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AAAAAA EU TÔ MUITO FELIZ, BATEMOS 1K CARA
gostaram da capa nova??? Eu amei, foi a samkl_ que fez, ela é perfeita demais eu tô apaixonada.

Eu não achei que ia chegar tão longe, eu devo todas essas views e votos a vocês que lêem, pq esse livro é tão meu quanto de vcs.

Uma semana.

Foram exatos sete dias, quatro horas e 12 minutos desde o dia em que Eris havia ido ao meu quarto para me contar sobre o príncipe até hoje, o dia em que o macho e seu círculo íntimo chegou.

As horas exatas de agora eu não sabia, mas em algum momento entre as quatro e cinco da manhã. Fui acordada no meio da noite por Nyara e as duas criadas habituais. O mesmo processo do dia em que me tiraram da cela foi repetido, mas dessa vez eu não estava vestida como a garotinha presa na torre, e sim como Alyn Vanserra a princesa da Corte Outonal e filha mais nova do Grão Senhor.

Meu vestido era perfeito. Lindo. Ombro a ombro com mangas de tule um pouco bufantes até um pouco abaixo do cotovelo. Um tecido parecia estar preso a frente do decote caindo a frente como uma espécie de insígnia bordada, que reconheci como a da família Vanserra e não a da Corte. Era justo até a marca da cintura e se abria de forma esvoaçante, sem muitas camadas, apenas o forro amarelo claro e o tecido laranja que cobria o corpete até a cauda, se misturando ao amarelo dando mais leveza ao vestido e um tule dourado cobria o tecido laranja.

Meus cabelos foram escovados e deixados soltos com bastante volume. Pareciam cachos de tão ondulados. Uma gargantilha dourada com rubis foi colocada em meu pescoço que fazia parte do conjunto, assim como a pequena tiara de rubis e diamantes e o pequeno brinco de rubi. Em minha mãe direita foi colocado um anel delicado de bronze semelhante a raízes enroscadas e encima um pequeno, mas lindo rubi de sangue. Um sapato também laranja foi posto em meus pés, os detalhes em dourado e vermelho destacando.

Aparentemente gostavam de usar a cor simbólica da Corte, e não irei mentir fico ótima com elas. Assim que fiquei pronta Nyara me arrastou para fora, com Renard em nosso encalço. O mesmo estava dormindo quando as três chegaram e permaneceu enquanto me arrumavam. Durante a semana aperfeiçoamos o plano e repassamos diversas vezes, tinham muitas chances de falhar, mas uma oportunidade dessa nunca nos foi dada. Iremos embora, ou morreremos tentando.

- todas as aulas de etiqueta não terão servido de nada se continuar andando assim - me viro para a voz e vejo Urie de braços cruzados a frente ao corpo e encostado no batente da porta que, se eu me lembre, leva a cozinha. Os cabelos ruivos como os meus bem arrumados e uma parte estava presa em um pequeno rabo de cavalo. Mas o jeito que move a cabeça indica que está agoniado, provavelmente não está acostumado a ter os cabelos presos.

Urie é um macho muito bonito, apesar de ser meu irmão mais velho nos parecemos muito. Eu sou a versão feminina de Urie, um pouco mais baixa, com menos músculos e com cabelos seis vezes maiores. Lembro a primeira vez que o vi com cabelos na altura do queixo, quase não contive meu sorriso. O corte de antes era estranho, parecia mais uma punição do que um corte de cabelo.

- aproveite a brecha, faça o que eu faria.-Renard diz pelo laço. O mesmo havia deitado no canto da sala. O que ele faria? A resposta era tão simples quanto a pergunta.

- errado, vocês me deram aulas para quando o príncipe chegasse, está vendo algum príncipe na sala? - retruco com um sorrisinho insolente. Nyara não deve ter gostado da forma com a qual falei com Urie, pois quase rosnou para mim.

- Urie pode não ser tão conhecido como Lucien e Eris, mas é tão príncipe daqui quanto - defende o parceiro. Lhe analiso com o cenho franzido.

- em nenhum momento fiz menção a comparar meus irmãos, cunhada, Eris, Lucien, Urie, Orian, Ignner, pouco me importa - digo com cuidado. Estou testando até onde essa visita do príncipe me dará imunidade. - nenhum deles fez realmente algo que merecesse tal título além de nascer com ele, querida amiga.

- cuidado como fala com ela, sua... - o rosnado de Urie me deixou com medo, mas eles fizeram questão de me ensinar como mascarar meus sentimentos, e eu fiz questão de aprender.

- a palavra que procura é...

- vadia - uma quarta voz aparece e eu nem me dou o trabalho de me virar. Já sabia quem era, mas nem por um momento vacilei. Eris sabia que eu estava nervosa. - não foi isso que disse que era? Uma grande vadia? Ou foi a pior vadia?

- que bom lhe ver irmão, achei que estivesse me evitando - digo sem me virar. Não havia visto nem a sombra de Eris nesse palácio desde aquele dia, nem Renard descobriu onde havia ido parar.

- sem fingimentos querida, você sabe tão bem quanto eu que nos odiamos - diz colocando uma mão em meu ombro. Olho para sua mão e depois para o seu rosto e me atrevo a dar um sorriso afetado.

