Decima primeira Hora
Eu me sentei na mesa de madeira e observei a vista deslumbrante de Seul. A beleza da cidade era absolutamente cativante, mas minha mente estava em outro lugar. Antes que de fazer qualquer outra coisa, me cursei.
— Vocês são incríveis, obrigado por isso. Eu aprecio o esforço que vocês fizeram para que pudéssemos desfrutar deste lugar incrível hoje. - Agradeci aos staff e os convidei a se juntarem a nós, mas, por educação ou desejando nos dar mais privacidade, escolheram sentarem-se duas mesas afastada.
Duda sorriu para mim, e eu me senti grato por tê-la comigo. Eu olhei para a cidade novamente antes de voltar minha atenção para ela.
— Hoje é tão especial, Duda. Eu não só estou rodeado pela beleza da minha cidade natal, mas também por alguém tão especial quanto você - Disse, desviando o meu olhar para ela.
Duda corou levemente, mas sorriu junto comigo.
— Sabe, Piqueniques são uma atividade popular na cultura coreana, especialmente se tivermos alguns petiscos comuns como kimbap. - Disse abrindo os embrulhos que os staffs deixaram organizados para nós. — Carne de porco assada, ovos, pepino ou cenoura. Oh ddeok, que é um bolo de arroz. - Ela me olha curiosa. — É uma delicia. Aí deu água na boca.
Se não desse muito trabalho, teria trazido uma grelhada.
— Uma churrasqueira toda? - Ela questiona com os olhos arregalados
— Não as tradicionais. Estou falando das portáteis. Ai eu faria um bulgogi marinado em molho de soja com açúcar, alho e cebola, em seguida.
— Isso é bastante comida Hobi.
— Também trouxemos manga, melancia e pêssego.
— Vou voltar rolando para o Brasil se continuar comendo assim.
— Exagerada. Vai abre a boca e experimentar o ddeok.- Mesmo com um certo receio ela faz como eu peço e logo posso ver sua cara de aprovação.
Começamos a comer despretensiosamente e aos poucos apuro meus ouvidos e escuto um dos staff cochichar para o outro algo sobre o Jin hyung.
— Do que vocês estão falando? - Eles me olham.com aquela cara de criança levada que acaba de ser pega no flagra.
— É que...
— O Jin hyung nos ligou mais cedo e pediu que gravassemo caso você fizesse um escândalo por causa de algum bicho.
— O que? - Finjo indignação.
— Como ele soube que íamos vir aqui? - Duda questionou segurando o riso.
— Como boca acha, o esquadrão boca mole, claro! - Respondo julgando os staffs com os olhos. — Não acredito que vocês concordaram com isso.
— Desculpa. Ele prometeu uma garrafa de vinho maravilhosa.
— E vocês foram corrompidos só com isso?
— Perdão. - Começo a rir da reação deles.
— Só perdoo porque isso aqui tá bom demais.
Volto a minha atenção para a comida a minha frente e logo sou domado por pensamentos infinitamente pesados.
— Sinto que devo te dizer a verdade, Duda. Eu estava com medo de ir para o exército - Confessei.
— Medo? De quê? - Ela perguntou.
— Medo de me sentir sozinho. Meus irmãos de BTS, a equipe e as minhas ARMYs significam tudo para mim. Sem eles, sinto um vazio. Mas olhando para a cidade, para o mundo que fomos capazes de conquistar com o BTS, eu sinto que nada pode nos separar. Eu sinto que fizemos laços que durarão muito depois de eu estar de volta em casa. De certa forma, eu também sinto como se fossemos nós, você, eu, os garotos e as ARMYs, em cima dessa montanha olhando para a cidade. Juntos para sempre - Finalmente expus meus pensamentos à ela.
Duda olhou para mim, sorrindo gentilmente.
— Hobi, você sabe que o amor que temos um pelo outro nunca acabará, certo? Somos uma família, você, sua equipe, os garotos, e as ARMYs. Sempre estaremos juntos, mesmo que nossas vidas mudem. Você nunca está sozinho, e acredite em mim quando digo que toda army sente o mesmo - Ela disse, segurando minha mão.
