Capítulo 42

Point of view— Any Gabrielly

Nunca vou desistir de um amor como esse
Finalmente eu encontrei alguém
Que pode me fazer sentir como ninguém mais fez...

— Você vai ficar bem?— Noah pergunta mais uma vez enquanto me ajuda com o zíper do meu vestido, suas mãos afastam meu cabelo para o lado e seus lábios beijam meu pescoço com delicadeza.— Você entende mesmo porque estamos fazendo isso? — ele me gira fazendo com que meu corpo se cole ao seu. Sinto o calor de seu peito passar por sua camisa branca e um calafrio percorre meu corpo.

Seus olhos estão mais verdes e sua boca um pouco manchada com o batom rosa que estou usando. Passo meus braços por seu pescoço unindo nossos lábios pelo que parece ser a milésima vez.

Há três semanas atrás quando ele disse que eu era sua e ele era meu, tudo mudou, mas não tocamos mais no assunto, acho que é o mais perto que chegaremos de dizer que estamos juntos de verdade. Noah continua falando grosseiramente contudo eu percebo que ele está mais gentil e me trata de forma carinhosa a sua maneira.

Sua mãe foi embora logo após o final de semana e confesso, fiquei aliviada. Wendy é um amor de pessoa, mas Noah é um tsunami em erupção e já não aguentava mais ouvi-lo resmungar o tempo todo sobre a vinda de sua mãe ser repentina e ele não a ter convidado, ainda pior quando falava que queria poder me foder sem restrições, o que ele vem fazendo muito bem ultimamente.

— Ainda estou te achando insegura, eu não vou te forçar a nada, Any. Você sabe disso, não sabe? Se quiser cancelar, cancelamos sem problema algum.

Nego com a cabeça apertando meu corpo ao seu mais uma vez, ele beija minha cabeça com carinho.

— Não estou insegura, nem quero cancelar, só estou um pouco ansiosa, afinal agora sei o que estamos fazendo de fato.

Ele sorri e assente me dando um selinho para então se sentar na cama e calçar o seu mocassim. Volto a encarar meu reflexo no espelho, o vestido nude em um tom de salmão é maravilhoso, seu comprimento quase chega ao fim das minhas pernas, o decote é profundo e deixa meus seios valorizados, minha cintura fica bem mais fina do que já é, devido a costura do vestido. O louboutin nude tem aproximadamente doze centímetros me dando a confiança que preciso e uma postura impecável, meu cabelo está preso em um rabo de cavalo baixo e repartido de lado, a maquiagem é discreta e leve. Definitivamente estou linda.

— Vamos?— assinto pegando minha bolsa, e paro para analisar Noah que trocou a camisa social por uma polo branca, que o deixou mais parecido com seu estilo casual, a blusa com a calça social preta e mocassim marrom o deixou um pecado em duas pernas.

— Você está linda, Barbie humana. — sorrio grandiosamente e mordo meu lábio quando lembro o que eu disse na noite antes de irmos para Vegas.

— Você até que está bonitinho, caipira.

Noah lambe os lábios e me puxa pela cintura e me beija com ardor, um beijo rápido contudo intenso.

— Sim...  eu posso me acostumar com isso. — Assinto quando entendo do que ele está falando, pois também não acho nada mal.

Vou até o carro e não me incomoda o fato dele não abrir a porta para mim, abro eu mesma sentando no carona e passo o cinto de segurança em meu corpo quando ele faz o mesmo.

Noah então começa a sair do trailer indo em direção a cidade, olho para trás sabendo que eu não voltarei mais aqui.

O silêncio no carro é o que precisamos para saber se tomamos a decisão certa, mesmo depois de tanta conversa podemos analisar tudo com calma uma última vez, pois... depois que assinarmos o papel não terá mais volta. Fecho meus olhos meditando sobre  tudo que conversamos nas últimas semanas...

Três semanas antes...

— Bonequinha de plástico, precisamos conversar. — paro de ler a receita, esperando que Noah fale — Você está tomando o anticoncepcional? — assinto com sua pergunta, não entendendo onde ele quer chegar — Ok então, mas caso decida que não quer continuar com as pílulas me avise, pois começo a usar o preservativo, afinal o cuidado deve partir de nós dois.

