Arquivo 26


Agora todos se dirigiam um tanto sérios, preocupados e armados em direção a lanchonete.
Antes de sair  H havia pegado uma pistola que seu pai guardava em uma gaveta da cabeceira do quarto, seu pai era um policial, então era comum ter uma pistola na residência. Eles precisavam estar preparados para o que viesse. F via agora a fachada da lanchonete se aproximando diante dele, e relembrava do dia que havia se encontrado com V e G. Hoje ele não tinha mais nenhum dos dois ao seu lado. Ele balançou a cabeça para não voltar a pensar nisso, ele precisava salvar M agora, precisava ser forte e ter a cabeça no lugar.

F entrou junto de R olhando ao redor na lanchonete que não estava tão cheia aquela hora, um rapaz de sobretudo e chapéu coco levantou a mão para F com um aceno. Eles seguiram se sentando em um mesa ao lado de uma janela, onde do lado de fora estavam H e E.

E na mesa ao lado estava Z bebericando um café, e atento em F e R. Se houvessem caído em uma armadilha eles estavam preparados para se sair bem dela. F sabia que sua segurança estava garantida e ele realmente esperava que não precisasse usar o canivete em seu bolso.

- F disse para vir sozinho. - disse o rapaz de aparentemente uns 28 anos.

- Me desculpe, mas confio na minha amiga de olhos vendados, ela está no mesmo barco que eu.

- Tudo bem... - disse P que pelos trages parecia um detetive dos anos 80, parecia que não gostaria de chamar a atenção de ninguém ali. - vamos direto ao ponto meu jovem. A análise que fizemos do corpo de G nos mostra que ele foi morto antes de ser estripado, e por algum motivo alguém fez com que a morte parecesse ter sido violenta daquele jeito. A faca ao lado da cena não tinha digitais e M não usava luvas e também não foram achadas nenhum isolante pela casa com sangue ou digitais. O pior foi que... Fui até a delegacia onde M foi levado e descobri que ele não está lá. Os policiais que o levaram não foram reconhecidos por nenhuma delegacia da cidade. Armaram para o M. E quando disse para alguns de meus colegas de trabalho eles pareciam... Hipnotizados... Ou ameaçados. Dava para ver o medo em seus olhos, e não me diziam nada. E disseram que se eu dissesse alguma coisa me pegariam também.

- Então... - F mau conseguia falar após aquelas declarações, ele sabia que M não era culpado, mas... Como salvaria ele se não sabia onde ele poderia estar? - ... Para onde levaram o M?

- Eu não sei...

Da mesa ao lado Z arquejou. M estava em uma cilada, isso se ainda estivesse vivo. Mas o que havia de tão importante naquele garoto para que quisessem sumir com ele? Pareciam que querer afetar F de alguma forma, ou...

Z tentava formular alguma solução para aquele enorme quebra-cabeca e então reparou que havia um rapaz sentado atrás do banco de F, um rapaz estranho, ele usava uma camisa sem manga e... No braço dele havia um grande corte, parecia um corte recente. Z botou a cabeça para trabalhar, ele estava deixando algum detalhe passar despercebido. E então como em um lampejo ele se lembrou que no dia anterior R havia desferido um golpe com seu facão no braço de um dos rapazes de preto que haviam fechado a praça com caminhões, certamente era ele. O rapaz mau encarado fitava R com um olhar de raiva. Z continuou a inspecioná-lo... Ele não parecia estar armado.

Z mandou uma mensagem de texto para H perguntando se havia algum movimento suspeito do lado de fora. H respondeu dizendo que tudo parecia normal, tinha alguns carros estacionados ali, não havia ninguém na rua, só a base policial que permanecia vigilante ali próxima.

Lá dentro F continuou.

- Espere, você está me dizendo que você não pode revelar a ninguém o que está acontecendo? M foi sequestrado por um cara se passando por policial, não temos idéia de onde ele pode estar nesse momento. E você também pode estar correndo perigo por se arriscar a me dizer isso.

- Eu sei que posso! Mas não consigo fazer nada. Só por estar falando aqui com você já me sinto fora do meu cargo.

Naquele mesmo momento F só viu de esguelha R se levantar abruptamente, puxando o perito pela gravata, o deixando olho a olho com ela.

- Seu cargo??? Sua vida está envolvida, nossa vida está envolvida nessa merda. - disse sussurrando com raiva.

- R!

As pessoas ao redor olharam curiosos mas logo que R se sentou todos voltaram a fazer suas atividades.

- Me desculpe garota, posso estar sendo um pouco rude, mas F, eu posso tentar rastrear onde o M está. Por ser perito tive acesso as gravações da câmera do posto em frente a sua casa e tenho o número da placa do carro.

- No que isso vai adiantar? Eles podem ter mudado a placa, podem ter sumido com o carro... Podem ter matado o M.

O celular de R vibrou e ao ler a mensagem ficou aliviada ao ver que era Z.

Já temos as informações que precisamos. Vamos sair daqui

- Vamos F! - Disse a jovem ao se levantar.

Assim que R e F saíram da lanchonete o rapaz mau encarado que os encarava da outra mesa também se levantou. Z em seguida se levantou e com o passo apressado os seguiu até a saída. Chegando na saída Z puxou o braço do rapaz o jogando contra a parede.

- Você não vai fazer nada com ela, estamos entendidos?- disse Z ameaçador.

O rapaz surpreso o olhava parecendo não entender o que estava acontecendo. Z prosseguiu.

- Sei onde você conseguiu essa cicatriz no braço, não pense na possibilidade de se vingar, caso contrário eu arranco um olho seu de cada vez com o facão na minha bolsa. Leve isso a sério.

R voltou ao ver que Z tinha ficado para trás segurando alguém contra a parede da entrada da lanchonete. Lá dentro a garçonete desesperada parecia ligar para a polícia, enquanto alguns fregueses se amontoavam para ver o que ocorria.

- Z... O que você está fazendo? - perguntou a garota preocupada.

O rapaz que a olhava com um ódio alucinante bradou.

- Sua puta! Sua putinha escrota, olha o que você me fez! - o rapaz mostrou o braço cortado que parecia infeccionado, com o sangue seco. Ele parecia louco, enfurecido... Completamente fora de si.

- Quem mandou você fazer aquilo ontem na praça?

- Z precisamos sair daqui! Agora! - Gritou E que corria na direção deles e ao ver o rapaz na parede ela retirou sua arma de choque do bolso a usando no rapaz, que caiu inconsciente no chão. - Corre! Os policiais estão chegando!

Todos saíram dali correndo o mais rápido que podiam, tentando evitar todas as ruas que haviam postos policiais, caso contrário eles seriam pegos.













































E essa equipe hein galera? Mais um capítulo como prometido! Espero que estejam gostando bastante. Amo escrever para vocês e amo a reação e coments de vocês, tanto aqui como nas mensagens privadas. Vocês são demais. Não esqueçam de dar aquelas estrelinhas lindas e gritar 5 Days para os quatro cantos do mundo.

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