༆XXXI

Oh quem voltouuu

o capítulo de hoje é para as Azryn shippers e as Azriel stans sofredoras

dias de glória fml, venceram

— Concentração, Alyn! — Ouvi o grito de Azriel ecoar pela montanha e arranquei a venda dos olhos. Bufei sentindo os pulmões ardendo e suor escorrer por minhas costas que no momento está doendo por causa das cicatrizes.

— Quando eu disse que treinaria com você eu não quis dizer isso! — Joguei a venda no chão antes que usasse para asfixia-lo. — Eu te sinto, o problema é que você não está me atacando com sua força e seus poderes, e sim as sombras!

— Você me disse um treino, não especificou de quê. — Zombou folheando os papéis que Nuala trouxe mais cedo. Uma semana atrás quando tivemos a reunião para Azriel explicar seu plano, todos — menos eu,Rhysand, Mor e Fellius — concordaram. Teríamos que ficar escondidos até o dia do ataque. Feyre convenceu o parceiro e eu expliquei que se formos fazer algo assim a Corte Noturna não será colocada como aliada, nem mandante. A Corte Diurna e eu seremos os responsáveis e culpados, e como parceira de Azriel terei o "forçado" a participar. Parece algo que eu faria.

— Não estou e nem ficarei cega, isso eu lhe garanto, encantador de sombras. — Respondo calma me deitando no tatame. Shelly veio até mim com minha toalha pendurada em seu pescoço. — Isso aí, garota. — Brinquei com a grifa fazendo ela se deitar em mim. O ar escapou e eu comecei a lhe empurrar. — Garota malvada, saia de cima da mamãe! — Grunhi enquanto ela parecia se divertir.

— Shelly! — Azriel chamou uma só vez e a traidora saiu de cima de mim. Eles haviam se dado bem, por mais que o mestre espião ainda esteja um pouco cauteloso perto da criatura.

— Filha! — Protestei indignada enquanto a mesma ia para o lado de onde Azriel estava sentado. As asas illyrianas abertas atrás da cadeira, ele passou a maior parte do dia fora, por sabe se lá onde. Tive que lhe trazer para Sob a Montanha, onde eu havia estado escondida por um mês inteiro. Ninguém havia descoberto então acho que funciona para nós dois. — Não sei como você queria seu quarto, por isso não reformei nenhum de dentro da montanha, o seu fica entre as montanhas. Sabe janelas grandes e muito aberto, mas não se preocupe eu coloquei um feitiço que deixa oculto para quem vê de fora. Mas você também pode ficar com um dos quartos reformados, Renard e eu tivemos um trabalho enorme para mudar alguns daqui de dentro e...

— Pela Mãe, você gosta de falar, não é? — Me interrompeu com um sorriso pequeno. Coloquei atrás da orelha uma mecha que se soltou do rabo de cavalo sorrindo minimamente.

— Desculpe, é uma mania horrível que adquiri depois que consegui fugir. — Expliquei, me virando e deitando sobre meu estômago. As cicatrizes em minhas costas ardendo. — É amanhã, não é? — Perguntei baixinho desviando o olhar.

— Ainda não, temos duas noites até o dia. Morrigan retornará de lá amanhã, se eles não assinarem o tratado poderemos atacar sem sofrer reprimendas. — Respondeu sério. Eu estava particularmente nervosa com esse plano. Não que não confiasse em Azriel e seus conhecimentos, o problema é que está nas minhas mãos. Eu teria de enfrentar eles, com ou sem Azriel.

— Tudo bem. — Enterrei o rosto entre os braços e respirei fundo. Eu conseguiria lidar com isso, fácil. Sim, seria fácil. Tem que ser.

— Vai, levanta daí. — Ignorei o encantador de sombras e continuei deitada. Eu estava cansada, ele havia me feito treinar por duas horas vendada. — O que houve?

— Nada. — Resmungo, não iria lhe dizer que minhas cicatrizes estavam doendo. Tenho que aplicar a pomada que a curandeira havia me dado, ou não diminuiriam.

— Se não fosse nada você não estaria deitada no chão choramingando. — Retrucou tirando meu cabelo do rosto. Abri um olho e lhe encarei com uma careta.

