𝑪𝑨𝑷𝑰́𝑻𝑼𝑳𝑶 𝑶𝑵𝒁𝑬🌜

Theo Raeken

Ele tem cílios longos, sua boca é rosada e suas bochechas também são um pouco, ele tem um nariz empinado e um cabelo loirinho… eu nunca tinha visto ele dormindo assim.

Ele é bonito enquanto dorme.

Quando está acordado também.

Me assustei ao ouvir alguém bater na porta do quarto do Liam com força, isso me fez voltar para a realidade.

— Liam! Liam, acorda!

Liam acordou assustado, olhou para a porta e em seguida para mim.

— Acorde, já está na hora de acordar.

— Já vou, pai…!

A maçaneta da porta gira algumas vezes e eu sinto meu coração acelerar. Pelo que eu já ouvi, o pai de Liam parece ser alguém parecido com o meu próprio pai, então não seria bom se ele nos visse aqui, agora.

— Então se apresse, preciso que você saia para a cidade comprar o refrigerante para o restaurante. Estamos sem e o fornecedor só vem na quinta feira.

— Ah, tudo bem… eu já estou indo — Liam se sentou na cama.

— Seja rápido, eu não tenho o dia inteiro — o homem disse — e por que não abre essa porta? O que está fazendo aí?

— Eu… estava dormindo.

— Então vá rápido!

É possível ouvir ele se afastando da porta, então eu me sinto um pouco mais aliviado por isso.

Olhei para Liam e ele já estava olhando para mim.

— Bom dia — ele sorri um pouco.

— Bom dia.

Acho que também estou sorrindo.

— Você vai sair agora? — eu perguntei, enquanto ele se levantava na cama.

— Sim, caso contrário ele vai brigar comigo.

— E… será que eu posso ir com você?

— Você quer mesmo? Vai ser legal ter companhia — Liam parecia animado, então eu me levantei também.

— Vai ser legal ir com você.

— Então… eu já volto, me espera aí.

Liam caminhou até o banheiro e eu me sentei de volta na cama. Ele é tão legal.

Eu acho que eu deveria voltar para casa logo, na verdade eu não sei se ainda tenho uma casa, mas eu não posso ficar no quarto do Liam para sempre. Ele é muito legal comigo, mas eu não quero lhe incomodar tanto assim, tenho que resolver a minha vida logo.

Aqui sentado na cama eu consigo ver o reflexo do espelho do banheiro, daqui eu posso ver o Liam tirando sua camisa e… será que o Liam também tem pensamentos assim? Será que ele tem curiosidade de como seria tocar o corpo de outro garoto? Nós nos beijamos, então será que ele faria isso comigo? Mas eu não quero assustá-lo, eu sei tão pouco disso.

Ao invés de ficar espiando ele como um bobo, eu deveria trocar de roupa também, já que nós vamos sair, eu não posso sair como um maltrapilho por aí. Já basta eu não ter uma casa.

Me vesti rapidamente com as roupas da minha mochila e Liam saiu do banheiro.

— Você já pode usar se você quiser — ele apontou para o banheiro.

— Tudo bem.

— Theo, você vai precisar sair escondido, meu pai não pode ver que você estava aqui.

— E se ele me ver?

— Você pode sair pelos fundos do restaurante e me esperar lá fora, assim ele não vai desconfiar de nada.

Uma ideia surge em minha mente assim que Liam diz isso.

— Eu tenho uma ideia que talvez seja melhor — digo.

Liam Dunbar

Eu espero que o plano de Theo dê certo, ele teve uma ideia um pouco maluca, mas parece ser boa também.

Nós saímos do quarto e eu fui para a lanchonete onde meu pai e minha mãe estavam, minha mãe arrumando as mesas e meu pai atrás do balcão checando algumas contas, minha mãe me serviu o café da manhã e me perguntou discretamente sobre Theo, então eu sinalizei que depois explicaria e voltei a comer o mais devagar possível.

— Eu finalmente achei!

Oh, é agora.

— Theo? Você veio!

Eu saí do balcão e fui para a entrada do restaurante onde Theo estava ali fingindo entrar pela primeira vez enquanto carregava sua mochila nas costas.

— Eu demorei mas consegui encontrar. Como vai, Liam? — Theo estendeu a mão para me cumprimentar e eu segurei o riso, fazendo o mesmo.

