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Kin Daikichi

- Perdeu alguma coisa aqui? - Niragi bufou irritado inda me prensando contra a parede.

- Preciso comunicar ao Aguni o que você está fazendo? - o loiro se aproximou de nós.

Dessa vez o menino estava sem o capuz, mas ainda com o casaco de costume. Niragi me soltou e deu um passo largo em direção do menino de moletom.

- Não gosto de como você me olha.

- Então saia de perto. Com. Licença. - o loiro me estendeu a mão e eu aceitei.

Assim que sua mão encostou na minha ele me puxou para perto, me fazendo ficar ao seu lado.

- Vocês dois vão se arrepender. Não pense que depois isso não terá consequências para você, Chishiya. - o loiro ao meu lado mantinha uma expressão casual, sem parecer atingido pela ameaça. - E você, novata... - Niragi sorriu como uma vibora - Nos veremos depois, de preferência com você na minha cama e eu sem roupa.

- Prefiro comer merda do que deitar com você.

Antes que Niragi pudesse fazer qualquer coisa puxei Chishiya junto comigo para longe do homem de cabelos pretos e para dentro da multidão de jogadores festeiros. A música alta e os barulhos das conversas alheias eram um grande contraste com o silêncio entre Chishiya e eu.

- Então Chishiya - praticamente grito para ser escutada ao meio de tanto barulho. - Para onde estamos indo?

- Niragi não vai esquecer de você tão cedo e se você voltar para o seu quarto ele vai atrás de você. O Chapeleiro não vai fazer nada em relação a isso e você não vai poder trancar a sua porta.

- Então eu não posso voltar para o meu quarto.

- Nem para o quarto de seus amigos. - o menino continuou enquanto subia as escadas. - Por isso vai ficar no meu quarto.

Eu não soube o que responder na hora. Chishiya me encarou por um tempo - provavelmente esperando alguma resposta - mas não consegui pensar em nada para responder.

O quarto do Chishiya era meticulosamente organizado, o que eu não esperava. Na verdade eu não sabia o que esperar vindo dele, não o conheço.

– Pode se deitar na minha cama. Tenho que fazer algumas coisas então volto depois.

– E depois que voltar vai deitar aonde? – pergunto de braços cruzados.

Chishiya ergueu a sobrancelha direita delicadamente sendo quase imperceptível.

– Não vou ficar na sua cama. Me dê alguma coberta que eu me deito no chão sem problema algum.

– Eu posso fazer isso. – ele falou deslizando as mãos para dentro do bolso.

– Eu não me incomodo, de verdade. – descruzo os braços e solto meu rabo de cavalo sentindo meu cabelo cair nas minhas costas – Quando Arisu e Chota dormiam na minha casa os abusados se deitavam na minha cama e me obrigavam a dormir no chão, então eu realmente não me incomodo em dormir no chão.

– Eu estava falando sobre pegar as cobertas. – Chishiya falou fazendo minhas bochechas corarem.

– Claro. – pressionei meus lábios e fechei os olhos momentâneamente. – Obrigada.

Chishiya caminhou até o armário aéreo e esticou os braços para alcançar as colchas. Ele jogou o grande pedaço de pano no meu rosto sem avisar.

A coberta caiu no chão e eu imediatamente me abaixei. Não para pegar o pano, mas sim o meu sapato. Ergui meu braço prestes a atirar meu sapato em cima dele quando Chishiya apenas deu uma risada nasalada, levantando os braços se rendendo e disse:

– Você precisa começar a parar de tentar fazer isso.

– Você precisa parar de me tirar do sério. – Chishiya contorce os lábios de uma maneira estranha.

Desisto de jogar o sapato na cabeça do loiro e coloco o calçado no chão.

– Alguém sabe que nós nos conhecemos, além daquele jogo? – ele perguntou encostando o corpo na parede ao seu lado.

– Não. Não contei para ninguém a respeito do outro dia.

– Perfeito, continue assim. Ninguém pode saber sobre a sua estadia no meu quarto. Se seus amigos perguntarem não diga onde dorme, apenas diga que não é da conta deles.

– Por que?

– Vai ser prejudicial para mim se souberem. Para você também. – sua voz não soou a mesma coisa que sempre, soou fria demais.

Ele estava falando sério.

– Não iria contar de qualquer forma.

– Bom que nos entendemos. Agora preciso ir.

Assim que Chishiya saiu do quarto comecei a arrumar a colcha no chão. Peguei um dos três travesseiros de Chishiya e coloquei em cima da colcha. A "cama" que eu montei ficou ao lado da cama de Chishiya. Tomara que ele não esqueça que eu também estou no quarto para que eu não seja pisada acidentalmente.

Ainda não peguei a porcaria da minha bebida. Me aproximo da porta e encosto a orelha na madeira tentando escutar a movimentação do lado de fora. Nada nesse andar.

Consigo descer até a boate sem ninguém ver de onde eu tinha vindo. Quem me viu descer as escadas vai pensar que eu vim do meu quarto, não do quarto do Chishiya. Me sento no banco vazio e apoio os cotovelos na bancada de mármore.

– O que quer? – o barman perguntou.

– Qualquer coisa que não seja muito pesada nem leve.

– Sei do que precisa. Já volto com a sua bebida. – o homem de cabelos laranja voltou para as prateleiras cheias de bebidas diferentes.

Começo a olhar para as pessoas ao meu redor e me arrependo no mesmo momento em que meu olhar cai sobre o casal nu sobre o sofá. Na verdade os casais. Desvio o olhar para a multidão dançando a música eletrônica que pairava pela boate. Nunca gostei de música eletrônica.

– O Chapeleiro quer falar com você. – o homem de blusa azul apareceu mais uma vez para falar comigo.

– Estou esperando a minha bebida.

– Beba depois. É importante.

O barman me deu um copo minúsculo com a dose da bebida que ele preparou. Agradeço ao homem e volto a encarar o líquido dentro do copo.

– Espera um segundo? – antes que o homem da blusa azul pudesse responder entorno todo o líquido dentro da minha boca e engulo, sentindo a minha garganta queimar.

Não consigo conter uma careta.

– Agora podemos ir?

– Você não vai largar do meu pé até irmos. – me levantei da cadeira e comecei a seguir o homem.

Fomos caminhando em silêncio até uma sala vigiada por dois homens. Ótimo. Assim que os dois homens nos veem, abrem a porta para que nós possamos passar.

– AÍ você está! – pude escutar a voz do Chapeleiro

(hoje dia 14 de fevereiro de 2021 terminei de assistir a primeira temporada de The promised neverland e é incrível demais, mas..... Acho que me arrependi de ter visto tudo em um dia só pq deu ressaca de TV)

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