— Tudo bem, pode ficar tranquilo em relação a isso, seremos pais somente se Deus quiser porque a nossa parte nós dois estamos fazendo.

Ele assente e vai até a cozinha, volto a olhar o livro de receitas que o professor indicou e pediu que cada aluno escolhesse um prato e executasse, eu nunca vi receitas tão elaboradas e me sinto empolgada por poder fazer comidas que não esperava aprender, a adrenalina de cozinhar algo novo é excitante.

— Any precisamos decidir o que será desse casamento, por mais que estejamos juntos, eu sei que não era de sua vontade casar tão nova.

Coloco o livro de lado e Noah se junta a mim com duas taças de vinho. Senta-se ao meu lado, provo o sabor do vinho umedecendo meus lábios e puxo o ar numa longa inspiração pela conversa que estamos iniciando. A tempos que os papéis do divórcio nos esperam, antes mesmo de descobrir que era feita de trouxa e com enormes chifres na cabeça.

—Você também não queria casar e muito menos comigo, caipira.— sorrimos e tomo um gole pequeno de minha taça.

— Mas as coisas mudaram. Meus pensamentos mudaram. Eu não sei explicar...

Noah brinca de passar o dedo na borda da taça e fala sem me olhar, sei que ele não se sente à vontade em falar sobre seus sentimentos em voz alta, decido que é melhor descontrair o ambiente.

— Você se apaixonou por mim, assuma. — brinco e quando ele não nega ou resmunga, olho seriamente para ele com o coração quase saltando pela boca.

— Talvez... — Noah se mexe no sofá e toma seu vinho em dois goles finalizando o que tem em seu copo. — Eu te contei o que meu pai está fazendo e, de verdade, temo que ele possa conseguir. Se ele conseguir anular nosso casamento imagino que poderá achar uma forma de me casar com Emily. Marco tem dinheiro, cheguei a cogitar a possibilidade dele me casar sem meu consentimento, usando algum juiz de índole questionável. — olho horrorizada, Noah não iria odiar e levantar calúnias do nada sobre seu pai, ele conhece seu progenitor. — Pois bem, vou te fazer uma pergunta: Você continuaria casada comigo?

O choque é evidente em meu rosto, eu jamais esperaria algo assim, não tive nem tempo de assimilar sua quase confissão que está aprendendo me amar e agora essa. Olho em seu rosto vendo se tem algum tipo de brincadeira em sua feição, mas não, ele parece até mesmo apreensivo com minha resposta.

— Eu.. eu... nossa, você me pegou de surpresa. — falo sem jeito e dou uma risadinha um pouco nervosa eu não tenho resposta para essa pergunta. — Eu não sei, Noah. Eu gosto de você, você se tornou importante para mim e é um homem maravilhoso, gosto da sua presença, gosto como me beija e me toca, gosto como me faz ver a mulher que sou e me mostrou como devo me valorizar quando achava que eu não seria ninguém sem o Benjamin. Gosto do seu jeito turrão e me fascina quando sei que comigo você faz de tudo para me tratar bem, confesso que não pensava em anular nosso casamento, mas também não pensei se queria continuar casada. De verdade? Eu não sei o que responder.

Fico surpresa como declaro-me para ele facilmente e ele parece ter percebido as palavras doces e verdadeiras que pela primeira vez eu disse em voz alta, pois se aproxima de mim e coloca sua mão esquerda em minha mandíbula, me olhando com uma ternura jamais vista por mim em seus olhos esverdeados.

— Eu também gosto de você, bonequinha de plástico! Eu não me via casado com apenas vinte e um anos, mas aqui estou eu, casado a quase cinco meses sem me lembrar como aconteceu. Sei que se esse casamento não tivesse acontecido talvez não estaríamos juntos hoje. E, se você decidir que quer continuar casada comigo, mesmo que não tenhamos toda aquela palhaçada de namoro, encontros, noivado e mil e quinhentas coisas fúteis, farei de tudo para que nosso casamento seja duradouro e te respeitarei.

E com isso a conversa se encerrou, o choque em meu rosto ficou tão evidente com sua declaração que ele me deu um tempo para pensar.

