AH is Back


POV. Justin

Naquele momento, antes de qualquer coisa, a única coisa que se passou na minha cabeça foi: Preciso tirar Kelsey daqui.

— Precisamos ir. — me levantei, com os olhos confusos de Kelsey me observando. — Agora! — disse ríspido, porque ela não podia fazer logo o que eu mandava e vir com dúvidas e perguntas depois?

— Não precisa disso, Bieber. — sua voz surgiu atrás me mim, fazendo-me fechar os olhos e respirar fundo antes de me virar e encará-lo olho a olho pela primeira vez depois de cinco anos.

Cinco anos depois quando eu roubei seu império e o coloquei atrás das grades.

— Alexander. — sibilei o nome que não pronunciava a muito tempo. — Pelo visto saiu da cadeira. Gostou dos tempos em que ficou de férias?

— Nunca fiquei de férias exatamente, e você sabe disso. — ele sorriu falsamente. E eu sabia que mesmo na cadeia ele iria arranjar um jeito de se envolver com as coisas aqui fora.

— Justin? — a voz de Kelsey me fez lembrar que ela estava ali. Os olhos de Alexander pararam em cima dela, que depois me encarou de novo com divertimento nos olhos. Eu sabia no que ele estava pensando: Ela é importante pra mim.

— Parece que Bieber continua o mesmo de sempre, sem muita educação. — ele sorriu para mim e depois voltou seu olhar para ela. — Os amigos me chamam de Alec, os inimigos de Alexander. — ele voltou seu olhar para mim, me fazendo trincar os dentes. Kelsey olhou para mim assustada, ela já havia percebido tudo, minha garota não era inocente, muito menos boba, ela já havia entendido que Alexander não era flor que se cheire. Não que eu também fosse.

— É um prazer, Alexander. — ela respondeu, me fazendo rir baixinho, com Alexander abrindo um sorriso de lado. Essa é a minha garota 2.0

— Eu já estava de saída. — falei e olhei para Kelsey enquanto ela entendia a deixa e se levantava, pegando sua bolsa.

— Isso não acabou, Bieber, e você sabe disso. — ele colocou suas mãos no bolso da frente de sua calça e ficou me encarando. — Nesse momento Christian já deve ter recebido o meu e-mail, converse com ele. — então se virou e seguiu em direção as postar dos fundos.

— Vamos, agora! — disse pegando no braço de Kelsey e a arrastando pela mesma porta em que entramos. Paguei a conta e logo o manobrista já estava com o carro a nossa espera.

Alexander Hanks estava de volta.

POV. Kelsey

Justin estava pensativo, mostrando estar concentrado no trânsito, mas eu sabia que isso era pura mentira. Ele estava preocupado e com sua mente em outro lugar. Olhei preocupada sobre toda a tensão que estava sobre o seu corpo naquele momento.

— Sei o que está pensando. — ele disse depois de muito tempo em silêncio.

— E não pretende me contar o que foi aquilo que aconteceu agora pouco?

— Você não precisa se preocupar com isso, você não quer fazer parte disso, lembra? — ele me olhou rapidamente e depois voltou sua atenção para o trânsito. — Então não precisa saber.

— Eu não quero participar de coisas que envolvam isso diretamente, mas a partir do momento que algo está o preocupando, então isso já me envolve. — ele me olhou, dessa vez por mais tempo. — Sou sua namorada e estou aqui para escutá-lo e apoiá-lo, tudo que envolve você, eu estou envolvida, lembre-se disso. — ele sorriu rapidamente e voltou sua atenção para o trânsito, pegando minha mão e a beijando rapidamente, pousando-a em seguida em cima de sua perna direita.

— Seu nome é Alexander Hanks, a uns cinco anos atrás eu roubei seu império armando para ele, fazendo-o ser preso por isso. — Justin me olhou rapidamente para ver minha reação, mas voltou a olhar para frente quando notou minha expressão de espanto. — Não me olhe assim, você já sabia do que eu era capaz.

— Eu sei, mas é que... — fiquei sem fala, olhando para frente e observando os carros a minha frente. Era um pouco assustador pensar em tudo isso. Suspirei fundo e recuperei meus sentidos, então voltei a encará-lo. — Então ele era o segundo maior, depois vinha Mikael, correto? — ele assentiu. — Poderia me explicar melhor como tudo aconteceu?

Ele suspirou pesadamente, mas apertou minha mão, assentindo ao meu pedido.

— Fizemos uma armadilha para ele, um carregamento de drogas, tudo a espera dele em um galpão, quando ele chegou a polícia já estava lá, por uma denúncia anônima.

— Sua denúncia.

— Na verdade Christian que falou com eles... — revirei os olhos e ele riu pelo nariz. — Sim, a ideia foi toda minha.

— Então ele foi preso e condenado a cinco anos por tráfico de drogas?

— Com uns subornos ali e aqui para não ficar mais tempo, é claro, mas resumidamente, foi isso mesmo.

— Então enquanto ele estava fora de jogada você assumiu o seu império, se tornando o segundo maior mafioso do Canadá.

