Trocando Estações
KOHAN
Na entrada de todos os reinos etéreos existe uma arvore tão antiga quanto a Deusa e cheia de magia. Existem histórias que datam de antes mesmo existir a criação dos reinos. Dizem, que essas arvores são na verdade deuses e deusas que se sacrificaram para salvar o reino mortal na primeira guerra.
A arvore do Norte é chamada de Glacial, assim como a do sul tem seu nome de Solaris. Já voltado para o leste, se impõem majestosamente Arvore Primaveril e seguido de sua irmã ao oeste a Arvore Outonal. Para os moradores dos reinos etéreos, essas arvores sempre foram um simbolo, um lembrete do poder e proposito dos Fae. Um lugar para depositar suas oferendas e fé cega aos Deuses já mortos e claro a Deusa Nefis.
Mais uma vez a troca das estações se aproximava e era este o motivo para ele estar ali. É através das arvores que os governantes concede a troca de estações no reino mortal ao qual sua missão é proteger e servir. Pela primeira vez em toda sua existência o Príncipe Kohan iria conhecer outros príncipes e princesas de reinos tão longínquo quanto o seu. Ele só sabia o que acontecia nessas reuniões graças a boatos e murmurinhos que ouvia entre os empregados do castelo, o que nunca era confiável.
Ele se lembrava dos dias que antecedia a ida do pai para os limites do reino. Ele escolhia sua melhor armadura - apesar de nunca ter usado em batalhas- e pedia para que preparassem sua dadiva dada pela deusa. A Espada Invernal.
Nem a coroa de gelo sob sua cabeça, nem sua capa branca como neve recém caída sobre os campos, chamavam tanta atenção quanto aquela maldita espada. Kohan nunca fora autorizado a ir com o pai, não por ser proibido, mas sim para não envergonhar o Rei do Norte. Os boatos de como Kohan conseguiu uma magia tão forte ainda assombrava as noite mal dormida do rei, mas desta vez ele fora obrigado a levar consigo o filho.
A brisa balançou suavemente os galhos da grande arvore, uma especie de polem de coloração brilhosa tomou conta do ar. Aos poucos os galhos ia perdendo as ultimas folhas que restavam. Uma a uma acabavam de encontro ao chão, se tornando ressecadas e mortas. Quando a última folha soltou-se do galho mais alto da árvore, flutuou calma e tranquilamente até o chão. Marcando assim a passagem das estações. Era o fim do Outono, e a chegada do inverno.O vento transformou-se em uma neblina densa deixando o local fantasmagórico e muito mais congelante. O inverno finalmente chegou e aquilo não era um bom sinal. A imensidão branca a sua frente era indescritível, o campo que antes levava as pequenas cores do outono ia sendo tomado pelo branco da neve que começava a cair em grandes quantidades.
O Rei do Inverno estava parado diante da arvore em seus trajes reais, com toda a sua soberba real também. Ao olhar para o pai ele sentiu a irritação que emanava do soberano. Algo estava o incomodando e o príncipe não gostava nada da carranca que ele ostentava naquela manha fria. Foi então que Kohan percebeu algo de diferente nas vestes do rei. A Espada não estava na sua cintura como deveria. Estranho.
— Senhor meu pai! - Kohan se ajoelhou diante das botas pretas do rei.
Suas roupas não eram nada parecidas com a do seu pai, mas eram tão exuberante quanto. Kohan gostava de usar os tons de sua casa tanto quanto seu progenitor - tons azuis, branco e prata. Mas o que diferenciava as veste de Kohan das dos demais era a falta de uma capa. Para ele usar uma capa era para pessoas da realeza que não lutavam, tipo o pai. Uma capa só o atrasaria, deixaria mais lento contra seus inimigos.
— Chegamos muito cedo? - Kohan questionou o Rei Invernal, assim que o mesmo permitiu que ele se levantasse.
Kohan sempre usava um tom de voz brando com o pai, sabia muito bem como era o temperamento do rei.
— Não seja tolo garoto. Eles sabem que não devem me de deixar esperando. Ainda mais na situação que eles estão.
— E qual seria a situação meu lorde? - Ele ter que chamar o pai assim.
