CHAPTER SIX ──── THE WITCH'S DIARY

Capítulo Seis; O Diário da bruxa

Jordan começou sua busca desesperada pelo diário de Susan, mas estava quase impossível. Ninguém já tinha ouvido falar do diário, e isso dificultava ainda mais as coisas. O diário estava com Matt, escondido em um compartilhamento secreto em baixo de sua cama. Jordan nunca pensou que podia estar lá, o que dava uma grande vantagem para Matt sob o diário. Jordan estava na mansão Lovegades.

— Eu não consigo achar!! Seu diário é invisível! — Afirmou Jordan.

— Se é assim, não posso fazer o feitiço.

— Por que??! Por que quer tanto algo em troca? — Perguntou irritado.

— Porque sei que você quer o amuleto pra ressucistar sua irmã Alisson!

— Sabe?! Como sabe?!

— Eu apenas sei! Não direi como.

— Mas o que isso tem haver?

— Se trazer ela de volta, vai desequilibrar a lei natural das coisas! E isso vai custar um preço enorme para mim. As bruxas irão me banir para sempre! Porém, nesse diário, existe diversas anotações antigas minhas, e em uma delas, um feitiço que posso usar para equilibrar a lei natural novamente. Agora entende?

— Você não se lembra desse feitiço?

— Não Jordan, não me lembro.

— DROGA!!!! MALDIÇÃO!!

Dia 7 de Fevereiro de 1877...

Com o tempo, os Hanowver foram obrigados á dormir na caverna, protegida por Susan. Eles estavam até que muito bem, mas Jordan estava pertubado. Todas as noites ele tinha o mesmo sonho: Saía da caverna e caminhava até um riacho próximo. Nadava até o fundo, onde tinha uma porta. Dentro, Jordan conseguia respirar. Devido á um feitiço, provavelmente. Após entrar, o garoto vê Ali segurando uma espada: Era brilhante! Prata e vermelha. A garota vira para Jordan depois de largar a espada e diz sempre a mesma coisa

— Estou morta Jordan... ESTOU MORTA!

Jordan acorda logo depois. Sempre desesperado. Algo estava realmente errado, e ele não sabia o que.

No jantar, o pai ofereceu bebidas para Jordan, Matt e Ali. Estava muito frio.

— Papai, mas não posso beber.

— É suco de uva querida, vinho é o meu! Eu permito Matt e Jordan beberem também, não se preocupa.

— Tudo bem papai. — Disse a garota.

Ao beber, Matt e Jordan repararam algo estranho na bebida. Ali demorou para sentir também, mas ele sentiu.

— Esse vinho tá estragado!

— O meu suco de uva também.

— Pai, acho que já passou da validade.

— Na verdade não... — O pai disse em um tom triste. — Eu sinto muito...

— Do que você tá... — Jordan tentou perguntar, mas já era tarde demais.

Os três irmãos caíram mortos ao chão.

— Eles não sentiram dor, né Susan?! Você me prometeu. — Disse.

— Não, foi como desmaiar. Mas tem certeza que dar seu sangue de vampiro para eles e mata-los depois pra virarem vampiros é uma boa ideia?

— Drácula irá voltar, e eles precisam estar prontos. — Confirmou.

Dias Atuais...

Era mais um dia comum no colégio. Ou não, pelo menos não para Maya. Ela finalmente iria fazer o teste para ser líder de torcida nas Red Vixens.

— Você vai passar, Maya! — Disse Lizzie tentando acalma-la.

— Você não conhece a Luna Lovegades! Ela irá me destruir! Confie em mim!

— Ela não pode ser tão cruel!

— Você vai ver agora... pode apostar.

As duas se direcionaram para a sala de treino das Vixens, deixando Luna surpresa com a entrada das duas.

— Meninas, essa é uma área restrita de treino para as minhas Red Vixens... resumidamente... CAEM FORA!!

— Luna, só quero fazer o teste! Quero tentar participar das Vixens.

— De novo você, Maya?!

— Por favor... — Maya implorou.

Luna respirou fundo, e fechou os olhos.

— Tá bem, fica ali na frente.

Maya ficou animada e obedeceu.