- não sabia que me odiava, não era recíproco - dou ênfase no "era" - mas acho que o melhor para mim seria se eu odiasse todos vocês, não é?

- como... - Nyara começou, mas foi interrompida por um sentinela avisando que o príncipe havia chegado. Meu estômago embrulhou e minhas mãos começaram a soar dentro das luvas de renda branca.

- ótimo, espero que não nos envergonhe na frente de Velliard. - Eris diz tomando a frente e saindo junto com Urie ao seu lado.

- ignore eles, se esse tal Velliard está tão interessado em você sem nem te conhecer ele que se prepare. - contive um sorriso ao ouvir a fala de Renard.

- obrigada, mas por quê sinto que isso não foi um elogio?- a risada que ecoou do outro lado me fez sorrir sozinha, atraindo a atenção de Nyara que caminhava ao meu lado.

- espero que mantenha esse sorriso até o final, ou muitos problemas irão recair sobre você. - alertou e meu sorriso morreu. Graças a Mãe Renard também está comigo, ou eu já teria me rendido ao nervosismo.

Caminhamos por alguns longos minutos até chegarmos a sala onde um grande trono esculpido em um tronco de árvore, entalhado como raízes. Sentado nele estava Beron, o rosto impassível e duro como sempre me recordei, os cabelos castanhos agora possuíam alguns brancos nas laterais e a coroa parecia fazer parte dele. Os olhos castanhos severos que sempre me fizeram tremer encontraram com os meus e um calafrio percorreu minha espinha.

Não tinha boas lembranças, ou melhor não tinha quase nenhum lembrança com Beron. Até meus quinze anos ele ia pessoalmente a minha cela me buscar para levar ao pátio de tortura, onde me deitavam em uma espécie de altar e cortavam cada pedacinho de minhas costas. Assim que terminavam colocavam alguma coisa que ardia como o inferno, mas no outro dia estavam apenas as feridas, sem cicatrizes. Até o dia em que Eris não deixou que colocassem, e as cicatrizes estavam marcadas até hoje.

Desviei o olhar para a aliança em sua mão esquerda. Ouro puro e sem valor para ele, que nunca honrou ou respeitou minha mãe.

- curvem-se diante ao Grão-Senhor - sua voz tão dura quanto seu coração soou e rapidamente me esforcei para não me encolher e imitei todos ao fazerem reverência.

Assim que observei ao redor vi que minha mãe estava sentada em um pequeno trono, não tão enfeitado quando o de Beron. Seu olhar estava fixo na jóia em minha cabeça e pude jurar que vi lágrima molhar sua bochecha. A mão de Eris cobriu meu cotovelo e ele me levou até o lado do trono da Senhora da Corte.

- fique calma querida, vai ficar tudo bem. - a serenidade na voz de minha mãe me acalmou um pouco. Por mais que eu não tenha certeza do que vai acontecer, saber que eu tenho uma chance de sair desse inferno já é o bastante para não desmoronar.

Não demorou muito as grandes portas foram abertas dando visão de quinze pessoas, pelas minhas contas. Renard que estava ao meu lado rapidamente ficou em alerta. Eles entraram como uma marcha graciosa e perigosa, deixando os sentinelas do salão em alerta. Dez guardas. Quatro guerreiros. E um príncipe.

Observei as duas fêmeas que vestiam calças com uma túnica de botões por cima com um leve babado cobrindo o cós alto da calça justa. Cada uma com cinto pendurado nos quadris com uma espada e uma adaga presa a coxa. Lindas. Uma loira e uma morena, duas Grãs feéricas. A loira estava com os cabelos presos em um rabo de cavalo enquanto a morena possuía os cabelos curtos raspados nas laterais. A morena possuía olhos tão verdes quanto os de Nyara e a loira azuis como o céu.

Ao lado da loira um grão feérico jovem, sardas espalhadas por todo o rosto e cabelo loiro quase ruivo. Vestia um traje parecido com o das fêmeas porém masculino e uma aljava estava em sua costa. Do lado da morena um macho alto de cabelos castanhos também e pele pálida, grandes olhos que não consegui identificar como azul ou verde, queria me aproximar para confirmar a cor. Mas o macho que estava no meio dos quatro. Belíssimo.

Os cabelos loiros bem arrumados, os olhos azuis fixos em mim. A barba por fazer emoldurando o rosto perfeito. Não era tão alto quanto o de olhos grandes, vestia uma túnica azul escura e fosca, com pequenos detalhes em dourado. Ar me fugiu dos pulmões quando sorriu. Os dentes perfeitamente alinhados em um sorriso felino, o sorriso de um predador ao avistar sua mais nova presa.

- Bem vindos a Corte Outonal, essa é a minha família.- contive uma careta de desgosto ao ouvir as palavras de Beron. Família. Três sílabas. sete letras. Nenhum significado além de dor, traição e mentiras.

Me assustei ao ouvir a voz do macho que suspeitava ser o príncipe:

- é uma honra conhecer a tão falada Corte de Raposas.

Eu tô chorando rios aqui por causa de vocês, pq vocês fizeram isso, vcs me deram 1K de views.

O look da Alyn:

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