo para a parte de trás do bar, onde eu não podia mais vê-la.
— Kelsey! — Justin me gritou, de novo. Subi meu olhar até ele e então fui em sua direção. — O que ela queria? — Perguntou quando me aproximei.
— Nada de mais, só me dar às boas vindas e que eu posso conversar com ela quando quiser, acho que ela sabe dos últimos acontecimentos. — Respondi adentrando no escritório. Justin entrou logo depois de mim e trancou a porta com a chave.
— Espero que saibam logo que não somos irmãos, eu podia ver os olhares de desaprovação. — Ele revirou os olhos.
— É, eu também. — Me sentei exausta em uma poltrona, então fiquei fitando o chão, sem ter coragem para encará-lo.
Justin se sentou em um sofá perto, e então ficamos em silêncio por um longo tempo.
— Preciso contar tudo que descobri. — Ele começou, me fazendo subir meu olhar até ele.
Fique por essa noite
Se você quiser, eu posso te mostrar
Do que meus sonhos são feitos
Enquanto eu sonho com o seu rosto
Eu estive longe por um longo tempo
Tanto tempo
— E eu preciso saber, então pode começar. — Me remexi na poltrona, tentando ficar confortável em ouvir todas as outras coisas desconfortáveis que Justin me revelaria.
— Encontrei o médico que ajudou na falsificação do nome original de sua mãe. E também descobri quem mandou nisso tudo. — Meu coração batia forte, tão forte que eu mal conseguia ouvir suas palavras, mas no fundo eu sabia o que viria. Então eu escutei de repente a voz de Kristin em minha cabeça:
"Ele está agindo, Kelsey, ele está fazendo as coisas acontecerem sem vocês perceberem."
E eu senti a sua falta aqui
Eu não posso imaginar começar em outro lugar
Eu não consigo imaginar estar em outro lugar, além de aqui
— Parker, não foi? — Justin pareceu surpreso, mas então assentiu. Suspirei apoiando minhas mãos em minha cabeça, sentindo meu mundo desmoronar. Eu sabia que ele não era o melhor pai do mundo, mas isso estava muito além do que eu imaginava que ele poderia fazer.
Ele conseguiu destruir minha vida de todas as maneiras possíveis, não é possível que ele iria continuar querendo destruir ainda mais.
— Eu não vou aguentar, Justin. — Volte e encontrar os seus olhos com lágrimas. — Eu juro que se ele fizer mais alguma coisa eu não vou aguentar. — Então uma lágrima escorreu pelo meu rosto enquanto eu chorava, sentindo toda a decepção me invadir. — Olha o que aconteceu com as nossas vidas, olha tudo o que ele fez. — Eu falava em meio a soluços enquanto ele me olhava sério, mas a expressão do seu rosto não estava diferente da minha. Também havia dor. — Olha como estamos agora, ele nos afastou, eu nem sei mais o que somos. — Justin cruzou o cenho e então se levantou, ainda me encarando.
Como diabos você nunca me escolheu?
Honestamente, porque eu poderia ter cantado uma canção
Mas eu acho que palavras não podem expressar sua beleza
— Kelsey, não importa o que aconteça ou o que Parker faça, não vai funcionar, não vai dar certo. Nós estamos aqui, não estamos? — Então ele começou a caminhar lentamente em minha direção, me encarando fixamente, da mesma forma como um leão encara sua presa. — Coloque uma coisa na sua cabeça. — Agora ele estava mais perto. Curvei meu corpo para trás na poltrona, começando a ficar encurralada. — Você foi entregue á mim, desde o início o destino quis que você fosse minha e assim será. — E então deitou seu corpo sobre o meu, beijando os meus lábios. Eu era capaz de ouvir o meu coração bater forte de tanto entusiasmo, de tanta felicidade, de finalmente ter o que ele tanto esperava.