— Nome completo. — Pediu Luna.

— Maya Rabith Hansen.

— Idade. — Pediu Luna logo depois.

— 16 anos. — Confirmou.

— Peso. — Pediu logo depois.

— 55 quilos. — Disse em seguida.

— Altura. — Já estava ficando irritante.

— 168 centímetros! Será que dá pra gente pular pra parte que interessa?

— Aff! Você é chata ein! Tá bem, já teve experiência em líder de torcida?

— Não. — Respondeu logo depois.

— Quero uma coreografia básica!

— Tá bem... lá vai!

Luna era uma menina extremamente mandona e metida. Arrogante até. Porém no fundo, se importava com as pessoas — pelo menos com algumas...

Jordan estava muito irritado. Depois de sair da mansão Lovegades foi direto para um bar popular em Red Valley.

— Mais uma rodada, por favor!

— Você que manda, chefia! — Disse o barman pegando um copo e colocando mais cerveja para Jordan. Até que um rosto conhecido se sentou ao seu lado.

— Espera... eu te conheço. — Disse.

Era Jane, a mulher que Jordan tinha conhecido no bar que trabalhava.

— Jane Tates, quem diria!

— Lembrou do meu nome... Jordan?

— Eu nunca esqueço um rosto bonito.

— Eu estou morando aqui em Red Valley agora. Lá no Saint Red.

Saint Red era o apartamento que Jordan estava morando ali.

— Não brinca! Eu também...

— Se quiser pode me acompanhar.

— Eu adoraria... — Disse Jordan deixando o dinheiro no balcão.

Os dois andaram até o apartamento então, até chegarem na porta do apartamento de Jordan.

— Se quiser pode entrar. — Disse Jordan. — Estou sem nada pra fazer...

Jane nem pensou duas vezes.

Ao entrar, foi até a cama de Jordan. Estava bem mofada. Jordan entrou no quarto então, A seguindo.

— Tranca a porta... — Disse ela.

Ali Jordan entendeu o que Jane estava querendo. E por mais que pra ela fosse só mais uma noite com um cara bonito, para Jordan era a oportunidade perfeita de se alimentar um pouco...

Jane começou a beijar Jordan de todas as formas possíveis. O mesmo retribuiu a jogando contra a cama.

— É errado eu te querer? — Perguntou Jane achando que Jordan era mais novo. — Uma piada... — Pensou.

— Não. — Disse a ajudando a tirar sua blusa. Até que então, a mordeu no pescoço. Jane nunca sentira tanta dor em toda a sua vida. Nunca mesmo...

Dia 8 de Fevereiro de 1877...

Matt e Jordan finalmente acordaram. Estavam sem entender nada. Até que viram Ali morta no chão.

— ALI!!! ACORDA ALI! — Gritou Jordan.

— NÃO ALI! NÃO NOS DEIXE! ALI! ALI!ALIIII!!!! — Gritou Matt.

A menina abriu os olhos. Jordan e Matt tinham quase perdido ela. Agora eles precisavam entender o que houve.

— O que... houve? — Ela disse.

— Não sabemos. — Respondeu Jordan.

Até que então o pai chegou ali.

— O QUE VOCÊ FEZ, PAI?! — Perguntou Matt em um tom agressivo.

— O que eu precisei fazer... os transformei em vampiros.

— O QUE???! — Perguntou Jordan.

— Eu sou... uma vampira? — Perguntou Ali. A garotinha era tão inocente.

— Sim, querida. — Disse o pai.

— POR QUE???! — Gritou Matt.

— Eu fiz o que foi preciso! Drácula irá retornar, e vocês estarão prontos para ele! — Afirmou o pai.

— Eu me sinto estranho... parece que tudo.... — Matt ficou sem palavras.

— Aumentou. Minha fome, meu sentido... tudo aumentou!

— É um benefício de ser um vampiro.

— Não posso acreditar... — Disse Jordan ainda raciocinando o que aconteceu.

Matt sentiu algo, parecia um grande choque eletrizante passando por cada veia sua. Até que que quando olhou para suas mãos, estavam com vários raios. Faíscas azuis saindo pelos dedos.

