𝐏𝐑𝐎𝐋𝐎𝐆𝐎 + 𝐀𝐕𝐈𝐒𝐎
Point of view — Any Gabrielly
O quadril de Benjamim se embate no meu rapidamente e com força enquanto geme em meu ouvido me fazendo revirar os olhos.
— Oh, baby. Você é muito gostosa! Está molhada assim para mim? Hum — sua voz ofegante faz com que eu me arrepie e abrace sua cintura com minhas pernas. Ele alcança sua mão em cima do meu cóccix fazendo com que eu fique levemente empinada, sendo assim o sentindo alcançar meu ponto e ele recebe um grito meu em resposta.
— Eu vou gozar. — basta ele falar isso que sinto seu sêmen me preencher enquanto seu rosto se afunda em meu pescoço suado. Passo minhas mãos em suas costas e a encontro completamente suada. Ele retira seu membro devagar de dentro de mim enquanto seu gozo escorre por minhas pernas sujando o lençol do hotel.
— Você não gozou outra vez, porque? — ele pergunta e posso ver seu desgosto. Provavelmente meu namorado deve estar se sentindo mal por eu não ter gozado nas nossas últimas duas transa.
— O problema não é você, Benjamim, sou eu. Estou estressada por causa do resultado da faculdade, estou com medo de não ir para o terceiro período.
Ele se levanta me fazendo ver sua bunda branca, o moreno se vira de frente para mim e eu vejo seu pênis semi ereto.
— Sexo serve para relaxar bebê. — ele fala risonho dando a volta na cama parando em frente a mim — Quer tentar outra vez?
— Não, estou cansada, mais tarde quem sabe e foi gostoso, Benjamim. Eu só não cheguei lá.
Ele assente dando um beijo em meus lábios, apenas um selinho.
— Vou tomar um banho. — Benjamim me avisa indo até a suíte do quarto, posso ouvir perfeitamente quando a queda d'água bate contra o chão. Benjamim e eu namoramos há cerca de um ano, e nos conhecemos há cerca de três anos, porém só começamos a sair depois de um tempo, antes éramos apenas amigos de curso.
Eu o conheci através de Blair — minha melhor amiga — e a mesma o conheceu na cafeteria perto da faculdade e desde então somos inseparáveis.
— Any, você pode por favor trazer para mim minha cueca? — Benjamim grita do banheiro, me levanto da cama juntando nossas peças de roupa que estão completamente espalhadas pelo chão devido nossa pressa quando chegamos a duas horas atrás. Quando entro no banheiro admiro seu corpo debaixo da cascata de água quente, ele está de olhos fechados enquanto lava seus cabelos castanho escuro e curtos. Benjamin não pode ser considerado um homem forte e musculoso. Ele é alto, aproximadamente um metro e setenta e oito e tem belos olhos castanhos.
Abro o box entrando no ambiente com o mesmo, ele abraça minha cintura se curva um pouco e me beija apaixonadamente.
— Eu te amo, Any. — sorrio ao ouvir sua fala fico um pouco nas pontas do meu pé e lhe dou um selinho.
— Eu também amo você. — as palavras pulam da minha boca, eu me sinto tão estranha em pronunciá-las. Sinto como se não fossem verdadeiras como antes, elas soam falsas.
Suas mãos descem por minhas costas apertando minha bunda e faz com que minhas costas se embatem na parede atrás de mim, a mesma se encontra gelada por ser revestida de cerâmica branca.
— Estava com saudade de ficar somente nós dois, assim. Sem preocupações ou amigos a nossa volta.
Benjamim fala e volta a me beijar enquanto se esfrega em mim contra a parede. Eu posso perfeitamente sentir sua ereção em meu umbigo. Fecho meus olhos preparando para me entregar ao seu desejo arrebatador, entretanto seu celular começa a tocar super alto e através do vidro embaçado do box, vejo que o mesmo está em cima da tampa do vaso sanitário.
Benjamim sai do box molhando todo banheiro e pragueja ao ver a tela.
— Eu não vou atender esse caralho. — ele encerra a ligação e volta para o banheiro já tentando me beijar outra vez.