Abri minhas pernas e as envolvi ao redor de sua cintura, trazendo seu quadril para junto do meu, sentindo seu membro ficando ereto por cima de mim. Entrei minhas mãos por dentro da sua camisa e fui subindo-a enquanto acariciava suas costas. Quando cheguei perto de sua cabeça, puxei sua camisa para cima, me livrando dela e tendo aquela visão que eu achava que nunca mais veria: Seu peito desnudo por cima de mim, com seus olhos me fitando com luxúria.
Ela está cantando para mim
Como nós terminamos desse jeito?
Você desperta a besta em mim
Eu me apaixonei no momento em que nos beijamos
Desde então, nós temos uma história
Agarrei sua nuca com minha mão e o puxei para perto, pedindo pelos seus lábios. Eles estavam do mesmo jeito que eu sabia que estariam.
Quentes, macios e desejáveis.
Mordi seu lábio inferior fazendo com que Justin se excitasse mais. Ele pressionou seu membro sobre a minha intimidade, me mostrando o quanto ele já estava duro. Senti meu corpo esquentar e uma vontade enorme de tê-lo dentro de mim o mais rápido possível.
Nossos beijos estavam ofegantes enquanto acariciávamos nossos corpos e tirávamos peças de roupas.
Era como se estivéssemos em chamas, chamas ardentes, funcionando em um perfeito ritmo.
Eles dizem que o amor é para sempre
O seu para sempre é tudo o que eu preciso
Por favor, fique o quanto precisar
Não posso prometer que as coisas não serão quebradas
Mas eu juro que nunca vou embora
Por favor, fique para sempre comigo
Dos meus lábios Justin foi descendo pelo meu pescoço, indo para os meus seios e os mordiscando. Ele os chupou e apertou, me fazendo arfar. Com certeza eu teria boas marcas depois.
Suas mãos e beijos foram descendo pelo meu corpo até chegar em minha virilha. Ele começou a beijá-la indo em direção a minha vagina, até que senti sua língua penetrar. Fechei os meus olhos e soltei um gemido.
Depois que ele me estimulou, puxei-o para cima e o joguei contra a poltrona, sentando em seu colo. Eu estava queimando, tudo estava queimando, eu precisava dele, agora.
— Alguém está pegando fogo. — Disse sorrindo maliciosamente.
— Você dá conta? — Importunei, o fazendo abrir mais ainda o seu sorriso.
— Me diz você. — Então ele me levantou junto com ele e me jogou no sofá maior, onde já havíamos transado uma vez. Justin subiu minhas pernas para cima da minha cabeça e inclinou seu corpo sobre o meu, me penetrando com força.
[...] Do que meus sonhos são feitos
E eu não consigo cair no sono
E deito em minha cama acordado de noite
E eu vou me apaixonar, você vai se apaixonar
Isso pode significar tudo, tudo para mim
Ooh, eu não consigo imaginar estar em qualquer outro lugar
Comecei a gemer no ritmo das suas estocadas enquanto apertava os meus seios. Fechei os olhos e arqueei as costas, sentindo todo o prazer percorrer pelo meu corpo.
Quando eu estava em LA eu havia conhecido e transado com outros caras, tudo foi muito bom e prazeroso, foi uma boa experiência transar com outros caras, mas nada era tão prazeroso quanto isso.
Além de Justin saber o que estava fazendo e foder bem pra caralho, meu corpo o desejava.
Meus lábios, minha pele, tudo o desejava, tudo ansiava por ele.
Tudo se tornava melhor e intenso com ele, porque todo meu corpo pertencia a ele.
Justin abaixou minhas pernas e então se sentou no sofá, me puxando junto com ele. Sentei-me em seu membro começando a rebolar. Apoiei minhas mãos acima de sua cabeça, enquanto suas mãos estavam em minha cintura me ajudando a aumentar os movimentos.
Meus seios estavam perto do seu rosto então Justin aproveitou para chupá-los, me fazendo envolver meus braços ao redor do seu pescoço e colar seu corpo contra o meu, encontrando os seus lábios.