— Ainda atrás do grande Mikael, isso mesmo.

— Porque isso é tão importante? — ele olhou para mim como se eu fosse louca.

— Está falando sério? Quem não quer quase ter toda a Canadá em suas mãos? Mikael quase manda na porra toda, isso me deixa puto. — ele apertou com força o volante. — Ela já tentou me derrubar muitas vezes, como eu também já tentei fazer o mesmo, e isso não vai mudar, nunca. — ele desviou sua atenção do trânsito para me olhar. — Eu o odeio, Kelsey, mais do que qualquer coisa nessa face da terra. — então voltou seus olhos para frente.

Suspirei e voltei a olhar para frente.

— Sua preocupação agora tem que ser em Alexander, já que Mikael está quieto.

— É isso que me apavora, Mikael está quieto. Isso não é boa coisa, não é mesmo.

Fiquei o observando enquanto ele olhava preocupado para o nada, com sua mente vagando em pensamentos, perguntas e respostas. Isso realmente era preocupante. Todos sabíamos que não deveríamos ficar felizes ou aliviados com essa calmaria toda que se encontrava Mikael. Ele estava agindo, todos sabíamos disso.

Quanto maior o silêncio, mais alto fica.

POV. Justin

Entrei no escritório a procura de Christian e todos estavam lá, inclusive Caitlin.

— Kelsey foi para o quarto, vá ficar com ela. — ela assentiu e saiu do mesmo, deixando apenas nós cinco. — Vou ser breve e rápido, Alexander está de volta.

— Já sabemos. — murmurou Nolan. — E já demos uma conferida em seu primeiro novo e-mail. — Olhei para Christian, que estava com seu notebook aberto, então ele o virou para mim, mostrando o e-mail que possivelmente era de Hanks. Não havia nada de mais no e-mail, apenas um endereço e horário, a partir das onze da manhã.

— Isso já deixou na cara qual é o seu objetivo. — disse Christian ao ver a minha reação.

— Fazer Justin ir até o endereço? — perguntou Chaz confuso. Nolan deu um tapa em sua cabeça.

— Até eu que sou lerdo entendi. Ele quer seu império de volta, com certeza vai propor muitas coisas para fazer Justin o entregar de volta.

— Ou me matar. — balbuciei, indo em direção ao bar para pegar um whisky. Peguei minha bebida e fui em direção a minha grande e confortável poltrona de couro, me sentando na mesma e encarando seus olhares sobre mim. — Ele esteve no jantar hoje, onde eu e Kelsey estávamos. — eles ficaram confusos e chocados, com certeza ele estava pesquisando muito sobre mim para ter descoberto que eu estaria lá naquela noite. — Ele sabe sobre Kelsey, ele viu o quanto ela é importante para mim.

— Não se preocupe com ela, irei dobrar a sua proteção. — afirmou Chaz, sorrindo de forma tranquilizadora. — Saindo daqui já aviso ao Kenny que irei precisar de alguns seguranças para protegê-la de longe. — acrescentou quando eu pensei em manifestar. Não queria seguranças homens ao redor dela, não depois da última experiência com Castiel.

— Tudo bem. Eles ficam de longe a protegendo, sem ela saber, e Caitlin a acompanha de perto. — ele assentiu.

— Mas sabe, não precisa de todo esse esforço para mantê-la longe dos homens, no mundo de hoje em dia, ela pode se apaixonar por Caitlin e colar velcro com ela no seu próprio quarto. — disse Nolan caindo na gargalhada, fazendo todos os acompanharem. — peguei um caderno de anotações que estava em minha mesa e taquei nele com toda força. — Que isso parceiro, não precisa de toda essa agressão.

— Vai se foder, Murray. — virei todo meu whisky e fui em direção ao bar pegar mais.

— Se vai mesmo ir amanhã encontrar Alexander, acho melhor maneirar na bebida, precisa estar bem amanhã de manhã. — disse Ryan, me fazendo revirar os olhos.

— Não preciso de uma babá, Butler.

— Às vezes precisa. — acrescentou Christian. Dei uma olhada carranca para ele, que deu de ombros. — É a penas a verdade. Ryan está certo, pega leve com a bebida.

— Tudo bem, já entendi. — larguei o copo de lado e voltei para minha poltrona. — Então, como vai ser? — eles me olharam confusos. — Isso mesmo, pela primeira vez eu não sei qual decisão tomar.

— Essa situação parece aquele famoso ditado: "se correr o bicho pega se ficar o bicho come", qualquer um dos dois lados que jogar vai ser complicado, então... — Ryan disse dando de ombros. — Não vai estar sozinho, sabe disso.

Olhei para ele pensativo e assenti.

POV. Kelsey

Caitlin tentava me animar conversando sobre as roupas que as famosas usaram durante a semana, o quanto algumas estavam com roupas horríveis e outras tão maravilhosas, mas eu não conseguia prestar atenção em uma palavra se quer que ela dizia, meus pensamentos estavam em Justin, o quanto a chegada de Alexander o deixou intrigado.

— Kelsey, é falta de respeito não ouvir a melhor amiga, sabia?

