𝗖𝗔𝗣𝗜́𝗧𝗨𝗟𝗢 𝗦𝗘𝗜𝗦🥃🍓
— Ei! — o Alfa acordou, vendo que ambos os pulsos estavam presos novamente com as grossas correntes.
Ele viu que o pequeno ômega não estava mais ao seu lado, então se sentou na cama tentando abrir os olhos, sem ter a menor noção de que horas eram.
Ele olhou ao redor e o quarto estava vazio, mas ouviu ruídos ao seu redor, vozes vindas do lado de fora.
Ele aguçou seus sentidos, buscando ouvir o que as pessoas do lado de fora da porta conversavam, usando sua audição lupina.
"Eu posso fazer isso por você, Liam, posso te dar um bebê e até ser seu Alfa..."
Theo franziu a sobrancelha para a voz que ele não reconhecia.
"Eu já disse, Minhyuk, o Alfa aqui dentro é o único que me dará um filho, não insista."
"Espera!"
O Alfa no quarto sentiu que o braço do ômega foi segurado, ele ouvia cada ruído, até dos pequenos pés tropeçando com o puxão repentino.
"Vou ter que te mandar embora da minha equipe só porquê você desconhece o que é uma transa sem compromisso?"
O ômega ditou sério, usando sua voz de comando fazendo o Alfa recuar, afinal, Liam era um lúpus.
Theo cerrou os punhos, ouvindo o Alfa do outro lado da porta dar três passos para trás.
"Eu..."
"Saia!"
Ele ouviu passos pesados se afastarem e, segundos depois, o ômega entrar pela porta segurando uma bandeja, mordendo os lábios ao lhe ver acordado.
— A maçã caiu no chão... — falou nervoso, colocando a bandeja na cama, enquanto tirava a maçã de dentro dela e colocava no móvel ao lado da cama.
Theo olhou a bandeja com frutas, torradas, queijos, suco e um copo de americano, que costumava tomar todos os dias. Ele também observou que o suco estava pela metade, pois havia derramado, provavelmente quando o Alfa atrás da porta o puxou de repente.
Ele olhou para o rosto do ômega e ele tinha o olhar baixo, vestia um short preto folgado e uma blusa transparente comprida que ia até os pulsos mas que deixava seus ombros a mostra, assim como as suas aréolas rosadas. Naquela colina fazia frio e o único lugar aquecido era o quarto onde eles estavam.
— Quem era o Alfa? — Liam se assustou com o seu tom, olhando as orbes, agora, negras à sua frente.
— Ninguém importante, Alfa. — mordeu os lábios e pigarreou — Agora come, você prometeu que hoje me daria um bebê. — ele fez um biquinho e observou o Alfa que não tirou os olhos de si e rosnou baixo.
— Quando vocês transaram? — sua voz era firme e autoritária, fazendo o ômega arregalar os olhos, ele certamente não esperava aquela reação do Alfa.
— Ah... Há uns meses atrás... — ele se deitou na cama, colocando a cabeça no travesseiro enquanto olhava para o teto — Eu tinha que descontar um pouco do tesão que você me causava... — fez um biquinho e olhou para o Alfa que tinha as orbes vermelhas em sua direção.
— Minhyuk, certo? — Liam o olhou confuso — Eu não vou esquecer. — ele sorriu ladino e o ômega engoliu em seco — Ah! E obrigado pelo americano. — ele pegou a bebida e deu um gole, vendo o menor morder os lábios.
— Alfa, você está muito esquisito. — ele deitou de bruços na cama, colocando as mãos no queixo enquanto encarava o homem a sua frente.
— Por que estou acorrentado mesmo? — perguntou simples, ainda tomando o seu americano.
— Para você não fugir da sua promessa de me dar um bebê. — ele fez um biquinho balançando as pernas no ar, vendo o Alfa assentir e continuar tomando sua bebida, enquanto respirava fundo.
— Preciso usar o banheiro. — falou sério, vendo o ômega ajoelhar na cama e tirar a chave do bolso, destrancando a corrente. Ele achava engraçado a maneira que o pequeno confiava tanto em si mesmo a ponto de soltá-lo cada vez que ele pedia.
— Vai. — falou, enquanto sentava na cama e comia uma uva.
Theo se levantou e foi até o banheiro, trancando a porta. Liam observou mas ignorou, o Alfa parecia estar de mau humor e ele o deixaria quieto, pelo menos por enquanto.
Ele comia algumas uvas quando percebeu que o Alfa demorava muito naquele cômodo, então ele foi até a porta, ouvindo o barulho da água cair.
