● Capítulo XX - Despedida●

DEDICADO Á: TODOS OS MEUS LEITORES AMADOS E CHEIROSOS <3 EM ESPECIAL AS MENINAS QUE COMENTARAM E VOTARAM :3 

CAPÍTULO LINDAMENTE LINCANNE PRA VOCÊS <3


Olívia estava agitada desde que entrara no meu quarto há poucos minutos, disse que tinha uma coisa importante para me dizer, mas não parava de falar coisas sem sentido e saltitar e fazer gestos.

— Liv! — segurei-a pelos braços com delicadeza — Respire fundo e conte-me vagarosamente.

— Tá bom — repirou fundo — Aí eu acordei, daí fui vestir minha roupa, vesti esse vestido aqui, não é lindo? — assenti — Astrid estava reclamando de como você é insuportável e dizendo que ontem a noite dela foi incrível, aí me perguntei o por quê? Eu disse que meu vestido é lindo? Você gostou? Será que Jace vai gostar?

— Olívia Jane Mosart — fiz com que ela se calasse — Foco Olívia, foco.

— Ah é mesmo vim para contar outra coisa — bateu a mão na testa — Começo por onde? — sentei na cama — Vou começar pela parte que Lady Artemis invadiu meu quarto.

— O quê? — gritei.

— Shii! — colocou o dedo tocando os lábios — Desse jeito Jace vai achar que estou te matando — me repreendeu — Artemis me mandou sair e depois não ouvi muita coisa, só entendi que Astrid dormiu com o pai da Artemis e eu me perguntei "Por quê ela está brava? Todo mundo dorme", mas daí entendi o "dormiu com meu pai" — arregalou os olhos e corou as bochechas — Fiquei assustada e com nojo, mas depois fiquei feliz e chocada e muito ansiosa para te contar.

— Nossa e o que aconteceu de tão extraordinário?

— Artemis deu uma bela surra na Astrid — se eu não estivesse sentada teria caído — Ela saiu bem feliz de lá de dentro e disse para eu te contar e dizer para você tomar cuidado com a serpente, vulgo Astrid.

— Estou feliz e chocada — resumi.

— E aí o que me diz?

— Estou feliz por Artemis ter dado uma surra na Astrid e chocada por ela ter dormido com aquele velho asqueroso — dei de ombros — Mas agora preciso da sua ajuda para outra coisa.

— O quê? — me olhou com os olhos atentos e serelepes.

— Preciso que me ajude a escrever uma carta — eu me sentia envergonhada por não saber nem ler e nem escrever direito, as coisas haviam melhorado depois das aulas de James, mas essas haviam sido canceladas por motivos óbvios.

— Ajudo com todo o prazer — bateu palminhas — E Anne eu prometo que vou ajudá-la a continuar com suas aulas.

— E como? — questionei e a assisti sorrir e apontar para si mesma.

— Eu vou te ensinar — pulou em cima de mim e me abraçou — Eu amo te abraçar.

— Você ama tudo Olívia — retribui o abraço.

— Mentira, eu não amo a Astrid — fez cara de nojo — Eu meio que a detesto.

— Eu meio que acredito — balancei a cabeça sorrindo.

Olívia é como um presente enviado do céu para mim. Olívia e Lincoln.

Meus olhos começaram a arder quando fui descendo as escadas da frente do castelo e vi Lincoln preparado para partir.

— Anne — havia tanta tristeza naquele olhar.

— Eu não quero que vá — segurei suas mãos.

— Eu não queria ir — me assegurou.

— Eu vou me sentir sozinha — reclamei.

— Lady Olívia e o soldado Ravaner ainda estarão aqui — acariciou minha bochecha.

— Eu sei, mas eles não são você — seus olhos brilharam.

— Eu vou voltar em breve, lhe prometo — beijou a ponta dos meus dedos — Mas agora tenho que partir.

— Não pode ficar mais um dia? Só um.

— Eu queria, mas mais um dia aqui agora quer dizer mais um dia lá — apontou para estrada.

— Apenas me prometa que terá cuidado na viagem — ele assentiu sorrindo como um menino — E, por favor, me prometa que não vai... Você sabe... Tem muitas garotas lá?

Ele riu.

— A única garota que quero está aqui — meu coração se encheu de alegria — E vou levá-la comigo aqui — levou minha mão até o lado esquerdo de sua armadura fria.

— Na sua armadura?

— No meu coração Annelise — balançou a cabeça.

