Capítulo 2 - O pedido
Thomas King
Em todos os meus trinta e quatro anos vividos, nunca fui tão feliz como estava sendo nesses últimos seis meses. Estar ao lado de Victória era a melhor coisa que eu podia querer. Sua essência alegre e divertida me traziam a sensação de bem estar.
Com ela, eu não precisa fingir ser ninguém, podia ser o cara ciumento que não suportava ver um babaca olhando de forma maliciosa quando ela estava de shortinho curto na rua, podia ser o palhaço que sempre a fazia rir quando ela estava de TPM, podia ser o idiota que as vezes magoava sem querer seus sentimentos, podia ser o amigo com a qual ela dividia todos os seus problemas e suas soluções, e principalmente, podia ser o amor da vida dela, daqueles que não precisava ser muito mas, que também, não era tão pouco.
Victória e eu éramos o exemplo daquela famosa frase "Carne e unha, alma gêmea...". Eu me sentia completo perto dela e ela perto de mim, era perfeito.
Quando decidimos assumir para todos o nosso relacionamento, diversas pessoas nos criticaram de diversas formas possíveis e imagináveis. Não vou dizer que foi fácil superar aquilo tudo, mas nos valemos da nossa própria companhia, se estávamos juntos, não havia mal algum a temer, nem mesmo os pais dela iriam tirar de nós a felicidade que custamos a conquistar.
Lembro-me perfeitamente de como meus amigos e minha família reagiram quando souberam da notícia, Gus, meu irmão mais novo e até então namorado de Meredith (que por incrível que pareça era a melhor amiga de Victória), foi o primeiro a me dar os parabéns e dizer que eu havia feito a escolha certa, Philip, o mais velho, já usou mais de sua sensatez e disse que eu deveria tomar cuidado para não machucá-la e não me machucar. Meus pais estavam indiferentes, disseram apenas que eu deveria ser feliz e tomar jeito na vida.
Meus amigos já ficaram um pouco surpresos, visto que, a maioria deles haviam ministrado aulas para Vick. Contudo, no final das contas, eles levaram numa boa e nos desejaram coisas positivas, menos mal não é mesmo?!
No presente momento, eu aguardava ansiosamente as seis da tarde, horário pela qual eu saio todos os dias do trabalho. Estava ansioso para vê-la e saber tudo o que aconteceu na reunião de mais cedo.
Conheço a namorada que tenho e sei que, na certa, ela estava pirando com essa história toda de escritório, chefes e peças processuais. A dedicação dela as vezes me deixava assustado, nunca vi uma garota exigir-se tanto e trabalhar tanto. Raramente ela me pedia ajuda para terminar um processo ou qualquer coisa do tipo.
O relógio da parede em minha frente finalmente marcou as minhas almejadas dezoito horas, mais que depressa, peguei meu paletó e as chaves do meu carro, me despedi apressado das secretárias e do meu sócio alegando estar atrasado para algo de suma importância.
E de fato eu estava.
Corri para a garagem do prédio onde ficava o escritório, entrei no carro e dei partida no mesmo, sai da garagem com um sorriso no rosto, estava prestes a vê-la. Eu sei, pareço um adolescente apaixonado, e eu não ligo pra isso, eu podia estar com Victória todos os dias, mas eu nunca, jamais, me cansaria de estar com ela, sempre iria contar as horas, os minutos para tê-la novamente em meus braços, como em todas as noites.
Estava tão absorto em meus pensamentos, que mal notei quando estacionei na porta do prédio onde Victória morava.
Desci do carro e passei pela portaria, o rapaz, que já era conhecido meu, acenou com as mãos e me lançou um sorriso singelo. Devolvi logo em seguida.
—Ela já chegou?! – Perguntei perto do elevador.
—Sim senhor! – O porteiro respondeu alargando o sorriso.
Mordi o lábio inferior e entrei no elevador. Cerca de meio minuto depois, eu saía do cubículo dando de cara com a porta do apartamento dela.
Toquei a campainha e logo a porta se abriu, deixando que uma Victória de cabelos presos em um coque bagunçado, usando uma das inúmeras camisas minhas e incrivelmente sexy, aparecesse em meu campo de visão.