Liam ficou alguns minutos na porta se perguntando se entraria ou não, mas de tanto pensar a porta foi destrancada e, assim que foi aberta, Theo teve a visão do ômega parado a sua frente com os lábios entreabertos em um susto que tomou.
— Você demorou. — segurou as próprias mãos a frente do corpo e fez sua feição mais inocente para o Alfa que o olhava inexpressivo.
— Estava esfriando a cabeça. — ele contornou o ômega enquanto secava o cabelo em uma toalha e usava um roupão de banho na cor preta, que lhe deixava mais bonito do que já é. Theo se sentou na cama e jogou a cabeça para trás, vendo o ômega se aproximar de fininho com um bico nos lábios.
— Você... — ele colocou seus dedinhos sobre a coxa do lúpus e dedilhou ali por cima do roupão, falando descontraído — Vai me dar um bebê agora? — então olhou nos olhos do Alfa, este que o fitava com os braços cruzados no peito, enquanto respirava fundo.
— Hm, acho que não quero mais te dar um bebê. — falou simples, vendo o ômega o olhar boquiaberto em descrença.
— Então parece que vamos passar mais tempo aqui, não é, Senhor Raeken Mentiroso? — ele estava bravo e suas bochechas ficavam maiores, acompanhadas de um rubor e um biquinho nos lábios. Ele pegou as algemas e colocou novamente nos pulsos do Alfa que nem sequer se moveu do lugar.
— Então decidiu que vai sentar em mim a força? — murmurou desinteressado, encostado na cabeceira da cama, com os braços agora cruzados ao peito novamente.
— Eu já lhe disse que não farei nada a força. — suspirou, colocando uma mecha dos seus cabelos loiros atrás da orelha — Você vai me querer, Senhor Raeken. — sorriu mais uma vez e se encaminhou para a gaveta do cômodo que tinha no quarto, pegando alguma coisa lá dentro, logo voltando para a cama, se sentando nas coxas do Alfa enquanto o fitava nos olhos — Você vai me desejar tanto que o seu pau vai doer querendo se enterrar em mim e quando isso acontecer... — ele lambeu os lábios e aproximou seus rostos, colando os lábios em sua orelha — Eu vou estar aqui, pronto para recebê-lo dentro de mim, pronto para esmagar seu pau enquanto você rosna em meu ouvido. — após sussurrar tais palavras, ele se afastou e sorriu ladino ao fitar os olhos negros do lúpus a sua frente.
— Você é astuto. — riu soprando, jogando a cabeça para trás e apertando os olhos com força, sentindo aquele bumbum redondinho sentando em suas pernas quase nuas — Não sei se você faz o meu tipo...
— Eu não me importo em fazer o seu tipo. — ele tinha um biquinho nos lábios e uma mão para trás, segurando algo — Eu só quero um bebê seu, mas enquanto isso não acontece, vamos brincar? — sugeriu, tirando a mão das costas e mostrando o que escondia ao Alfa que franziu o cenho.
— Pirulitos?
— Sim! — sorriu ladino, mostrando-os ao Alfa a sua frente — Existem quatro sabores diferentes aqui e você vai ter que adivinhar qual sabor está sentindo... — os pirulitos eram embalados em um plástico branco, então não tinham nomes ou cores que indicassem seus sabores.
— Vai colocar os pirulitos em minha boca para que eu adivinhe? — perguntou confuso, vendo o sorriso do ômega de alargar.
— Não, Alfa... — sussurrou, passando a língua nos lábios — Eu vou chupar o pirulito e você vai ter que adivinhar o sabor ao me beijar. Gostou?
— Você é mesmo impossível. — riu soprando, vendo um sorriso vitorioso nos lábios vermelhos do ômega — O que eu ganho com isso?
— O prazer de me beijar. — sorriu ladino, vendo o Alfa arquear a sobrancelha — Detalhe importante: não é só na minha língua que pode estar o sabor do pirulito, pode ser em qualquer outra parte do meu corpo que eu decidir passá-lo.
— Hm, não quero. — falou simples, vendo o ômega lhe fuzilar com os olhos.
— Okay, novas regras... — falou por fim, passando os pirulitos nos dedos — Como hoje já é segunda-feira e acabou a sua folga, se você acertar todos os sabores do pirulito eu te liberto. — disse por fim, fazendo um biquinho.
— Me liberta mesmo? — estava pasmo, com a boca entreaberta — Promete?
— Prometo. — disse a contragosto, fazendo um biquinho novamente — Vai brincar?