— Bem, obrigado. Como você está?

— Estou bem.

— Quem é esse? — meu pai saiu de trás do balcão com sua expressão carrancuda de sempre.

— Pai, esse aqui é o Theo, ele é um amigo da escola.

— É um prazer conhecer o senhor — Theo estendeu a mão para o meu pai que o cumprimentou com um olhar sério.

— O Theo veio porque precisamos fazer um trabalho de artes da escola, eu passei o endereço e ele disse que viria. Eu avisei a mamãe, não é? — Olhei para a minha mãe que observava a situação com uma expressão divertida no rosto.

— É sim, desculpe, eu esqueci de te avisar — minha mãe disse ao mais velho.

— A senhora é mãe do Liam? Oh, pois se parece irmã! — Theo foi até minha mãe e a cumprimentou com um beijo na mão, eu quase ri com isso.

— Por que veio tão cedo, querido? Você já comeu? — ela perguntou.

— Eu quis vir o mais rápido possível para não atrapalhar o Liam, ele me disse que trabalhava — Theo disse — ainda não comi, senhora.

— Hoje ele não trabalha, vocês terão um tempinho. Sente-se aqui para comer alguma coisa — minha mãe leva Theo até o balcão.

— Mesmo? Muito obrigado.

— O Liam já está de saída — meu pai falou.

— Não depois de tomar café da manhã. Theo, você tem mais alguma coisa para fazer quando sair daqui? Poderia acompanhar o Liam até a cidade — minha mãe serve um pão de queijo para Theo e um copo com suco de maracujá.

— Não, tenho não, senhora.

— Acompanhe o Liam, eu não gosto de deixá-lo ir sozinho até a cidade — minha mãe falou e eu me sentei ao lado de Theo.

— Ora, ele pode ir sozinho, mulher.

— Mas o amigo dele veio de longe e é falta de educação ele ficar aqui esperando o Liam voltar. Não é?

— É sim, sim senhora.

— Acho que não tem problema — ele deu de ombros — termine de comer e vá logo, Liam.

— Tá bom, pai.

Vejo meus pais indo para os fundos do restaurante, olhei para Theo e começamos a rir.

— Você é maluco — digo baixo.

— Foi engraçado — Theo falou.

— Vamos terminar logo e irmos para a cidade, você já foi para lá? Todo mês tem alguma coisa surpreendente à venda.

— Eu já fui algumas vezes com a minha mãe, mas já faz um tempo desde a última vez que fomos lá — Theo disse.

— Vai ser divertido, você vai ver.

Nós terminamos de comer e meus pais voltaram, meu pai não parece nem um pouco feliz com a situação, mas ele nunca está feliz com nada, então tanto faz.

— Aqui, o dinheiro está contado para três fardos de refrigerante, compre aqueles de sempre — o mais velho entregou o dinheiro para mim — guarde esse dinheiro direto, menino.

— Eu sei, pai…

— Não demore, ande logo.

Ele acenou com a cabeça para Theo, então saiu.

— Toma, meu bem — minha mãe veio até mim e colocou algo dentro da minha mão — gaste com o que quiser na cidade, compre algo para você e seu amigo.

— Obrigado, mãe.

— Imagina. Vá em segurança, vocês dois.

Nos levantamos e Theo pegou sua mochila.

— Vai com Deus, Liam — ela deu um beijo em minha testa e eu beijei sua bochecha.

— Vai com Deus, Theo.

— Amém, tia — Theo beijou a bochecha da minha mãe e ela sorriu.

Nós saímos juntos, andamos pela calçada lado a lado. Está um dia bonito, o céu está azul e ensolarado.

— Você é bom e mentir — digo.

— Foi por um bom motivo.

— Tem razão — nós rimos.

Eu e Theo fomos para o ponto de ônibus enquanto conversamos, ele me contou uma história engraçada de quando ele era criança. Entramos no ônibus e nos sentamos nos bancos do fundo.

— Me conta, o que você quer ser quando se tornar um adulto? — eu perguntei.

— Eu quero fazer quadrinhos.

— Não brinca?

— Falo pra valer! Mas acho que eu deveria ter um emprego que me dê mais dinheiro.

— Tipo o que?

— Ainda não sei. Você quer ser o que?

— Quero trabalhar com a música.

— Tocando saxofone?

— Cantando.

— VOCÊ CANTA?