— Você saberá assim como os outros, quando eu estiver de frente com a " Deusa". - Kohan percebeu o desgosto em sua voz.
Ele assentiu em silêncio e revirou os olhos pelas costas do próprio pai. Nós últimos dias o rei Graves havia começado a trata-lo com um desdém e desprezo maior que o normal. Jogava a culpa da desgraça que se abatera sobre o reino no filho, já que sua conduta era inadequada para um príncipe.
— Devemos entrar ou vamos ficar aqui fora até congelarmos? - Ele riu da própria piada.
Ele sabia que o pai desprezaria tudo que ele falasse, por isso seguia firme na sua ideia de irritar o pai sempre que podia e hoje não seria uma exceção.
— Não aja como tolo. Não ouse abrir a boca hoje. - o rei ajeitou sua capa e falou antes de se por a andar. - Vamos.
A hora não poderia ser mais perfeita.Juntos os dois colocaram-se a caminhar em direção a árvore que agora também brilhava num azul claro intenso. Era portal. A arvore começou a brilhar do toque do rei. Da base do tronco começaram a surgir linhas cristalizadas que mais pareciam rios de gelo correndo ao redor do tronco, subindo em espirais. Ao chegar nos galhos tornou tudo congelado, formando estalactites de gelo. Kohan odiava estalactites seja elas grandes, pequenas, de gelo ou não. Sempre fazia se lembrar dos seus dezesseis anos e aquela maldita floresta.
Um pequeno buraco no tronco da arvore surgiu e foi ficando cada vez maior, até que uma porta se formasse. O rei sem exitar girou a maçanete e adentrou para dentro da arvore. Kohan deu um passo ultrapassando para o outro lado da árvore logo depois do pai. Ele havia ansiado por isso a vida toda, poder andar no limite do reino, visitar a arvore sagrada e ver a deusa. Tudo estava se encaixando no seus planos. E um novo mundo surgiu a sua frente. Havia uma escada em seus pés assim que ele passou o limite da árvore. A escada subia em espirais longas até um castelo nas nuvens. O lugar onde as reuniões eram feitas, o lugar escolhido como palco das grandes decisões. O Grande Salão.
O salão vibrava com tanto poder reunido em um lugar só. Kohan conseguia sentir a presença dos outros reis e seus filhos.
— Talvez por ter convocado a reunião, você julga ter o direito de chegar atrasado Graves, mas isso só mostra o quanto você é insolente. - Disparou a mulher que ocupava ultimo dos trono a direita da sala.
Kohan segurou um riso que quase escapou por entre seus lábios. Adorou a forma que ela tratou o Rei Graves. Já era um grande fã dessa mulher.
— Acabei de dar inicio ao inverno para os mortais. Acho que você já pode se retirar Pearl. Você nunca foi necessária nas reuniões mesmo. - falou com desdem caminhando para seu trono.
Kohan percebeu pela primeira vez que o trono em que o pai sentara era igual - se não - o mesmo que havia no grande salão no palácio Invernal. O príncipe pegou-se encantado com a visão dos quatro tronos que estavam ali, cada um representando seu respectivo reino. O trono em que o pai se sentava era feito de gelo puro. Fora esculpido e moldado com magia pura pelo primeiro rei a governar o norte. Com o passar das eras cada rei acrescentou sua magia ao trono toda vez que se conectava ao mesmo. A magia entre criador e objeto tem uma ligação muito grande, assim como a coroa e passada de geração o trono é o terceiro artefato herdado por um príncipe, ficando assim a Espada como primeira e a coroa como segundo artefato magico.
— Já ouvi história sobre o rei do Inverno e sua insolência mãe, mas não sabia que ele podia ser tão rude com uma dama. - A voz doce era de uma garota que usava um vestido marrom claro e estava ao lado de Pearl. O vestido em si era feito da casca de árvores e seus babados eram como trepadeiras entrelaçadas que iam até seu busto bem avantajado.
— Greta não se incomode com isso. - Disse a Rainha do Outono e desdenhou do rei com um aceno - os membros do inverno são sempre assim, arrogantes e prepotentes com qualquer um. Frios por assim se dizer.
As outras pessoas do salão se mantiveram quietas. Kohan os analisou e sabia muito bem quem cada um era e o que cada um representava ali. Reis e Rainhas, das quais ele ouvia histórias magníficas e seus primogênitos que herdariam o legado de seus pais.
