Decima quinta hora
Estava em pé ao lado de Duda e observando-a com fascínio. Ela é simplesmente incrível. Eu não consigo acreditar em como ela consegue me deixar tão cativado. Mesmo quando ela não está fazendo nada, ela ainda é a coisa mais fascinante para mim.
— Hobi, o que você quer fazer agora? - Ela pergunta. Eu amo quando ela chama meu apelido. Sinto meu peito aquecer. — Você quer ir ao shopping?- Ela sugere.
Meus olhos se estreitam. Eu sei que provavelmente ela adora fazer compras, mas é tarde da noite e às vezes as coisas fecham cedo aqui.
— Que horas são? - Pergunto.
Ela olha para o telefone em sua mão e franzindo a testa: — São 10 da noite.
Ela fica triste, presumivelmente acreditando que o shopping está fechado.
Eu rio e digo: — Não se preocupe, eu sei de um lugar incrível que está aberto até tarde. ‐ Ela sorri para mim, seus olhos brilhando. Droga! Por que tem que ser tão incrivelmente interessante assim?
—Tudo bem, para onde vamos? - Ela pergunta e sorrindo entrelaça seu braço ao meu. Paro por alguns segundos analisando o gesto. — Desculpa. Vamos sair em público né? Melhor não te tocar muito.
— Relaxa. Vamos continuar assim. Aliás, se as armys descobrirem o tamanho do contato físico que estamos tendo... aí sim teremos problemas.
— Nem brinca com isso. Gosto muito das minhas mãos e do meu corpinho pra ser pisoteada viva.
— Exagerada. Agora vamos que tenho algo bem legal pra te mostrar. - Eu rio novamente, me sentindo bem com o pensamento de mostrar a Duda minha descoberta secreta. — É uma surpresa. - Eu digo a ela enquanto a puxo pra fora do Pub. — Venha comigo.
Eu levo Duda para o lugar que tinha em mente e, realmente, ela ficou impressionada. Um shopping no coração de Seul, só que com um detalhe extra, ele é subterrâneo.
Andamos por algumas lojas e logo entramos em uma.
— Hobi, você tem certeza que essa loja é razoável? Os preços estão altíssimos!
— Claro que é razoável, Duda! Você que tem que aprender a pechinchar melhor.
— Pra você é fácil né, mas Hobi, eu não tenho rios de dinheiro para gastar em uma camiseta que custa 50 mil won!
— Ah, você está exagerando, Duda. Essa camiseta é só 30 mil won.
— 30 mil won?! Ainda assim é uma fortuna para mim. Vivemos mesmo em realidades paralelas. Calma rim.- Vejo ela acariciando e conversando com a própria barriga. — Você ainda está guardado para o Show.
— Relaxa, Duda. Só estamos olhando. Não precisamos comprar nada hoje. Ou se você deixar, posso te dar algo de presente. Assim seu rim fica mais tranquilo.
— Acho melhor não. Não quero que pense que estou me vendendo pra você ou me aproveitando.
—Ei Dud's! Jamais pensaria isso de você e... Realmente gostaria de lhe dar algo.
Ela abre aquele sorriso maravilhoso e voltamos a caminhar até que avista algo que a agrade.
— Olha só esse vestido! É lindo demais! Pena que está custando 200 mil won.
— Uau, é realmente lindo! Por que não prova?
— Não! Não sou muito de usar vestidos.
— Pois devia. Vai ficar perfeito em você.
— Minha profissão não me permite que use peças assim. Se sabe né, passo mais tempo de galocha, calça e camiseta.
— Um verdadeiro sucesso entre o meio. - Respondo rindo.
— Não faz ideia! Sou uma unanimidade entre os sapos.
Caímos na gargalhada. Deus! Como é leve estar assim.
— Vai, prova por favor. Por mim. - Faço um biquinho fofo.
— Golpe baixo. Tá eu coloco ele, mas, só por que você pediu.
Uma vendedora nos acompanha até o provador com total discrição. Por isso eu amo esse shopping. As pessoas aqui são muito discretas. A mulher indicou uma sala reservado que geralmente noivas usam e assim saiu, me deixando sozinho.
