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Narrador

Ana se remexeu desconfortável e incomodada com a dor na cabeça, a qual lhe fazia sentir vertigens. Antes mesmo dela abrir os olhos ela sentiu o toque quente e a voz de Carl ao longe por alguns segundos.

- Ele é um dos médicos que me usaram para... - Ana começa encarando as coias ao redor.

- Acha que eles nos pegaram por causa da cura? - Enid questiona parando ao meu lado e encostando a cabeça na parede gelada.

Eles estavam presos em uma cela. Úmida e silenciosa.

Carl se remexeu sobre o colchão e encarou as paredes e se levantou caminhando até a grade, trancada.

- Seria estranho eu dizer que reconheço esse lugar? - Carl conta encarando as coisas. Mesmo com a pouca luz era possível ver algumas escritas nas paredes.

- A prisão que vocês moravam? - Enid diz.

- Prisão?

Ana não estava entendendo nada.

- Antes de Alexandria, nos morávamos em uma prisão. Passamos cerca de um ano aqui e depois tivemos que sair por causa de uma invasão. - Carl responde balançando as mãos.

Ela não sabia quase nada da vida dele, apenas algumas coisas que ele havia contado em suas conversas e algumas que ela havia ouvido. E se sentia uma idiota por não saber nada da vida do namorado mesmo depois de tanto tempo.

- Era a cela da Beth, irmã da Maggie. - ele estava parado em frente a parede perto da cama, onde haviam alguns escritos ali.

"Elizabeth Greene"

- O fllha da puta nos trouxe para minha antiga casa.

- É bom saber que conhecem o lugar - o médico diz abrindo a porta da cela - Você vem comigo!

O corpo de Ana foi puxado para fora da mesma e arrastada para longe dos amigos sem poder tentar se defender. Seus cabelos estavam sendo puxados junto com sua blusa. Seu braço mecânico estava caído no corredor perto das escadas junto com várias outras coias. As celas ao lado estavam com outros adolescentes, muitos com machucados e com o olhar distante.

Ana estava co medo. Tinha medo dele.

Os corredores escuro ainda tinham resquícios da vida que havia na prisão. Os desenhos ainda estavam presos na parede e algumas fotos das crianças.

Em Alexandria Negan procurava pelas filhas por todos os cantos, enquanto Daryl vasculhava a floresta com um grupo de busca. Já eram para terem voltado, o dia já estava acabando e o grupo de adolescentes sabia que eles não deviam andar a noite na floresta.

- Eu vou sair de carro pela estrada, talvez eles precisem de ajuda, talvez algum deles tenha se machucado e...

- Eles forma levados - Daryl diz entrando na comunidade com as mochilas dos três adolescentes e com as armas deles. - Foram arrastados e colocados dentro de um carro. O rastro sumiu no meio do caminho, logo depois de entrarem na rodovia.

- Preciso achar minhas filhas. - é a única coisa que ele diz antes de se afastar.

Ana foi jogada contra a cadeira e sentiu suas costas doerem. Mais uma vez ele a puxou e a colocou sentada contra a cadeira. Ela foi presa e teve sua cabeça levantada e sendo presa segundos depois.

- Vou tirar todo seu sangue. Cada gota! - o médico louco exclama - Vou pegar toda a cura pra mim.

Ela deixou uma risada escapar de forma nervosa e encaro os olhos negros do homem em sua frente.

- Todos temos a cura, seu idiota! Minha família, meus amigos, as pessoas ao meu redor, todas tem a cura.

Ana cuspiu em seu rosto.

O olhar em seu rosto mudou e ele caminhou para perto da mesa, pegando uma agulha e alguns recipientes. Ela engoliu seco e sentiu a agulha atravessar sua pele e ele rir.

- Vou tirar deles também!

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