Capítulo Três ( final )

Vinte minutos foram o suficiente para que Heeseung colocasse todos para fora de casa e chamasse duas empregadas para colocar as coisas em ordem, para em seguida subir as escadas e entrar no quarto silencioso do mais novo, o encontrando sentado no recanto da cama abraçado as próprias pernas enquanto seus olhos felinos observam quietinho o mais velho andar para próximo da cama e subir na mesma até estar sentado a sua frente.

─── Não me olhe com essa expressão de gatinho abandonado. ─── Heeseung pediu, tocando com carinho o tornozelo do moreno que instintivamente abriu as pernas para que ele pudesse deitar entre elas, repousando a cabeça sobre a barriga do garoto e soltando um suspiro cansado ao fechar os olhos quando dedos tocam com delicadeza seus fios avermelhados. ─── Em primeiro lugar eu queria pedir desculpas pela forma que te tratei mais cedo, não consegui controlar meu ciúmes por você estar tão próximo do Seunghan, acabei agindo de uma forma que não deveria. ─── começou, roçando suavemente as unhas curtas contra a coxa de Sunoo. ─── Mas em parte não me arrependo totalmente porque aquilo te deixou excitado, seu pequeno pervertido.

Disse em um tom brincalhão na intenção de diminuir aquela tensão no quarto, o que acabou dando certo pois uma risada espontânea e gostosa de se ouvir ressoou pelo quarto quebrando o silêncio constrangedor, o riso de Sunoo era uma das coisas que Heeseung gostava de escutar.

─── Eu gosto de você. ─── as palavras de confissão naquele tom rouco cortou o silêncio como uma faca afiada, causando surpresa no receptor que acabará de processar o significado explícito delas. ─── Na verdade o que sinto por você já passou da fase de gostar e paixão. É algo que venho reprimindo há bastante tempo mas que já estou cansado de esconder. ─── Heeseung continuou, sem esperar uma resposta do mais novo, os olhos fechados na intenção de não perder a coragem inesperada que se apossou do seu corpo. ─── Eu te amo, Sunoo. Te amo desde os meus dezoito anos e odeio quando descubro que você está saindo com alguém, isso me enlouquece, me irrita saber que outra pessoa pode te tocar, sinto inveja dos caras que podem te beijar publicamente.

A verdade era que desde que Kim Heeso veio morar nessa casa após se casar legalmente com seu pai, trazendo seu único filho de quinze anos consigo foi o momento exato em que Heeseung percebeu que sua vida havia totalmente mudado, a casa não era mais somente sua e do seu pai, haviam novas pessoas morando nela e uma delas estava mexendo demais com a sua cabeça. Era difícil ignorar aquela sensação estranha de conforto no peito toda vez que via aquele garoto sorrir, a forma como seus olhos se fechavam e uma linda fileira de dentinhos brancos com aquele aparelho transparente que o deixava mais fofo, mas era pior ainda quando sentia aquela coisa no meio de suas pernas ficando duro sempre que o via sem camisa na piscina ou usando aqueles shorts e saias mostrando as coxas brancas e chamativas, por bastante tempo Heeseung se sentiu sujo por ter certos pensamentos inadequados pelo garoto que deveria ver como um irmão, mas que culpa ele tinha? Era apenas um adolescente de dezessete anos que ainda estava descobrindo sua sexualidade, Sunoo havia sido o segundo garoto por quem ele sentiu algo forte; mas diferente do anterior, aquela atração nunca passou, pelo contrário, tornou-se muito maior a cada hora, dia e ano que passava ao lado do Kim o vendo crescer e se tornar fodidamente lindo.

─── Por que nunca me contou? ─── questionou, a voz baixinha soando como um sopro no silêncio do quarto.

Heeseung abriu os olhos, mudando a posição que estava para agora encarar melhor as orbes castanhas do mais novo, acabando por se perdendo no brilho bonito que nelas refletia.