— O que é isso?! — Perguntou Matt.

— É o seu... poder. — Disse o pai.

— Meu... poder?! — Perguntou Matt.

— Sim pai! Eu sei que a Ali é muito inocente! Não precisa ficar repetindo isso várias vezes! — Disse Jordan.

Mas o pai não tinha dito isso, e sim pensado... algo estava errado.

— Eu não disse isso! Eu só... ai meu Deus! Você lê mentes Jordan!

— Não tô entendendo pai!

Até que o lugar ficou frio. Ao olharem pra trás, viram Ali. A garota estava muito diferente. Seus olhos e cabelos estavam completamente brancos, os detalhes em seu rosto estavam pretos, assim como as unhas. De suas mãos saíam uma grande fumaça de gelo.

— ALI???! — Perguntou Jordan.

— O QUE TA ACONTECENDO COM ELA, PAI?! — Perguntou rapidamente Matt.

— O Poder dela é... gelo.

— Gente... eu não me sinto bem. Eu me sinto... — Disse Ali caindo de joelhos no chão. Seu corpo ia voltando aos poucos ao normal, assim como sua consciência.

— Tá legal, EXPLICA!!! — Ordenou Matt.

— EXATAMENTE! — Disse Jordan.

— Certo... vamos do começo. Era por volta de 1400, quando nasci. Minha mãe e meu pai eram somente camponeses que tiveram um filho por acaso. Porém as coisas saíram do controle. Eu era uma aberração, uma criatura que eles não sabiam o que era. Mas não demorou muito para eles ligarem com o ser mitológico vampiro.

— Você nasceu vampiro por si só? Não foi mordido? — Perguntou Jordan.

— Sim. Agora sobre os vampiros, os reais, pelo menos. Cada vampiro desenvolve um poder. Isso é da própria pessoa, mas é quase uma regra.

— E qual o seu poder? — Perguntou Ali.

— Eu posso prever acontecimentos drásticos. É por isso que você, Matt, conseguiu poderes de raio, é por isso que você, Jordan, conseguiu ler minha mente, e é por isso que você, Ali, conseguiu poderes de Gelo.

— Continua... — Disse Matt.

— Após isso, meu tio Frank me criou. Ele é um descendente de uma família vampira e tem super força. Ele me ajudou a treinar e a esconder essa parte minha. Ele me contou histórias sobre Conde Drácula, um vampiro antigo e muito poderoso que busca poder. Seu poder era de roubar poderes de outros vampiros. Ele dizia que Drácula era real e eu nunca acreditei. Até o nosso rebanho ser morto e assassinado, o primeiro lembrete. Depois disso, tentamos fugir para longe, mas eu vi Drácula o matando com meus próprios olhos. Meu tio caído no chão. Eu era só um garoto de 14 anos quando ele morreu. Me culpei por isso por anos.

— E depois? — Perguntou Jordan.

— Eu fugi para cá na esperança dele nunca mais voltar. Porém naquela noite ele me deu uma maldição: a imortalidade. Uma antiga flor, conhecida também como Vênus, dava a imortalidade para vampiros. Na época, a flor já tinha sido polida em uma espada, vermelha e prata. Quando um vampiro é esfaqueado com tal espada, ele se torna imortal. E a única coisa que pode matar um imortal é a espada, o que o deu tal habilidade. Naquela noite, Drácula me esfaqueou com ela para que ele me assombrasse por toda a eternidade. Ele também era imortal.

Jordan prestou bastante atenção na descrição da espada feita pelo pai, era a mesma de seu sonho!!!

— E agora que eu os transformei em vampiros com meu sangue, vocês também são imortais... — Disse o pai.

— Nós tambem somos?

— Sim, são. — Disse o pai.

— E onde está a tal espada hoje em dia?

— Com Drácula. Provavelmente em sua base de operações. — Respondeu.

Aquilo era um choque para os irmãos...

— Depois eu conheci uma bela garota e me apaixonei. A mãe de vocês três, mas infelizmente ela morreu durante o parto... vocês eram tudo que me restava. E o Drácula agora finalmente voltou! E não posso deixar ele tirar a única coisa que me resta. Foi por isso que eu os transformei.