— Fechado. — o Alfa sorriu ladino, recostando na cabeceira da cama mais uma vez. Esse seria um dia e tanto.
— Ótimo! — sorriu largo e se levantou da cama saltitante, o ômega pegou um pano - na cor preta - no guarda roupa e se dirigiu a cama, se sentando nas pernas do Alfa novamente, este que já não se importava mais com a cara de pau do menor — Vou colocar essa venda em você, quem sabe assim você não para de olhar para os meus peitos — sorriu ladino vendo o Alfa pigarrear e engolir em seco. Devagar, Liam foi colocando a venda nos olhos de Theo.
— É difícil não olhar se eles estão à mostra, como você mesmo pode ver. — falou simples, fazendo o menor sorrir largo.
— Mamãe sempre disse que o que é bonito é para se mostrar. — o Alfa riu soprando, balançando a cabeça em negação. Enquanto isso, o menor tirava o lacre de um dos quatro pirulitos e o levava à boca — Não adianta tentar sentir o cheiro, pois todos os cheiros estão misturados.
— Eu não iria trapacear mesmo. — sorriu ladino quando o ômega tirou o pirulito da boca e colocou em cima da mesinha ao lado.
— Okay, o sabor está em minha língua. — sorriu traquino e o Alfa levou a mão até o seu braço, subindo até chegar ao seu rosto, fazendo ondas de choque percorrerem a pele alva a sua frente.
Ele puxou seu rosto devagar até sentir a respiração descompassada do menor se misturar com a sua. Theo passou a língua nos seus lábios e dali mesmo pôde sentir o sabor adocicado do pirulito.
— Melão.
— Ei! — Liam reclamou irritado, fazendo Theo rir e se recostar novamente na cabeceira da cama — Assim não vale.
— Não tenho culpa se o sabor estava sobre seus lábios e por isso não precisei te beijar. — falou simples, com as duas mãos sobre as coxas do ômega. Estavam apoiadas ali sem que ambos percebessem.
O Alfa ainda não havia notado como já se sentia à vontade perto do seu sequestrador, era como se ele já se sentisse em casa ao seu lado.
— Eu te odeio. — resmungou, fazendo Theo rir mais alto — Vou pegar o próximo sabor.
Liam abriu mais um pirulito e o colocou na língua, somente para molhá-lo, antes de passá-lo na dobra do seu pescoço.
Ele puxou o Alfa pelos cabelos da nuca, fazendo uma leve pressão ali até que seu rosto chegasse ao lugar indicado.
— Acho que aqui não são seus lábios. — sussurrou, sentindo o cheiro do ômega mais forte naquela região do seu pescoço.
— Não, não são. — sorriu ladino e virou mais a cabeça para o lado, dando passagem ao Alfa que passou a língua por toda a região — Ahhhh... Hmm... — Liam gemeu sentindo seu corpo todo tremer quando aquela língua quente tocou a sua pele e um chupão foi desferido ao lugar. Ele era um ômega muito sensível aos toques do Alfa.
— Hm, o sabor de uvas se misturou ao sabor de morangos da sua pele. — ele sussurrou contra a derme do pescoço branquinho e lambeu os próprios lábios em seguida, sentindo a respiração descompassada do ômega que se remexeu em seu colo.
— Acertou. — falou em um sussurro, soltando o cabelo do Alfa que voltou a sua posição após inalar mais daquele cheirinho que era mais forte naquela região — Você acertou dois, ainda faltam mais dois.
— Okay. — o roupão de banho do Alfa já estava se abrindo, mostrando todo o seu tronco definido.
— Eu gosto da visão. — Liam murmurou, enquanto lambia os lábios e colocava um pirulito sobre a língua, vendo o Alfa rir ladino com sua venda nos olhos.
— Eu sei que gosta. — rebateu, sentindo o ômega se inclinar e puxar seus cabelos da nuca mais uma vez. Ele jamais admitiria o quanto aquilo era excitante.
— O sabor não está mais sobre os meus lábios, Alfa, vai ter que explorar. — sussurrou, encostando seus lábios, sentindo seu corpo inteiro se arrepiar com o contato.
Theo levou as mãos até a cintura fina do ômega e apertou a medida que introduzia a língua na boca do menor, sentindo um arfar contra os seus lábios.
Aqueles lábios eram pequenos e macios e o ômega era tão sensível aos seus toques. O Alfa se perguntou como seria tocá-lo mais a fundo, naquele momento...