O rei da primavera estava sentado ocupando o lugar do governante das terras do leste. Seu trono era do tamanho dos outros quatro alocados em meia lua no centro, mas era de longe o mais colorido e exalava um perfume adocicado. Kohan conseguia sentir o cheiro de flores recém colhidas, terra molhada e doçura. Tomado dos pés até o topo, o trono era cheio de flores em tons laranjas e amarelo era uma linda representação da corte primaveril ao qual o trono pertencia. Ao menos era assim que Kohan imaginava ser o cheiro do Reino da Primavera. Ao seu lado em pé estava um garoto da mesma idade que o príncipe. Com roupas tão vibrantes e chamativas. Ostentava uma pose de extrema diversão,com os cotovelos apoiados nas costas do trono. Usava uma coroa de flores o que chamou a atenção de Kohan. Seu pai nunca lhe dera uma coroa, não uma que fosse de verdade.
— Vocês me divertem com essa rivalidade infantil. - Debochou o rei da Primavera.
Antes que mais alguma voz se elevasse no salão a porta foi aberta com um estrondo. Um brilho intenso tomou conta do salão. Um ser espectral adentrou o salão e passou por todos até parar em frente ao grande trono. A luz foi se extinguindo e transformando-se em uma figura bípede e humanoide. A aparência da mulher que surgira era de uma beleza exuberante. A pele negra, tomada de uma luminosidade celestial, uma cor de ébano hipnotizante. Os cabelos caiam sobre seus ombros em cachos pretos perfeitos. Kohan já tinha ouvido falar de sua aparência, que hipnotizava e ludibriava até o mais forte dos homens. A primeira vista ela era linda e ele sentiu que seria capaz de matar caso ela ordenasse, e ele mataria.
E nada do que ele ouviu a respeito chegou perto do que era estar perto da Deusa Nefis. Ela sentou-se em seu trono e cruzou as pernas que estavam a mostra. Seu manto era branco e tinha uma fenda no lado que deixava a mostra um par de pernas grossa e muito atraentes. Kohan estava encantado com a deusa, assim como todos na sala.
— Sejam todos bem vindos. - A voz ecou pelo salão e entrou diretamente nos ouvidos de Kohan e tudo que ele mais queria era que ela jamais parasse de falar.
Os reis e rainhas ajoelharam-se e assim seus filhos o imitaram. Com um pigarrear da Deusa, todos levantaram e tornaram a sentar em seus lugares.
— É uma grande honra estar na presença de todos vocês e de seus filhos. - Disse a deusa sorrindo com seus dentes perfeitos.
— Não posso dizer o mesmo minha deusa. - Disse o governador Graves.
— Já que você esta tão disposto a "falar" Rei Graves - disse ela sem parar de sorrir - porque não nós diz o porque convocou essa reunião?
Rei Graves levantou-se e caminhou firme em direção ao centro do salão. Parando bem em cima do círculo que continha o símbolo das quatro estações talhados. Um sol para o reino do Solar, um floco de neve para o reino Invernal, uma folha seca para o reino Outonal e unindo todos eles galhos floridos se enrolando e unindo-os todos com um só representando a corte Primaveril. Assim que seus pés tocaram o circulo, uma luz azul irradiou do símbolo que representava o inverno. Deixando o local em tom azulado e gelado. Pequenos flocos de neve começavam a cair do teto que era céu aberto. Kohan estava adorando aquele lugar mais do que esperava.
— Quando a primeira guerra acabou a séculos atrás - ele se virou para a Deusa - vossa alteza decretou que não deveríamos atravessar o reino um do outro, em hipótese alguma.
— Lembro muito bem desse fatídico dia. E seus antepassados concordaram com meus termos. - Ela agachou-se e pegou uma das flores que o rei da corte Primaveril havia depositado nos pés deu seu trono. Ela começou a girar em sua mão enquanto escutava o discurso cheio de ressentimento do rei.
— Exato! Agora alguém quebrou as regras. - A expressão de confusão eram vistas no rosto de todos.
— Como exatamente essas regras se quebraram podemos saber? - Questionou o Rei da primavera.
