• 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚞𝚕𝚘 𝟷𝟶 •
SACRIFÍCIO
• Por, Catherine...
Eu ainda estava tentando raciocinar tudo o que estava acontecendo, é como se meu cérebro tivesse parado. Meu corpo não se mexia, eu me sentia presa.
Tom ainda se colocava em minha frente e eu o abraçava por trás.
— TODO MUNDO NO CHÃO AGORA! — um dos homens fala.
Rapidamente Tom me pede para abaixar se colocando ao meu lado agora. Sinto um dos homens se aproximar de mim, um frio percorreu minha barriga.
Seguro a mão do Tom a apertando fortemente, uma lágrima escorre do meu rosto.
— Olha, só... Que bonequinha linda que temos aqui. — O homem alisa meu rosto. — Olha pra mim, vadia! — puxa meu queixo, me forçando a olhá-lo.
— TIRE SUAS MÃOS DELA AGORA! — Tom levanta empurrando o homem.
Meu Deus! Isso não vai acabar bem.
Tom da um soco no homem quase o derrubando no chão, mas infelizmente, o outro parceiro do cara chega por trás o segurando, enquanto o outro começa a dar vários socos em seu rosto e estômago.
— PARA, POR FAVOR! SOLTA ELE! — grito chorando para que eles parassem.
Tom iria apanhar até a morte e por minha causa. Eu não podia aceitar isso, tinha que fazer alguma coisa.
Aproveito que estavam distraídos e pego um dos bancos que estava perto da máquina de música.
Junto todas as minhas forças e bato com o banco na cabeça do homem que segurava o Tom.
Ele caiu na hora, acho que desmaiou.
Tom acaba caindo junto, ele está fraco e coberto de sangue. Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo.
Tento me aproximar dele mas o outro cara me puxou pelos cabelos, me arrastando pelo bar.
— SUA VAGABUNDA, OLHA O QUE FEZ! VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO!
Ele me joga no chão, de frente para o Tom e senta entre minhas pernas.
— Eu quero que olhe para ele, está entendendo? — grita me forçando a olhá-lo. — Quero que ele veja o que vou fazer com você!
O homem começou a abrir a calça e eu comecei a chorar compulsivamente. Tom me olha com ódio nos olhos, mas ele não podia fazer nada... Estava fraco e muito machucado.
— E-eu te a-amo...— sussurro entre soluços para ele.
Então eu fecho os olhos, eu só queria morrer naquele momento. Esperei para que ele acabasse com a minha vida de uma vez.
Mas não foi isso que aconteceu.
Escuto dois tiros, abri os olhos assustada. O homem, ele havia levado dois tiros no peito, logo caindo em cima de mim.
Empurro ele com muita dificuldade... Eu não sabia o que fazer.
Eu estou paralisada novamente, minhas mãos estão cobertas de sangue...Olho para frente e vejo vários policiais chegando. Só consegui ver as luzes fortes da sirene invadindo o lugar...
Olhei para Tom novamente e ele estava de olhos fechados. Logo depois minha visão foi ficando escura até que eu não consegui ver mais nada...
❤️
Acordo assustada, luzes fortes invadem meus olhos. Demoro alguns segundos para conseguir enxergar direito e constatar que estou em um hospital.
Olho por todo o quarto, não havia ninguém aqui. Levanto com dificuldade, estou meio tonta ainda.
Mas logo me veio tudo o que aconteceu, e minha preocupação só aumentou, eu precisava achar o Tom.
Ando até a porta do quarto, as luzes me incomodam muito ainda, mas nada era pior do que não saber onde o Tom estava.
Me aproximo de uma enfermeira, ela mexia em alguns papéis em sua mão.
— Com licença, eu...
como eu vim parar aqui? — pergunto ainda desorientada.
— Oh...Você acordou, que bom! — pareceu surpresa. — Você estava desmaiada quando entrou, muitos chegaram feridos do assalto ao bar.
— Ah sim... Tinha um homem comigo, você sabe me dizer onde ele está?
— Olha, eu até posso verificar mas agora é melhor você ir se deitar.— ela tentar me levar até o quarto mas eu recuso.
— Não, eu estou bem! Preciso achar...
—Você precisa descansar, querida. — ela me interrompe.
— O que está havendo aqui? — Um senhor todo de brando se aproxima.
— Essa paciente, se recusa a voltar para o leito! — disse a enfermeira.
— Eu preciso achar o Tom, não vou a lugar nenhum sem ele! — bato o pé.
— Tudo bem, pode deixar comigo Karina...— o homem pede e ela saí de perto de nós.
— Vamos começar de novo. Eu sou o Doutor Jhonson.. — estende a mão. — Em que posso ajudá-la?
— Eu estava em um bar, quando dois homens invadiram. Eu estava com meu amigo...quer dizer, eu estava com um homem... — falo meio confusa. — Preciso saber onde ele está.