— Não se preocupe eu só... — Fechei os olhos e prendi a respiração sentindo o ardor. Cerrei a mandíbula com força e choraminguei.

— Não posso te ajudar se não me disser o que tem. — Sua voz estava preocupada e tensa, suspirei pesadamente.

— Na minha bolsa vai encontrar um frasco de vidro com pomada, pega pra mim, por favor? — Pedi baixinho e sinto quando seu calor se afasta, uma sombra roçando meu rosto. Havia preparado uma bolsa para trazer com roupas e minhas coisas de higiene. Assim que ele se aproximou de novo peguei o pote que já estava aberto e tentei passar nos pontos que estavam piores, porém o movimento fez com que as dores piorassem. Olhei com os olhos marejados para Azriel, odiando o colocar naquela situação. — Poderia...? — Ele prendeu a respiração por um minuto, parecendo debater internamente o que fazer, mas ao encarar meus olhos assentiu. Não continuei olhando, não queria ver sua reação à elas.

— Vou levantar sua camisa, ok? — Assenti devagar. Senti os dedos do encantador de sombras subirem o tecido até a altura das omoplatas, quase expondo minha costa inteira. — A quanto tempo está sentindo essas dores?

— cento e doze anos anos. Por quê? — Perguntei baixinho, sentindo o mestre espião subir um pouco mais o tecido. Suspirei novamente quando senti o líquido pastoso entrar em contato com minha pele. Percebi que o mesmo estava tenso.

— As minhas também eram assim. — Engoli em seco com seu tom baixo, quase como um sussurro. Os dedos calejados começaram a espalhar — Por que não me disse que estavam doendo? Não tinha que continuar se estava com dor.

— As vezes passam rápido, as piores são de noite. — Expliquei apreciando o movimento de seus dedos sob as cicatrizes. Meu rosto estava queimado, poucas pessoas já as viram. Havia deixado de usar decotes nas costas logo após o ataque de Velliard ao meu quarto. — Não queria que se preocupasse a toa.

— Hm. — Resmungou baixinho. Senti as sombras ao seu redor virem até mim, já que ele estava sentado ao meu lado no tatame. — Algumas estão bem vermelhas, quanto tempo ficaram abertas?

— As menores por duas, três noites. As maiores seis noites, uma semana. Variava bastante. — Respondi simples. Estava um pouco envergonhada por ele estar vendo elas, e quase me bati mentalmente por começar a me comparar com Elain. Dúvido muito que ela tenha cicatrizes, sua pele é tão perfeita que poderia muito bem ser a de um bebê. — Algumas não tinham tempo de se fechar o suficiente, quando me levavam novamente acabavam abrindo e formavam apenas uma grande ferida aberta. — Contive o tremor que percorreu minha coluna ao lembrar disso. Faria qualquer coisa para não ter que passar por algo assim novamente. O silêncio que se seguiu foi desconfortável, pela primeira vez. Azriel estava tendo as minhas costas e suas mãos continuavam massageando as cicatrizes com cuidado. — Me conte algo engraçado. Não gosto quando fica esse clima tenso. — Pedi de olhos fechados. Senti quando o mesmo se mexeu em seu lugar.

— Hm, tem que ser algo engraçado? — Perguntou. Assenti o fazendo bufar. — Feyre e Cassian se ofereceram no ano passado para enfeitarem a casa para o solstício de inverno, mas começaram a beber e eu tive que arrumar tudo. Quando terminei eles me fizeram beber com eles, quando Rhys chegou e nos viu achou que eu havia pegado para eles. Rhys ainda acha que sou eu que roubo os vinhos para Feyre, Morrigan e Cassian. Na manhã do solstício fomos para o chalé e Feyre fez Rhys ser expulso da sauna quando o deixou excitado pelo laço de parceria. — Aperto os lábios prendendo a risada fazendo minhas costas tremerem, os dedos dele se afundam massageando mais forte. Gemi baixinho.

— Ei, eu não ri! Cassian e Feyre parecem divertidos.— Seus dedos apertaram novamente e me arqueei contra no tatame. Ri sentindo cócegas. —  Isso foi maldoso!

— Acho que gostou. — Sussurrou se abaixando ao meu lado. Fechei os olhos e uma sombra roçou a parte de trás da minha orelha. Os olhos mel quase dourado me encararam com desafio. Sorri de lado.

