Epílogo
Já leram o capítulo anterior? Tem mudanças nele
Dois anos e meio depois
Ana
- Pai, viu minhas botas? - grito do meu quarto.
- Devem estar debaixo da cama, junto com as caixas das coisas do seu namorado! - ele responde me fazendo encarar a cama e caminhar até ela.
Não moravamos mais na fábrica, tínhamos uma comunidade apenas nossa, grande como Alexandria, cheia de casas que havíamos construído, plantações e em um lugar que os zumbis não conseguiram atrapalhar. No alto de uma das montanhas e próxima da praia. Tínhamos muros altos, resistentes, e vários obstáculos para atrapalhar a vinda dos mortos até nós.
Carl passava a maior parte do tempo morando na minha casa e a outra metade eu ia pra casa dele em Alexandria. Tínhamos uma relação totalmente diferente da de um ano atrás, as coisas entre nós haviam mudado desde nossa primeira noite juntos. Eu me sentia diferente da garota medrosa de anos atrás, da que não queria se aproximar ou se apaixonar por alguém.
Enid tinha um namorado também, ela tinha conhecido ele em uma das buscas fora da Geórgia e eles haviam se aproximado e por fim se apaixonado. Ambos aventureiros de primeira.
"Meu pai e minha mãe" estavam loucos para poderem arrumar mais um bebê, meu pequeno irmão já estava com um pouco mais de um ano e aquilo era um dos motivos deles quererem arrumar mais membros pra família.
As comunidades trabalhavam mais juntas que nunca e agora, uma vez por mês revezavamos nas feiras para podermos fazer as trocas e ajudar em construções futuras.
Era legal toda aquela movimentação, a casa cheia todos os dias, as brigas por quem iria tomar banho primeiro e quem havia comido o último pedaço de bolo guardado.
- Amor? - encaro Carl na porta do banheiro e sorrio. - Acho que encontrei suas botas.
Seus passos pararam assim que ele caminhou até a caixa sobre o guarda roupa. Droga. Eu tinha me esquecido que havia jogado elas lá atrás para não precisar lava - las.
- Obrigada!
Deixo um sorriso escapar e pego as botas. Estava louca para poder sair e ir para a praia. Era uma das partes legais de morar perto da mesma, sabe, poder ir e voltar quando quisesse. Os braços de Carl circularam minha cintura e ele beijou meu pescoço no exato momento em que a porta se abriu e Ester entrou.
- Não queria atrapalhar.
Carl se afastou e acenou para ela.
- Vocês vão ir pra praia? - concordo - Podem trazer alguns cocos? Estou com vontade.
- Uns 5 ou mais?
- Mais, muitos mais.
Encarei Carl e percebei que ele me encarava do mesmo jeito, estavamos tendo o mesmo pensamento. Minha mãe estava grávida de novo, só podia ser. Ela nunca dava vontade de comer coisas assim do nada.
- Você está grávida de novo?
- Como descobriu? - ela questiona fechando a porta atrás de si.
- Só juntei os fatos e você soltou a resposta. - respondo - Já contou pro pai?
- Não, estou preparando pra poder contar.
A abracei segundos depois. Era maravilhosamente bom saber que sua família estaria crescendo, que o mundo teria mais alguém para morar nele, mesmo que ele fosse aquele mundo ruim e cheios de mortos andando de um lado pro outro. Era mais alguém para ajudar a mudar o pouco que tínhamos, para nós trazer alegria.
- Acho melhor vocês irem.
_
O sol estava quase se pondo e os braços de Carl estavam em volta do meu corpo, nossos lábios estavam colados e ele apertava minha cintura de forma leve e que me fazia suspirar.
- Amo essa calmaria sabia? - ele diz - Amo ficar assim com você, sentir a brisa e ouvir o som do mar.
- Parece que o mundo não mudou aqui né?
- Ainda bem. Se aqui tivesse zumbis eu não poderia fazer isso aqui. - Carl me pegou no colo e correu comigo até água e me jogou lá dentro.
Joguei meus cabelos pra trás e encarei o homem maravilhoso em minha frente. Os cabelos de Carl estavam mais curtos e eu tinha amado aquele seu novo visual, ele estava fudidamente sexy daquele jeito e tudo que eu queria era poder o beijar e sentir sua pele contra a minha.
- O que acha de sexo na praia? - o questiono vendo ele encarar as coisas ao nosso redor e me pegar no colo. - Você apoia tudo que eu disser?
- Nem tudo. Aquela fez que você me pediu pra andar pelado pelos corredores da sua casa eu não apoiei. - deixo uma risada escapar e puxo seu corpo pra perto do meu. - Agora se for pra transar com você, beijar você e te fazer feliz, eu faço qualquer coisa.
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