— Ontem a noite Carl - ele voltou-se para ele - a dádiva dada pela a deusa ao primeiro rei do inverno foi roubada da sala do trono. - Ele fez uma pausa dramática e prosseguiu - A Espada Invernal desapareceu.
O murmurinho começou baixo, mas logo as vozes cresceram e cada um queria ser ouvido. Todos tinham algo a dizer. Uns acusando o outro, ou até mesmo levantando ideias que não deviam ser pronunciadas. A deusa permaneceu em silêncio enquanto analisava a situação. Depois do que se pareceu horas ela se pronunciou fazendo todos se calarem.
— E você Rei Graves tem alguma suspeita? - Perguntou sem sorrir desta vez. Falou com a voz de uma Deusa, uma deusa revoltada.
— Não posso acusar alguém sem ter provas - Graves olhou carrancudo para a Rainha Pearl e sua filha - mas tenho minhas ressalvas com o povo do outono. Não foram eles que começaram a primeira guerra?
— Isso é uma blasfêmia. Nós nunca faríamos uma coisa dessa e você sabe muito bem que qualquer um que cruzasse as fronteiras estaria pondo em risco a vida dos mortais e a nossa. - A raiva da rainha era tanto que seus dedos agarravam-se ao trono feito de carvalho polido que os nós dos dedos estavam brancos.
— Eu acredito e posso garantir Rei Graves que as fadas do outono estão livres de qualquer suspeita, tanto quanto os outros reinos. - A deusa fez menção para que ele se sentasse e dessa vez ela adentrou o círculo das estações.
Os quatro símbolos se acenderam de uma vez só. Respondendo a sua magia. Mais um vez o príncipe sentiu que faria tudo por ela, cada gota de magia que tinha em si queria se dobrar a ela.
— Quando eu criei as dádivas como presentes por seus antepassados terem lutado bravamente ao meu lado na guerra coloquei algumas precauções podemos chamar assim - ela parou enfrente ao rei invernal e sorriu ao perguntar - pode nos lembrar quais eram essas precauções Graves?
Por míseros segundo o rei se encolheu perante a Deusa. Nem ele ousaria desafiar o ser celestial a sua frente. Com a voz embargada de algo que Kohan julgava ser deboche ele falou:
— Nenhuma dádiva deve sair do seu reino de origem, assim como nenhum Fae deve cruzar o limite do seu reino. Seus poderes sumiriam, seriam perdidos, suas asas se quebrariam fora dos limites etéreos.
— Você parece esquecer esse detalhe enquanto joga acusações por ai.
— Com todo respeito minha Deusa. Então quem poderia ter sido? Talvez... - Kohan nem precisou terminar para a deusa saber a quem ele se referia.
— Absolutamente NÃO. Ele está acorrentado e preso ha anos na Ilhas sem Estações, não teria forças para tal ato. Seria impossível. Eu ainda o sinto. - Disse levando a mão até um pingente vermelho preso a uma corrente de prata em volta do seu pescoço.
Com a atenção total em si a deusa não teve outra escolha a abrir o jogo com seus soberanos, já não podia mais adiar a situação.
— Sinto em lhe informar Rei Graves mas ao que me parece, alguém do seu próprio reino roubou a espada e a tirou de lá.
O Rei Invernal deu um pulo do seu trono. Agarrou-se ao manto em que usa para ter algo em que segurar já que sua espada amada havia sido roubada, pelo visto bem de baixo do seus próprio nariz. Com o peito estufado esbravejou pelo sala para ninguém em especial.
— Ninguém teria ousadia de tramar contra o rei, ainda mais no meu próprio reino. - Seus olhos azuis fixaram-se no príncipe ao seu lado - vamos Kohan, já fomos humilhados demais aqui. Mas guardem minhas palavras, eu mesmo acharei a espada e quando descobrir quem a roubou, congelarei o desgraçado sem piedade.
— Não meu caro Graves. Você não o fará. - Disse a Deusa voltando ao seu trono.
Mesmo sentada em seu trono totalmente de cristal, a deusa não deixava de impor medo e respeito. De pernas cruzadas e mãos entrelaçadas e elevou sua voz. Se ate agora ela este passível e amistosa isso se fora.