Theo arregalou os olhos e eu ri, envergonhado.

— Não muito… um pouco…

— Tá brincando? Canta alguma coisa.

— Não, Theo.

— Mas por que? Agora eu quero ouvir.

— Eu tenho vergonha.

Theo sorri.

— Você fica fofo com vergonha.

— Para, Theo.

Promete cantar para mim a qualquer hora?

— Eu não.

— Ah, por favor — Theo pediu.

— Eu não canto assim tão bem, só é algo que eu gosto de fazer.

— Você deve ser muito talentoso, você me deixou curioso agora.

— Não coloque tanta expectativa, é algo bobo. Agora, vamos prestar atenção ou descemos no ponto errado.

…⌛…

— Deixa eu ver.

— É chocolate mesmo.

— O gosto é bom.

— Eu não gostei…

— É chocolate e menta, duas coisas muito boas — Theo falou.

— Mas que não dão certo juntas — Theo disse.

Nós chegamos na cidade e estamos impressionados com o tanto de coisas novas que encontramos aqui. Nós compramos um chiclete de um metro, pirulitos com formato de anel, um saquinho com amendoins, duas pulseiras da amizade e uma casquinha de sorvete de chocolate com menta.

Estamos caminhando pelas ruas, já encontramos vários vendedores, mágicos e palhaços por aqui, tudo parece tão divertido.

— Aqui, essa é a sua — Theo pegou a pulseira de dentro da sacola e começou a amarrar no meu braço — o homem que vendeu disse que nossa amizade vai durar para sempre enquanto usarmos essa pulseira.

— A pulseira é bonita, mas não é assim que funciona, Theo — entreguei o sorvete para ele e peguei a sua pulseira.

— Como assim?

— Nós vamos continuar sendo amigos independente se estivermos com a pulseira ou não, a pulseira não define o que sentimos — eu amarrei em seu braço também.

As pulseiras representam o céu, a minha é o sol ou a dele é a lua.

— De qualquer forma, vamos usar para sempre. Tá bom?

— Tá bom — eu ri um pouco.

Ele diz que eu sou fofo, mas é ele quem me olha feito um bobo.

— Onde nós vamos agora?

— E se… Theo, olha — eu apontei para o outro lado da rua.

— O que ele está fazendo?

— Eu não sei.

Havia um homem do outro lado da rua, ele está vestindo uma roupa engraçada, parece um vestido de quando as mulheres usam quando vão se casar. Ele tem um acessório na cabeça e segura um pedaço de papelão escrito "Amor é Amor".

— O casamento do mesmo sexo não é doença! Nós temos direitos como todos os outros, nos deixem viver!

Ele gritava para todos que passavam.

Algumas pessoas riam, outras nem se importavam e algumas o xingava.

— Ele está pedindo dinheiro?

— Não, acho que ele quer se casar… — digo.

— Ei! O que você está fazendo? — um homem apareceu no final da rua.

— Sai já daí, aberração! — do outro lado, um policial gritou.

Os homens correm até ele e começam a tirá-lo dali a força.

— Já dissemos para você não fazer mais isso!

— Me deixem em paz! Me soltem! Eu tenho direitos! Eu tenho direitos!

Por que a polícia está fazendo isso?

— Liam, vamos embora… — Theo disse, tocando meu ombro.

— É melhor… vamos pegar o refrigerante.

Isso foi tão ruim.

Aquele homem não estava fazendo nada errado.

…⌛…

— A comida da sua mãe é muito boa — Theo falou enquanto entrávamos no meu quarto — você também sabe cozinhar?

— Eu aprendi muitas coisas com a minha mãe.

— Isso é muito legal, eu não sei cozinhar nada.

Voltamos para minha casa, eu comprei o que meu pai pediu e conseguimos voltar antes do almoço. Meu pai saiu, então eu e Theo almoçamos com a minha mãe e voltamos para o meu quarto.

Eu quero perguntar algo para Theo, mas não quero que ele pense que estou expulsando ele daqui.

Eu gosto da companhia dele, mas acredito que sua mãe possa estar preocupada.

— Theo, você não acha que sua mãe pode estar preocupada com você? — me sentei na cama.

— Talvez…

— Você não quer falar com ela?

— Eu não sei se quero voltar para casa agora.

Theo se sentou ao meu lado.