Eles dizem que o amor é para sempre
O seu para sempre é tudo o que eu preciso
Por favor, fique o quanto precisar
Não posso prometer que as coisas não serão quebradas
Mas eu juro que nunca vou embora
Por favor, fique para sempre
Nos beijávamos enquanto eu intensificava as reboladas, começando a quicar em cima de seu pênis. Ele arfou alto, jogando sua cabeça para trás enquanto eu aumentava o ritmo. Justin voltou a me olhar e então me jogou com força no sofá, me virando de bruços. Empinei um pouco a bunda e ele penetrou em minha vagina, deitando seu corpo sobre as minhas costas, me abraçando, me mantendo por debaixo do seu corpo, me envolvendo totalmente com seu corpo e seus fortes braços, enquanto ele estocava rápido e com força.
Ele me abraçou com mais força e aumentou mais o ritmo, com sua respiração ficando entrecortada e gemidos roucos saindo do fundo de sua garganta.
Apertei o forro do sofá com força e então nossos gemidos ficaram mais altos, logo chegando ao nosso ápice.
O corpo de Justin permaneceu caído sobre o meu com ele dando leves estocados em mim, mas então ele retirou seu pênis por completo e ficamos assim por um tempo, com ele ainda me abraçando e distribuindo leves beijos pelas minhas costas, subindo para o meu ombro e depois indo para as minhas bochechas, ate que encontrou os meus lábios.
A maneira que nós somos
É a razão para eu ficar
Enquanto você estiver aqui comigo
Eu sei que vou ficar bem
Virei o meu corpo para ficar de frente para ele, e então nos beijamos com mais vontade.
— Isso foi... — Ele começou mas ficou sem palavras.
— Muito bom. — Completei, com nós dois rindo logo depois.
— Foi realmente muito bom, porra. — Ele se virou e deitou seu corpo no sofá, me puxando para ficar por cima do seu corpo. Apoiei minha cabeça em seu peito e fiquei acariciando seu abdômen.
— Melhor do que com aquelas putas? — Justin segurou o meu rosto e me fez encarar os seus olhos.
— Não era para você ter visto aquilo, me desculpa.
— Não precisa se desculpa, eu que autorizei.
— Eu sei, mas eu quero que saiba que foi uma droga.
— É mesmo? — Ironizei, revirando os olhos.
— Não, é sério. — Ele me encarou com frieza, então eu percebi que realmente estava falando sério. — O tempo todo com elas eu queria estar com você. Não era a mesma coisa, nunca seria. Qual é a graça de estar com qualquer outra e não com quem realmente quer?
— Sei como é, me senti assim quando estava em LA. Me envolvi com outros caras mas não estava com quem eu queria estar. Isso aqui... — Olhei ao redor, me referindo ao que havia acabado de acontecer. — Foi coisa de outro mundo. — Nós dois rimos com Justin me puxando mais para ele e beijando minha testa.
— Poderia ficar assim para sempre. — Disse enfiando minha cabeça entre o seu pescoço, sentindo o seu cheiro: Suor, sabonete e perfume forte masculino.
Misturas do cheiro de Justin.
[...]Eles dizem que o amor é para sempre
O seu para sempre é tudo o que eu preciso
Eles dizem que o amor é para sempre
Por favor, fique para sempre comigo
Mas então barulhos de tiros nos fizeram despertar.
Eu e Justin levantamos rapidamente as nossas cabeças e nos encaramos com olhos arregalados, buscando por respostas. Ouvimos realmente o que achamos que ouvimos? Quando ouvimos mais tiros, confirmamos que isso não era um delírio pós-sexo, algo realmente estava acontecendo no Demon.
POV. Justin
Coloquei rapidamente minha cueca e logo em seguida minha calça, enquanto Kelsey fazia a mesma coisa colocando suas peças íntimas e então indo em direção a sua calça e blusa.
Corri até o meu celular e disquei o número de Christian com o celular próprio para "deu merda", justamente para sabermos quando algo era urgente ou quando era apenas uma chamada pessoal.
Christian atendeu logo na segunda chamada.
— O que aconteceu? — Disse rapidamente e eu já podia perceber que ele estava se movimentando. Toda vez que eu ligava pelo o número de urgência, Christian sabia que realmente era urgência.
