✿Dia 1✿

O despertador tocou e eu o desativei, dei um longo suspiro e fiquei escorada na cabeceira da minha cama esperando minha mãe vir, eu não conseguia sentar na cadeira de rodas sozinha, perdi completamente as forças das minhas pernas e eu não tenho mais a força que eu tinha. Hoje começou a contagem, o médico disse que só me restavam 30 dias e disse também que vários cientistas estão atrás de uma "cura", ou algo que atrasa-se o tumor e me desse mais alguns dias extras de vida. Mas isso é impossível... isso só acontece em livros e filmes.

Meus pais acreditam que os cientistas vão achar essa cura e logo ficarei curada, eles ainda tem esperanças de que eu viva, eu já não tenho mais... estou apenas aguardando, esperando... 

Muitos me chamam de guerreira e que vou ganhar essa guerra, outros falam que sou nova de mais para... partir, e que aconteceria um grande milagre e ficaria curada, então eu voltaria a andar, encontraria alguém e me casaria, teria lindos filhos... uma grande família. Bobagem... milagres não acontecem assim, bem... muito menos acontecem e se acontecem ele não quis aparecer para mim, pois eu estou o esperando à 11 meses. Cansei de esperar.

- Bom dia! Trouxe seu café da manhã - disse minha mãe entrando no meu quarto com uma grande bandeja, em cima dela havia um copo de suco de laranja e dois pedaços de bolo de cenoura.

- Bom dia mãe... e obrigada mas não estou com apetite.

- Não, não, não! Você precisa comer - insistiu minha mãe. - E daqui à uma hora você precisa estar no hospital.

- Okay... - falei após dar um longo suspiro.

- Recebi um telefonema de uns dos cientistas, ele me disse que estão perto de achar à cura para você - disse minha mãe.

- Eles disseram a mesma coisa à dois meses atrás - falei.

- Mas agora eles estão realmente perto de achar...

- Mãe! Por favor... - falo a  interrompendo. - Esqueça esse negócio de "achar uma cura", pare de enxergar esperanças onde não há.

- Filha! Não fale assim... Eu preciso ter esperanças, eu não quero te perder...

- Mãe... Por favor... Pare de me lembrar que estou morrendo, pare de tentar me animar com falsas esperanças, apenas... apenas pare. Sei que não quer me perder, mas você precisa aceitar. Você precisa ser forte, apenas vamos viver como se tudo estivesse normal... 

- Mas não está! Não está... - disse minha mãe de cabeça baixa.

- Mãe, por favor... faça isso por mim. Você precisa deixar eu ir quando for a hora - pego a sua mão - Quando eu for, me prometa que você vai ficar bem... me prometa mãe.

- Eu... eu prometo - disse minha mãe sorrindo enquanto uma lágrima caia de seus olhos.

- Obrigada.

Uma hora se passou e eu mais os meus pais seguimos em direção ao hospital em que eu ia ficar internada. Quando cheguei fui muito bem recebida, os médicos deixaram os meus pais ficarem comigo até anoitecer, depois eles foram embora. Disse a eles que podiam ir para casa, eu ia ficar bem. 

Nos despedimos com um longo abraço triplo, fiquei na entrada do hospital e vi eles partindo. A enfermeira que estava ao meu lado me levou de volta para o meu quarto e me pós na cama, minutos mais tarde ela apareceu novamente trazendo algo para eu comer.

Depois eu fiquei vendo TV por alguns minutos, como estava chato assistir eu achei melhor ir dormir. As vezes... só as vezes eu queria dormir e não acordar. Lá nos meus sonhos eu não era doente e triste, eu era alegre e não precisava me preocupar com nada. Mas eu acordava, pois eu sabia que minha família ficaria triste se eu não acordasse, eu os amo e não quero os deixar triste. Eu quero que eles continuem alegres e que continuem amando suas vidas quando eu partir. Não quero que fique um buraco entre eles. Quero que eles sejam fortes como eu.

Depois de tanto pensar o que vai ser da minha vida daqui para frente, acabei sendo vencida pelo sono. Mais um dia da minha vida estava indo embora.

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