— Mas como funciona a transformação? — Perguntou Ali.

— Para uma pessoa virar vampira ela precisa morrer com um sangue de vampiro no organismo. Depois ela irá acordar, e precisa se alimentar se sangue para completar a transição.

— Então precisamos de sangue?

— Exatamente. — Disse o pai.

— Ou o que? — Perguntou Ali.

— Vocês morrem. — Disse ele.

Dias Atuais...

Jane acabara de acordar na cama de Jordan. Acordou assustada, claro! Ainda mais com ele a observando.

— Meu Deus! Saia daqui! Você é um monstro, um... vampiro? Você me mordeu!!! — Jane passou a mão onde Jordan havia mordido. Ela sentiu a ferida, mas já tinha parado de sangrar.

Jordan correu em alta velocidade e jogou Jane contra a porta do guarda roupa, e a olhou vidrada nos olhos.

— Você agora é completamente apaixonada por mim, de forma cega, a ponto que faria tudo que eu disser.... TUDO! Você sabe que sou um vampiro e vai me deixar me alimentar de você quando eu quiser, mas não sentirá dor enquanto eu morde-la. — Disse Jordan. Na hora que disse, seus olhos brilhavam vermelhos. Ele tinha usado seu poder de controlar mentes.

— Certo. — Ela respondeu logo depois.

Naquela manhã, Maya estava chateada. Ela não tinha passado no teste das Red Vixens, algo que ela queria muito.

— Você pode tentar ano que vem de novo, Maya! — Disse Lizzie.

— Isso vai demorar muito, Lizzie! É uma perda de tempo, a Luna me odeia e eu nunca sei o motivo verdadeiro.

— Desculpa Maya! Eu não sei o que dizer... é que... eu não sei!

— Tudo bem Lizzie! Sério, pode ficar tranquila. — Respondeu Maya.

Isaac acabara de chegar onde as duas estavam. Se aproximou aos poucos e deu um beijo em Maya.

— Juro, o seu beijo muda o meu dia de uma forma... — Maya era muito fofa.

Issac riu de uma forma bem forçada.

— Como você tá? — Perguntou Isaac.

— Eu tô bem! E você? A gente não tem se falado tanto essa semana...

— Eu também. É que os treinos estão ocupando muito o meu tempo.

— Ah, claro! Eu entendo.

— Bom, foi só isso. Nos vemos na aula de inglês. — Afirmou Isaac saindo.

Lizzie não pode deixar de perguntar.

— Você é fofa assim todo tempo?

— Todos dizem isso! É que eu sou muito apegada as pessoas que amo, e o Isaac é quase um antidepressivo pros meus dias, sabe? Então, acho que sim.

— Maya, juro, você é incrível!

— Obrigada Lizzie, você também. Nunca tive uma amiga como você. Sinceramente, nunca mesmo. Só... pode me prometer uma coisa?

— O que, Maya?

— Que nunca vai me deixar. Todas as amigas e amigos que já tive me abandonaram, me promete que não fará isso também, Lizzie.

— Eu prometo! Jamais faria isso.

— Eu acredito em você, Lizzie.

Até que então Lizzie notou um garoto se aproximando. Usava roupas pretas e tinha um olhar assustador — Jordan.

— Elizabeth Taylor? — Perguntou.

— Sim, e... você é?

— Jordan Parrisow. Eu sou o irmão da prima da irmã da filha da tia da sua amiga, Maya. — Disse ele.

Lizzie ficou um pouco confusa.

— Espera, o que?

— Deixa pra lá. Eu só vim fazer uma pergunta pra você. Sabe, eu sou adotado, mas a minha família de sangue tem um diário antigo. Ele era da minha tataravó, ela era um pouco maluca e escrevia contos da sua imaginação nele, mas tem valor sentimental. O nome do diário é diário de uma primária, teria visto ele?

Lizzie imaginou que Jordan estivesse  mentindo, parecia formal de mais e muito explicativo. Mas por algum motivo, ela decidiu contar.

