Eternos Amantes
Desde já aviso que essa oneshot é uma adaptação, todos os créditos para @HOPEVOL6
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Era uma vez um reino distante localizado entre as colinas de Fairy Bird ficava o reino de serafim. Um lugar bonito e cheio de vida onde seu povo vivia feliz e satisfeito. Suas terras férteis prometiam sempre uma boa colheita superavam as expectativas.
Viver em Serafim era como um conto de fadas para alguns, as ruas de pedras, os pássaros cantantes, o cheio de pão fresco todas as manhãs. Ah, era realmente como ir para outro mundo onde tudo parecia feliz e certo. A família Kim era responsável pela padaria local a qual o, hoje, jovem, rei visitava quando era apenas um príncipe cheio de sonhos.
Apesar de ser um lugar alegre, o rei Park Sunghoon não estava feliz.
Se casar aos dezesseis anos com uma mulher que ele nunca viu em toda sua vida o destruiu por dentro. Ela era gentil e atenciosa com todos, o tratava com respeito e tinha uma boa índole, contudo sabia que não chegaria ao coração do marido, principalmente quando viu o olhar que ele dava para um certo servo.
Ela o viu servir o rei todas as manhãs, viu de sua janela quando seu marido cercava o servo mais baixo e arrancava risadas genuínas dele. A rainha Yejin não era burra e muito menos rancorosa. Sabia que o coração dele era algo impossível de estar, mesmo que ele já tenha entrado no dela com sua bondade e generosidade.
As paredes do grande castelo contariam as histórias mais sórdidas se pudessem falar. O filho mais velho da família Kim, Sunoo servia ao rei desde que fez quatorze anos e se lembrava exatamente quando seus olhos tão inocentes pousaram a figura distinta do príncipe.
Kim Sunoo era um jovem ingênuo e de coração puro que mal sabia sobre a vida quando conseguiu o trabalho dentro das paredes do castelo. A princípio tudo estava tranquilo, trabalhar na cozinha era como estar em casa novamente, uma coisa que ele sempre foi acostumado a fazer desde que se tornou o irmão mais velho de duas garotas e desde que seus pais tinham uma padaria no centro de Serafim.
Certo dia ele estava lá sovando uma massa assim que o sol nasceu quando um rapaz mais alto e muito bem vestido apareceu resmungando sobre como tudo estava o irritando. Seu cabelo loiro na altura dos ombros brilhava como ouro e parecia tão macio e sedoso, sua postura impecável mostrava que ele não era um servo. A roupa vermelha bem costurada, botas pretas e anéis adornando os dedos.
─── Com licença? ─── disse o jovem Kim. ─── O senhor está bem?
Amor à primeira vista.
Era isso? Park Sunghoon não tinha certeza, mas talvez seja isso mesmo. Olhar para aquele garoto que era mais baixo, mas deveria ter a mesma idade que ele próprio fez seu coração bater rápido e devagar ao mesmo tempo, era como se tudo congelasse e então só existiam eles dois naquele momento. Toda sua raiva e frustração tinham ido ladeira a baixo.
─── Ah, ah... ─── o, até então, jovem príncipe ficou sem palavras.
Olhando a criatura com mais afinco ele notou as manchinhas que tinha em seu rosto, pequenos sinais adornando aquela face tão pura.
─── É como um céu cheio de estrelas. ─── disse sem pensar.
─── O que disse, senhor? ─── perguntou novamente o jovem Kim.
O jovem Park piscou algumas vezes antes de pronunciar.
─── Sou Park Sunghoon.
Nesse momento Sunoo fez uma reverência e manteve os olhos fechados, rosto vermelho pela vergonha. Não seria possível que tenha tratado o futuro rei de Serafim com tanto desrespeito.
Desde aquele momento, o príncipe herdeiro desejou aos céus que o peso da coroa não caísse sobre sua cabeça, por que isso significa ter de se casar com alguém que não tenha a marca do céu noturno em seu rosto, nem o olhar mais doce que tenha visto. Contudo não foi isso que aconteceu dias depois. O casamento que o tornaria rei aconteceu, sua, agora esposa era gentil e por anos tentou conquistar seu coração, mas sabia que nada poderia fazer quando um pequeno servo o tinha em suas mãos.