— Não gosto quando me chama assim — Lincoln me olhou meio confuso — Prefiro Anne.

— Tudo bem Anne — de repente seus olhos se tornaram tristes novamente.

— Vossa Alteza tudo está pronto — uma moça de armadura chegou, Lincoln assentiu e ela saiu.

— Quem é? — o monstrinho que eu crio dentro de mim fez meu coração acelerar, minhas mãos suarem e ter vontade de voar nela.

— Capitã Kendra Saint-Claire — até o nome dela é bonito, revirei os olhos — Está com ciúmes?

— Estou — assumi e cruzei os braços.

— Anne não existe lugar para outra mulher no meu coração — me puxou para entre seus braços.

— Mas seus braços são grandes, cabem no mínimo duas mulheres de cada lado — insisti.

— Anne, por favor, eu só quero você — eu o encarei quando ele disse isso — Só você.

— Eu acredito, mas você é tão bom e tão bonito — senti uma lágrima escorrer — Qualquer mulher iria te desejar.

— Mas eu não as desejo e isso é o suficiente para eu voltar para você — se abaixou colando a testa na minha — Eu sempre vou encontrar meu caminho de volta para você Anne.

— Príncipe — a Capitã bonitona o chamou e ele assentiu.

— Tenho que ir agora — se afastou um pouco.

— Liv — chamei e ela me trouxe a carta — Pegue isso — estendi e a entreguei — Liv me ajudou a escrever — eu havia contado á ele sobre não saber escrever e nem ler, Lincoln havia prometido contratar alguém para me ajudar quando nos casarmos, mas tenho Liv — Leia quando sentir minha falta.

— Então vou ler agora — eu o impedi de abrir — Tudo bem, vou ler quando a saudade se tornar incontrolável e eu sentir vontade de chorar e voltar correndo — sorriu.

— Você tem que ir mesmo? — segurei as lágrimas e ele assentiu — Eu vou sentir sua falta, muita mesmo.

— E eu estou feliz por isso — abraçou-me mais uma vez — Gostaria de poder beijá-la, mas todos estão olhando para nós.

— Até a Capitã Bonitona?

— Anne...

— Tudo bem, tudo bem. Sem ciúme. Vou tentar, prometo, mas vou tentar.

— Já é um bom avanço — beijou minha bochecha — Eu vou voltar.

— Eu estarei esperando.

E era verdade, eu poderia lhe esperar por toda a minha vida e ainda seria pouco tempo. Ele merecia.

— Isso é para não me esquecer — tirou do dedo um anel com uma pedra azul e o brasão de sua família.

— Não te esqueceria de qualquer maneira — peguei o anel.

— Anne... — segurou minha mão — Eu... Eu...

Eu estava tremendo agora, eu não sabia se já conseguiria ouvir aquilo, não sabia como me sentiria ou se diria de volta.

— Por favor, não diga isso ainda — pedi e ele me olhou sem entender — Diga-me quando voltar.

Lincoln assentiu, sorriu e sua mão foi escorregando vagarosamente para longe da minha até que ele se afastou e montou no cavalo e partiu.

Querido Príncipe Lincoln...

Eu sei que agora estás a fazer aquela carinha de bravo porque o chamei de "Príncipe", essa foi a intenção. Gosto quando junta as sobrancelhas e fica com aquela feição que faz sorrir e chamar-lhe pelo nome.

Existem muitas coisas que eu gosto em ti. Algumas, a maioria, até amo como o som da sua voz, seu jeito de me olhar. Amo a maneira que me coloca em primeiro lugar e me faz sentir importante. Amo sua mania de dizer tudo o que sente e amo quando me deixa nervosa por não encontrar as palavras certas para dizer o que você espera ouvir.

Sentirei sua falta. Já a sinto antes de partir.

Contarei os dias, as horas e os segundos para te ter de volta, para te ver novamente e ter a certeza de que é real. Não suportaria acordar amanhã e perceber que tudo é apenas um sonho.

Queria estar aí e poder olhar em teus olhos e ver neles o que está sentindo agora, mas não posso. Desejo muito estar ao seu lado, mas não estou.

Sinto que preciso de ti, pois nem partiste direito e já estou a te esperar como se houvesse partido há tanto.

Rogo-lhe que pense em mim, não me esqueças, pois jamais o esquecerei.

Da sua e eternamente sua, Annelise Green.