— Ah, sim! Meu amigo Matt levou ele pra casa, a gente encontrou ele na biblioteca. — Disse Lizzie se virando e apontando pra direção certa. Porém quando se virou, Jordan não estava mais ali. Nem sequer perto, estava longe, o que a deixou abismada.

Jordan foi em direção á casa de Matt. O Garoto havia faltado para ler o diário, mas nunca pensou que Jordan chegaria ali, nunca passou sobre sua cabeça.

— Jordan?! O que faz aqui?!

Matt tentou esconder o diário atrás das suas costas, mas foi meio idiota essa ideia, parecia óbvio demais...

— Fala sério, eu sei que o diário da Susan está aí atrás. Me dá ele logo!

— Pra que você quer, Jordan?

— Susan quer ele. Nele contém um feitiço que ela escreveu séculos atrás. Esse feitiço pode equilibrar a lei natural das coisas quando trouxemos Ali de volta a vida. — Explicou.

— Como vai ressuscita-la?

— Quando eu a entregar o diário, ela irá fazer um feitiço para trazer o amuleto de volta, e aí eu usarei para trazer Ali de volta. — Respondeu.

— Você tem certeza? E se um dia Drácula voltar? Ele não pode por as mãos no amuleto.

— A gente dá um jeito de destruir. Matt, temos a chance de trazer nossa irmã de volta! Eu não posso deixar ela presa naquela dimensão da morte.

Matt ficou bem pensativo. Quando as pessoas morrem, suas almas ficam aprisionadas em uma dimensão, criada pela própria morte. Lá, os mortos enloquecessem ao ponto de esquecer tudo sobre sua vida. O pior destino.
Por um lado, Ali finalmente iria sair do sofrimento, por outro, se Conde Drácula retornar, seria o fim do mundo sobrenatural. Ele teria que fazer uma decisão, uma decisão bem difícil...

Dia 8 de Fevereiro de 1877...

Para completar a transformação, os irmãos precisaram se alimentar de sangue humano. Porém só um pouco, ou era pra ser assim. Uma grande trilha sanguinária começou, causada pelos três. Nunca tinham sentido tal sensação antes. Dos três, quem mais bebia sangue era Ali, ela era implacável. Tinham acabado de se alimentar de humanos quando o pai chegou.

— JA CHEGA! JÁ CAUSARAM PROBLEMAS DEMAIS!!!

— Mas pai... Eu preciso de mais! Eu preciso!!! — Disse Ali.

— Não filha! — O pai agarrou as mãos de Ali para tira-la de perto do homem morto ali, quando sua mão congelou, por causa do poder de Ali. — MERDA!

— Ela tem razão pai... Isso é muito bom! Nunca tive uma sensação tão boa... é tão... — Jordan disse devorando o pescoço de uma mulher morta.

— Isso é muito bom! — Disse Matt.

— CHEGA! PAREM AGORA! JA SE ALIMENTARAM DEMAIS POR HOJE! 

— Não! — Respondeu Ali.

— Vocês que pediram. — Disse o pai.

Susan se aproximou com suas duas mãos direcionadas para os três irmãos. Seu poder fazia uma dor imensurável, até desmaiarem de tanta dor. Alguns minutos depois, os irmãos acordavam.

O pai logo então percebendo que os filhos acordaram, jogou bolsas de sangue ao chão. Estavam bem vermelhas, certamente frescas.

— Não nos disse pra parar?

— É sangue de animal. Bebam, vai fazer bem. — Disse ele logo depois.

— Mas somos vampiros!

— Sim, são. Mas nem por isso vão sair matando todo mundo.

— Você estão causando preocupações nos ouvidos da realeza. — Disse Susan entrando ali. Ela tinha um anel em mãos. Ela sempre o usava.

— O que é isso? Na sua mão.

— É meu anel. Na verdade, a joia dele pode ressuscitar os mortos, sabia?

— Sério?! Papai, então por que você não pede pra ela trazer a mamãe de volta? — Perguntou Ali inocentemente.

— Acontece que esse artefato só traz de volta as pessoas mortas por causas sobrenaturais. — Disse ele.

— Ah... — Ali ficou chateada. Seus olhos brilharam quando pensou na possibilidade de ter sua mãe de volta, por mais um tempo. — Que pena.