— Oi? — olhei para ela confusa. Ela arqueou uma sobrancelha e eu suspirei pesadamente. — Me desculpa, é que estou preocupada. Justin fez duas coisas muito graves para esse cara. Roubou seu império e ainda o colocou atrás das grades por anos, imagina quanta coisa ele não planejou ao longo desses anos? Ele com certeza quer acabar com Justin.

— A partir do momento em que você entra nessa, você cria inimigos. Hanks não é diferente de Mikael, Kells, não se preocupe, a diferença agora é que ele tem dois grandes problemas ao invés de apenas um, mas isso não quer dizer que Justin não se esbarrava com algum outro problema bônus, isso é o que mais acontece.

— Eu sei, é um mundo onde se cria inimigos com frequência.

— Exatamente. Além do império de Hanks, Justin conseguiu construir o próprio poder, ele tem muito mais hoje em dia do que foi roubado de Hanks, então não se preocupe, muita coisa mudou em cinco anos, Hanks está enferrujado, apesar de tudo.

— Ele não parece tão enferrujado.

— Mas está, vai por mim. — ela fechou a revista e se levantou da cama. — Vou me preparar para dormir, nos falamos amanhã. — ela se inclinou para beijar minha testa antes de olhar em meus olhos. — Não se preocupa com isso, ok? — quando eu ia assentir, Justin adentrou no quarto, parando na porta e olhando para nós duas.

— Por favor, não me digam que estavam se beijando. — eu e Caitlin caímos na gargalhada. Não aguentei e caí na cama de tanto rir. Caitlin teve que se sentar no chão por não aguentar ficar em pé depois de umas longas gargalhadas. Justin permanecia me pé observando o nosso espetáculo. — Vocês são bestas.

— Besta é você. — Caitlin disse ainda rindo e se levantando do chão. — Boa noite amor, amei entrar em baixo do edredom com você. — balbuciou Caitlin saindo do quarto, com Justin a pegando pelo braço e expulsando.

— Muito engraçadinha, Caitlin. — murmurou, fechando a porta e me encarando.

— Você é muito patético. — disse, ainda rindo.

— Vou te mostrar o patético. — Justin pulou em cima de mim e começou a fazer cosquinhas sem piedade, me fazendo gritar e rir ao mesmo tempo. Consegui me levantar e corri em direção ao closet onde ficamos correndo em voltas das prateleiras que ficavam no meio do mesmo, com gavetas de joias e relógios.

— Me deixa em paz seu chato.

— Não até você retirar o que disse.

— Nunca.

— Então, sinto muito. — em um mínimo momento de distração ele conseguiu me puxar pelo braço e esbarrar meu corpo com força contra o seu. No momento fiquei sem ar ao sentir seu corpo sobre o meu. Parece que Justin se sentiu da mesma forma, pois ficou anestesiado por um tempo. Seu olhar passou dos meus olhos para minha boca, e eu sabia o que vinha em seguida. Beijos de Justin.

Começamos a nos beijar, mas lentamente, com ternura e adoração, tudo muito convidativo.

— Me desculpe pela nossa noite ter acabado daquele jeito. — disse fazendo uma pausa do beijo.

— Tudo bem, não foi culpa sua.

— Eu iria leva-la em algum hotel legal para passarmos a noite, mas não estava esperando por Hanks, eu só queria te proteger e te trazer se volta, ok?

— Eu entendo, não se preocupe comigo, apesar da forma como a nossa noite terminou, eu amei tudo, cada detalhe. Obrigada pelo tempo que reservou para mim. — ele sorriu e acariciou minha bochecha com seu polegar, me fazendo sorrir de volta, então seu olhar ficou estranho e ele abriu a boca para falar algo, mas sua voz travou. Ele engoliu em seco e voltou a me olhar com ternura, mas ainda com aquele olhar estranho.

— O que foi? — sussurrei ao perguntar, estávamos sozinhos em um closet e pertinho um do outro, com nossos rostos bem próximos, o sussurro era o que mais combinava com aquele momento.

— Eu te amo. — ele sussurrou. Fiquei parada tentando assimilar aquelas três palavras que eu já havia ouvido antes, mas pareceram ser tão dolorosas e assombrosas. Mas agora o efeito foi diferente, foi mágico.

— Eu também te amo. — sussurrei de volta. A primeira vez em que ele me disse que me amava, eu não o correspondi, tudo estava confuso e turbulento, nada foi como esperávamos. Mas esse momento foi real, Justin não precisou falar um texto que eu soube mais tarde que foi Christian que escreveu. Não precisou de um jantar romântico, não precisou fazer esforço algum. Precisou apenas fazer um momento íntimo por acidente, que não estava programado, como esse momento agora em um closet onde falamos por acidente o "eu te amo" pela primeira vez um para o outro.

— O primeiro "eu te amo" poderia ter sido assim. — disse, me fazendo rir, também recordando daquela noite em LA.

— Eu concordo. — murmurei, então ele voltou a me beijar, porque nada melhor que terminar a noite aos beijos em um closet e um "eu te amo".

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