A porta de meu quarto se abriu em um rompante e me deparei com um homem lindo a me olhar com lágrimas nos olhos. Ele se aproximou e eu sorri, seus braços rodearam minha cintura e meus dedos foram até seus fios quase dourados os penteando para trás – E como senti falta de fazer isso! – seus olhos azuis transbordando sentimentos.

— Disse que queria olhar em meus olhos e ver o que estava sentindo, precisei voltar para que pudesse ver — suas mãos agora estavam em meu rosto.

— O que aconteceu com o "Vou ler quando a saudade se tornar incontrolável" — perguntei.

— Quando montei no cavalo a saudade já era demais e quando passei do portão ela se tornou incontrolável — toquei seu rosto ao ouvir aquelas palavras — Eu preciso de você mais do que pensei que precisava — seu rosto se aproximou do meu — E não podia partir sem beijá-la novamente — seus lábios estavam frios quando entraram em contato com a pele do meu rosto quente por minhas lágrimas, ele beijou-me a testa, a ponta do nariz e as bochechas até que seus lábios finalmente tocassem os meus. Seu beijo estava diferente dessa vez, estava mais urgente, seus braços me apertavam mais, seus lábios pareciam já conhecer os meus e por isso se apropriavam deles com tamanha vontade. Jamais havia sido beijada daquela maneira.

— Vai beijar-me assim toda vez que for partir? — perguntei ainda meio sem ar.

— Vou beijar-te assim todos os dias, á todo momento — sua voz estava diferente, carregada, meio rouca — Mas agora preciso ir e, por favor, tenha misericórdia de mim e não me faça voltar novamente.

— Por mim nem irias — me afastei relutante.

— Pense pelo lado bom Anne — sorriu — Quando eu voltar nós nos casaremos e esse beijo será pouco perto do que lhe darei.

Corei. Minhas bochechas arderam e minhas pernas tremeram, não pude dizer nada, não conseguia dizer nada. Não imaginei ouvir tais palavras de sua boca, não parecia Lincoln. Mas era ele. Era a sua versão ardentemente apaixonado.

— Então eu acho que estou gostando ainda mais de casar com você — as palavras escapuliram e eu o assisti sorrir.

Seus lábios tocaram rapidamente os meus e então partiu novamente.

Com meu coração aos pulos joguei-me de costas na cama.

— O que ele disse? — Olívia se deitou ao meu lado depois de entrar e fechar a porta.

— Que esse beijo é pouco perto do que acontecerá quando casarmos — Olívia corou fortemente com minhas palavras — Minha reação foi a mesma que a sua.

— Será que Jace me falaria algo assim? — arqueou a sobrancelha.

— Você quer que ele diga?

— Sim — ela escondeu o rosto com as mãos e rimos juntas.

Qualquer mulher em sã consciência iria desejar ouvir aquelas palavras.


JÁ PODEM ME AMAR MUITO POR TER CRIADO LINCANNE HAHAHA BRINCADEIRA. 

LEMBRANDO QUE AMANHÃ NÃO É DIA DE POSTAGEM :/ E VOCÊS SÓ TERÃO MAIS CAPÍTULO SÁBADO, SORRY GUYS. MAS PENSEM PELO LADO BOM VOCÊS TEM MAIS TEMPO PRA VOTAR E COMENTAR HAHA, MAS TERÁ CAPÍTULO BÔNUS ESPECIAL LÁ NO MAKING OFF PRA VOCÊS NÃO SENTIREM TANTA SAUDADE DE MIM (AUTO ESTIMA LÁ EM CIMA EIN? MENTIRA, SOU A PESSOA MAIS INSEGURA DA FACE DA TERRA, CULPEM MINHA SÍNDROME DE INFERIORIDADE)

COMENTEM AMIGUINHOS <3 

NÃO VAI DAR TEMPO DE RESPONDER OS COMENTÁRIOS HOJE DO OUTRO CAPÍTULO (E OS NOVOS LEITORES QUE COMENTARAM EM VÁRIOS CAPÍTULOS) PORQUE ESTOU COM PRESSA, MAS PRECISAVA POSTAR O CAPÍTULO LOGO, MAS AMANHÃ RESPONDO, ME PERDOEM. 

NOS VEMOS EM BREVE. MANDEM PERGUNTAS PARA A ENTREVISTA COM A AUTORA, É SÓ DEIXAR SUA PERGUNTINHA AÍ NOS COMENTÁRIOS (FANTASMINHAS VOCÊS TAMBÉM).

XOXO, Lady Allen.

PS: Qualquer erro avisem pra que eu arrume <3

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