─── Seja sincero, o que você pensaria caso seu irmão mais velho chegasse em um dia qualquer se declarando para você?

─── Não somos irmãos, Heeseung. Não temos laços de sangue, e eu nunca conseguiria ter olhar dessa forma quando meu coração chama por você. ─── ele suspirou, sentindo-se aliviado por dizer aquilo. Assim como o mais velho, Sunoo também vinha nutrindo sentimentos fortes que ia bem além do que deveria. E por conta disso seus antigos relacionamentos não davam certo pois Sunoo não conseguia esquecer de Heeseung, não conseguia deixar outra pessoa tomar aquele espaço no seu coração que pertencia somente ao Lee. ─── Mas não acho que seja algo que nossos pais aceitariam, principalmente Gohyun, ele sempre tentou fazer a gente se ver como irmãos.

─── A única coisa que sua mãe não aceitaria nessa vida é te ver infeliz Sunoo. Heeso nunca o impediria de fazer algo que gosta, enquanto meu pai nunca faria nada que pudesse deixar sua mãe triste, mesmo que para isso ele tenha que ir contra a própria vontade. ─── o confortou, sentindo um incômodo na garganta, a relação que tinha com seu pai não era uma das melhores desde que sua mãe morreu, mas felizmente não haviam conflitos entre os dois, eles apenas são distantes um do outro. Heeseung se forçou a engolir aquele incômodo na garganta, ambas as mãos segurando delicadamente o rosto pequeno e delicado do menino, esboçou um sorriso carregado de sentimentos e o beijou suavemente na boca. ─── Escute Sunoo, eu não quero mais te tratar como um irmão mais novo na frente dos outros, quero que todos saibam que você é meu e que ninguém mais além de mim terá você. Estou disposto a qualquer coisa se me aceitar nesse momento como seu namorado.

─── Está falando sério? ─── perguntou descrente, seu coração batendo igual um desesperado enquanto todas as palavras do Lee se repetem na sua mente. Sunoo jogou-se sobre o corpo de Heeseung após ouvi-lo afirmar o quão verdadeiras são suas palavras, enchendo o rosto do ruivo de beijos antes de tomar os lábios do Lee num beijo afoito, sendo retribuído de imediato ao mesmo tempo em que sente mãos grandes apertando sua cintura. ─── Isso é uma promessa? Não esqueça que toda promessa feita deve ser cumprida, hyung.

─── Eu nunca quebro as minhas promessas, princesa, achei que houvesse deixado isso bem claro. ─── ele inverteu a posição passando a ficar por cima do mais novo, deixando em vista aquele típico sorriso canalha que fazia calcinha de qualquer um molhar. ─── Informaremos sobre nossa relação assim que meu pai e Heeso chegarem da viagem. Mas por agora, nós dois iremos dar continuidade naquilo que começamos no banheiro Sunoo-yah. ─── disse, e antes que o garoto menor pudesse raciocinar, seu corpo agora se encontrava sendo espremido entre o colchão e o corpo do mais velho. ─── Porra, eu sou completamente louco por você, perdidamente apaixonado. ─── Heeseung declarou, e logo suas bocas estavam grudadas e as mãos de cada um divagando por seus corpos e os livrando das roupas.

Um gemido arrastado soou por parte do Lee quando a língua vermelhinha escorregou por seu abdômen, molhando a pele levemente bronzeada, Heeseung sorriu, maravilhado com a atitude do Kim, depois de tantas vezes fazendo sexo ele havia perdido a vergonha e adquirido uma boa experiência ao ponto de já conseguir assumir o controle da situação, lambendo e marcando a pele do mais velho, provando de sua maciez e o leve gosto salgado, Sunoo desabotoou o botão e o puxou o zíper da calça jeans levando-a para baixo juntamente com a boxer branca, o membro duro sendo finalmente liberto daqueles tecidos apertados, Sunoo sorriu ladino, envolvendo o membro numa masturbação lentinha para em seguida engolir quase toda a extensão, saboreando a sensação de ter sua boca sendo preenchida pelo Lee que segurava seus cabelos e gemia completamente entregue a situação, enfraquecendo a cada lambida e sucção que a boca do moreno lhe propocionava. Não demorando muito para o mais velho se desmanchar na boca do menor que prontamente engoliu até a última gota, não era surpresa para eles que Sunoo adorava sentir o gosto dele na boca, era um dos seus momentos favoritos na hora do sexo e ele fazia com tanta determinação e vontade que se tornou um profissional no boquete.