Só pode ser seu pai.
— Benjamim, calma. Nós precisamos conversar sobre isso.
Ele me solta na hora e me olha com raiva, soca levemente a parede ao seu lado e fecha os olhos como se buscasse paciência. O seu pênis já não está mais ereto.
— Any, eu já falei com você, eu não quero conversar sobre essa porra. Sempre é a mesma coisa.
Sei que o assunto dos pais o deixa sensível, mas ele me trata com tanto ódio quando isso acontece. Eu não tenho culpa e só quero ajudar.
— Vocês vivem brigando! Eu só quero ajudar.
— Então não se mete nessa merda. Assim você já ajuda.
— Já temos um ano de namoro e ainda não conheço seus pais enquanto você conhece toda minha vida.
Ele passa a mão no cabelo nervoso, mas dessa vez eu não irei ceder.
— Eu sou sua namorada, Benjamim. Eu acho que eu tenho direito de saber tudo que passa na sua vida.
— Isso não te dá o direito de se comportar como uma vaca mimada e se meter na minha vida. — o telefone dele volta a tocar — Eu vou desligar essa merda.
Ele sai do banheiro e quando pega o telefone muda sua expressão, percebo ele olhar para mim rapidamente e depois leva o celular ao ouvido. Estou tão irritada com ele que não quero nem saber quem é.
— Ela está comigo, poderia ter ligado para o celular dela, boneca assassina.
Sei que se trata de Blair pelo apelido ridículo que meu namorado deu a ela. Ele escuta algo e rir.
— Ok, já estamos indo. —como uma pessoa muda tanto o humor assim? — Ele desliga o celular e o coloca sobre o vaso sanitário novamente voltando para dentro do box.
— Sua amiga está bêbada e esqueceu seu número— ele dá uma risadinha— Disse que alguns dos nossos amigos estão no Coffee Store para combinarmos onde vamos passar o último dia de férias.
Termino de me enxaguar sem ao menos o olhar ou responder. Ainda estou magoada pela forma como ele me tratou alguns minutos atrás.
Enrolo a toalha branca em meu corpo, mas antes que eu saia do banheiro o vejo desligar o registro da água. Eu nunca fui considerada uma mulher que leva desaforo para casa e não será agora que serei.
— Se eu sou uma vaca mimada você é um boi querido. Afinal das contas, é contra lei da natureza animais se relacionarem com outra espécie.
Dou lhe as costas o vendo se perguntar sobre o boi. Quem sabe ele é chifrudo e não sabe, não é mesmo?
(...)
Kiss you toca baixinho no carro quando ele estaciona em frente à cafeteria mais badalada de San Diego. Olho para meu pulso e vejo que são quase três horas da tarde. Benjamim e eu não conversamos desde que saímos do hotel e não farei questão alguma, eu não vou implorar por atenção mesmo estando louca para ficarmos bem.
— Any, me desculpe ok. Eu sei que fui rude, mas porra, você sabe que eu odeio quando me pressiona, tudo tem seu tempo. Tenha paciência baby.
— Tempo? Paciência? Eu não sou sua namorada a uma semana, Benjamim. Eu sou há um ano e três meses. Até em casamento você conversou comigo. Então porque me esconder?
— Eu não te escondo, Any. De onde tirou essa loucura? Dormimos juntos sempre. A faculdade inteira sabe que namoro Any Gabrielly, nossos amigos sabem do nosso namoro. O que você quer mais?
— A parte mais importante que é sua família eu não faço parte. Às vezes tenho a impressão que você me esconde algo... — Benjamim revira seus olhos castanhos — Olha, eu não quero brigar, não hoje.
Eu não espero sua resposta, apenas saio do carro e começo a andar até a cafeteria. Escuto quando o alarme do carro é acionado e ele corre, entrelaçando nossos dedos, e como eu mesma disse que não quero brigar o deixo ali.
Bem na entrada posso ver a cabeleira ruiva de Blair enquanto ela rir sobre algo que Brandon fala.
— Até que enfim chegaram! — Ricardo, nosso amigo com descendência de índios, levanta as mãos em forma teatral — Pensei que não acabariam de transar nunca.