— Alguma coisa aqui no Demon. Estão atirando. Venham rápido. Traga reforços. — E desliguei tão rápido quanta a duração da ligação.
— Você fique aqui. — Falei depois que Kelsey terminou de colocar sua blusa. — Só saia daqui quando eu buscá-la. — Peguei minha arma carregada na gaveta da mesa e então fui em direção a porta. Os tiros aumentaram de intensidade, alguma porra muita séria estava acontecendo lá em baixo.
— Não posso ficar aqui? O que está acontecendo? E você está sem blusa e tênis, pode ser baleado.
— Blusa e tênis não são coletes aprova de balas, Kelsey. Agora fique aqui, não tem como trancar a porta por fora, tranque-a por dentro e fique protegida. A porta e vidros são blindados. — E então a abri e olhei cuidadosamente para baixo, vendo alguns homens de preto atirarem contra os meus seguranças. Olhei para Kelsey e sussurrei de novo para trancar a porta, e então a fechei, segurando minha arma já preparada e pronta para atirar.
Andei cuidadosamente apoiando minhas costas na parede, tentando evitar ao máximo que me vissem.
Deitei meu corpo e fui me arrastando até a beirada da escada, antes de chegar aos degraus, onde havia uma pequena abertura por onde eu podia vê-los disparar. Comecei a atirar em várias cabeças, um por um foi caindo. Quando notaram que os tiros estavam vindo do alto e não dos meus seguranças revidando do outro lado do estabelecimento, eles viraram suas armas para cima para atirar.
Virei meu corpo todo para o outro lado, escutando as balas baterem na parte de ferro do corrimão, mas quando uma bala atingiu na parede em cima da minha cabeça, me assustei e acabei caindo escada abaixo.
Escutei mais disparos enquanto caia, mas então logo eles se sessaram. Meus seguranças aproveitaram que eles estavam distraídos e revidaram, deixando seus corpos sem vida no chão.
— Patrão, está tudo bem? — Um deles se aproximou fazendo escolta enquanto os outros iam cuidadosamente em direção à entrada para conferir se viam mais alguma ameaça.
Eu estava bem, mas me sentia zonzo. Bati a cabeça com força e meu corpo estava dolorido.
— Justin! — Escutei sua voz e eu juro que minha vontade era de pegar minha arma e acertar na sua cabeça.
— Que porra você está fazendo aqui? — Resmunguei o mais alto que eu podia, mas Kelsey já estava jogada sobre o meu corpo me examinando.
— Eu ouvi você gritar, ai meu Deus, você caiu, está baleado?
— Não, Kelsey, vou ficar bem, agora volte... — E então mais homens entraram deixando os corpos dos meus seguranças no chão. O segurança que estava perto de minha fez escolta, derrubando os outros, o que me deu tempo o suficiente para puxar Kelsey e nos arrastarmos para trás do balcão.
Kristin estava ali encolhida, completamente apavorada.
— Fique com Kelsey. — Resmunguei as palavras, meu corpo todo estava dolorido. Ela assentiu e Kelsey ficou encolhida com ela, abraçadas.
Levantei minha cabeça sobre o balcão e comecei a atirar. Mais dos meus seguranças saíram dos fundos e vieram ajudar, junto com eles eu podia ver Ryan, Chris, Chaz, Nolan e Caitlin.
Óbvio que Caitlin estaria aqui, ela é a segurança pessoal de Kelsey.
Olhei para ela e apontei para Kelsey, Caitlin acompanhou meu olhar e encontrou Kelsey encolhida, logo ela começou a se esconder entre as mesas e atirando nos seus oponentes, tentando alcançar Kelsey.
Dei cobertura para que ela chegasse em segurança, atirando em todos que miravam nela, até que ela se jogou e rolou no chão, findo atrás do bar e chegando até Kelsey.
— Vamos! — Exclamou ofegante e tensa. Essa era oficialmente sua primeira missão perigosa em que tinha que protegê-la.
