⚞𝐶𝑎𝑝𝑖́𝑡𝑢𝑙𝑜 11 - 𝐸𝑢 𝑚𝑒 𝑟𝑒𝑛𝑑𝑜⚟

O canto dos pássaros expressavam uma calmaria e harmonia no jardim. O sol tímido iluminava todo o ambiente deixando as rosas vermelhas mais belas. As rosas que Alin e eu cultivava.

O jardim querido do meu pai era perfeito pelos seus cuidados. Então, Alin e eu temos um cantinho só nosso para plantar nossas rosas.

As mãozinhas pequenas da minha sobrinha se empenharam para mexer na terra e cuidar com tanto capricho das flores. Seus olhinhos carinhosos ficavam atentos a cada movimento para não fazer algum mal para as rosas. Ela as amavam demais para não cuidar direitinho.

Meu pai diz que nossas rosas são as que transmitem mais amor e capricho, a Alin deixava tudo mais simbólico por sua alma ingênua e inocente. Ela sorria a cada feito. E isso deixava meu ser mais tranquilo.

- Tio In? - Alin me chamou, olhei para ela que estava admirando uma rosa e minha sobrinha continuou: - Você acha que algum dia vou encontrar a pessoa que está na ponta do fio vermelho? - apertei os lábios com sua pergunta repentina. Soltei o ar e expliquei:

- Claro que vai, e essa pessoa vai te amar muito. Confie em mim. - ela sorriu pequeno.

- E essa pessoa está muito longe? - questionou, afastando sua franja que caía sobre seus olhos sujando sua testa de terra.

- Não sei... Talvez. Mas ela vai vir até você. Quando você crescer, essa pessoa vai aparecer quando você menos esperar. - ela abriu um sorriso grande. Ela largou a rosa e disse:

- Quando eu encontrar essa pessoa, vamos tomar sorvete, assistir filmes de princesas e ler historinhas. - senti meu coração transbordar de amor com o que ela falou. Sua inocência me comovia. Beijei o topo da sua cabeça com ela sorrindo.

- Vocês vão poder fazer todas essas coisas.

- E você, Tio In? Quando vai poder tomar sorvete com a pessoa da outra ponta do fio vermelho? - soltei uma risada acariciando seus cabelos negros.

Me aproximei dela e sussurrei:

- Quer saber um segredo? - ela balançou a cabeça, curiosa - Eu já tomei sorvete com a outra pessoa da ponta do fio vermelho. - ela ficou boquiaberta e logo sorriu.

- Sério? Como é essa pessoa? - perguntou rápido.

- Bom... É uma pessoa muito bonita por fora e por dentro. Com um sorriso muito bonito. É inteligente e me faz sorrir. - Alin saltitou batendo palmas, como se fosse a coisa mais linda do mundo.

- Essa pessoa deve ser especial. Qual é o nome? - essa pergunta me causou uma tristeza repentina. Não podia contar que era um garoto, ela é uma criança que por pura inocência poderia contar para meu pai.

- Eu não posso te falar o nome, porque... Porque você não conhece e não faria diferença. Mas posso dizer que essa pessoa me faz muito feliz. - inesperadamente ela pulou em meus braços e me abraçou forte.

O que ela sussurrou no meu ouvido foi:

- Eu amo essa pessoa mesmo sem conhecer. - me afastei o suficiente para ver seu rosto.

- Por quê? - perguntei.

- Porque você está feliz, amo as pessoas que te fazem feliz. - sorri grande pelo que disse. Essa garotinha...

- Você é muito preciosa, sabia? - ela assentiu fazendo sua franja dançar em sua testa - Que bom que você sabe. Venha, vamos entrar. A An está preparando um bom almoço. - Alin sorriu e juntos fomos para dentro de casa deixando as rosas lindas e bem cuidadas.

No caminho para nosso parque Akai Ito, de longe pude ver Korn deitado na grama, seu livro ao seu lado para qualquer momento que quisesse continuar a história. Sorri para essa cena.

Me aproximei, e me ajoelhei colocando minhas mãos apoiadas no gramado entre seu rosto. Ele abriu os olhos e logo os vi se iluminar.