Todos na mesa riem, Benjamim como sempre puxa a cadeira para que eu possa me sentar e se senta ao meu lado, segurando minha mão por debaixo da mesa. Olho para ele que não disfarça seu olhar enquanto sibila outra vez um "desculpa". Aproximo-me dele lhe dando um selinho, tentando mostrar que estamos bem.
— Temos que decidir o que vamos fazer com nossa última noite de férias. — Blair fala e percebo que realmente ela está um pouco bêbada em uma tarde em pleno domingo.
— Eu só quero descansar e comer porcaria... — e de verdade é meu desejo para hoje.
— De jeito nenhum, amanhã voltamos para aquela prisão e temos que entregar nossa liberdade em alto estilo! — Brandon leva a pequena cerveja até seus lábios. Penso em rebater porém o sino da porta próximo a nós soa, olho para porta e bufo irritada ao ver quem está chegando.
— Quem convidou aquele idiota para vir? — O moreno está com o cabelo todo bagunçado, o cigarro está preso entre seus dentes, ele usa uma jaqueta de couro mesmo o sol estando quente e uma calça jeans toda rasgada com sandálias no pé.
Alguém avisa a esse sem noção que ele parece um mendigo assim?
— Se eu soubesse que essa patricinha de Beverly Hills estaria aqui não teria vindo.
Ele se joga na cadeira ao lado de Blair se sentando completamente de pernas abertas e sopra a fumaça em seu rosto. E ela quase tem uma síncope. Dêem um cérebro a ela, por favor.
Que vontade de gritar. Não é segredo para ninguém que Noah Urrea e eu nos odiamos desde o primeiro ano de curso.
— Vai procurar sua turma, caipira. — pego a cerveja de Blair e tomo um gole. Só assim para aguentar esse ser.
— Pensei que fosse vocês a minha turma.
Ele fala confiante e com o veneno escorrendo através de sua língua de cobra. Benjamim ao meu lado começa a beijar meu pescoço, tentando me relaxar antes que eu grite aqui.
— Eu o convidei. — olho para Brandon que começa dar indícios de estar alcoolizado —Noah, é o cara!— Brandon brinda em sua direção.
Olho para o moreno que estala a língua no céu da boca com seu ego inflado.
— Não vai beber, Noah? — Blair pergunta se aproximando dele que põe um sorriso cafajeste nos lábios.
Sinto os dentes de Benjamim mordiscando o lóbulo de minha orelha, viro meu rosto para o seu e o beijo com vontade.
— Vocês são nojentos! — uma bolinha de guardanapo bate contra meu rosto e Blair ri alto, mostrando que foi ela a autora da brincadeira.
— Estraga prazeres, eu gosto de ver casais se pegando. — Noah fala olhando para mim e para Benjamim, como se fossemos algo a ser estudado — Eles me lembram o porquê jamais devo namorar.
Noah rouba a cerveja de Ricardo tomando um gole generoso.
— Ou sua vida sexual anda tão frustrada que isso é o mais próximo que chega de uma mulher. — tenho vontade de dar outro beijo em meu namorado por ele ter zoado esse caipira. Porém o grito de Brandon me assusta, fazendo todos nós olharmos para ele, tirando até mesmo a chance do Urrea rebater a resposta do meu homem.
— Já sei o que vamos fazer na nossa última noite de férias. Vamos para a cidade do pecado. Vamos pra Vegas.
Começo a negar feito louca apenas balançando a cabeça repetida vezes. Meu pai me mata se eu sair um milímetro de suas regras e Vegas não é um bom lugar para quem está na condicional no último mês.
— De carro dá aproximadamente cinco horas, vamos chegar a noite lá, a hora que a magia começa! — minha melhor amiga incentiva a todos — E já sabem gente, o que acontece em Vegas fica em Vegas.
𝐀𝐕𝐈𝐒𝐎
A HISTORIA NÃO É DA MINHA AUTORIA
SÓ ESTOU POSTANDO COM OUTROS PERSONAGENS.⚠️
AUTORIZAÇÃO DA AUTORA PRA POSTAR!
@/TiaClara1
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top