1.2 || A Loja (Não Revisado)
Rick's Pov
𝐺𝐿𝐸𝑁𝑁 𝐹𝑂𝐼 nos guiando até o grupo dele. Demos a volta por dentro do prédio e descemos as escadas correndo.
- Estou com duas pessoas e quatro errantes no beco. - disse o asiático no rádio.
Duas pessoas de escudo saíram pela porta com tacos de baseball na mão e partiram direto nos errantes, movimentos violentos para derrubá-los no chão.
- Vamos logo. - disse um dos homens de escudo.
Fomos até a porta e Naomi esperou os homens entrarem para poder fechá-la. Assim que entramos no lugar uma mulher loira veio para cima de mim com uma arma apontada para minha cabeça.
- Seu filho da mãe. Nós deveríamos matar você. - cuspiu as palavras.
- Acalme-se Andrea. Se afaste. - disse um dos homens enquanto retirava o escudo, mas Andrea permaneceu com a arma apontada para minha cabeça.
- Ei loirinha. - disse Naomi analisando a situação. A mulher caminhava para perto de nós dois com muita calma e controle. - Vai abaixar a arma ou continuar fazendo uma cena? - Andrea não respondeu. - Bem... - continuou a mulher dos cabelos escuros, cabelos pretos como a noite e nessa posição, a luz que vinha de uma das janelas deixavam o cabelo dela com um tom azulado. - Então atire. - falou se colocando na frente da arma que Andrea segurava. - Estou esperando você puxar o gatilho.
Andrea começou a suar nervosa com a situação e todos no cômodo a observavam com cautela.
- Da próxima vez que você apontar uma arma para alguém... - abaixou a arma da mulher. - Certifique-se de estar pronta para puxar o gatilho antes que alguém faça o mesmo, só que com você na mira. - deu de ombros e saiu de perto da loira que a olhava com raiva.
- Vamos morrer por conta desse imbecil. - disse Andrea. - Estamos todos mortos por causa de vocês dois. - dessa vez direcionou o olhar para Naomi que revirou os olhos e se reencostou na parede.
- Eu não entendi. - disse antes do homem me puxar.
- Olha, viemos para cidade em busca de suprimentos. Sabe qual o segredo disso? Sobrevivência. - continuou me empurrando para dentro do local. - E sabe qual o segredo da sobrevivência? Entrar e sair em silêncio. Não dando tiros por aí nas ruas como se fosse um cowboy.
Paramos dentro da loja onde conseguíamos observar as ruas. Vários errantes se amontoavam na porta e vitrine famintos e desesperados por carne humana.
- Morales, deixe de hipocresía. - falou uma mulher de cabelos castanhos com mechas rosas. - Você faria o mesmo se estivesse lá fora. - se sentou na cadeira de braços cruzados.
- Todos os errantes ouviram os seus tiros e agora estão aqui. - Vociferou Andrea. - Você tocou o sinto do jantar, entendeu agora?
- Ei T-Dog. - falou Gleen para o homem de boné. - Cheque o rádio e tente contatar os outros.
- Os outros? O centro de refugiados? - disse Naomi.
- Ah sim. - gargalhou a menina de mechas rosas. - Os refugiados estão nos esperando com biscoitos no forno.
- Sem sinal. - informou T-Dog.- Talvez no telhado.
Ouvimos disparos vindos do telhado.
- Merda. Isso foi o Dixon? - perguntou Andrea antes de todos subirmos para o telhado.
Naomi's Pov
Todos subiram desesperados atrás do tal Dixon, mas eu não me importo e não tenho intenção de ajudar. Pelo visto eu não sou a única pessoa que não se importa, a menina do cabelo com partes rosas continuou sentada na mesa aqui na loja. Me sentei perto dela e sorri.
- Quem é esse Dixon? - perguntei.
- Um idiota.
- Todos são. Naomi. - estendi a minha mão para a menina com o gorro.
- Sou a Rebecca. Gostei do jeito que você enfrentou a Andrea, não simpatizo com ela.
- De qualquer forma, a arma estava destravada e ela não ia puxar o gatilho. Gostei do seu cabelo.
- Como sabia que ela não ia puxar o gatilho?
- Se fosse puxar já teria feito. - me reclinei na cadeira e observei a loja. -Tem roupas bem legais aqui.
- Eles são entediantes. Quer fazer "compras"? - deu um largo sorriso.
Se ela quis dizer roubar, eu quero.
- Você quem manda, chefe.
Os tiros começaram novamente fazendo Rebecca revirar os olhos e levantar da cadeira. Ela acenou com a cabeça e decidimos subir para ver o que estava acontecendo.
Quando chegamos no telhado um homem estava com uma arma na mão intimidando todos no telhado, enquanto T-Dog sangrava no chão e Rick estava caído com a mão no rosto, como se tivesse levado um soco.
- Vamos bater um papinho sobre quem está no comando. - disse o homem virado para todos no grupo. - Eu voto em mim. Alguém mais? Hora da democracia pessoal, levantem as mãos. - estendeu a arma na direção deles para que levantassem a mão. Idiota - Vamos pessoal, deixem-me vê-las. - todos levantaram as mãos, covardes. - Alguém mais?
- Sim. - eu falei chamando a atenção do homem que se virou para mim. Fechei as mãos e acertei meu punho com força no rosto dele que cambaleou para trás com o impacto.
- Filha da puta. - murmurou com a mão no rosto.
- Ei. - disse Rick antes de chutar a arma da mão do homem e algemá-lo em um cano no telhado.
- Acho bom você me soltar, cretino.
- Olhe Merle. - Disse Rick pegando a arma que chutou do homem. - As coisas são diferentes agora. Não existem mais pessoas brancas ou pretas, apenas carne.
Entendi o que estava acontecendo, então Merle realmente mereceu um soco e merecia um chute no saco por ser um idiota.
- Vá se ferrar, cara.
- Já vi que tem o hábito de não entender as coisas. - continuou Rick.
- É? Vá se ferrar duas vezes. - disse Merle.
- É melhor ser educado com um homem armado. - disse Rick apontando uma arma para cabeça de Merle, a mesma que o homem estava segurando segundos atrás. - É questão de bom senso.
Olhei para Rebecca que sorria ao ver Merle na berlinda.
- Como está o sinal? - perguntou Glenn.
- Como o cérebro do Merle, fraco. - recebeu um gesto vulgar do Dixon.
- Precisamos de um plano. - Morales tinha um ponto, precisamos mesmo de um plano.
Rick's Pov
Montamos um plano para sair daqui, mas iríamos precisar de luvas e outras roupas. Me aproximei da Naomi que olhava pra uma blusa.
- Que diabos você está fazendo?
- Fica frio, xerife. Parece o Natal. - voltou a admirar a blusa. - Eu vou levar essa blusa.
- Isso é serio?
- Por que não seria? - revirei os olhos e me virei de costas para sair de perto. - Ei, xerife. Tente não morrer lá fora. - sorriu. - Dependo de você para sair daqui viva. - assenti e fui ao encontro de Glenn.
-Você tem certeza que isso vai dar certo? - perguntou o asiático ainda pálido pelo vômito que tinha dado a minutos atrás.
- Espero que sim. - disse colocando a rouba suja de entranhas e sangue de um errante. - Pronto?
- Não. Eu vou primeiro.
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