Nunca pensei tanto em minha vida exclusivamente em um único assunto e depois de uma semana eu acabei dizendo sim para ele, sorrio ao lembrar como ele me beijou apaixonadamente no chão da sala e me amou debaixo do chuveiro do trailer, mesmo o local sendo apertado foi o nosso melhor sexo pois ambos sabíamos do sentimento que estava nascendo um no outro.

Eu não tinha nada a perder, tudo bem que o casamento era mais para ajudá-lo com seu pai, entretanto decidi arriscar-me, sei que o namoro serve para conhecermos nosso parceiro e então decidir se é com ele que queremos passar o resto das nossas vidas, porém eu moro com o Noah e aprendi a conhecer a sua pior e melhor versão, estou aprendendo a lidar com suas características e estou ciente que não sou uma pessoa fácil também, é um aprendizado diário.

Tudo bem que não começamos do modo tradicional mas isso não é um passaporte para dar errado, talvez dê muito certo, nem todos demonstram ser o que é de verdade e eu aprendi isso da pior forma possível e não reclamo, olho para o lado e vejo Noah dirigir seriamente, sua mão as vezes aperta um pouco o volante sei o quanto ele está ansioso, coloco minha mão em sua perna direita e seus olhos esverdeados me observam rapidamente e voltam para estrada depois de sorrir para mim.

— Vai dar tudo certo, caipira. Eu tenho absoluta certeza, quero você para mim para todo sempre.

Assusto com minha fala mas chega de temer expor o que estou sentindo, quero viver o mais intenso amor sem me julgar por isso, nem todos homens são iguais e eu posso sim ser feliz com alguém que jamais cogitei ser meu.

— Eu sou seu desde o dia que transamos pela primeira vez, só peço que tenha paciência com esse turrão de homem que sou, eu vou aprender dia após dia como te amar e demonstrar isso. Porra, é difícil pra caralho, eu nunca senti isso na minha vida, meu coração acelera toda vez que você está perto ou me toca, bonequinha de plástico. — Noah me olha rapidamente e volta a prestar atenção na estrada com a cidade aparecendo e nos dando boas vindas — toda vez que vejo o futuro, você está nele e não importa se penso em daqui dez ou vinte anos, você está nele e isso é uma merda, porque eu me tornei o caralho de um babacão, mas tudo bem... se isso fizer que eu tenha você, que assim seja.

Agora meus olhos estão lacrimejados, ele... meu Deus, olho para cima pois não quero chegar toda chorona no meu casamento, ele pega minha mão e aperta e a outra segura o volante.

— Espero que tenha entendido, pois eu não vou falar perto de todo mundo o que sinto nem fudendo, isso interessa somente a nós dois e fim. O máximo que eu vou dizer é sim e olhe lá

Gargalho um pouco, eu gosto como ele é sincero, assinto ainda atônita com sua declaração e depois de alguns momentos em silêncio chegamos ao cartório.

Meus pais já estão no local e me abraçam juntamente com Wendy e Ariel que estavam conversando animadamente, Noah suspira ao meu lado quando sua mãe o abraça emocionada, ele não queria nem chamar sua mãe, mas eu disse que ele iria se arrepender de não chamar sua mãe para seu casamento e ele acabou aceitando e ligou para ela fazendo o convite.

Ricardo e Brandon estão conversando animadamente e eu dou um tchauzinho de longe para meus amigos, eles serão testemunhas do nosso casamento. Não convidamos mais ninguém, somente os mais importantes estão aqui e isso basta.

— Vamos entrar e acabar com essa porra, quero fumar e vazar daqui.

Meu pai olha severamente para Noah que pouca se importa, ele é o que é e está pouco se fodendo para isso, gargalho quando Wendy o beslica na bunda discretamente e Noah dá um pulinho ao meu lado assustado. Sua mãe o recrimina com o olhar e não sei qual é o santo do milagre mas Noah se mantém calado.

(...)

— Noah, pode fazer o consentimento do matrimônio. — O juíz avisa depois que explica sobre a importância do casamento para um casal e como devemos mantê-lo mesmo que seja difícil alguns dias que o melhor é respirar fundo e lutar todos os dias um pelo outro.

Noah se vira para mim ainda segurando minha mão esquerda como o juiz havia pedido desde o início do casamento a meia hora atrás.