— Eu sei que não — busquei pela mão de Theo e comecei a brincar com seus dedos — mas deve estar sendo difícil para ela, não acha?

— Ela sabe que eu posso me virar.

— Eu posso ir com você — Theo olhou para mim.

— Para a minha casa?

— Sim, eu vou com você e posso te ajudar a conversar com seu pai.

— Meu pai é uma pessoa difícil, ele não sabe conversar e eu não quero que você conheça ele, ele consegue estragar tudo que ele chega perto…

Olhei para a pulseira em seu braço e para o pequeno pingente. Ela realmente combina com a minha.

— Se eu não puder mais ficar aqui, eu posso ficar em outro lugar, sério.

— É claro que você pode ficar aqui, Theo.

— Mas e seu pai?

— Eu dou um jeito.

— Mas eu não quero te dar problemas, Li.

Eu sorri e olhei para ele.

— Do que você me chamou?

— Eu?

— Sim… você me chamou de "Li"?

— Não chamei não.

— Chamou sim. Eu gostei.

— Gostou? Então eu chamei sim.

Eu ri.

— Bobo.

Theo olhou para a porta e em seguida para mim.

— Eu sou um bobo que quer beijar você…

Theo mordeu o lábio e chegou mais perto de mim.

— Então você tem sorte porque eu também quero beijar esse bobo… — eu falei e Theo sorriu.

Theo juntou os nossos lábios em um selinho um pouco demorado. Eu não me importaria de receber beijos assim todos os dias.

— Eu posso te mostrar uma coisa? — Theo se afastou um pouco para olhar para mim.

Ele me deixa quente…

— O Liam já chegou?

Droga…

— É o meu pai.

Theo se afastou e eu me levantei.

Então a porta do meu quarto se abre e eu finjo estar procurando algo no guarda roupa.

— Já voltou, moleque?

— Sim, trouxe todos os refrigerantes — digo.

Meu pai olha para Theo.

— Pai, é… será que tem como o Theo dormir aqui hoje? — eu perguntei.

— Não.

— Desculpa te incomodar, senhor — Theo se levantou da cama e foi para perto do meu pai — mas é que minha mãe foi visitar uma tia e meu pai saiu para pescar com os amigos, nenhum dos dois volta hoje e eu estou sem a chave de casa.

— Seu pai pesca, é?

— Pesca, sim, senhor.

— Hum.

— Ele não tem para onde ir, será que ele não pode ficar, pai?

Meu pai olha para Theo e depois para mim.

— Vou mandar sua mãe trazer um colchão.

— Obrigado, pai.

— Muito obrigado, senhor.

— Sem bagunça vocês dois, eu vou dormir pela tarde e não quero barulho nenhum.

— Tá bom, pai.

Ele saiu resmungando e quando vejo que ele está longe, fechei a porta.

— Eu disse que daria um jeito — digo.

— Você é muito bom.

Theo vai até sua mochila e procura algo lá dentro, até tirar lá de dentro um livro em quadrinhos.

— Quero te mostrar esse quadrinho, você já leu esse?

— Não, esse eu nunca li. Parece ser legal.

…⌛…

"Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ser consumado, gera a morte."

Esse é um dos versículos da Bíblia que o professor da minha antiga escola sempre mencionava quando falava sobre atração. Ele sempre nos explicou que é pecado deixar que os desejos nos consumam por completo e fiquemos cegos por ele.

É pecado?

Eu já não sei mais.

Mas talvez realmente seja pecado espiar o Theo da forma que eu estou fazendo agora.

O Theo acabou de sair do banho, eu estou deitado na minha cama vendo ele na porta do banheiro, ele está penteando o cabelo e apenas a toalha cobre sua cintura.

Eu não deveria.

Meu coração está batendo forte e minha respiração está acelerada.

E se a gente se beijasse de novo?

Acho que todos já estão dormindo, a minha mãe trouxe um colchão para o Theo e nós já jantamos.

Nada pode nos atrapalhar, não é?

— O que foi?

Eu me assustei quando olhei para o rosto de Theo e ele estava olhando para mim.

— Nada…

Eu peguei uma almofada e coloquei entre as minhas pernas.

Acho que eu…

Meu Deus.

— Você está bem?

Theo tirou sua toalha e eu senti meu coração batendo muito mais rápido, então olhei para o outro lado no mesmo instante.

— Eu estou… eu… estou.