Duda entrou no provador enquanto me sento no confortável sofá.
— Não sei por que precisa fechar essa cortina. Já vi tudo isso aí. - Provoco.
— Você pode até ter visto, mas, tenho certeza que não quero correr o risco de estar de bunda de fora e algum funcionário entrar. Qua do voltarmos para o seu apartamento eu fico a vontade. - Disse fechando a porta.
Estava ficando impaciente quando a vendedora voltou com duas taças de vinho nas mãos e uma bandeja de morangos.
— Um pequeno agrado da casa. - Deixou tudo numa mesa ao lado, se curvou e saiu.
Minha ansiedade começou a dar as caras. Para mim esperar, mesmo que fosse apenas alguns minutos, estava se tornando uma eternidade. Então, tomei a taça entre meus dedos e quando ia dar o primeiro gole escuto o barulho característico da porta se abrindo.
Longos segundos se passam enquanto admiro a perfeição a minha frente. O vestido era estruturado na cintura e destacava as curvas dela. Não era nem tão cumprido, nem tão curto, parando a um palmo acima do joelho. Não era rodado. Seu tecido devia se ajustando ao corpo de Duda com perfeição. O seu tom verde musgo destacava ainda mais seus cabelos ruivos e combinavam com seus olhos. Se existia uma palavra pra descrever o que via era Deslumbrante.
— E aí? - A voz insegura dela me chama de volta a realidade. — Eu estou horrível né? Vestidos não são pra mim.
Me levantei e caminhei a passos largos até ela. Com a mão livre alcancei sua cintura e apertei seu corpo Cintra o meu. Finalmente tomei seus lábios para mim. Viciante! Estou viciado nela, no cheiro dela, nos lábios dela, no corpo dela... nela. Nosso ósculo é calculadamente brusco e intenso. Exploro cada centímetro que minha língua alcança. Meus dedos escorregam até seu bumbum e ali eu aperto ainda mais. Meu fôlego está se esgotando, mas, eu estou desesperado por mais.
Quando finalmente me Afasto vejo que Duda está corada e com os lábios inchados. Ofegante, nossos olhares não se largam.
— Esse vestido nasceu pra ser usado por você. - Largo sua cintura e deslizou a mão até seu rosto. Ali acaricio sua bochecha e ela tomba o rosto em sua direção, aproveitando cada carinho que vou deixando em si.
— Ele é muito caro e...
— Não se preocupe com isso.
O som da porta da sala sendo aberta nos afastou. Caminhei de volta até a mesa e peguei a outra taça.
— Espero não estar atrapalhando e... - Foi engraçado ver a vendedora parar e admirar a Duda assim como eu fiz. — Perdão, mas, a senhorita está linda. Ficou perfeito em você. Muitas já o provaram e posso afirmar que esse vestido foi feito para a senhorita.
Vi a mulher a elogiando e só intervi quando percebi que Duda estava ficando sem graça.
— Acho que falta algo. - Disse dando a outra taça para Duda.
— Pra mim está perfeito. - Respondeu ela se olhando no espelho.
— Falta uma joia. - Respondi. — A senhorita trouxe o que eu pedi?
— Sim. - A vendedora abriu a caixa aveludada em tom azul indigo. Peguei o colar prateado com o pequeno pingente de libélula cravejado de pequenas pedras e fui até ela.
— Me ajuda com seus cabelos? - Duda parecia em choque, mas fez o que eu pedi. Coloquei o colar nela e observei. — Agora está perfeito.
— Eu não...
— A senhorita pode nos deixar sozinhos novamente. Acho que terei que convencer minha amiga que ela não não me usando. - A vendedora sorriu e saiu.
— Hobi... é lindo... mas...
— Mas nada! Quero que tenha algo meu. Algo único. Uma lembrança única dessas 24 horas.
— Você não entende.
— Então me explica. - Peço com sinceridade.
— Você é o meu algo único.
♡♡♡♡♡♡♡
Saiuuuuuuu. Corre que tá muito bom. Não esquece de comentar e me dizer o que mais vcs querem que os dois façam juntos.
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