— Eu Noah Jacob Urrea aceito Any Gabrielly Soares como minha legítima esposa, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza para amá-la e respeitá-la por todos os dias da minha vida.

Noah coloca a aliança em meu dedo esquerdo, uma aliança fina e de ouro, a que escolhemos dias atrás, gostamos dela por ser algo discreto e não iria incomodá-lo tanto como as mais grossas e assim ele iria conseguir mantê-la em sua mão. Mas foi como ele disse: aliança não é nada, é só um adorno, um símbolo do compromisso. E eu concordei imediatamente, antes usava uma enorme aliança e o Benjamin também e olha onde estou agora, casando-me com outro homem. Foi a melhor coisa que me aconteceu.

— Sua vez Any, pode falar seu consentimento.

Seguro a mão esquerda do Noah e olho em seus olhos, posso ver até um certo brilho nos mesmos e quando ele sorri abertamente perto de todos, eu sei que estamos fazendo o certo, que Noah quer isso também, não é só por pressão.

— Eu Any Gabrielly Soares aceito Noah Jacob Urrea como meu legítimo esposo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza para amá-lo e respeitá-lo por todos os dias da minha vida.

Deslizo a aliança em seu anelar esquerdo sorrindo quando Wendy tira a milésima foto do dia, ela está toda babona.

— Eu vôs declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva, Noah. — Noah me puxa forte fazendo com que meus seios batam contra seu peitoral rígido.

— Até que fim, caralho.— Não tenho tempo de falar nada pois sua boca vai de encontro com a minha e inicia um beijo um pouco indiscreto, contudo não me importo, saceio o desejo do meu marido em frente a todos.

— Dessa vez não é de chiclete. — Noah fala baixinho quando me dá um selinho após o beijo e beija minha mão esquerda em cima da aliança delicada. Ele fala sobre o anel que talvez tenha me dado na noite de Vegas.

— Está sendo romântico, caipira? — Não perco a oportunidade de alfinetar, não precisamos mudar só porque casamos, se foi assim que nos apaixonamos seria contraditório mudar da água para o vinho por causa de um mero pedaço de papel.

Vejo pelo canto do olho Brandon e Ricardo assinando como testemunhas abaixo de onde Noah e eu assinamos.

— Vá a merda, bonequinha de plástico. — Noah fala rindo depois que me dá um beijo na testa e vai tirar fotos com sua mãe e irmã, espero um pouco para poder juntar-me com minha sogra e marido na foto.

Depois de uns quinze minutos de fotos o que deixou Noah quase a ponto de explodir, fomos para o restaurante que meu pai alugou o terraço para comemorar o casamento da sua filha, nos sentamos na mesa que foi colocada para todos e conversas alegres começam junto com algumas taças de vinho e alguns petiscos antes de ser servido o jantar.

Vou até o parapeito de vidro do terraço olhando toda San Diego vendo Noah brincar com Ariel, Wendy conversa com meus pais alegremente. Meu vestido voa um pouco, o vento está ligeiramente frio hoje.

Durante as duas semanas que se seguiram antes do casamento decisões foram tomadas: a primeira foi que não nos casaríamos na igreja por enquanto, foi um choque saber que Noah é um homem de fé e queria esperar alguns anos antes de ir ao altar, pois ele disse que quando chegasse diante de Deus com uma esposa seria para todo sempre e por isso queria esperar que nós dois estivéssemos bem consolidados como marido e mulher.

A segunda foi que não teríamos filhos tão cedo, esperaríamos pelo menos dez anos, somos jovens e temos muito tempo para formarmos uma família, filhos não são bonecos e o mínimo que merecem é chegarem no momento certo com pais maduros e prontos para criá-los da melhor forma possível, podendo dar amor, proteção, cuidar do lado educacional e também do lado financeiro e por enquanto Noah e eu somos duas crianças para colocar outra no mundo e dou graças à Deus que ele pensa como eu, ainda não sei se quero ser mãe e podemos esperar mais, pois não tem como uma pessoa de apenas vinte e um anos ter certeza se quer ser responsável por um ser humano.

A terceira e última é que iríamos comprar um apartamento, pequeno, perto da faculdade, nós dois não poderíamos continuar morando em um trailer, seu terreno seria para fazer nossa casa futuramente.