Arrisquei olhar para ele novamente e ele estava terminando de vestir sua cueca.

— O que você acha que aconteceu com aquele homem na cidade hoje cedo? — Theo perguntou, vestindo seu short.

— Eu não sei, mas espero que ele esteja bem — digo.

Conversar sobre outra coisa e me distrair talvez seja melhor…

— Terminei. Estou bonitão? — Theo saiu do banheiro com uma bermuda cinza e uma camiseta branca.

O cabelo dele está molhado.

Tão bonito…

— Senta aqui — digo, me sentando na cama e chamando Theo para vir ao meu lado.

Ele se sentou ao meu lado e ficou olhando para mim.

— Você está bem, Liam?

— Sim.

— É que você está um pouco…

— Theo.

— Sim?

— O que você… o que você queira me mostrar naquela hora que… nós dois nos beijamos? — eu perguntei.

Theo abriu um sorriso.

— Sabe… e se nos beijássemos de um jeito diferente? — ele perguntou.

— Como assim?

— Usando a língua. Você… não sabe como é, né?

— Não, eu não sei.

— Você quer aprender?

Isso parece interessante.

— Quero.

Theo Raeken.

O Scott foi quem me ensinou como eu deveria beijar usando a língua, uma vez ele saiu com uma garota, então ele me explicou como eu deveria beijar quando eu tivesse uma namorada.

Eu não tenho uma namorada e nunca vou ter uma.

Mas espera…

Se eu e o Liam estamos nos beijando, isso significa que estamos namorando?

Eu acho melhor eu parar de pensar tanto, eu sempre acabo tendo mais e mais dúvidas e nunca tenho as respostas delas.

Seria melhor apenas aproveitar o momento sem pensar muito.

Quando eu estou com o Liam, ele me faz esquecer das outras coisas, eu penso apenas naquele momento.

— Como você quer fazer isso? — Liam me perguntou.

O Scott me disse que eu deveria movimentar a língua dentro da boca devagar, fazendo movimentos suaves e movendo de maneiras diferentes. Ele me falou sobre mover como se fosse no formato do número "8", tentar movimentos circulares ou tentar fazer como se estivesse lambendo algo.

Será que isso funciona assim mesmo?

Será que ele sabe mesmo como beijar?

— Eu posso?

Perguntei, ele assentiu com a cabeça. Parecia tão animado.

Ele é fofo, meu coração parece uma manteiga debaixo do sol.

Eu me aproximei com cuidado. Toquei sua bochecha com meu polegar e selei nossos lábios. Vários beijos. Eu nunca me canso disso.

Eu pedi passagem com a língua e Liam se afastou.

— Espera — ele ri um pouco — o que eu devo fazer?

— Você só precisa imitar o que eu faço, mas do lado oposto. Também tente inclinar um pouco sua cabeça, tá bom?

— Hum… tá bom — ele parecia confuso.

Tentei de novo, vários beijos, então minha língua. Liam deixou, inclinei minha cabeça para o lado, movi minha língua devagarinho e pareceu um pouco estranho. Então eu senti a língua do Liam junto com a minha, ele me imitou de uma forma um pouco desajeitada.

Eu estou beijando ele, meu coração está acelerado, meu estômago esquisito e minhas mãos suando.

Nossos dentes batem um no outro e nos afastamos.

Nós rimos quando nos olhamos. Ele está com vergonha, que fofo.

— É um pouco estranho… e molhado — ele mordeu o lábio.

— A sua boca tem um gosto bom — digo.

— O meu creme dental é de menta.

Liam falou e eu ri.

Me aproximei um pouco mais dele.

Será que…

Levei minhas mãos até sua cintura.

— A gente pode tentar de novo? — Liam perguntou.

— Sim. Vamos tomar cuidado com os dentes, tá bom?

— Tá bom.

Ele chega perto.

Nos beijamos de novo.

Nossas línguas.

É desajeitado, mas eu não quero parar.

Liam mexe a língua de um jeito diferente.

Assim é bom.

Eu o imitei.

Liam agarrou a barra da minha camisa como se me quisesse mais perto dele.

É bom.

Eu…

É quente.

As nossas línguas estão se movendo juntas, é um pouco menos desajeitado.

Me afastei para respirar.

— Theo… — Liam estava com os lábios vermelhos e um pouco inchados. Será que eu o machuquei? — você sabe… como dois garotos fazem sexo?

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