— Não me provoque, encantador de sombras. — Avisei olhando por cima do ombro, os dedos continuaram espalhando e massageando minhas costas.

— Ou o quê? — Nossos olhares se encontraram e senti o momento em que algo atingiu dentro de mim, uma parte que não estava lá. Acho que meu cérebro estava em pânico. Podia ouvir algumas sirenes tocando em minha mente. Céus, isso estava saindo do controle rápido demais. O que estava acontecendo? O mesmo também parecia ter sentido, pois os movimentos cessaram e as sombras ficaram densas ao nosso redor.

— Vai ficar sem biscoitos. — Desvio o olhar sorrindo para o pote de biscoitos que eu havia pegado na cozinha do palácio antes de vir para cá. — Keala faz os melhores de toda Prythian.

— Sendo assim vou me comportar, dou minha palavra. — Ri baixinho. Apoiei a cabeça nos braços novamente e aproveitei a massagem. Deixei meus pensamentos me levarem até minha mãe. A mesma estava melhorando aos poucos, Darren e Keala estavam lhe ajudando com os pesadelos e Ystria se encarregou de fazer companhia para ela. Meu coração apertou quando lembrei do abraço apertado que Alaya me deu quando fui me despedir, era um pedido de perdão. Quase não consegui controlar as lágrimas.

— Se hoje fosse seu último dia no mundo, o que você faria? — Perguntei curiosa olhando sobre o ombro para o mestre espião que parou os movimentos e olhou para frente sério.

— Acho que ficaria com minha família. — Respondeu sem me olhar. As asas farfalharam um pouco. — Guerra de bola de neve com Rhys e Cassian, tomar vinho com Mor e Amren, sair para comprar tintas com Feyre, treinar com Nestha e observar Elain cuidar do jardim. Sem preocupações com a Corte, missões ou investigações. — Sua voz estava baixa e calma, diferente das outras vezes. — E você?

— Eu treinaria com Fellius e Ystria, teria aulas com Darren, Renard e Helion. Assaltaria a cozinha quando Keala não estivesse vendo, leria um pouco. Passaria um tempo com minha mãe e Lucien, tentaria falar com o bebê de Nyara e Urie. — Listei enquanto o mesmo ficava em silêncio.

— Se não me engano, essa é a sua rotina atual. — Ri fraco, um sorriso triste brincou em meus lábios.

— Eu vivo todos os dias da minha vida como se fossem o último, não quero morrer com arrependimentos. Não quero chegar no fim e pensar "Porra, eu deveria ter feito tal coisa diferente", agora principalmente. Tudo que estou fazendo gira entorno de Velliard, inconsciente ou conscientemente.

— É uma bela forma de se viver.

— Depende do seu ponto de vista. As vezes fico com tanto medo de fazer algo, falhar e pessoas perderem a vida por isso. Céus, acho que nunca conseguiria lidar comigo mesma. — Confessei baixinho. Milhares de pensamentos espalhados por minha cabeça. — No ataque da invernal, se você não estivesse lá eu não teria subido na montanha. Eu teria me entregado a Velliard.

— O quê? — Seu choque ficou evidente conforme seus dedos pararam de se mover sobre a pele e até mesmo sua respiração parecia ter parado.

— Renard gosta de chamar de Extinto suicida. — Gargalhei verdadeiramente explicando para o mestre espião os diversos apelidos que Renard já me deu, incluindo molestadora de frutas inocentes. Apreciei a risada rouca do macho por vários minutos enquanto o mesmo zombava de mim.

Droga. Aquele sorriso deveria continuar sempre em seu rosto. Não me importava se ele estava rindo de mim ou comigo, contando que ele continuasse com aquela expressão de animação. O sarcasmo, as piadinhas zombeteiras, o sorriso tão pequeno que poderia ser apenas invenção de minha cabeça. Os cabelos sempre parecendo despenteados pelo vento, a falha na sobrancelha que convida a olhar de perto, as covinhas. Céus, aquelas covinhas eram as coisas mais fofas que eu já havia visto.

Me perguntei o que teria o tornado tão reservado e fechado, quem teria feito aquilo com ele. Me perguntei se ele estaria feliz, se ele tem tudo que quer. Se ele havia percebido as semelhanças entre nós. Quis perguntar seu animal favorito, como ele fazia para controlar as sombras e o que elas dizem sobre mim.