Noah iria pegar toda sua poupança para isso e depois de muita conversa ele aceitou que eu comprasse os móveis, ele enfim entendeu que casamento é parceria e assim iríamos crescer juntos.

— Vem, vamos sair daqui. — Noah consegue me assustar quando me pega pela mão, ele começa a ir em direção da escada, penso em reclamar que ainda não jantamos e que estou com fome quando noto em sua mão uma cesta fico quieta, não sei como ele conseguiu isso, mas ao olhar para trás e ver minha família e amigos sorrindo e somente Ariel chorando sei que eles sabem que não voltamos mais.

— Porque Ariel está chorando? — pergunto quando sento-me no carona e Noah coloca a cesta no banco traseiro. Ele dá volta e assume o motorista.

— Porque ela queria vir e eu disse que não poderia, que hoje eu tinha que ficar apenas com você, mas que amanhã a levaria para passear. Ela não aceitou bem. Foda-se, ela precisa aprender que não é tudo como ela quer e que sou um homem casado e há tempo para cada coisa.

Faço um aceno com a cabeça, ele está certo, Ariel não pode crescer achando que as coisas é como ela quer, Noah Urrea será um ótimo pai quando for o momento certo.

Noah dirige apenas com uma mão, pois com a outra ele segura um cigarro, abro as janelas para que o mau cheiro saia daqui de dentro.

Noah dirige por alguns minutos e para em em frente a praia, sorrio abertamente faz tempo que não venho em La Jolla e arranco o salto do meu pé, olho no painel e vejo ser quase onze da noite e não tem ninguém por aqui posso sentir a brisa em meu rosto e ouvir as ondas quebrarem na costa, descemos do carro e espero Noah pegar a cesta, sinto-me acolhida quando ele segura minha mão direita e vamos até perto do mar escuro e revoltoso. 1

Sorrio quando percebo que ele roubou uma toalha da mesa e estende sobre a areia, nós dois nos sentamos e ele tira seu mocassin e então pega a garrafa de vinho branco e nos serve nas duas taças que ele trouxe, ele está calado e olho para dentro da cesta, vejo algumas frutas e duas marmitinhas, coisas que ele pegou do casamento.

Tomo um gole do vinho quando ele faz o mesmo, como um pedaço de queijo quando minha barriga ronca e pego logo em seguida um ovinho com ervas.

— Eu te trouxe aqui porque precisamos conversar, Any. — Olho para ele, pois se ele não me chamou por bonequinha de plástico é porque é sério.— Eu sei que não sou um homem fácil e que vamos nos estranhar muito ainda, eu sei que você é romântica e eu sou um cavalo — Noah umedece seus lábios e eu me perco neles — Eu vou falar isso uma vez, então por favor me escute com atenção. Eu não sou um homem que manda flores, que fica ligando a todo instante ou mandando mensagens a todo instante falando que ama, eu jamais farei isso, eu vou provar que quero você com atitudes e não com essas fuleragens. Eu não sou um homem que lembra de merdas de datas, eu mal sei meu aniversário e espero que entenda isso.

— Noah... — Ele coloca um dedo em meus lábios me silenciando.

—  Mas, eu prometo que serei fiel e que não irei trair sua confiança entregue a mim, eu prometo que te amarei com tudo que tenho, prometo jamais mentir para você e que sempre irei falar a verdade mesmo que isso lhe machuque ou me machuque. Posso também as vezes te mandar uma mensagem de bom dia, e as vezes... bem raramente... uma vez a cada dez anos. — ele fala me fazendo rir — demonstrar meu amor por você em alguma merda de rede social, amor é para ser vivido e não demonstrado. Enfim eu posso fazer algumas concessões para te ver sorrir.

Eu não tenho o que falar ele me deixou sem palavras, então eu apenas puxo sua nuca e o beijo, sinto minha bunda molhar quando ele solta sua taça de vinho, mas eu continuo o beijando com fervor. O zíper do meu vestido começa a deslizar lentamente.

Ele me deita levemente sobre a areia fina de La Jolla, pegando a garrafa de vinho quando meus seios estão á mostra.

— Eu estou te amando tanto, bonequinha de plástico. — Noah joga um pouco de vinho em meus lábios começando a beijar-me com devoção.

Notas Finais:
O que acharam? 😍

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