Eu sorri, olhando para essa garota incrível ao meu lado. Realmente, ela havia me ajudado a superar meus medos com essa perspectiva encorajadora. Eu sabia que tinha muito a agradecer por ter a oportunidade de estar aqui hoje, de estar cercado por aqueles que são tão amados. E, acima de tudo, eu sabia que o futuro, com todos os seus desafios, seria mais uma batalha, uma em que todos enfrentaríamos juntos.
Terminamos de apreciar nossa comida e ela começou a falar sobre um passarinho que havia pousado perto de onde estávamos.
Fiquei encantado quando Duda começou a falar sobre o Sturnus philippensis. Enquanto Duda continuava a falar, notei o brilho em seus olhos. Não conseguia tirar os olhos dela. Parecia tão animada e apaixonada pelo assunto. Seus olhos brilhavam como os meus quando estou num palco, quando estamos todos juntos.
— É incrível como eles se comunicam. - Disse Duda, sorrindo. — Eles fazem esses sons complexos que os outros pássaros podem entender. É realmente fascinante.
Concordei com a cabeça, enquanto tentava não perder nada do que ela estava falando. Eu já estava começando a pensar em pesquisar mais sobre essa espécie talvez até mesmo procurar por ela na natureza. Tudo por que minha Duda estava encantadoramente linda falando sobre ela.
— Eles são fascinantes não acha? - Ela perguntou apoiando a cabeça em suas mãos de maneira fofa observando o passarinho alçar voo.
— Você é fascinante. - Respondi sem tirar os olhos dela. Duda então levou uma de suas mãos até minha bochecha e ali a acariciou delicadamente. Senti meu coração acelerar enquanto ela continuava.
— Acho melhor voltarmos para nossa caminhada. - A voz doce dela me convencer sem esforço algum.
Depois de recolhemos tudo voltamos a caminhar pela trilha entre as montanhas. Vez ou outra, ela parava para observar a vista ou algum bicho que encontrava pelo caminho.
Duda sentou-se novamente ao encontrar uma espécie de cogumelo que ela jurava ser muito interessante. Caminhei um pouco mais e avistei um campo florido à minha frente. Era tão bonito, tão colorido, que parei por um instante para apreciar a vista. Olhei para as flores e pensei que deveria recolhê-las e entregá-las para Duda. Peguei uma cesta que havia trazido e comecei a colher as flores mais bonitas que encontrei.
Andei até o lugar onde Duda estava sentada. Ela olhou para mim com um sorriso tímido quando me aproximei e entreguei-lhe as flores. Eu não disse uma palavra, apenas a observei enquanto seus olhos brilhavam com admiração.
De repente, sem pensar, eu a beijei nos lábios. Foi uma sensação tão prazerosa que senti meu coração bater mais forte. Ela ficou vermelha, mas não disse nada. Olhou para mim com um olhar de surpresa e receio, com medo de que alguém pudesse nos ver.
Percebendo sua preocupação, eu me afastei lentamente e a observei por alguns instantes. Duda estava vermelha e seus lábios levemente curvados em um sorriso. Não disse nada. Olhamos um para o outro por um momento, antes de seguirmos em silencio a trilha, cercados pelas flores que havia escolhido. E assim continuamos nossa caminhada, sabendo que a magia daquele beijo permaneceria em nossos corações.
O vento fresco soprou em nossos rostos. Finalmente, chegamos ao fim da trilha. Parei e me virei para Duda, sorrindo.
— E então, o que faremos agora? - Perguntei, balançando as chaves do meu carro nas mãos.
Duda sorriu e encolheu os ombros.
— Eu não sei. O que você quer fazer?
Pensou por um momento, e depois sugeri.
— Vamos beber alguma coisa. Talvez jogar alguma coisa. O que acha?
— E aonde faríamos isso?
— Tem um pub meio secreto. Vamos lá quando queremos privacidade. Hoje é a folga deles, mas o dono era um dos meus companheiros de dança em minha cidade natal. Ele abre uma exceção pra mim sempre. - Respondi sorriso.
— Isso quer dizer que você leva muitas garotas lá né?! - Duda perguntou e pude perceber um certo ciúmes em sua voz.
— Eu não. Não nego que alguns idols fazem isso. ‐ Respondi me aproximando. — Mas você é a primeira que vou levar lá. - Completei já tomando os lábios deliciosos dela para mim.
E talvez a única.
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