🌡️

11:30 am.

Heeseung desligava o fogão assim que terminou de preparar o almoço; naquela manhã havia dispensado a cozinheira e ficando com a responsabilidade de preparar as refeições do dia. Sunoo por sua vez terminava de arrumar os talheres na mesa, usando a louça preferida de sua mãe juntamente com o pequeno buquê de gardênia no vaso para enfeitar a mesa, virando-se para o garoto mais velho com um sorriso orgulhoso no rosto que cresceu a cada elogio despejado sobre si. Aproveitando que não havia ninguém por perto, Heeseung trouxe Sunoo para mais perto e atacou suas bochechas com vários beijinhos estalados apreciando o som doce de sua risada que fazia a sensação de nervosismo esvair. fazia um tempo que seus pais chegaram da viagem e subiram para deixar as malas no quarto e trocar de roupa, e assim como o lee, sunoo também estava ansioso para o momento em que contaria toda a verdade para os mais velhos.

─── Tem certeza que quer fazer isso? ─── Sunoo perguntou, engolindo a seco ao ouvir o barulho de vozes no andar de cima, se afastando bruscamente do mais velho para se sentar em uma das cadeiras à mesa. heeseung imitou sua ação, sentando no lado direito do garoto e segurando com delicadeza sua mão sussurrando um "sim, eu tenho" antes dos mais velhos finalmente entrarem na cozinha.

Como sempre, Heeso foi a primeira a se pronunciar no instante em que adentrou, despejando elogios sobre os dois garotos pela disposição em preparar o almoço e também por ter mantido a casa em bom estado na ausência dos mais velhos; que logo se juntaram aos meninos na mesa e começaram a desfrutar da comida, as bochechas de Heeseung pareciam prestes a explodir de tão vermelhas, envergonhado pelo tanto de elogios que recebia por ter um tempero bom, chegando a ser comparado à sua mãe que era uma grande chefe de cozinha; sendo este o melhor elogio que receberá na vida, principalmente por ter sido feito por seu pai. foi depois da sobremesa que Heeseung decidiu que não dava para prolongar mais, esse era o momento, arrastando sobre a mesa a mão direita para próximo da de Kim Sunoo, Heeseung entrelaçou seus mindinhos, tal ato que não passou despercebido dos mais velhos.

─── Pai, Heeso. Tenho algo importante que preciso contar. ─── respirou fundo, agarrando-se na coragem e o sentimento alastrado em seu coração, trocando um rápido olhar com o garoto mais jovem que somente assentiu, dando permissão para ele continuar: ─── Sei que o intuito da viagem de vocês também foi para nos aproximar, e bem, deu certo, só não dá forma que vocês queriam. Eu nunca vou conseguir ver o Sunoo como irmão, é impossível. Por isso quero pedir a sua permissão para namorar o seu filho, Heeso.

Uma onda de silêncio transfudiu por toda a cozinha, era constrangedor ter aqueles olhos e rostos sem expressões sendo direcionados para si. Heeseung podia sentir o leve tremelicar do corpo de Sunoo e sua primeira reação foi passar o braço por cima de seus ombros na intenção de acalmá-lo; o que felizmente deu certo.

─── Finalmente! Por um momento achei que estava vendo coisas que não existia mas olhe só, eu estava certa. ─── Heeso pigarreou, causando uma pequena confusão nos garotos com suas palavras. ─── O que foi? Acha mesmo que eu não percebia seus olhares para o Sunoo, Hee? ─── questionou, elevando uma das sobrancelha perfeita, divertindo-se com a situação. ─── Eu sempre percebo tudo querido.