Os anos foram se passando, o rei Park se aproximou do seu criado e um laço foi formado. Certa vez, quando os dois, quatro anos mais tarde, estavam se divertindo numa cavalgada, o rei Park Sunghoon não aguentou segurar seus impulsos e beijou o mais velho da família Kim debaixo de uma macieira em pleno verão.
Aquele dia foi memorável. A brisa soprava graciosamente, e o cheiro das flores do campo era perceptível e o céu azul com nuvens tão bonitas como se fosse uma pintura... O mais velho teve que segurar seu coração para que não saísse de seu peito quando sentiu os lábios macios e tímidos se moldarem aos seus enquanto correspondia o beijo. Era como estar em movimento, mas parado ao mesmo tempo. Ele não sabia explicar. Nada parecia como o que eles estavam vivendo agora e naquele momento ele soube que seu coração tinha um dono.
Voltando para o presente lá estavam os dois amantes... Mesmo distantes um do outro naquele salão repleto de homens pretensiososn e mulheres infelizes, mesmo Kim Sunoo estando bem vestido ainda era um servo que tinha como obrigação hoje estar presente ao lado da rainha visto que sua dama de companhia não se sentia bem. Os olhares intensos do rei em sua direção eram confundidos para com sua esposa e isso só fortalece os rumores sobre eles serem um casal de fato feliz.
Sunoo ficou envergonhado com a intensidade que o olhar lhe mirava, era como chamas no inferno. Ele sabia o que aquele olhar queria dizer, sabia de todo o desejo e sujeira que existia por trás daquela face perfeita que o rei Park ostentava.
Em algum momento numa conversa entediante com o grã-duque o rei deu um pequeno adeus caminhou por todo o salão apenas para sussurrar para o jovem servo:
─── Me encontre no meu quarto em vinte minutos.
Não foi uma verdadeira surpresa, no entanto. Os dois amantes viviam desfrutando dos corpos um do outro em qualquer oportunidade e sem nenhum pudor.
Sunoo engoliu em seco apenas acenando e logo depois o rei se despediu dizendo que não se sentia bem e que iria se recolher, mas que a rainha seria a anfitriã da noite.
O tempo estimado foi pouco necessário visto que o servo disse que levaria um chá para o rei e a rainha apenas assentiu sabendo que não teria como interfir na relação dos dois. Seu marido era um bom homem, muito atencioso com todos, fazia o que podia para dar-lhe o conforto necessário então não seria justo com ele tirar sua única fonte de felicidade.
As paredes enfeitadas com cortinas pesadas de tons escuros, quadros adornados com o mais puro ouro e flores sempre frescas eram comuns de se ver enquanto caminhavam para o quarto que pertencia a vossa majestade. Ao chegar em frente a porta de madeira maciça ele levantou o punho e bateu três vezes anunciando sua chegada.
A porta foi aberta por um rei ostentando um pequeno sorriso no rosto.
─── Desculpe por nos tirar de lá ─── deu passagem para que o outro entrasse ───, mas não aguentava mais aquele velho se gabar de trair a esposa com cada uma das prostitutas desse lugar. ─── disse ele.
─── Tudo bem. ─── passou seus braços sobre os ombros do rei. ─── Não tive oportunidade de dizer o quão bem você fica de vermelho.
─── Nada se compara a você está noite.
─── Hum! ─── percebeu o objeto que não pertencia aquele lugar. ─── O que seu cavalete faz aqui? E por que está coberto?
─── Ah, isso é o que eu queria lhe mostrar. ─── sua mão direita foi de encontro a do amante a tirando de seus ombros e entrelaçando os dedos. ─── É uma surpresa para você.
Sunoo foi seguindo Sunghoon até estar dr frente para o quadro coberto com um lençol branco. Seus dedos pequenos tocaram com cuidado o tecido até o puxar de vez no chão.
Naquele momento tudo parou.
Seus olhos brilharam captando cada pedacinho da imagem que ele via ali. Era tudo tão bonito e tão incrível que foi difícil de imaginar que seria ele ali.