Mas guardei todas essas perguntas dentro de mim e apenas apreciei sua companhia por mais alguns minutos. Quando percebi que a dor já havia passado e poderia ir tomar um banho, me despedi dele e saí do ringue improvisado com um sorriso idiota. Precisava de um banho e lavar meus cabelos para ver se conseguia tirar um certo par de olhos dourados de meus pensamentos. E nunca torci tanto para que fossem os de Darren e não os de meu falso parceiro.

[...]

Estava tudo bem, não havia razões para se preocupar. Azriel havia sumido durante as últimas dezessete horas? Sim, mas... Ora ele tem mais de 500 anos, já sabe se cuidar. Não sou nada para ele, não tenho que ficar preocupada.

Ou não, sou a parceira de mentira dele, tenho sim que me preocupar por onde ele anda. Esse plano foi todo dele, o meu era bem mais simples. Atrair Velliard, matar Velliard. Vitória. Ao contrário do plano dele, que tem tantas partes que sinto que vou acabar morrendo de ansiedade.

Ontem quando deixei meu quarto não o encontrei em lugar nenhum, e olhe que procurei por todos os lugares junto de Shelly. Encontrei algo bem útil em seu plano, mas como diria para ele se nem ao menos sei onde está? Não tentei localizar com o feitiço que usei em Velaris. Se ele saiu e não me disse para onde é porque não queria que eu soubesse.

Continuei misturando a massa de biscoito com as gotas de chocolate no balcão. Havia pedido para Renard e Fellius me ajudarem a concertar essa cozinha durante a semana. Todos me ajudaram a reformar aqui para nós, ninguém da corte noturna além de Rhys e Azriel sabe onde estamos e o Grão-Senhor não fez a mínima questão de vir até aqui. Entendo suas razões.

Se bem que poderia apostar que ele não reconheceria boa parte daqui agora. Tudo continua esculpido em pedra polida, porém alguns toques de limpeza e branco foi suficiente para clarear ainda mais e a aura macabra daqui ir desaparecendo. Apenas duas alas continuam isoladas, onde ficava os aposentos de Amarantha e onde Feyre ficou presa.

Passei o torço na testa tirando o suor e farinha. Suspirei e peguei duas formas grandes colocando sobre o balcão de mármore escuro. Comecei a colocar as bolinhas de massa e peguei a vasilha com gostas de chocolate colocando mais por cima. É melhor que fiquem bons ou eu choraria muito. Olhei para Shelly que estava deitada me observando cozinhar. Fui até o forno a lenha acendendo e deixando aquecer por alguns minutos antes de levar as bandejas ao forno e fazer uma dancinha estranha por ter dado certo.

— Pare de me julgar. — Falei sabendo que a mesma não me responderia. Uma vez eu realmente esperei que ela fizesse, então me recordei que apenas Renard faz isso. Me encostei no balcão e olhei ao redor, tentar mais uma receita ou ir até a corte mais próxima e comprar algo? Se bem que não posso usar meus poderes. Se o acordo não for assinado teremos permissão de atacar. Precisaríamos evacuar aquele lugar o mais rápido que conseguirmos se o ataque for acontecer.

Não usaríamos exércitos, nem pensar em perder mais soldados. As fronteiras das Cortes foram fechadas e ninguém entra, ninguém sai. Velliard havia tentado atacar a Primaveril — chutar cavalo já morto —, mas não conseguiu. Tarquin ofereceu abrigo para Tamlin, mas o mesmo se recusou a deixar sua Corte. Só dele mesmo, por que ninguém mora lá.

— Quer saber, filha? Vamos fazer macarrão com molho de tomate e ervilhas. — Fui até os armários que Keala fez questão de abastecer. Peguei o pote com o macarrão e uma panela para colocar a água. Peguei o resto dos ingredientes e coloquei na bancada. Pus a panela com água no fogão e usei um pouquinho de poder para alimentar o fogo.

Lavei bem os temperos, principalmente os tomates, e os coloquei dentro de uma vasilha. Peguei a tábua de madeira e a faca grande e comecei a cortar o manjericão assim como Darren havia instruído uma vez na cozinha do Lex Talionis. Ouvi a água borbulhando e peguei o macarrão despejando boa parte dentro da panela, mexi com uma colher e torci para não embolar.