— Hmm... — Liam gemeu quando Theo sugou a sua língua buscando encontrar o sabor do pirulito. Sabor este que ele provavelmente já sabia.
Ele mordeu os lábios do Alfa antes de puxar seu rosto novamente para um beijo. Theo apertava tanto a sua cintura que mal havia notado quando puxou o corpo do ômega que estava sentado em suas pernas e o sentou em cima do seu quadril, colando seus troncos.
Liam colocou os braços ao redor do seu pescoço enquanto suas mãos grandes entravam por debaixo da blusa transparente do ômega, passando pelas suas costas e voltando a apertar a sua cintura, sentindo-o se remexer em seu colo, o que quase o fez rosnar.
Ele explorou aquela pequena boca com a língua e a cada segundo sentia o arfar contra seus lábios. O ômega estava gostando muito daquele contato e o Alfa também. Mas aos poucos, ele se afastou com um sorriso ladino nos lábios, ouvindo um resmungo de reclamação saído daqueles pequenos lábios tão gostosos.
— Framboesa. — sussurrou e jogou a cabeça para trás, sentido o ômega ainda ofegante colado a si — Acertei, meu pequeno pervertido?
— S-sim. — sua voz quase vacilou por um momento e ele se afastou minimamente do Alfa, que não gostou de ter o calor longe do seu corpo. Liam pigarreou ao se sentar na perna do lúpus novamente — Vamos ao último sabor.
— Estou ansioso. — riu ladino, passando a língua nos lábios antes de sentir o ômega puxar seu rosto novamente em sua direção, porém, não era na mesma direção de outrora, pois Liam puxou o seu rosto mais para baixo, quase na direção do seu tronco — Ora, ora! Acho que aqui não é a sua boca, afinal.
— Não, não é. — sussurrou, puxando o rosto do Alfa para o seu peito, para a aréola onde ele havia passado o último sabor de pirulito — É justo que eu aproveite um pouquinho antes de você ir embora. — sentiu o riso do Alfa contra o seu mamilo e seu corpo inteiro se arrepiou. Theo soprou ali, fazendo seu baixo ventre doer — Droga! — saiu como um gemido, quando o Alfa abocanhou seu mamilo esquerdo, sugando vagarosamente — Porra! A-acho que v-vou gozar — Theo riu contra seu peito, sugando com mais força, enquanto levava a mão novamente a sua cintura, descendo para o seu quadril e apertando com força suas nádegas — Ahhhh! Mas que... Porra, Alfa! — as mãos grandes e fortes do Alfa apertavam com afinco a sua bunda enquanto chupava e mordiscava seu peito, tendo a mão do ômega em seu cabelo, o puxando para um contato mais forte contra o seu mamilo. Ele sentia fortes dores no baixo ventre, pois além de ser extremamente sensível, o bico do peito é uma área de prazer, então aquilo estava fazendo seus olhinhos saírem de órbita — Ahhhh...! — ele se remexia em busca de contato, mas só tinha aquelas mãos apertando a sua bunda com força e aqueles lábios sugando seu mamilo fazendo ondas de choques chegarem ao seu pau, que estava no seu limite — A-alfa, m-mais forte... — Theo sugou com mais força, sentindo o corpo tremer sob suas mãos, ele sabia, ia acontecer. Seus dentes arranhavam a aréola do ômega enquanto o chupava mais e mais — Mas que... Ahhh...! — seu corpo tremeu fortemente enquanto gemia alto sentindo seu shortinho preto esquentar e umedecer com seu orgasmo recente. Theo rosnou contra a sua pele e continuou o chupando, ouvindo os sons que saiam eroticamente de sua pequena boca enquanto seu corpo parava de tremer aos poucos, restando apenas um corpo mole que ele segurou pela cintura novamente enquanto afastava o rosto devagar daquele mamilo maltratado.
O ômega tinha a respiração descompassada, mas Theo também tinha, este que estava duro como pedra. Ele levou uma mão até a venda que estava sobre seus olhos e a tirou, olhando aquele rostinho vermelho em sua direção, com os lábios entreabertos buscando ar, cabelos levemente bagunçados e uma respiração descompassada.
Ele também sentiu suas pernas quentes com o líquido que saía do ômega. Seu pau doeu mais uma vez. Então ele sorriu ladino e jogou a cabeça para trás, passando a língua nos lábios e voltando a fitar o menor que o olhava intensamente.
— Morango. — sussurrou, olhando a blusa do ômega caída para o lado e sua auréola avermelhada piscando para si — O sabor é morango.
— Acertou.
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