— Ei, você ainda vai vê-la um dia.

— Sério?! Quando, papai?!

Os irmãos tinham entendido o que o pai quis dizer, mas ficaram quietos.

— Isso não importa. Quando for a hora certa! Eu prometo, tá bem?

Ali abraçou o pai imediatamente.

— Ali, que tal irmos dar uma volta?

— Sim! Eu não aguento essa caverna.

— Vem. Meninos, vocês vêm?

— Não, valeu. — Disse Jordan.

— Tô bem assim. — Disse Matt.

— Bom, vocês que sabem. Vem Ali.

Após o pai sair dali com Ali, não demorou muito pra Susan ir também.

— Eu tenho que cuidar de um problema. Informe o pai de vocês que volto amanhã pela manhã.

— Tá bem. — Disse Matt.

— Certo. Adeus meninos. — E saiu.

— Nossa cara! Que fome! Só queria um pouco... era o suficiente. — Disse Matt.

Matt notou que Jordan estava um pouco distante naquele momento.

— Que foi, Jordan?

— Como assim?

— Você tá... distante.

— Promete que não vai dizer nada pro pai ou pra bruxa? Nem pra Ali.

— Fala logo. Estou curioso.

— Sabe aquela espada que o pai falou? Aquela que o transformou em um imortal e que pode também mata-lo?

— O que tem ela?

— Eu venho tendo sonhos com ela á dias. Nesses sonhos eu vou até um esconderijo no sub-solo de um riacho aqui perto, e dentro, vejo a Ali segurando a espada. O pior vem depois.

— O que acontece depois disso?

— A Ali diz "Estou morta".

Cruzes! Você não tá... espera!

— O que foi, irmão?

— E se esse lugar que você vê for o esconderijo do Drácula? Isso faria total sentido!! Você viu a espada lá, e o pai disse que a espada está com o Drácula.

— Então isso pode significar que...

— A ALI ESTÁ EM PERIGO! — Disse os dois ao mesmo tempo.

— Mas então eu estaria tendo o que? Um tipo de premonição do futuro?

— Não sei! Mas quanto antes formos até esse lugar, mais rápido podemos ter certeza. — Disse Matt.

— Verdade!! — Disse Jordan.

— Mas espera, Jordan! E se for mesmo o esconderijo do Drácula? O que a gente faz? — Matt perguntou.

— Somos vampiros agora! Podemos derrota-lo! — Disse Jordan.

— É... tem razão! Vamos logo! Você sabe exatamente onde é esse esconderijo do seu sonho? — Perguntou Matt.

— Sim! Se for real pelo menos.

Enquanto isso, Ali e seu pai estavam se divertindo tentando achar cervos.

— Você quase pegou aquele! — Disse o pai rindo muito, assim como a garota.

— Sim, verdade!! — Ela respondeu rindo. A garota já estava soluçando de rir. Até que o pai ouviu um barulho. Parecia galhos quebrando. Fez um sinal de silêncio pra garota e tomou a frente, seguindo o caminho do som. Andava bem devagar, mas quando olhou, era somente um pequeno coelhinho.

— Ah! Ali é só um... — A garota não estava mais ali. Onde poderia estar? Brincando? — Vamos Ali! Sem brincadeira!! ALIIIII! APAREÇA AQUI AGORA OU VAI FICAR NAQUELA CAVERNA PELO RESTO DA SEMANA.

Não era brincadeira... Jordan então correu até o local, e Matt o seguiu. Era um riacho perto mesmo..

— E agora? Pulamos? — Perguntou Matt vendo a profundidade.

— O que esperava? É no fundo.

Jordan não esperou muito e mergulhou. Matt o seguiu logo depois. Os dois mergulharam até ver a entrada. Abriram, e então entraram exatamente na sala do sonho de Jordan. O mais estranho era o feitiço que os fazia respirar naquele lugar ali.

— Caramba, é exatamente o mesmo lugar do meu sonho. — Disse Jordan.

— Tá e agora? — Perguntou Matt.

— A gente pega aquela espada!!