— A espada não esta em nenhum dos reinos. Bem provável que a pessoa que roubou a levou para um lugar que os objetos nunca deveriam estar. O mundo mortal.
A expressão de choque e horror seguiu-se de rostos totalmente apavorados com a ideia de uma dadiva ter parado em um reino não etéreo.
— Seu pai acha que ganhou essa reunião porque a solicitou com oferendas e agrados. Fique sabendo Rei Graves que NINGUÉM convoca uma deusa a não ser que ela queria ser convocada. - Seu olhar penetrou dentro da alma do soberano nortenho - Eu vim até aqui pelo seu herdeiro.
O Rei Graves olhou da deusa para o filho. Sua expressão fora um choque. Para todos.
— Dele? - soltou uma gargalhada - E o que a senhora iria querer com o meu filho imprestável?
A vergonha tomou conta do rosto de Kohan. Seu pai adora trata-lo mal na frente dos lordes do castelo, dos vassalos, dos plebeus e de qualquer um na verdade. Sem querer demonstrar que as palavras o atingiram, ele levantou ainda mais sua cabeça. Diante do gesto a Deusa sorriu.
— Espere um pouco - interrompeu uma voz jovem e bastante estridente - a senhora sabia do roubo da dadiva? - Questionou a Princesa Vixen, herdeira de Solaris.
— Não cabe a você questionar as atitudes e escolhas da deusa menina. - ralhou a mãe da jovem - Me desculpe a insolência, mas como assim majestade
— Respondendo a pergunta da jovem princesa Vixen, sim eu sabia que algo estava errado com alguma das dadivas. Como um presente dado por mim era obvio que eu poderia sentir se algo estivesse fora do normal - ela fez uma pausa para que os demais pudessem absorver a informação - Então ontem a noite, depois de anos sem ao menos piscar o meu colar brilhou por completo, me alertando que as dadivas correriam perigo. Bom agora sabemos qual é o perigo.
— E que tem meu herdeiro a ver com essa pedra brilhosa no seu peito? - Toda a formalidade do rei havia sumido, agora ele não fazia questão de esconder antipatia com a situação.
— Rei Graves exijo que seu filho o Príncipe Kohan Snow seja o responsável a trazer a gloria de volta par a seu reino - ela olhou para cada rei e rainha ali presente, cada herdeiro cujo os reinos desejavam herdar e só podia torcer para ter tomado a decisão correta. - E como prova da boa fé e fidelidade dos outros reinos sugiro que os primogênitos aqui presente se juntem a procura da Espada Invernal!
Os Reis e Rainhas se entreolham e simultaneamente concordam com a cabeça. Quando ela disse que sugeria, queria dizer que era uma ordem. E não se questionava as ordens de uma deusa. Jamais.
— Desculpa interromper esse momento de espirito de pré-caçada, mas já passou pela cabeça de vocês que nos - Vixen apontou para cada filho e filha presente na reunião - não queremos ir?
— Minha filha não fale desta maneira. - A Rainha Iris repreendendo a filha, o tom de suas bochechas ficaram mais vermelho que o sol do seu reino .
— Você pode não querer ir Vixen, mas a sua escolha de não ir pode trazer problemas para os demais. O mundo mortal só aguentara se todas as estações estiverem juntas. Nunca antes um dadiva foi parar no mundo mortal. Somente juntos vocês sobreviveram ao que pode vir.
A garota apenas abaixou a cabeça em concordância. Não havia mais nada a ser dito ali. Destinos foram traçados e escolham deviam ser feitas a partir de agora.
— Muito bem. Declaro essa reunião encerrada. Daqui cinco dias, vocês quatro deveram se encontrar ao pé da árvore do seu reino. Abrirei o portal para o reino mortal e sua missão começará. Até lá, se mantenham sempre altivos.
Com um estrondo de luz a deusa desapareceu deixando no salão quatro governantes aflitos e seus filhos com um futuro incerto nas mãos. Kohan olhou para cada um de seus companheiros. A Deusa colocará em suas mãos não só o destino de Zatera, mas também quatro vidas que poderiam ser perdidas nesta busca pela a espada. Kohan jamais poderia imaginar que suas atitudes levaria a isso. A uma caçada pelo mundo mortal.
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