Mas, havia preocupação em seu rosto, as marcas de expressões estavam visíveis. Não demorei para massagear sua têmpora, ele voltou a fechar os olhos e respirou fundo, como se naquele momento a tranquilidade estivesse com ele por um instante.

P'Korn ainda estava com o cenho franzido, algo o preocupava. Ele abriu os olhos novamente e me encarou, nada dizia. Como se estivesse se recarregando.

- No que está pensando? - perguntei, ele soltou o ar e não disse nada. Ele só estava ali, em seu mundinho. Voltou a fechar os olhos e suspirou.

Olhei ao redor e o parque estava como sempre, vazio. Olhei para seu rosto, percebendo que estava como se um peso tivesse saído dele com a minha chegada.

Me aproximei de seu rosto e o beijei. Me afastei, seus olhos se abriram, e pela primeira vez naquele dia, ele sorriu.

- Acabei de roubar um beijo. - falei, sorrindo para ele.

P'Korn se levantou, se ajoelhando no gramado igual a mim e disse:

- Chama isso de beijo? - questionou, me olhando com um sorriso de lado. Isso me deixou tranquilo.

- Sim, minha boca tocou a sua. - ele sorriu, deixando para trás a preocupação que o rodeava.

Rapidamente, ele me pegou pelos ombros e me deitou no gramado, me surpreendi com isso. Ele ficou por cima de mim e me olhou com tanta paixão que até agora não sabia que existia tanta.

Seus cabelos negros agora bagunçados e seu olhar penetrante era a visão que eu tinha naquele momento. Ele apertava os lábios como se pensasse sobre o quanto aquilo era perfeito para ser guardado na memória nos mínimos detalhes.

P'Korn se aproximou e me beijou, seus lábios macios acariciaram os meus com urgência, cada segundos que passamos longe foram recompensados por esse simples beijo simbólico. Meu corpo estava aquecido com a presença de P'Korn. Ele se afastou e disse:

- É isso que você chama de beijo. - sorri, vendo feixes do sol tímido entre os fios de cabelos de P'Korn.

- Por que você está assim?

- Porquê? Você roubou um beijo de mim primeiro - ele começou a me causar cócegas, risos meus se espalharam pelo parque. Quando eu já não aguentava mais, falei:

- Ok, eu me rendo. - ele parou de me fazer cócegas e me encarou de novo. Seu olhar transmitia carinho e cumplicidade.

Suspirei com a visão que tinha, P'Korn era a paisagem dos meus olhos. Era como uma pintura que nunca me cansaria de deslumbrar.

- Estou tão feliz. - falei, sentindo meu coração transbordar de um sentimento puro e extraordinário.

O vi sorrir, ele olhou por um momento para meus lábios e foi se aproximando.

Seu beijo era carinhoso, me faz imaginar que agora só existíamos nós nesse mundo, onde éramos donos de cada canto para chamarmos de nosso e sermos o que queremos ser sem qualquer privação.

Nessa tarde pude ter certeza mais uma vez que P'Korn era a pessoa na ponta do fio vermelho.

Ele se afastou e continuou a me olhar. Parecia decorar cada centímetro do meu rosto.

- Hoje minha sobrinha Alin disse que te ama. - falei. Korn enrugou a testa.

- Me ama? Ela não me conhece. - dei de ombros e abracei seu pescoço me aconchegando mais em seus braços.

- Ela disse que ama a pessoa que me faz feliz. - ele soltou o ar, sorrindo.

- E como eu te faço feliz? - perguntou, afastou uma mecha do meu cabelo.

- Você me faz feliz só por estar assim comigo. Sua presença já basta. - ele sorriu e beijou meus cabelos. Voltou a me olhar e disse:

- Você é o que me dá estabilidade. Não lembro mais como vivia sem você. - P'Korn acariciou minha bochecha e meu coração estava batendo forte como louco - Você estando feliz é o que tenho de mais precioso. Você, Intouch, é meu propósito de vida. - concluiu, meus olhos estavam lacrimejando e me sentia extasiado.

Não sabia da sua preocupação o que rodeava, não iria incomodá-lo perguntando, só me conformava em saber que ele esquecia qualquer coisa comigo por perto. Ele sorria e seus olhos brilhavam.

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