A espada estava realmente ali. Jordan correu pra segurar, quando alguém surgiu. Era muito veloz, e com um raio o jogou longe. Era Conde Drácula! Mas ele não estava sozinho. Segurava Ali pelas mãos, tampando sua boca. Ela estava desesperada, com muito medo.

— Sério... a irmã de vocês é bem agitada. Quando a peguei tentou me morder e me congelar. A pena é que eu tenho proteção contra isso. Um benefício de ter absorvido o poder de um híbrido á uns... quatrocentos anos.

— Seu desgraçado! — Disse Matt.

— Então é você!! Conde Drácula! Não parece tão assustador de perto.

— Não brinca comigo, Jordan. Ou eu mato sua irmã com apenas um movimento, e depois mato você e seu irmão. Ou melhor, eu os faço sentir dor antes e depois mato vocês.

— Solta nossa irmã! — Gritou Matt.

— É... eu acho que não. — Disse Drácula com um sorriso satisfatório. Logo depois disso, o rosto de Ali ficou branca, seus olhos brancos e seus dentes ficaram afiados. — Vamos fazer uma pequena troca. Eu quero o anel da bruxa primária! O que ressuscita os mortos. — Afirmou o vilão.

— Está com ela! Se estivesse conosco nós daríamos!! — Respondeu Jordan.

— Solte a Ali e depois... — Matt ficou desesperado. — ... Damos um jeito de pegar o anel! Certo?

— Esse tipo de joguinho não funciona com o vampiro mais antigo do mundo, Matt. — Respondeu Drácula.

— O QUE QUER QUE A GENTE FAÇA?!

— CONSIGAM O ANEL, OU NUNCA MAIS VERÃO SUA IRMÃ!!!

Até que Drácula teve uma surpresa, o pai dos três tinha chegado.

— Ora ora! O pai chegou! — Disse o vilão dando diversas gargalhadas.

— DEVOLVA MINHA FILHA, AGORA!

— Não sem o anel. — Respondeu.

— O que fazem aqui?! — Perguntou o pai vendo que Matt e Jordan estavam ali também no esconderijo.

— Longa história. — Disse Matt.

— Quer saber? Cansei! — Drácula disse, e logo depois, pegou a espada e matou  Ali. A menina caira morta no chão.

— NÃOOOO! EU VOU TE MATAR!!!!! ELA ERA MINHA FILHA!!!!!!!!!!!!

Os olhos do vilão e do pai brilharam, e o pai logo então pulou para cima de Drácula. Começaram uma luta sangrenta. Enquanto isso, Matt e Jordan correram desesperados até Ali.

— Ela foi morta... — Jordan chorava.

Matt também não pode conter os choros, afinal ela também era sua irmã.

— EU VOU ACABAR COM A SUA RAÇA SEU VAMPIRO DE MERDA!!! — O pai gritou enquanto tentava arrancar o coração de Drácula, usando as unhas.

— Minha... pele é impenetrável! Não pode me matar. — Drácula dizia jogando diversos raios negros no pai.

Até que então, Matt tinha tido uma ideia. A espada que poderia matar um imortal estava bem ali, era a chance perfeita de derrotar Conde Drácula, porém ele só tinha uma chance...

Correu então até a espada, e a segurou. Logo depois, se preparou para matar o vilão, quando o mesmo pareceu sentir aquilo. Jogou o pai longe e virou para segurar a espada contra Matt.

— Você acha que consegue me matar com isso? É só um adolescente idiota!

— VOCÊ MATOU MINHA IRMÃ!!

— Irei deixar a cabeça dela em cima da minha estante na parte de conquistas!

— AAAAAAAAAA! — Jordan saiu raivoso jogando Drácula contra a parede. — EU VOU TE MATAR!!!!

O vilão conseguira escapar do golpe.

— Leia minha mente Jordan, veja a satisfação que sinto!!!!

O pai tentou também esfaquear Drácula, mas ele sempre previa os ataques. Mas uma coisa ele não previra. Uma dor eminente tomava conta de sua cabeça, o fazendo sentir inúmeras dores. Era Susan, a bruxa primária.