─── Definitivamente. ─── respondeu os dois em uníssono. Mas então Heeseung tomou novamente a frente, insistindo em receber uma resposta concreta em relação ao que acabará de falar, não conseguindo disfarçar o pequeno nervosismo em sua face ao encarar o rosto inexpressivo do seu pai, Gohyun não era exatamente uma pessoa de mente aberta mas fazia de tudo para ser compreensivo com as escolhas do filho, não era um pai ruim e estava bem longe disso. ─── Então... ─── insistiu ansioso.

─── Por mim está tudo bem. Sempre quis que o Sunoo encontrasse uma pessoa boa e gentil, e felizmente você é tudo isso querido. ─── as palavras doce da morena causam uma sensação reconfortante no peito dos meninos, principalmente em Heeseung que considera Kim Heeso sua segunda mãe. Ela virou-se para o marido, entrelaçando seus braços e descansando a cabeça no ombro dele. ─── O que você acha, meu bem?

Gohyun intercalou o olhar entre os dois garotos, demorando longos minutos no próprio filho antes de soltar um suspiro e suavizar a expressão, a cada dia Heeseung parecia se tornar ainda mais parecido com a mãe, e não estávamos falando somente de aparência, a personalidade forte e determinação quando colocava algo na cabeça era a mesma, assim como coragem de se impor ao lutar por alguém.

─── Não tenho o que achar. Se eles dois realmente querem isso, e vão cuidar um do outro com bastante respeito e amor, então ficarei satisfeito em saber que meus dois meninos estão em boas mãos. ─── disse Gohyun, esboçando um sorriso ladino, notando o brilho carregado de satisfação e orgulho nos olhos de sua amada Kim Heeso, imaginando que, caso sua falecida esposa estivesse nesse momento, também estaria orgulhosa. As duas foram peças importantes para abrir a mente do homem, ambas mulheres bissexuais assumidas assim como seu próprio filho. ─── Acho bom cuidar bem do meu caçula, caso contrário corto sua mesada. E aliás, a louça é de vocês. ─── o mais brincou, bagunçando os fios de Heeseung.

E assim que os mais velhos subiram para o segundo andar para descansar, Heeseung envolveu os braços ao redor da cintura do mais novo, puxando-o para próximo do seu corpo e tomando seus lábios num beijo afoito e apaixonado, extasiado com a sensação libertadora de não precisar temer que alguém os vejam.

─── Passei longos anos da minha adolescência sonhando com esse momento que tenho medo de soltá-lo e você escorregar para longe de mim. ─── o peito do maior subindo e descendo pelo pouco fôlego, excitação e felicidade correndo fervorosamente por suas veias, Heeseung segurou as laterais do rosto e Sunoo e o encheu de beijos estalados. Deixando ainda mais evidente o idiota apaixonado que habita dentro de si.

Sunoo riu, achando graciosamente fofo aquele lado do, agora, namorado.

─── Não seja bobo, hyung, para qualquer lugar que eu vá, você também irá junto. ─── declarou, convicto das próprias palavras, seu coraçãozinho batendo a mil quando um sorriso escarnecedor iluminou a face do outro, Sunoo sentiu como se vários fogos de artifício estivessem explodindo no peito enquanto borboletas dançam em seu estômago. ─── Eu te amo, Heeseung.

─── Eu te amo mais que qualquer coisa, princesa. ─── proferiu, baixinho, pairando a centímetros dos lábios convidativos para em seguida se perder neles, fundindo sua boca com a do mais novo num beijo que lhe trazia a melhor sensação do mundo. E era nítido o quão rendidos eles estavam um pelo outro.

🌡

N/A: esse final foi meio meeeh mas pelo menos consegui terminar, me desculpem pela demora e espero que tenham gostado da oneshot. 💚

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