Estava terminando de cortar os tomates quando senti a presença de Azriel. Como eu sabia que era ele? Eu não sei, apenas... sabia. O observei esfregar os cabelos com uma toalha, as asas bem fechadas atrás de suas costas. Seu cheiro de névoa gélida e cedro me atingindo, estava usando uma camisa de linho azul escura e calças folgadas com estampa xadrez também azul. O cós da calça era um pouco largo em suas pernas, mas abraçava perfeitamente os quadris, mesmo estando bem abaixo das linhas duplas que eu sabia que ele tem. Era impossível não ter. Levantei os olhos e encarei as orbes cor de mel sentindo meu interior aos poucos se derreter.

— Ai! — Senti meu dedo arder e meus olhos marejarem. Inferno, eu não estava esperando por isso. Olhei para baixo vendo que havia me cortado. Segurei o dedo e o levei a boca sentindo o gosto metálico de sangue. Não havia percebido que Azriel estava se aproximando até ele quase arrancar meu dedo da boca tentando ver o corte.

— Você tá bem? — Minha cabeça rodou um pouquinho quando percebi o quão perto ele estava.

— Estou, foi pequeno. Superficial. — Comentei rodando o dedo vendo apenas uma pequena linha vermelha. — Incrível, consigo lutar com um ex general de mais de trezentos anos de igual para igual, mas choro com um corte no dedo. — Brinco espalhando um sorriso animado no rosto.

— Todos tem suas fraquezas. — Disse simples soltando minha mão. Então o encantador de sombras olha ao redor vendo a bagunça de trigo, tomate e chocolate. — O que está fazendo?

— Pensei em cozinhar, estava entendiada. — Respondi simples me virando para a bancada. Estiquei a mão para pegar a faca novamente, mas fui delicadamente empurrada para o lado e o macho tirou a mesma do meu alcance. — Ei!

— Vou te ajudar. Deixe que eu faço isso, ok? Não é justo para alguém ferida. — Brincou apontou para meu dedo. Mostrei o dedo do meio para ele e dei as costas indo até a panela de macarrão escutando sua risada baixa. — Então, o que estamos fazendo? — Perguntou indicando a panela com a cabeça.

— Macarrão com molho de tomate e ervilhas. — Respondi apontando para os ingredientes na bancada. — Já que vai ajudar, termine de cortar os ingredientes do molho e depois é só escorrer o macarrão enquanto faço o molho e olhos os biscoitos no forno.

— Já percebeu que você tem tendência a dar ordens? — Provocou me olhando por cima do ombro.

— Calado e continue cortando os temperos. — Ironizei imitando Nyara. Azriel contorceu o rosto em uma careta antes de rir baixinho. Sorri minimamente e voltei minha atenção para o que estava fazendo então me lembrei do que achei durante a tarde. — Parceiro, você não vai adivinhar o que eu achei.

— Se eu disser que provavelmente já sei o que é, vai ficar chateada? — Perguntou de volta sem me olhar, concentrado em sua tarefa.

— Sim, então finja surpresa. — Pedi dando a volta no balcão. Apontei para Shelly: — Ela não era a única criatura sendo mantida presa dentro dessa montanha.

— Hm. — Resmungou baixinho. — O que mais tem? Um unicórnio?

— Não, algo bem maior.

— Que seria? — Bati as mãos no balcão de mármore fazendo ele me olhar, sorri inocente.

— A parte essencial de seu plano, mestre espião. — Seus olhos se arregalaram e a mão segurando a faca parou e ele levou a outra até o peito numa expressos dramática.

— Não... — o interrompi empolgada.

— Você é um péssimo ator, a propósito. — Digo convencida. — Mas sim, finalmente encontrei o dragão adormecido de Sob a Montanha.

não lembro quem pediu dragão, mas eu odeio vocês pq eu já tinha no planejamento enfiar um dragão nisso aqui.

quem amou o casalzinho brincando de casinha por dois dias?

Ystria 🤝 Nestha
tentar juntar Azryn de qualquer jeito

a autora é #0 Azryn shipper

quem sacou oq rolou cm a Alyn naquela hora?

amo vcs, bye bye <33

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