Vampire prendi et tali fato pejora leto!
Vampire prendi et tali fato pejora leto! VAMPIRE PRENDI ET TALI FATO PEJORA LETOOOO! — A bruxa gritou. Depois daquelas palavras, a dor que o vilão sentira se transformara em energia. Uma grande massa de poder roxo se formou em volta de Vlad, e cada pedaço de seu corpo era destroçado, até não restar mais nada além do vazio.

— O que fez, Susan?? — Perguntou o pai vendo aquela cena.

— Usei um feitiço antigo. Ele prende o inimigo na mesma realidade da morte, porém o isola de todos. É o destino pior que a morte. Drácula não voltará.

— Por que não fez isso antes?!

— Esse feitiço demora pra ser preparado. Estive o preparando durante as últimas duas décadas.

— MAS AGORA A MINHA IRMÃ ESTÁ MORTA!!! — Gritou Matt.

— Eu sinto muito... — Disse a bruxa.

Até que Matt acabara de ter uma ideia.

— Espera, PODEMOS USAR O SEU ANEL! ALI FOI MORTA POR UM SOBRENATURAL!! — Gritou.

Mas por algum motivo, o anel não estara mais em seu dedo.

— Eu não tenho mais ele... — Disse olhando para baixo.

— COMO ASSIM SUSAN?! VOCÊ PERDEU? PODEMOS PROCURAR!! É A MINHA FILHA!! — Disse o pai.

— Para terminar o feitiço que prende Drácula, foi necessário o poder do anel. Na verdade, da joia. Ele é um anel místico, ou seja, um objeto indispensável para as bruxas e bruxos. O feitiço precisava de um. Eu sinto muito, família Hanowver...

Todos pareciam muito chateados.

— Não tem nenhum jeito de recuperar o colar? — Perguntou Jordan.

— Na verdade, o objeto é indestrutível quando usado em um feitiço. A não ser que uma vez seja destruído por uma bruxa, ele sempre irá ser reconstruído em cada geração. Então existe uma possibilidade de vocês conseguirem encontrá-lo. Boa sorte nisso.

— Não vamos desistir! — Afirmou Jordan. — Eu, meu irmão e meu pai vamos encontrar esse artefato!!

— Na verdade não é bem assim... não irei estar com vocês. — Disse o pai.

Os irmãos se viraram, com olhares preocupados, decepcionados e certamente duvidosos.

— Do que está falando, pai? — Perguntou Matt com um tom agressivo.

— Eu já sofri demais nessa vida. Para onde eu vou, destruição e merda, muita merda, me persegue. Então eu sinto muito, mas farei o que for seguro pra vocês e para mim. Eu os dei um fardo, transformei vocês em vampiros e ainda imortais. Eu tomei a decisão errada, e agora, preciso que cuidem um do outro.

— Tá de sacanagem? — Perguntou Jordan. — NOS TRANSFORMA EM VAMPIROS IMORTAIS E DEPOIS FOGE DE TODA RESPONSABILIDADE?

— É o certo! Eu tenho uma maldição e não vou deixar que ela traga desgraça para vocês também. Minha maldição é que não importa onde eu vá, coisas ruins acontecem, e não importa o que pensem de mim, não vou arruinar também a vida de vocês. — Disse o pai.

— Está sendo um covarde. — Disse Jordan. — Fugindo depois de errar.

— Não faça isso pai! Por favor. Não sabemos nem controlar nossa sede de sangue, ou controlar nossos poderes! Você precisa nos ensinar! — Disse Matt.

— Vocês aprenderão tudo isso sozinhos.
Eu sei que pode doer, mas não é um adeus. Eu prometo que voltarei.

Logo depois disso, um silêncio constrangedor tomou conta do diálogo. Jordan já tinha sua opinião formada, e era que seu pai era um covarde por os transformar em monstros sem controle e depois fugir de toda responsabilidade. Matt tinha um ponto de vista parecido, ele entendia o por que do pai fazer aquilo, mas ainda sim, achava seu ponto de vista distorcido. Talvez o pai esteja tendo uma visão errada das coisas, mas Matt não poderia mudar isso, nem mesmo com muito esforço...

𝐏𝐑𝐂𝐈𝐎𝐔_𝐒𝐓𝐈𝐋𝐄𝐒 ©

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