— Tudo bem, vamos achar ele... — ele diz calmo. — Você pode me dizer o nome dele?
— Tom...Tom Hiddleston — assim que eu dise o médico fez uma cara nada boa. — O que? O que houve com ele? — meus olhos já enchem de lágrimas só de imaginar o que possa ter acontecido.
— Está tudo bem! Vou te levar até ele. — O médico diz me guiando pelos corredores.
❤️
Paramos em frente um quarto, eu já ia abrir a porta mas antes o médico diz uma coisa.
— Preciso avisá-la de algo antes... — olho atenta para ele. — Seu amigo sofreu muitos traumas e...
— Mas ele está bem, não está? — começo a ficar aflita.
— Está sim, senhorita. Porém ele sofreu muitos traumas, inclusive muitos, na região da cabeça... — suspira. — Pode ser que fique com sequelas, mas não posso confirmar nada ainda enquanto ele não acordar.
— Tudo bem...— sorri fraco. —Obrigada, doutor!
Ele sorri e abre a porta para mim. Assim que meus olhos se encontraram nele um alívio percorreu meu corpo. Mas logo depois tudo aquilo se transformou em tristeza.
Ele está com o rosto todo machucado, tem um tubo em sua boca, sua cabeça estava enfaixada... Ele está tão machucado, não aguento e começo a chorar ao seu lado.
— Meu amor, o que fizeram com você? — aliso seu rosto.
— Vou pedir para que diminuam a medicação, ele deve acordar logo.— o médico diz e sai da sala.
Acho que fiquei horas ali olhando para ele, eu não queria deixá-lo sozinho de novo. Não conseguiria ficar longe dele.
Nunca mais...
— Meu amor, já pode acordar.. .Eu estou aqui, vai ficar tudo bem — dou um beijo em sua testa.
Rapidamente a porta é aberta, me dando a visão da última pessoa que eu queria ver na vida, era a Lea.
— TOM? O QUE ACONTECEU COM ELE? — diz desesperada.
Ela corre para perto dele, analisando todo o seu corpo.
— Catherine, o que aconteceu com ele? — olha para mim. — O que aconteceu com vocês? — Eu estou usando a roupa do hospital.
— Nós... eu...— não sei como dizer a verdade a ela, então resumi o máximo que eu pude. — Estavamos em um bar quando dois caras armados chegaram e bateram no Tom.
— Meu Deus! Eles machucaram você, meu amor? — ela beija a testa dele.— Tá tudo bem agora, eu estou aqui com você, meu amor!
Ver aquilo me deu uma vontade enorme de vomitar, mas o que eu podia fazer? Lea não sabia que Tom não amava mais ela.
Cabia a ele dizer isso a ela, e não eu.
— Com licença...Acho que ele já vai acordar. — o médico disse entrando no quarto. — E você é?...— ele aponta para Lea.
— Sou Lea, a esposa dele! — Lea diz e o médico me encara alguns segundos, acho que ele entendeu o que está acontecendo aqui.
— Muito bem, hum... — coça a garganta. — Ele já deve acordar, vamos só tirar esse tubo.
O médico retira o tudo do Tom. Após alguns minutos ele parece querer acordar.
— Amor? Amor está me ouvindo? — Lea pergunta.
— Le-ea ?...Eu...Onde-e esto-ou ? — Tom tosse.
— No hospital amor, vai ficar tudo bem! — ela sorri fazendo carinho no cabelo dele.
— Como eu vim parar aqui? — Tom olha para o Doutor e depois olha para mim.
— Cath...Você? O que está fazendo aqui? — pergunta confuso.
— Meu... — me controlo para não chamar ele de meu amor. — meu anjo, eu estava com você. Não se lembra? — começo a ficar nervosa.
— Não, eu...eu não me lembro de nada!
Faço uma cara de interrogação e acho que o doutor entende aquilo.
— Nos dêem licença uns minutos, preciso fazer uns exames. — sorri fraco.
Lea e eu deixamos a sala. Sentamos em um banco que fica de frente a porta, uma do lado da outra. Eu queria dizer a verdade para ela, mas eu precisava deixar que Tom conversasse com ela e não eu.
— O que vocês estavam fazendo em um bar? — Lea quebra o silêncio.
— Na-ada, apenas fomos conversar. — falo olhando para o chão.
— Hum...estranho... — murmura. —, ele não me avisou e...
Logo o médico abre a porta e nós duas levantamos.
— Então doutor, como ele está? — pergunto.
— Olha, eu fiz alguns exames e infelizmente tenho uma péssima notícia. — meu coração já fica acelerado. — Tom teve várias fraturas na cabeça, algumas bem sérias que atingiram uma parte onde guardarmos nossas memórias e...
— Afinal doutor, o que ele tem? —Lea interrompe ele.
— Ele perdeu a memória dos últimos dois meses... — suspira. — Sinto muito!
— O QUE? — digo assustada.
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