Kelsey me olhou e eu conhecia aquele olhar.
— Não, você tem que ir, vou ficar bem. Agora vá! — Então sem esperar por sua resposta, Caitlin a puxou pelo braço enquanto Kelsey puxava Kristin junto.
Caitlin atirava nos que ficavam em seu caminho, com Kelsey e Kristin agachadas, com Ryan do outro lado tentando fazer a cobertura. Elas tinham que chegar até lá, onde estavam meus amigos e meus seguranças, prontos para tirá-las dali, mas então Kristin foi atingida na perna e caiu, puxando Kelsey com sigo fazendo-a também perder o equilíbrio e cair.
— Rápido, vamos! — Caitlin disse ajudando Kelsey a se levantar, mas a mesma tentava ajudar a puxar Kristin.
— Vamos, Kristin, me ajuda, você consegue. — Ouvi ela gritar para Kristin que tentava em meio as lágrimas e dor fazer suas pernas funcionarem. Olhei para frente a tempo de ver um dos homens armados mirar na direção delas. Apontei minha arma em sua cabeça e então atirei no mesmo instante em que ele também disparou. Peguei você, filho da puta.
Mas então ouvi Kelsey gritar e olhei rapidamente em sua direção. Ryan a pegava em seu colo enquanto ela lutava contra ele e chorava descontroladamente. Caitlin estava em frente a eles fazendo a escolta de Ryan e Kelsey, enquanto eles se afastavam e iam para a área protegida.
Então eu vi o motivo do desespero de Kelsey.
O corpo de Kristin estava caído no chão, sem vida.
O filho da puta conseguiu acertar em sua cabeça no mesmo instante em que eu acertei a sua.
Senti pena por Kristin, não merecia esse fim.
— Precisamos sair, Justin, agora é sua vez. — Gritou Ryan mergulhando com tudo em minha direção, enquanto Christian, Chaz e Nolan se aproximavam, atirando em quem tentava revidar.
Christian, Chaz e Nolan viraram mesas e as usaram como proteção enquanto eu recebia ajuda de Ryan para sair dali. Apoiei-me em seu ombro e ele me ajudou a andar, correndo em direção oposta, indo para a parte protegida onde meus seguranças estavam. Christian, Chaz e Nolan vieram logo atrás, com os seguranças fazendo suas escoltas.
— Justin, recebemos informações que Demon está sendo invadido pelo telhado e logo será pelos fundos, vamos ficar sem saída então precisamos sair logo daqui. — Ryan gritava rápido em meu ouvido.
Quando chegamos em uma SUV preta, abri a porta da mesma e adentrei, com o motorista já aposto.
— Recuem agora, saem agora do Demon.
— Vai deixar Demon ser dominado? — Ele pareceu incrédulo.
— Fomos pegos desprevenidos, não tenho agora todos os homens para esse tipo de missão e não posso perder esses também, vai ser uma chacina. Aborde agora! — Ryan assentiu e logo ele, Chaz, Christian e Nolan começaram a gritar para abordar missão.
Eles adentraram no carro e logo o motorista saiu cantando pneu do local. Meus seguranças começaram a correr e a entrarem em seus carros, nos seguindo logo atrás.
— Filhos da puta. — Esbravejei com raiva, contorcendo meu rosto ao sentir meu corpo latejar. — E Kelsey? Onde ela está?
— Foi com Caitlin em outro carro, já devem estar perto da mansão. — Informou Christian ofegante, todos estavam respirando pesadamente.
— Ótimo. — Suspirei aliviado e joguei minha cabeça para trás, respirando fundo várias vezes. Foi uma adrenalina em tanto.
— Tem ideia de quem pode ser? — Nolan quis saber no mesmo instante em que senti meu celular vibrar no bolso.
O peguei rapidamente achando ser Kelsey, mas então o agarrei com força, com tanta força que meus dedos começaram a ficar roxos.
— Tenho um bom palpite. — Virei à tela do meu celular para eles lerem a mensagem.
"Gostou da recepção? Aguarde porque em breve terá mais. — Mikael."
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