Certo que durante todos esses anos havia uma dezena ou talvez milhares de rascunhos de Kim Sunoo feito por Sunghoon, mas nada era como aquele quadro, nada trazia tanta pureza e sensualidade num único olhar. Era como ver a alma de alguém.
─── Você me vê tão bonito assim? ─── ele perguntou.
─── Isso aqui, por mais belo que seja, não faz jus a sua beleza, meu amor.
O mais baixo virou-se para o amante com um sorriso que faziam seus olhos ficarem pequenininhos, mas cheios de paixão e ternura antes de indagar.
─── Por que?
─── Por que o que?
─── Por que me pintou.
─── A arte deve ser registrada para toda a eternidade. Você é arte, meu amor.
─── Não diga coisas assim, é embaraçoso. ─── respondeu o Kim.
─── Pois lhe direi todos os dias. ─── abraçou a cintura do menor ─── Vou dizer o quanto amo as constelações do seu corpo ─── começou a beijar o rosto cheio de sinais ─── Dizer-lhe que sou devoto a ti, amor. Não importa quanto tempo passe.
─── Pois saiba que deve ser devoto ao seu povo e não a um servo. ─── rebateu, mas ainda mantendo um pequeno sorriso nos lábios.
─── O povo que deveria agradecer a ti, meu amor, por ter me mostrado como é bom com todos e tudo.
Agora de frente um para o outro seus olhares se encontraram, sorrisos cúmplices de um amor que transcendia vidas. A distância entre seus lábios foi cortada. Macios e úmidos eram os lábios dos amantes. O beijo começou lento, contudo ainda repleto de sentimentos. As mãos ansiosas do rei tocaram o rosto, desceram pelo pescoço até chegar na cintura do amante.
O calor de seus corpos começou a aumentar, as roupas estavam apertando e limitando seus movimentos.
─── Vamos nos livrar disso. ─── disse o rei desabotoando a camisa de Sunoo.
Aos poucos, peça por peça foi tomando seu lugar no chão até que seus corpos estivessem nus e livres para serem amados.
O amor que sentiam um pelo outro não cabia em palavras, trazê-los à tona através dos toques gentis, contudo ainda cheios de desejos transbordavam quase como se esses sentimentos fossem palpáveis. A bagunça nos lençóis de seda vermelhos diziam muito sobre isso. O arfar entre beijos, a fricção de seus corpos e a busca por alívio. Tudo era sobre como eles amavam um ao outro.
Deitado, olhando diretamente para as orbes do rei. Kim assentiu segurando-se nos braços fortes que se apoiavam no colchão quando sentiu o membro do outro lhe invadir. Era uma pequena dor, um incômodo no começo, mas a sensação de ser preenchido por completo o levava à loucura.
Movimentos lentos e profundos, beijos trocados em meio ao ato. O som do farfalhar dos lençóis, a colisão dos corpos e as juras de amor ecoavam pelo cômodo.
Sunghoon segurou uma perna de Sunoo para ter um acesso melhor ao seu interior, causando o contato do seu pênis com o ponto doce do outro que soltou um gemido alto e arrastado. O rei sorriu com o que havia acabado de provocar e então se concentrou nesse ponto em específico fazendo os olhos do Kim reviraram um grito mudo sair de seus lábios quando finalmente chegou ao seu ápice.
O rei enterrou o rosto no pescoço do amante inalando o cheiro único que ele exalava, embriagado com a fragrância e entorpecido pelo prazer ele veio até seu orgasmo, despejando tudo no interior que lhe abrigava.
Após se recuperar, segundos depois o rei estava deitado ao lado do Kim, abraçando o corpo que lhe trazia tanto prazer e amor. Ele olhava e contemplava enquanto seu grande amor suspirava de olhos fechados e se aconchegou em seus braços buscando um pouco mais de calor.
Dedos entrelaçados quando o rei se pronunciou.
─── Queria estar casado com você.
─── Eu sei. ─── ele virou para olhar nos olhos do Park ─── Um dia o universo vai nos fazer nascer de novo, em outro tempo, com novas pessoas e nesse momento eu ainda serei seu. Não importa onde e quando eu ainda serei seu.
E naquela noite eles dormiram em meio a juras e promessas de amor, como faziam quando se amavam.
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