—Uau, como você consegue ser linda até quando está desarrumada?! – Falei envolvendo sua cintura.
—Vou tomar isso como um elogio. – Ela sorriu enquanto enlaçava meu pescoço com seus braços.
—E foi um elogio. – Ri enquanto a pegava no colo. – O que temos pra hoje?!
—Uma conversa bem delicada. – Ela assumiu um semblante mais preocupado. – Vamos para o quarto.
A carreguei até lá e a depositei na cama de forma delicada, Vick me olhava como se estivesse escolhendo as palavras certas para dizer.
—O que houve?! Alguma coisa deu errada na reunião de hoje?! – Perguntei já preocupado.
Ela me encarou por mais alguns minutos antes de se jogar em cima de mim me beijando.
Eu não estava entendendo aonde ela queria chegar com aquilo, mas não vou negar que eu gostei da primeira investida. Nossos lábios se tocaram com certa intensidade, isso sempre acontecia quando ela estava nervosa e precisava esquecer dos problemas e como eu não queria parar ali, continuei.
Aos poucos ela foi se livrando da minha camisa e eu desabotoando a dela, sem em nenhum momento separar o beijo. Victória foi deitando na cama de casal e eu a segui, por cima dela, sustentando meu corpo com as mãos para que não a machucasse.
A medida que as carícias iam aumentando, Victória deslizava suas mãos pelo meu peitoral, abdômen e por mim em meu membro que já pulsava esperando somente que ela me pedisse.
—Alguém está animado hoje. – Ela brincou enquanto eu beijava seus seios.
—Só eu?! - A olhei com desejo. – Sua amiga ai em baixo está me dizendo que você também quer tanto quanto eu.
—Então porque não acabamos logo com essa tortura e partimos logo para o que interessa?! – Ela desafiou invertendo nossas posições.
—Um dia você ainda me mata, Victória. – Falei enquanto ela sentava sem pudor em meu membro.
—Mato nada. – Ela sorriu divertida enquanto se movia com destreza em cima de mim.
Devemos ter feito umas sete posições diferentes até chegarmos ao nosso ápice juntos, misturando nosso prazer como se fosse um só.
—Pode me contar agora o que houve na reunião, senhorita?! – Perguntei deixando meu corpo ser jogado na cama e puxando Vick para mim.
—Acabamos de fazer o melhor sexo das nossas vidas e você ainda está me perguntando da reunião?! – Ela me olhou descrente.
—Não tente atrasar mais ainda o assunto, mocinha. – Sentei-me com as costas na cabeceira. – Pode ir falando.
Victória respirou fundo e esperei que a bomba caísse sobre minha cabeça.
—Fui presenteada com a oferta de emprego em Roma. – Ela disse por fim.
Tudo bem, aquilo foi intenso mas não sei o motivo pela qual ela estava tão receosa em contar.
—Isso é ótimo, meu amor é tudo o que você sempre quis e que você merece, não entendo porque está com tanto receio sobre isso. – Eu a abracei forte e distribui beijos em sua pele nua.
—Thomas, você não entende?! Se eu for pra Roma vai significar o fim para nós, e eu não quero te perder. – Ela disse séria.
—E quem disse que eu deixaria você ir sozinha?! – Falei arqueando as sobrancelhas.
—Como?! – Ela me olhou confusa.
—Esqueceu que advogo para uma empresa Italiana?! Posso pedir transferência para lá, ao não ser que você não me queira por perto. – Dei de ombros com um sorriso cínico no rosto.
Victória tinha consigo um brilho diferente nos olhos, eu mal precisei terminar de falar e ela já estava enlouquecida me abraçando e me beijando de todas as formas possíveis.
—Eu não acredito que você vai comigo!! – Ela estava feliz. – Eu amo você!
—Espera. – A impedi de continuar a festa. – Tenho uma condição.
—Que seria?! – Ela travou.
A princípio não respondi nada, apenas caminhei até a minha calça e procurei em um dos bolsos uma coisa que eu havia comprado a duas semanas atrás para dar a ela, nunca tinha encontrado ocasião mais perfeita do que aquela para entregar o artefato.
Me aproximei da cama, ajoelhei, e perguntei:
—Victória Walker, você aceita ser a Senhora King?! – Sorri. – Você quer se casar comigo?!
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